Daily Archives: 05/03/2012

Casa Mayor Cabernet Sauvignon 375 ml

O Casa Mayor Cabernet Sauvignon 375 ml  é um vinho produzido com uvas do Vale de Colchágua, no Chile. Sua importação é da Orion Vinhos de São Paulo, telefone 011 – 3331 3808. Já provamos e gostamos. Tem boa tipicidade, sem excessos, bom frescor e taninos finos. Enfim, um vinho de boa relação preço-qualidade. 

 

 

Seis linhas para Maremma

A rigor, Maremma é o nome das planícies costeiras da província de Grosseto, mas o termo  foi estendido aos distritos vinicultores de toda a costa sudoeste e das colinas próximas no interior – área apelidada de Califórnia italiana. Atraídos pelas condições propícias a vinhos de qualidade em quantidades comerciais, muitos grandes nomes da Toscana (e outros mais distantes) apostaram na área nos últimos anos. Fonte: Adega Veja do Vinho – volume 6 

Degustação de grandes vinhos ibéricos

Quinta do Crasto Vinha Maria Teresa 2007: no paladar uma verdadeira pomada

Na noite de 3 de março, tivemos a oportunidade de degustar alguns vinhos de Portugal e da Espanha bastante representativos da produção vinícola desses dois países. Estiveram presentes: Alexandre, Mendez, Carlão e Francisco. A seguir a lista dos vinhos degustados, os quais serão avaliados em posts individuais. Antes, porém, dois champagnes foram abertos: Veuve Clicquot Ponsardin Brut e Legras & Haas Brut Rosé. 

Vinhos:

Valduero Crianza Ribera del Duero 2007 – Ana Import

Marques de Caceres Reserva Rioja 2004 – Mr. Man

Quinta da Touriga-Chã 2004 Douro – Interfood

Passagem Douro 2006 – Ravin

Herdade do Esporão TN – Touriga Nacional 2008 – Qualimpor

Quinta do Crasto Vinha Maria Teresa Douro 2007 – Qualimpor

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Projeto Imagem Ibravin 2012 – Vinícola Perini

O Ibravin convidou através do “Projeto Imagem Jornalistas Nacionais Carnaval 2012″, diversos jornalistas e formadores de opinião para conhecerem, no período de 14 a 19 de fevereiro de 2012 as principais vinícolas brasileiras da Serra Gaúcha – RS que integram o Ibravin. A primeira vinícola a ser visitada foi a Vinícola Perini (tel. 55 54 2109 7300), localizada em Santos Anjos “Vale Trentino”,  município de  Farroupilha – RS, portal www.vinicolaperini.com.br. Essa vinícola de perfil moderno, que conta até com uma estação meteorológica nos seus vinhedos para medição da pluviometria diária e uma estação de tratamento de fluentes assim  se define “Os produtos da Casa Perini são diferenciados desde sua concepção e reconhecidos pela qualidade da Vinícola Perini, que possui produção própria e agrega uma área total de 92 hectares de vinhedos (10 ha destinados aos vinhedos). Os vinhos e espumantes são produzidos com uvas de videiras certificadas e conduzidas em espaldeiras em “Y”, técnica que permite uma livre circulação do ar e maior incidência de raios solares, resultando em uvas com grande concentração de açúcares e matéria corante, requisitos indispensáveis para a elaboração de vinhos e espumantes de nível superior.”

Alguns números da Casa Perini

- Focada na produção de espumantes Moscatéis.

- produz 600.000 garrafas anuais.

- 8 milhões de litros de vinhos.

- 4,5 milhões de litros de sucos de uva.

- 2,5 milhões de litros de vinhos finos.

 Em 2004 24,25% de sua produção estava focada no suco de uva. Em 2011 esse percentual aumentou para 49%

 

Espumantes e Vinhos rótulos “Casa Perini”

Brut Charmat – Chardonnay e Riesling Itálico

Brut Rosé – Chardonnay, Gamay e Pinot Noir

Brut Prosecco – Prosecco

Demi-Sec Charmat – Riesling Itálico e Chardonnay

Moscatel Asti

Moscatel Aquarela – Assemblage de três tipos de Moscatéis  – processo Asti

E o renovado Espumante Perini Brut Champenoise (vide comentário abaixo).

Benildo Perini dá boas vindas aos jornalistas

Vinhos produzidos sob o rótulo “Casa Perini”

Ancellotta, Barbera, Cabernet Sauvignon, Chardonnay, Marselan (degustado), Merlot, Rosé, Tannat (degustado – safra 2002) e Perini Quatro.

As marcas “Jota Pê” , “Santos Anjos” e  “Pretinha” também integram o portfólio de produtos da Casa Perini, que em 2005 adquiriu toda estrutura de produção da Bacardi Martini, onde elabora o vinho base para seus espumantes.

 

Franco Perini, Diretor Comercial da Perini, Orestes (Assessor de Imprensa Ibravin) e Pablo Perini Gerente de Marketing,

 

A  casta Marselan, um dos símbolos da vinícola

Favorecida pelo cultivo conduzidos em espaldeira em “Y” que permite melhor controle da produção no vinhedo, essa casta de grãos espaçados que resulta do cruzamento da Grenache Noir com a Cabernet Sauvignon, apresenta ótimo rendimento, maior sanidade,  melhores frutos porque resiste bem à umidade. O resultado na taça do Perini Marselan 2008 (12,5% álcool) é um vinho de cor concentrada, exalando frutas negras, leve terroso, notas tostadas, especiarias, exibindo taninos potentes de boa qualidade. Um boa alternativa à Cabernet Sauvignon que na Serra Gaúcha não tem desempenho no mesmo nível da Merlot, por exemplo (86/100  pts.). 

