Daily Archives: 17/02/2012

Áreas vinícolas da margem esquerda – Bordeaux

A margem esquerda é a melhor zona para Cabernet Sauvignon, pois o solo cascalhoso de St.-Estèphe, Pauillac, St-Julien e Margaux, na península de Médoc e Graves, mais ao sul, é proício para essa vinha de maturação tardia. Os vinhos são firmes e complexos e os dos melhores châteaux têm ótimo potencial de envelhecimento. A margem esquerda também é lar do Sauternes, um dos melhores vinhos doces do mundo.  A seguir as principais regiões da margem esquerda: Médoc, Haut-Médoc, St-Estèphe, Pauillac, St-Julien, Listrac-Médoc, Moulis, Margaux, Pessac-Léognan, Graves e Sauternes.

Espumante Ortigão Brut

O Ortigão Brut tem sua espumatização pelo método clássico (fermentação em garrafa). O “remouage” manual e o “dégorgement á la volée”, uma operação manual que segue as tradições seculares dos monges de Champagne, asseguram a boa qualidade deste espumante da Bairrada, que normalmente tem ótimo custo em função da qualidade que apresenta.

O espumante Ortigão Brut é o segundo da direita para esquerda

Degustação
Espumante Ortigão Brut – álcool: 12,0% – uvas: Arinto (60%),  Baga (20%) e Bical (20%) – região: Bairrada – importador: Adega Alentejana -  preço: R$   –  exibiu cor palha claro com reflexo esverdeado. Aromas típicos com notas de leveduras, vegetal seco, suave e equilibrado. Na boca exibiu bolha fina na boca, elegante, termina persistente e muito atrativo. Avaliação: 87,5/100 pts.
 
 

Adèo Campo alla Sughera DOC Bolgheri 2004

Marcelo Copello esclarece o significado da expressão “Supertoscano”: ” foi criada no início dos anos 1980 pela imprensa inglesa e americana para se referir aos vinhos desta região que, apesar de serem na época, pela lei italiana, apenas “vino da tavola”, alcançavam alta qualidade e preço. Estes vinhos “fora da lei” inovaram e ousaram ao misturar uvas estrangeiras como a Cabernet Sauvignon com uvas locais, como a Sangiovese. O resultado foi excepcional, não só do ponto de vista enológico, mas também de marketing. No que diz respeito à modernização dos vinhos do velho mundo, a primeira região a se renovar em bloco (embora de maneira não organizada), criando um estilo próprio e um fenômeno de marketing, foi a Toscana.

O conceito de mesclar uvas internacionais com autoctona se espalhou por toda a Europa, com ótimos resultados, não apenas por motivos “marqueteiros”, mas também por questões de viticultura. Na Toscana, por exemplo, muitos produtores admitem que em alguns terrenos da região é bem mais fácil conseguir bons resultados com Cabernet Sauvignon, Merlot ou Syrah, por exemplo, do que com a rainha local, a Sangiovese.

A própria legislação italiana, vilã do início desta historia, vem se adaptando e absorvendo as mudanças nos vinhos. Em 1994 um decreto ministerial criou a DOC (Denominazione di Origine Controllata) Bolgheri, que permitia ao Sassicaia (um dos supertoscanos ícones) ser rotulado como “DOC”. Hoje algumas DOC muito tradicionais já permitem adição de um certo percentual de uvas “estrangeiras”. Muitos dos supertoscanos também recebem hoje a classificação de IGT-Toscana ou Indicazione Goegrafica Típica, mas flexível que uma DOC.

Hoje a única ressalva é quanto a banalização do termo “supertoscano” que, como não é objeto de nenhuma legislação, mas apenas um “apelido” aos grandes vinhos modernos da região, vem sendo usado indiscriminadamente.

O importante a ressaltar a respeito dos supertoscanos é que, apesar de muitos serem feitos com castas estrangeiras, são vinhos inconfundivelmente italianos. Enquanto muitos exemplares californianos, chilenos ou australianos, feitos com Cabernet Sauvignon e amadurecido em carvalho novo se confundem, sendo difícil distinguir sua origem, os “supertoscanos” têm um caráter claramente italiano”. – Marcello Copelo no portal “Mar de Vinho”. 

 

Adèo Bolgheri Rosso 2004 – região: Campo Alla Sughera, Toscana-Itália álcool: 13,5% – uvas: Cabernet Sauvignon (60%) e Merlot (40%) – importador: Enoteca Fasano – preço: R$ 213 - Vermelho rubi escuro com reflexos violáceos. Aroma intensos e complexos, com fruta bem definida e copiosa, amora, ameixa, especiarias, baunilha, tostados e as típicas notas vegetais da casta majoritária a Cabernet Sauvignon. No paladar é um vinho potente, macio, refinado, taninos muito finos,  acidez salivante e final persistente, longo e profundo. Avaliação: 90/100 pts.++