Monthly Archives: março 2012

Ainda sobre a controvérsia do aumento do imposto do vinho

No painel do leitor da Folha de S. Paulo de hoje, foi publicada a seguinte manifestação, que de forma geral resume o nosso ponto de vista: ”mais uma vez, o povo vai pagar a conta da ganância de um setor que se diz prejudicado pelos importados. Se o governo aceitar os argumentos  da indústria gaúcha de vinhos, seremos “agraciados” com um aumento de imposto para garantir a tal reserva de mercado dos vinhos nacionais. O argumento não poderia ser mais ridículo e o governo não pode ceder a isso.  Eu sou consumidor tanto dos nacionais como dos importados, mas, se isso acontecer, passarei a consumir somente vinhos importados e emcamparei a campanha “não aos nacionais”. Anderson Roberto dos Santos Magnini (São Paulo – SP). 

Amelia Chardonnay 2007 harmonizado com filé de linguado

O Amelia Chardonnay 2007 é um dos Chardonnays mais consistentes do Chile, produzido com uvas do Vale de Casablanca (85%) e Limarí (15%). Para este post, foi  harmonizado com filé de linguado acompanhado de arroz biro-biro,  farofa rica e gratin de batata preparados corretamente pelo Mabella Steak House (Rua Rua Jerônimo Veiga, 153 – São Paulo, 04536-000, tel. (11) 3079-1049) . Exibiu cor amarelo com reflexo dourado, aromas complexos com notas amanteigadas, kiwi, maçã verde sobre um fundo defumado com uma leve nota de abacaxi maduro. Na boca o vinho se comportou da mesma forma do que no nariz e  também se mostrou untuoso, glicérico, escorregadio, fresco  e concentrado. Toda sua estrutura está calcada na fruta tropical e na madeira de ótima qualidade que não macula o conjunto. O único defeito desse delicioso vinho é o seu preço, que oscila entre R$ 160 – 180 nas lojas especializadas. Já o preço do prato é bem mais camarada e o Mabella possui  vinhos brancos por preços bem mais em conta. 

 

 

 

 

 

Champagne Carte D’Or Irroy Brut

As origens do Champagne Ernest Irroy remontam  ao século 17. Naquela época, os vinhedos que cercam o “Chasteau de Irroy en Champagne” e o convento Avenay, eram famosos pela qualidade dos vinhos produzidos que eram oferecidos  aos convidados ilustres.

O castelo e o convento foram destruídos durante a Revolução Francesa, mas os vinhedos  permaneceram na Maison Irroy, que à partir de 1820 expandiu-se rapidamente, quando os proprietários fundaram a sua Maison de Comércio, em Reims.

Em 1955, o Champagne Irroy foi comprado pelo Champagne Taittinger. O Irroy foi mantido, desde as suas origens, com a manutenção da política de qualidade e de refinamento simbolizados pelo “cordão de ouro” que decora os seus rótulos.

 

 Degustação

Champagne Carte D’Or Irroy Brut – safra: n/c – uvas: Pinot Noir (35%), Pinot Meunier (25%) e Chardonnay(30%) – álcool: 12,5% – Região: Champagne/Reims - Temperatura de Serviço: 7oCamadurecimento: parte do vinho base amadurece em madeira e parte em tanques de aço inoxidável – preço: R$ 140 – importador: Wine.com.br – Palha com reflexo dourado. Perlage persistente sem formação de coroa de espuma. Aromas abertos com pão fresco,  frutas secas e leveduras. Na boca confirmou a elegância olfativa com muita maciez e cremosidade. Corpo pleno, fruta presente e final limpo e empolgante. Avaliação: 90/100 pts. 

Série vinícolas argentinas – Pascual Toso

Em 1890, Don Pascual Toso, originário da região do Piemonte na Itália, fundou sua primeira vinícola na Argentina. Algumas décadas depois adquiriu a vinícola “Las Barrancas” em busca pelo terroir ideal para seus vinhos. Em 1995, a vinícola foi adquirida por J. Llorente & Cia, que iniciou um ciclo de investimentos culminando, em 2001, com a contratação do renomado enólogo Paul Hobbs para empreender um projeto de melhoria de seus vinhos que vem rendendo excelentes frutos. FonteAdega Veja do Vinho – Vinhos da Argentina – volume 11

