Daily Archives: 28/03/2012

Série vinícolas argentinas – Michel Torino

A vinícola Michel Torino foi fundada em 1.892, quando os irmãos David e Salvador Michel plantaram suas  primeiras videiras no Vale Cafayete. Já em 1929 seus vinhos obtinham reochecimento internacional ao conquistar prêmios em Sevilla. A vinícola foi recentemente adquirida pelo grupo Peñaflor que promoveu grandes investimentos e rebatizou El Esteco, em homenagem  à lenda da rica cidade de El Esteco, do Norte da Argentina, que foi soterrada por um terremoto em 1.692 e cujos tesouros sempre procurados, são na verdade seu terroir privilegiado. Dedes 1990 tem entre suas atividades o enoturismo, mas recentemente lançou o belo hotel e wine-spa Patios de Cafayete, onde o hóspede pode participar da vindima, conhecer o processo de produção, desfrutar da gastronomia local e relaxar com tratamentos à base de sais e cremes produzidos apartir da uva e do vinho. Importador: Bruck

Vinhos Cono Sur são relançados pela Brown-Forman em grande estilo

No almoço de hoje, a importadora Brown-Forman do Brasil, através da CH2A Assessoria de Imprensa (Alessandra Casolato), promoveu o relançamento dos vinhos chilenos Cono Sur, produzidos no Vale de Colchágua (Chimbarongo) com uma  apresentação do experiente enólogo e chefe-geral da vinícola Adolfo Hurtado, que discorreu sobre o terroir chileno, vinhos e exibiu vários filmes ao longo de sua apresentação. O evento primou pela organização  e um dos destaques foi a atuação da Gerente de Marketing da Brown-Forman, Elaine Pires. Ainda pela Brown-Forman Gustavo Zerbini, Marcelo Rayol e Amador Carvalho, Diretor da importadora foi quem abriu os trabalhos.   Foram degustados:

Enólogo da Cono Sur, Adolfo Hurtado

Cono Sur Sparkling Bio-Bio (Espumante)

Cono Sur Bicicleta Riesling 2009

Cono Sur 20 Barrels Sauvignon Blanc 2008

Cono Sur 20 Barrels Chardonnay 2008 

Cono Sur 20 Barrels Pinot Noir 2008

Cono Sur 20 Barrels Syrah 2008

Cono Sur 20 Barrels Cabernet Sauvignon 2007

Ocio Pinot Noir 2009

A Bicicleta, símbolo da Cono Sur, vinícola que pertence a Concha y Toro

 

Amador de Carvalho, Diretor da Brown-Forman no Brasil

 

MATÉRIA COMPLETA NO MÊS DE ABRIL DE 2012

 

Nova degustação de vinhos uruguaios Varela Zarranz

      [simple_slideshow]   No almoço de 16 de março de 2012,  pudemos degustar mais quatro vinhos da Viña Varela Zarranz, que iniciou suas atividades no setor vitivinícola do Uruguai em 1933. Pouco mais de uma década depois, adquiriu suas atuais instalações … Read more »

Quinta do Vallado DOC 2009

Localizada em Vilarinho de Freires, no centro do Douro, perto de Peso da Régua, cidade mais importante da região do Alto Douro, a Quinta do Vallado possui 38 ha de vinha com idades entre os 6 e os 10 anos, compensada por 26 ha das melhores parcelas da vinha com mais de 60 anos, gerida pela dupla Francisco Ferreira (gestão agrícola e administrativa) e João Álvares Ribeiro (área comercial), conta ainda com a ajuda do enólogo Francisco Olazabal. São todos familiares e descendentes da lendária Dona Antônia Adelaide Ferreira, que viveu no século XIX e historicamente ficou conhecida como a “Dona Ferreirinha”, empresária que dedicou a sua vida à cultura da vinha e à produção de vinho, no Douro. Por fim, cabe salientar que esses vinhos figuram nas listas das principais revistas de vinhos européias e da Wine Advocate (Robert Parker) e Wine Spectator em razão de suas altas pontuações.