Vinhos da Casa Perini: caminho certo

 Perini Quatro 2008, o vinho ícone da Perini.

 Resultado do assemblage de quatro castas bem adaptadas ao terroir local, a saber: Tannat, Cabernet Sauvignon, Merlot e Ancelotta, amadurecido durante oito meses em barrica de carvalho francês novo, 12% de álcool, cor intensa, profunda e violácea, aromas abertos com notas de côco, baunilha, ameixa, chocolate, tudo isso sustentado por taninos densos, macios, num perfil carnudo e de acidez surpreendente. Apresentou final um pouco secante a denunciar sua juventude. Custa R$ 66. Avaliação: 87/100 pts.+ 

Espumante Perini Champenoise Brut, elaborado com consultoria de Mario Geisse: surpreendente

Espumante Perini Brut Champenoise, a estrela da casa, a grande surpresa. Produzido com as uvas Chardonnay e Pinot Noir, sob a supervisão de Mario Geisse, 11,8% de álcool, 12 meses de autólise, R$ 32,80 na origem, exibiu atraente  coloração amarelo-palha com reflexos esverdeados, brilhante. Perlage  intenso e vigoroso, com bolhas de tamanho pequeno e boa formação de coroa de espuma. Os complexos aromas  compõem-se de notas cítricas, tostado e notas florais. Na boca, apresenta boa estrutura, é persistente, muito refrescante, possui acidez delicada, sugestões de frutas secas  e retrogosto agradável.  Um espumante cremoso, com leve dulçor, equilibrado que se destaca por sua tipicidade e relação preço-qualidade. Para ser comprado de caixa fechada. Avaliação: 88/100 pts.  

Casa Perini Tannat 2002: o vinho resistiu bem ao tempo

Este Tannat foi aberto para saciar a curiosidade de alguns jornalistas acerca da longevidade dos vinhos produzidos com essa cepa. E, de fato, o vinho ainda estava potável, com sua cor denunciando seus 10 anos. Especiarias e notas herbáceas dominam os aromas. No paladar taninos rústicos, notas de caramelo. Final secante. Seu auge já passou, mas ainda vai suportar mais alguns anos na garrafa. Avaliação: 83/100 pts.

 

Sucos de uva: outra especiliadade da Perini. Perini Quatro: Tannat, Marselan, Cabernet Sauvignon e Merlot – vinho top da casa

Espumante Moscatel Aquarela Rosé  Perini – Assemblage de três tipos de Moscatéis  – processo Asti – maduro, exibindo bom equilíbrio entre doçura e frescor. Com apenas 7,5% de álcool, revelou  boa estrutura. Final suave. Avaliação: 85/100 pts. 

Rodrigo Perini, Oscar Daudt e Tania Nogueira provando a Marselan

 

 

 Conclusão

A primeira visita realizada a convite do Ibravin à vinícola Perini se  mostrou bastante organizada. Houve uma palestra do pesquisador da Embrapa, o Engenheiro Agronômo José Fernando da Silva Protas, que discorreu sobre a produção de suco de uva no Brasil (um dos focos da vinícola Perini), ressaltando as políticas de incentivo para  o cultivo de uvas não viniferas nos Estados de Mato Grosso (Nova Mutum), Goiás (Sta. Helena, Paraúna e Itaberaí), Minas Gerais (Andradas), São Paulo (Jales) e no próprio Estado do Rio Grande do Sul. Quanto aos vinhos produzidos pela vinícola Perini, três vinhos chamaram a nossa atenção, na ordem que segue: Perini Quatro 2008 (R$ 66), Perini Marselan 2008 (R$ 28) e o ótimo Espumante Perini Brut Champenoise (R$ 32,80).  Esse último aliás teve  desempenho digno de nota na matéria veiculada pela Folha de S. Paulo em 21.12.2011, reproduzida neste blog na época  (http://blogdojeriel.com.br/2011/12/seis-especialistas-escolhidos-pela-folha-de-s-paulo-escolheram-as-cegas-os-dez-melhores-espumantes-nacionais-para-o-ano-novo/) com número expressivo de acessos.  

Série vinícolas argentinas – Finca Flichman

Em 1873 foram estabelecidos os primeiros vinhedos e a instalação inicial da vinícola, que em 1910 foi reinaugurada pela família Flichman com seu nome. Hoje, a Flichman é uma representante dos fortes interesses estrangeiros na reunião, desde a aquisição em 1998 da empresa pelo grupo Sogrape. A experiência internacional e foco em qualidade deram iníco a um ciclo de investimentos, sobretudo na implantação de novos vinhedos e na expansão da vinícola com tecnologia de ponta, para a elaboração de vinhos de alta qualidade com caráter argentino e estilo internacional. Importador: La Pastina.

 

Margaux: Château Palmer

Essa vinícola foi criada no século XIX pelo major-general Charles Palmer, oficial inglês do exército de Wellington e hoje pertence a um consórcio de famílias holandesas, inglesas e francesas. Por anos sua reputação excedeu o post de terceiro vinhedo e nos anos 1960 e 1970 seus vinhos foram de fato superiores aos do Château Margaux. Boa porcentagem de Merlot contribui para a lendária textura aveludada e investimentos recentes (1995) em novas instalações mantiveram a qualidade. O segundo vinho, Alter Ego de Palmer, também é excelente. Fonte: Adega Veja do Vinho volume 2