Segunda degustação Varela Zarranz

Degustação realizada no Ráscal Itaim-Bibi no mês de novembro de 2011. Arquivo que foi destruído em decorrência de ataque de hacker ao blog e que foi reconstituído graças às anotações deste blogueiro. Agradecimento ao André e Anderson, ambos do Ráscal. … Read more »

Guerra Gaúcha – entenda o caso

A seguir, transcrição dos tópicos importantes da matéria de grande repercussão veiculada no caderno Comida da Folha de S. Paulo de 29.03.2012

Guerra Gaúcha -

Reivindicação de aumento do imposto sobre vinhos importados, feita por produtores do Sul, gera dissidência entre fabricantes nacionais, faz barulho aqui e lá fora e marcas brasileiras são boicotadas em restaurantes e lojas de bebidas.

Entenda o caso -

A pedido dos grandes produtores gaúchos, o governo brasileiro iniciou uma investigação para determinar se irá elevar o Imposto de Importação ou restringir as compras de vinhos finos de outros países, com a criação de cotas – um limite para a entrada de garrafas.

Por quê

Com base em informações fornecidas pelo setor, o Ministério do Desenvolvimento,  Indústria e Comércio Exterior diz que há “indícios suficientes” de que o crescimento da importação da bebida vem causando grave prejuízo à indústria nacional.

Como é hoje

O importo de importação de vinho fino é 20%

Como ficaria

Chegaria a 55% para o produto vindo do exterior.

Exceções

Se aplicada, a medidanão valerá para a Argentina e para o Uruguai, parceiros do mercosul e talvez para o Chile, por conta de um acordo comercial em vigor.

Como é em outros países

Nos EUA, a alíquota varia segundo o tipo de vinho, origem e preço, mas é sempre na casa dos centavos por litro ou garrafa. Alguns países, como Chile e Israel, são isentos por acordos. Na Europa, varia em cada país. Existe um teto para isenção de impostos. Depoois disso, é cobrado um pequeno valor fixo em euros para cada cem litros.

Argumentos Favoráveis

A produção nacional sofre forte concorrência dos importados. Não é protecionismo, é uma medida legal, prevista na lei.

Argumentos Contrários

O vinho fino que seria sobretaxado, representa somente 15% da produção brasileira. A indústria gaúcha não conseguiria melhorar em oito anos, o tempo máximo de vigência da salvaguarda. Os consumidores pagariam a conta  dos vinhos importados mais caros.

Espumantes

Bem cotados e com a produção em alta, ficariam de fora.

O que são Salvaguardas?

São ações emergenciais para restringir importações de determinados produtos, com aumento do Imposto de Importação ou imposição de cotas. Em tese, são aplicadas nos casos em que a viabilidade econômica de um setopor está em risco.

Matéria de autoria de Luiza Fecarotta

Catena Malbec 2008 – garrafa magnum

 

O contrarrótulo diz que:

“The Catena Family, since 1902: Argentina’s Malbec Pioneer. For over four generations, the Catena family has grown wines in the foothills of the Andes mountains in Mendoza, Argentina. Laura Catena, great-granddaughter of founder Nicola Catena, has created malbec blend with intense black-fruit aromatics and the smooth, lengthy finish that has become the family’s trademark characteristic. Catena Malbec is sourced from the family’s high-altitude vineyards in Maipu (20%), Lujan de Cuyo (10%), Tupungato (40%) and San Carlos (30%). From the marriage of these historic parcels emerges a wine of unique character that has natural balance, concentration and a distinct varietal identity.”

 

 

Degustação

Catena Malbec 2008 – álcool: 13,9% – região: Mendoza [Maipu (20%), Lujan de Cuyo (10%), Tupungato (40%) and San Carlos (30%)] – preço: US$ 61 – importador: Mistral. Vermelho rubi intenso com halo púrpura nas bordas. Aromas abertos com notas florais (violetas), especiarias sobre um fundo de chocolate. Na boca a sua entrada revela um vinho que se destaca pela maciez de seus taninos de boa textura. Também impressionou sua boa acidez e integração da madeira com a fruta e demais elementos como álcool e acidez. De corpo pleno, é um vinho persistente e equilibrado, que se mostrou fresco e suave. Terminou sem arestas. Avaliação: 88/100 pts. 

