Daily Archives: 23/03/2012

Série vinícolas argentinas – Bodega Del Fin Del Mundo

Situada 39 graus da latitude Sul e a 50 km de Neuquén, tem em sua localização patagônica uma de suas grandes atrações. Foi a pioneira nesta província, numa zona de clima desértico e com uma grande amplitude térmica entre o dia e a noite (vinte graus). Seus solos, arenosos e pedregosos, e as brisas constantes asseguram a sanidade das videiras. A irrigação é feita por gotejo com água do degelo do rio Neuquén e um canal de 14 km de comprimento foi construído com este intuito. A vinícola de 800 hectares possui 700 hectares de vinhedos, 85% fdos quais plantados com variedades tintas. Importador:  Mr. Man

Será que o vinho tinto está em ascenção na Alemanha?

A Alemanha tem longa tradição em vinhos tintos, mas a preferência nacional tradicional é por vinhos leves ou mesmo doces, para desesperos dos apreciadores internacionais. Nos anos 1990, os melhores vinicultores perceberam que o segredo de um tinto bom, rico e complexo estava nos vinhedos – os clones certos  nos pontos certos, safras limitadas, colheitas seletivas – e nas vinícolas, com maceração mais prolongada. A uva  Frü – ou Spätburgunder (a Pinot Noir francesa, trazida por monges da Borgonha), ainda é a principal, mas estão fazendo vinhos interessantes de cepas nativas como Schawrzriesling (Pinot Meunier) e Lemberger, além de internacionais como Merlot e Cabernet Sauvignon. No Sul do país é em Ahr há tintos sérios que começam a chamar atenção. Entre os especialistas tintos  estão as Weingute Meyer-Näkel, Rudolf Fürst e August Kesseler. Fonte: Alemanha Terra dos Brancos, Adega Veja – Vinhos – volume 9

O opulento Vinhas da Ira 2005

 

Vinhas da Ira 2005. Um vinho moderno, produzido naquela região que está na linha de frente e que simboliza a revolução da qualidade dos tintos portugueses: Alentejo, região que adotou métodos modernos de produção com excelentes resultados, haja vista as inúmeras premiações internacionais alcançadas por este vinho. É daqueles vinhos que “fazem as pazes com o tempo” eis que só se beneficiará com o seu decurso.

 

Vinhas da Ira 2004 - Importador: Grand Cru – Região: Alentejo – álcool: 14,5% - uvas: alfrocheiro, alicante bouschet e aragonês – Preço: R$ 240,00 - exibiu cor vermelho rubi violáceo intenso e profundo (quase retinto), a denotar ótima extração de cor. Nariz ainda fechado que lentamente abriu e que logo no inicio denunciou o álcool saliente. Após, uma discreta nota tostada secundada por algum vegetal (eucalipto) e leve defumado. As sensações olfativas foram subscritas pelas gustativas, porque na boca se mostrou denso, volumoso e agradavelmente preencheu o palato. Sua entrada já revela se tratar de um vinho quente e bem estruturado. Seus taninos (bem presentes) são ao mesmo tempo viris, finos e mastigáveis. É um vinho firme, guloso e que tem nervo, muito nervo. Também mostrou boa fruta (compota) e estreita comunhão com a barrica (onde estagia). Final de média/longa persistência com sensações adocicadas, notas de ameixas a deixar transparecer sua fruta num corpo amplo e fresco. Passa doze meses em carvalho francês antes de chegar ao mercado. Ainda não mostrou todas as suas qualidades porque “pede cave” onde deverá ter excelente evolução, basta paciência. Também pede comida. É, reconhecidamente, um dos destaques de Portugal porque desempenha bem o papel de alentejano de perfil moderno.  Avaliação: 91/100 pts.++

 

 

 

Projeto Imagem Ibravin 2012 – Fante bebidas, Courmayeur e Quinta de Morgado

Na manhã de 17 de fevereiro, houve a visita à Fante Ind. de Bebidas Ltda., localizada em Flores da Cunha – RS - km 96 da RS 122. Lá, os jornalistas foram recebidos por Júlio Kunz, Diretor Técnico e também por Emílio Kunz Neto, Diretor Industrial  e ex-Presidente do Ibravin, que fez uma palestra na qual afirmou que o setor produtor  de sucos de uva e vinhos, formulou junto ao Governo Federal pleito denunciando o abuso nas importações de produtores  de países estrangeiros que praticam preços abaixo do mercado, com volumes elevados de entrada de vinhos no território nacional. Aduziu que essas medidas não são protecionistas.

