Daily Archives: 03/02/2012

Vermentino DOC Colli di Luni 2010 “Terenzuola” 2010

Para Joanna Simon, a  Vermentino “é uma uva aromática que faz brancos vívidos na Sardenha, Ligúria, Córsega e Languedo-Rousillon, provavelmente  a mesma que a uva Rolle da Provença (França).” Já Hugh Johnson, com o laconismo exigido pelo seu guia de bolso, assim a define: ”italiana, jovial, com textura satisfatória e potencial de envelhecimento.”

 
Os vinhos brancos de Colli di Luni, na Toscana,  são recomendados para harmonização com sopas e massas com molho pesto. O resultado é agradável ao paladar. O Vermentino, é adequado para aperitivos e pratos principais de peixe e marisco e os tintos para combinar com a cozinha Toscana, em geral, especialmente carnes, queijos e carnes brancas. 
 
 
 
Sobre o produtor: Terenzuola di Ivan Giulani
Em 1993, Ivan Giuliani decidiu deixar seus estudos universitários em economia e se dedicar em tempo integral para viticultura e vinificação. Sua propriedade se estende por 15 hectares, 14,8 dos quais  plantados com vinhas. Ivan é o único produtor que elabora vinhos das uvas autóctones Merla e Tintoretto, duas varietais tintas cultivadas na área desde o século XIX. Tipo de viticultura: a prática orgânica (não certificada). Ivan firmou recentemente  parceria com o Dr. Evasio Pasini, um famoso cardiologista, e agora também vai gerir uma propriedade em Cinque Terre (Ligúria), nas zonas históricas para a viticultura Montenero, Corniolo e Volastra.
 
Vinhas plantadas:
Sangiovese – 0.30
Merlot – 0.70
Vermentino – 9.00
Merla – 2.00
Tintoretto – 2.00
Sauvignon Blanc – 0.80
Vermentino Nero – 1.00

 

Degustação

Vermentino DOC Colli di Luni “Terenzuola”  2010 – álcool: 12% – uvas: Vermentino (90%) e outras uvas autóctones - região: Fosdinovo/Massa/Toscana – importador: MS Import – preço: R$ 72  – palha claro com reflexo esverdeado. Muito aromático com notas florais sobre um fundo mineral. No paladar é um vinho macio, equilibrado, fresco, com sugestões cítricas e confirmação da mineralidade quase salina  sinalizada no nariz. Sua boa acidez o habilita para a mesa e o seu final é limpo, intenso  e persistente. Um vinho fino e de personalidade. Avaliação: 88/100 pts.

 

Vermentino DOC Colli di Luni é na MS Import - www.msimport.com

 

Opções de bons Riesling no mercado

Os vinhos da casta Riesling (do Reno, não a Riesling Itálica) sempre foram bem representados no mercado nacional, sobressaindo-se naturalmente os alemães a alsacianos e alguns poucos países além. Talvez não tenham aumentado o número de países, mas a oferta de vinhos teve um sensível reforço.

Minha intenção não é dar uma ficha ampelográfica completa, mas tão somente relembrar que se trata, quando fiéis á tipicidade, de vinhos de alta acidez, frescor, mineralidade e potencial de guarda de muitos anos, ás vezes algumas décadas.

São poucos os brancos muito longevos, com destaque para algumas uvas como a Riesling, a Chenin Blanc, a Marsanne, alguns cortes de Sauvignon/Sémillon, Viognier e a Chardonnay, que foi motivo de sérios ressentimentos de consumidores que apostaram muito na longa vida de vinhos da Borgonha da década de 1990 e se decepcionaram muito! Mas isso é outro assunto.

PAÍSES

Basicamente seis nações dominam a viticultura desta casta, com maior área de vinhedos e produção: França (Alsácia), Alemanha, Áustria, Austrália, África do Sul e Estados Unidos. Esta divisão equânime entre Europa e Novo Mundo, apesar de volumes diferentes, permite a disponibilidade de um espectro de vinhos numa faixa de preços interessante. Na América Latina, o Chile oferece melhores vinhos, nos seus pouco mais de 300 hectares de plantação.

