Daily Archives: 17/03/2012

Seis linhas para o Vino Nobile di Montepulciano

Montepulciano é uma cidade sobre colinas a sudeste de Siena que faz vinhos DOCG de uma mistura à base de Sangiovese conhecida como Prugnolo Gentile. Os morros quentes com muita argila propiciam tintos com taninos sólidos e aroma terroso. Em geral a denominação tem imagem mais tradicional que Chianti e menos elitista que Montalcino, sendo uma boa fonte de vinhos cálidos, de bom custo/benefício e caráter bem toscano. Fonte: Veja Vinhos do Mundo – volume 6

Sobretaxar vinho visa combater subsídio

 

 

A entrada de vinho contrabandeado no Brasil e a concessão de subsídios à produção em outros países estão entre as principais reclamações da indústria nacional da bebida, que obteve promessa de ajuda federal.

O Ministério do Desenvolvimento divulgou nesta semana abertura de investigação para aplicar salvaguardas. Essa ação pode resultar em aumento do imposto para importação ou em restrição nas quantidades compradas de outros países.

A indústria do setor, concentrada no Rio Grande do Sul, critica o crescimento da quantidade do vinho importado nos últimos anos e diz que o produto nacional fica só com 20% do mercado.

Segundo o Ibravin (Instituto Brasileiro do Vinho), outros países privilegiam essa cadeia por ser uma atividade que fixa famílias no campo.

“Uma família com dois ou três hectares pode viver [só do vinho]. Se for outra atividade, precisa ter 100 ou 200 hectares”, diz o presidente da entidade, Carlos Paviani.

O presidente da Comissão Interestadual da Uva, Olir Schiavenin, diz que Itália e França recebem benefícios e conseguem entrar no mercado brasileiro. “Só o Chile sozinho colocou quase o dobro [da produção brasileira].”

Segundo o Ibravin, o crescimento do Brasil e a consequente expansão do mercado levaram o país a ser alvo de produtores internacionais, que estavam sem compradores em outras nações.

Anteontem, o governo disse que pretende investigar se há um “surto de importação”.

A Federação das Cooperativas Vinícolas do Rio Grande do Sul diz que há intensa entrada da mercadoria pelas fronteiras sem pagar tributos.

PRÁTICAS ‘PREDATÓRIAS’

Há um mês, a presidente Dilma Rousseff, na Festa da Uva de Caxias do Sul (RS), já havia indicado que tomaria as medidas. Na ocasião, ela disse que o Brasil não ficaria inerte diante de práticas comerciais “predatórias”.

Schiavenin diz que a situação pode levar a um “caos social” na Serra Gaúcha, afetando mais de 15 mil famílias.

Os produtores nacionais afirmam que não existe chance de o mercado brasileiro ficar desabastecido com a restrição de importações.

A Abba, associação que representa importadores, reclamou da investigação do ministério.

Matéria de Felipe Bächtold, de Porto Alegre para Folha de S. Paulo, 17.03.2012, mercado B9

Série vinícolas argentinas – Navarro Correas

Em 1798, Don Juan de Dios Correas plantou as primeiras videiras em solo mendocino. Desde meados de 1800, a empresa limitava-se a vender suas uvas e vinhos a outros produtores, mas em 1974 Don Edmundo Navarro Correas decidiu começar a elaborar vinhos em seu próprio nome. A vinícola se modernizou, e em 2004, inaugurou suas novas instalações – um edifício de 3,5 hectaresa em Godoy Cruz – destinadas a aumentar a capacidade de produção  e armazenamento. Ainda marca a vinícola o centro de visitação de 800 m2, com Wine Bar, duas salas de degustação  e  uma sala de exposições. Seus vinhedos situam-se no Alto Rio Mendoza e no Vale do Uco (Tupungato), a 830 e 1250 metros de altitude respectivamente. A linha Navarro Correas  Colección Privada une vinho e arte com rótulos criados sempre por renomados artistas argentinos que buscam em suas obras o espírito da criação dos vinhos. Importador:  Diageo

Série vinícolas argentinas: Graffigna

Localizada na província de San Juan, seu fundador Don Juan Carlos Graffigna iniciou sua atividade vitivinícola em 1869, sendo um dos pioneiros na exportação de seus vinhos. Com clima caracterizado pela baixa umidade e grande amplitude térmica, Graffigna produz vinhos a partir de uvas próprias, provenientes de seus vinhedos em San Juan – um novo no Vale de Tulum e outro em Media Água, próximo ao Vale de Pedernal.