 

Sobre a Fante 

Emílio salientou que a Fante na atual configuração é uma empresa que tem 42 anos e que foi fundada por imigrantes italianos que ingressaram no país em 1.890. Recentemente, a Fante comprou os direitos de uso da marca Cordelier (Vinhos Finos) e que já iniciou a produção de espumantes e vinho com essa marca. Atualmente a Fante produz: vinhos, espumantes, sucos integrais (néctar, lácteos) e gaseificados borbulhantes e destilados não alcoólicos. Exemplificando: Divisão de Destilados, Divisão de Não-alcoólicos e Sucos, Div. de Vinhos e Divisão de Águas.

 

A linha de vinhos Cordelier é uma complementação do portfólio de bebidas da Fante, que renovou todo maquinário para elaboração de suco de uva de qualidade superior (Suco Quinta do Morgado). O espumante Oremus é uma marca própria da Fante que tem uma linha constituída de Moscatel, Brut, Demi-Sec e Moscatel Rosé. Outros vinhos: Oremus Moscato Giallo Frisante, Oremus Chardonnay, Cabernet Sauvignon, Cabernet Sauvignon e Merlot  “Bag in Box”, Merlot, Shiraz, Carménère e Cabernet Sauvignon Reserva.  Linha de vinhos Faroni Lopez e Estate.

 

 

Nova linha de sucos de uva 'Quinta do Morgado"

 

 

 

 

Recepção de uvas para elaboração de suco de uva

 

 

Engenheiro Emílio Kunz, Diretor Industrial da Fante Ind. de bebidas Ltda.

 

 

A marca Cordelier agora é da Fante

Wences 2004, um fiel representante da região de Toro – Espanha

Sobre o Produtor

” Encantado com a terra, o clima, o povo e principalmente, a variedade de uva “Tinta de Toro”, Wenceslao Gil Durantez  decidiu fundar em 1991 sua própria bodega na região de Toro após vários anos trabalhando para grandes vinícolas em Ribera de Duero, Cigales e Rueda. Sua carreira de 30 anos na região o tornou um dos grandes especialistas desta variedade, seu comportamento na vinificação e no amadurecimento. Com um trabalho baseado sempre na inovação, foi o primeiro enólogo da região a elaborar vinhos Crianza e Reserva e a aplicar a maceração carbônica. Tendo como base o varietal Tinto de Toro, a Vega Sauco elabora 3 tipos de vinhos que recebem a Denominação de Origem do Toro, nas modalidades Joven, Crianza e Reserva, além de novidades como o Piedras e o El Beybi que em pouco tempo se tornaram verdadeiras jóias espanholas “. - fonte: portal do importador

 

Wences 2004 - vinho que harmoniza muito bem com carnes grelhadas

Degustação

Wences 2004 – região: Toro – uvas: Tinta de Toro (80%) e  o restante de castas nativas não divulgadas pelo produtor – álcool: 14% – importador: Ravin – preço: R$ 249 -  cor vermelho rubi violáceo profundo, intenso com halo granada em formação. Aberto e clássico nos aromas com leves sugestõess oxidativas que logo cedem espaço para notas balsâmicas, algum chocolate sobre frutas em compota. Na boca taninos polidos, elegantes e ainda presentes. Fluído, expansivo e com todos elementos em sintonia, inclusive o álcool na casa dos 14%, é um vinho que representante com fidelidade o potencial da emergente região de Toro, Espanha. Termina persistente e salivante no seu marcante final. Avaliação: 90/100 pts.

Casa Miriam Chardonnay “unoaked” 2010

Ao criar a Casa Miriam, Mariano di Paola buscou elaborar vinhos de caráter gentil e acolhedor, que agradasse desde o dia-a-dia até os grandes momentos. Seu staff logo sugeriu que o nome deveria homenagear Miriam, sua esposa e fonte de inspiração para toda a equipe por sua personalidade ho­nesta, gentil e sua forma de tão bem receber a todos. Um dos grandes enólogos argen­tinos da atualidade, Mariano di Paola é titular da cadeira de Eno­logia da Universidade Don Bosco de Mendoza. Em parceria com o enólogo Pepe Galante criou o Mapema – um dos mais reconhe­cidos vinhos argentinos da atu­alidade – , e desde 1995 foi sele­cionado por Nicolás Catena para ser o responsável pelos vinhos da Bodega La Rural – Rutini.  Importador: Ana Import
 
 
 
 
 
 

Casa Miriam Chardonnay 2010 - direto, franco, sem madeira, valoriza a fruta e respeita o caráter varietal da cepa

 

Degustação

Casa Miriam Chardonnay Unoaked 2010  – álcool: 13% – região: Mendoza – preço: R$ 27,50importador: Ana Import – amarelo palha com reflexo esverdeado. Aromas frutados (abacaxi, pêssego, carambola) sobre um fundo lácteo. Na boca revelou acidez delicada, boa concentração de sabor sem sofisticação ou grande complexidade. É, sobretudo, um vinho bem feito, sem arestas e de final macio e equilibrado. Avaliação: 86/100 pts.