EVITE CONFUSÕES

É absolutamente necesário buscar alguma informação sobre o vinho que pretende comprar pois a Riesling admite algumas “variações” que não sustentam o seu verdadeiro caráter, o da uva renana. Assim temos a verdadeira e nobre Riesling do Reno, a Riesling Itálica (muito presente no Brasil em vinhos baratos ou cortes em outros vinhos secos e espumantes) e a Cape Riesling, uma versão sul-africana também conhecida como Crouchen Blanc.

BOAS COMPRAS POR FAIXA DE PREÇOS

Escolhi quatro vinhos abaixo de R$100, outros cinco entre R$100-150 e fechando com um vinho top. Apenas algumas sugestões, há vários outros!

ATÉ R$100

- Grans Fassian Riesling QbA 2007: do tipo meio-seco, delicioso como aperitivo, baixo teor de álcool (9,5%), aromas de maçãs verdes, mineral e cítricos, retrogosto a lichias. Decanter – R$74,10 – Alemanha (Mosel)- Nota: 86/100 pts.

- Franz Künstler Riesling Estate Trocken QbA 2007: seco, extremamente mineral, notas florais, maçãs verdes. Expansivo no palato, muito bom! Decanter – R$80,30 – Alemanha (Rheingau) – Nota: 90/100 pts.

- Domaine Frey Riesling Tradition 2010 (Biodinâmico): seco, feminino e elegante. Aromas de cítricos, florais, algo mineral, paladar macio, fresco e de média persistência. Cave Jado – R$ 81 – Alsácia -  Nota: 87/100 pts.

- Dr. Loosen Riesling 2007: sempre um campeão de vendas, pois custa uma pechincha e é fresco, jovial, frutado pleno, traços florais e minerais e também macio. Adega Expand/Inovini – R$ 55 – Alemanha (Mosel) Nota: 86/100 pts.

ATÉ R$150

- Château Ste-Michelle Riesling Eroica 2006: seco, boa tipicidade, aromas minerais (petrolado), frutas brancas e lima. Macio e longo. Adega Expand – R$102,40 – Yakima Valley – Washington (EUA) - Nota: 89/100 pts.

- Henschke Julius Riesling 2005: delicioso vinho, complexo, com nuances típicas minerais escoltada por frutas brancas, florais e mel. Expansivo, mostra final longo e notas de mostarda no retro-olfato. Adega Expand – R$148 – Eden Valley (Austrália). Nota: 92/100 pts.

- Leasingham Riesling Bin 7 2008: Um delicioso e macio vinho. Ataque aromático de pêssegos frescos, lima e acentos minerais que transitam entre o defumado e o típico petrolado. Fresco e vivaz, frutado e de final longo e picante. Wine Society – R$128 – Clare Valley (Austrália). Nota: 91/100 pts.

- Casa Marin Riesling Miramar Vineyard 2007: Boa tipicidade, sensação off-dry que chega a sugerir uma possível origem alemã, desfila frutas tropicais, floral, mel, traços defumados e fundo mineral. Vinea Store – R$144 – Valle San Antonio (Chile). Nota: 88/100 pts.

- Weingut Hirsch Zobin Riesling 2009: aromas intensos de frutas brancas e tropicais maduras, pelo queimado, cítrico e mineral. Seco, ótima acidez, macio, frutado, boa persistência. Importadora Vinhos da ÁustriaR$ 108,40 – Kamptal (Áustria). Nota: 89/100 pts.

ACIMA DE R$300

- Domaine Weinbach Riesling Schlossberg Grand Cru Cuvée Ste, Catherine 2007

Vinho jovem e denso, prometendo envelhecer por décadas. Jorge Lucki disse que já degustou no ano de 1990, uma safra 1948 não só em ótimo estado , como ainda na ocasião, “com muito chão pela frente”! Fresco e jovem, exalando notas cítricas como lima, adocicado de mel, floral, acento mineral pronunciado, final muito longo. Nota: 94/100 pts.

Grand Cru – R$390 – França (Alsácia) 

Texto e avaliações de André Logaldi