Espumante Terras do Condado tinto

Na tarde de 28 de fevereiro, tivemos a oportunidade de provar o espumante tinto de origem portuguesa denominado  ”Terras do Condado”, produzido por Adega Cooperativa de Barcelos, fundada em 1962. Inicialmente agregou 51 viticultores, tendo como objetivo principal incentivar a produção … Read more »

Vinhos chilenos e europeus serão os mais afetados pela eventual aplicação de salvaguardas destinadas a proteger a indústria vinícola nacional

As importações de vinhos chilenos, italianos, portugueses e franceses são as principais afetadas pela abertura, ontem, de processo de investigação para aplicação de salvaguardas, destinadas a proteger a indústria vinícola nacional. Segundo o diretor do Departamento de Defesa Comercial, Felipe Hees, as investigações devem durar de cinco a seis meses, e as barreiras à importação, se decididas, terão a forma de cotas de importação. Protegidos por acordo, não serão afetadas as compras de vinho dos países do Mercosul, de Israel e da África do Sul.

“Dados de 2010 mostram uma perda de mais ou menos 10% da produção e das vendas da indústria doméstica no mercado interno”, comentou Hees, que aceitou os argumentos sobre os efeitos da crise econômica mundial sobre o mercado de vinhos no Brasil. Para as associações de produtores, que pediram as salvaguardas, os grandes produtores mundiais, especialmente europeus e chilenos, têm capacidade exportadora muito superior ao consumo brasileiro, e aumentaram vendas no Brasil para compensar a acumulação de estoques com a retração nos mercados tradicionais. “Já há prejuízos graves”, atesta Hees.

O governo não tem como instituir salvaguardas provisórias para evitar importações preventivas enquanto investiga o pedido da indústria nacional, porque as regras da Organização Mundial de Comércio só permitem esse tipo de barreira por meio de tarifas de importação. O acordo de livre comércio entre Mercosul e Chile já garante tarifa zero aos chilenos, e, como salvaguardas devem ser iguais para todos os países afetados, o Brasil terá de aplicar salvaguardas por meio de cotas – que só podem ser definidas ao fim da investigação.

“Por isso faremos um esforço para terminar a investigação o mais rápido possível”, diz Hees. Há prazos previstos em lei para as etapas do processo, porém. Os interessados têm, desde ontem, 40 dias para apresentar provas e argumentos, e até 60 dias para pedir audiência ao ministério. Após esse prazo, as partes serão ouvidas em até um mês.

As salvaguardas podem se estender por até oito anos, e a indústria nacional tem de firmar compromisso de aumento de competitividade.

Segundo a análise preliminar para a abertura do processo de salvaguardas, as importações originadas na Argentina e no Uruguai, protegidas pelo acordo do Mercosul, ficaram estáveis; as vendas de Israel somam 0,02% do mercado brasileiro, e a África do Sul é beneficiada pelas regras que isentam de salvaguardas países em desenvolvimento com menos de 3% do mercado. Entre 2006 e 2010, as importações de vinho aumentaram cerca de 56%. Entre 2009 e 2010, somente, o aumento foi de quase 28%.

Os produtores de vinho brasileiros argumentaram, ao pedir salvaguardas, que os efeitos da crise sobre o mercado só passaram a ser notados plenamente a partir de 2010, quando os produtores estrangeiros, com grandes estoques, atraídos pelo forte consumo no Brasil, consolidaram uma rede de distribuição no país.

As condições de mercado permitem, por exemplo, que vinhos italianos cheguem ao Brasil com preço equivalente ao custo da produção brasileira, argumentam. Alegam ameaça de “asfixia” com a perda de fatias de mercado e contratos com distribuidores.

Segundo constatou o ministério, o consumo de vinho no Brasil cresceu 21% entre 2009 e 2010, mas, enquanto as vendas dos produtores nacionais aumentaram 2%, as importações cresceram 27%. Entre 2006 e 2010, as vendas do Chile ao Brasil cresceram 73%, e as da Itália, 56%. Nesse período, a produção brasileira cresceu menos de 3%, com aumento de capacidade ociosa da indústria nacional.

Matéria de  Sérgio Leo | De Brasília – Valor Econômico, 15.03.2012