 

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Queijo da Serra da Canastra vai ganhar selo de controle que certificará sua origem

Queijo da Serra da Canastra, produto mais conhecido da região do sul de Minas

 

As belezas da serra da Canastra não são feitas apenas para os olhos. É possível apreciá-las, também, com o paladar: afinal, um dos produtos mais cobiçados da região é seu queijo, que luta contra barreiras legais, eis que as legislações sanitárias do país inviabilizam métodos centenários da produção dessa iguaria de Minas Gerais.

Feito artesanalmente há séculos, sempre por pequenos produtores, as qualidades que o tornam único são dadas pelas características naturais da microrregião: o clima, a pastagem e a fauna bacteriana do lugar.

O preparo tradicional do queijo da Canastra pode envolver também um período mais longo de maturação que o de outras regiões mineiras.

O visitante deverá perceber que o produto típico não guarda semelhanças com o queijo minas industrializado encontrado nos supermercados. As fazendas da região, inclusive, não têm sequer autorização para comercializá-lo fora dos limites do Estado de Minas Gerais.

A limitação é fundamentada em uma legislação federal de 1952, amparada por diversas portarias subsequentes, que restringem o trânsito de derivados de leite cru.

Se a justificativa para tais medidas é de base higiênica, muitos dos produtores tradicionais sustentam que elas não são amparadas em pesquisas científicas e existem apenas para benefício do produto industrializado. “Do contrário, por que a França podem exportar seus queijos de leite cru, famosos em todo o mundo, e nós não?”, justifica João Carlos Leite, presidente da Cooperativa de Crédito de São Roque de Minas.

Máteria publicada em 29.03.2012, no Caderno Turismo F5, de autoria de Daniel Médici, em colaboração para a Folha de S. Paulo.

O Grande Livro dos Vinhos

Volume  detalha características de vinícolas ao redor do mundo; mais de 4.000 produtores foram escolhidos por 38 especialistas.

Folha de São Paulo, F12 Turismo, quinta-feira,29.03.2012

Os enoturistas brasileiros ganham uma boa ajuda para programar e aproveitar suas próximas viagens com o lançamento de “O Grande Livro dos Vinhos”, que mapeia as principais vinícolas de todo o mundo.

O livro aborda as vinícolas mais consagradas e as mais novas que se destacaram nos últimos anos, descrevendo suas características.

Organizado por Jim Gordon, que foi editor da revista “Wine Spectator” por 12 anos e atualmente edita a “Wines and Vines”, o livro foi escrito por 38 especialistas no assunto, e aborda mais de 4.000 produtores, com indicações dos melhores vinhos.

Útil para os enoturistas são as fotos e mapas de regiões vinícolas. O livro também traz um glossário com cerca de 600 palavras.

O Grande Livro dos Vinhos

Jim Gordon (organização)

EDITORA Publifolha

QUANTO R$ 149,90 (800 págs.)

Degustação dos vinhos gregos Domaine Sigalas com Guilherme Corrêa

No  dia 27 de março, com a presença de Guilherme Corrêa, na Enoteca Decanter São Paulo, sita à Rua Joaquim Floriano – 838,  realizou-se uma degustação dos vinhos gregos Domaine Sigalas. ” Da  ilha de Santorini, chegam na Decanter os melhores vinhos da escola tradicional da Grécia, do Domaine Sigalas. Apenas uvas autóctones, métodos ancestrais de cultivo e elaboração, além do talento e paixão de Paris Sigalas…Vinhos insólitos, dotados de incrível mineralidade vulcânica, uma viagem aos primórdios da vitivinicultura!”

Degustação conduzida magistralmente pelo sommelier bicampeão brasileiro Guilherme Corrêa

Brancos Secos

 Assyrtiko/Athiri Santorini 2010 - 90 pontos na Wine Spectator

Assyrtiko Santorini 2010 – 90 pontos na Wine Spectator e 92 pontos na Wine Enthusiast (figurando na lista dos TOP 100 das duas revistas em 2011)

Assyrtiko Barrel Santorini 2009 – 91 em Parker, que concluiu: “produtor soberbo de Assyrtiko em carvalho, senão o melhor”

Assyrtiko Kavalieros Santorini 2009 – 91 pontos de Parker Tintos Secos Niambelo Santorini 2008

Mavrotragano Santorini 2009  

Vinsanto Santorini 2004 – 95 pontos no Parker, a maior nota já conferida a um vinho grego desta categoria!

 MATÉRIA COMPLETA EM ABRIL

Novos vinhos gregos da importadora Decanter