 

Degustação

Quinta do Vallado DOC 2009 – álcool: 14,5% – uvas: Touriga Nacional, Tinta Roriz – região: Douro – preço: R$ 74 (Premier Vinhos) – importador: Cantu - vermelho rubi intenso com reflexo púrpura. Aromas abertos com framboesa, cereja, algum tostado sobre um fundo levemente herbáceo. Na boca exibiu taninos finos, sedosos e de boa textura. Fresco, equilibrado e com toda sua estrutura calcada na fruta. Termina com média persistência e seus retrogosto é frutado. Avaliação: 89/100 pts.+

Pommard Premier Cru Les Rugiens 2008 – Albert Bichot

Sobre Pommard

Este é o nome mais famoso da Borgonha no exterior, provavelmente devido à sua facilidade de pronúncia…os vinhedos produziram 16.472 hectolitros em 1999. O solo rico em calcário produz vinhos  escuros, estruturados, solidos, tânicos e com boa capacidade de guarda. Ainda que longevos, alguns vinhos nunca perdem o caráter inicial que ressalta a força. Os melhores premiers crus  conhecidos são  o Rugiens e o Épenots, localizados nas regiões dos melhores climas, necessitam de no mínimo oito anos para amadurecer. 

 

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Sobre Albert Bichot

Produtor em ascenção na Borgonha, Albert Bichot tem como lema “adaptar nosso trabalho ao vinho – e não o vinho ao trabalho humano.” É  dessa forma que ele resume o enorme respeito à terra e às características únicas de cada parreiral. Sua filosofia minimalista é a de interferir somente quando estritamente necessário no curso da natureza e assim que deixar que cada terroir se expresse na forma mais pura.

 

Afinamento em madeira
15 meses em barricas de carvalho francês de Tronçais, Nevers e Vosges, sendo 50% de 1° uso e 50% de barricas usadas de 1 a 10 anos.

Degustação

Pommard Premier Cru Les Rugiens 2006 – Albert Bichot – álcool: 13% – região: Pommard/Borgonha – importador: Winebrands – preço: R$ 458 -  vermelho rubi-intenso brilhante e límpido. Aromas ricos apresentando complexidade com notas de cerejas maduras, ameixa preta, especiarias sobre um delicado fundo defumado. Na boca a elegância é apenas um de seus atributos. Este Pommard é potente, equilibrado e sutil com taninos presentes de textura aveludada. Acídulo, de final intenso, repetindo as sensações iniciais. Avaliação: 92/100 pts.+

Salvaguarda não vai tornar o vinho brasileiro competitivo

Prevista pela Organização Mundial do Comércio, a salvaguarda resultaria na imposição de um limite na quantidade de garrafas importadas e/ou no aumento das tarifas de importação. Noutras palavras, vinhos mais caros para o consumidor.

A salvaguarda só pode ser aplicada se ficar comprovado que a indústria nacional sofre prejuízo grave em decorrência do aumento das importações.

Os produtores de vinho, usando números de 2006 a 2010, alegam que, na crise mundial de 2008, os países exportadores de vinho “despejaram” o excesso de produção no mercado brasileiro, com redução de preços.

A participação do vinho importado no mercado nacional sobe de 2009 para 2010. Com isso, a venda de vinho brasileiro cai no mesmo período. A queda é explicada pela Embrapa: a seca de 2010.

A produção deve ser analisada em separado, visto que há um intervalo entre a produção e a venda do produto -as safras. Nesse sentido, a produção de vinho cresceu de 2010 para 2011, revelando a recuperação do período de estiagem.

À primeira vista, é possível dizer que o aumento da participação dos vinhos importados é explicado parcialmente pela estiagem de 2010.

A alegação de que os países exportadores utilizaram a redução de preço para ganhar mercado não é válida. Desde 2008 vem subindo: em 2011, o aumento foi de 14,3%.

Assim, o nexo causal segundo o qual o vinho importado esteja causando danos graves à produção nacional não parece tão forte quanto o sugerido pelos produtores.

Pelas regras da OMC, na vigência das salvaguardas -até oito anos- a indústria nacional deve se comprometer a investir e se ajustar para poder competir novamente.

Na indústria do vinho, a evolução é demorada. O Chile já exportava vinhos para a Europa em volume razoável em 1784. Mais ainda, a indústria moderna do vinho teve sua história iniciada em 1830.

Se ao final do prazo das medidas restritivas o setor não se tornar competitivo, o resultado será a transferência de renda dos consumidores de vinho para os produtores gaúchos, nada mais.

 

EDUARDO FLEURY é advogado e economista com mestrado em tributação internacional na Universidade da Flórida e especialização em direito de empresas por Harvard

Boicote tenta impedir o aumento do Imposto de Importação sobre vinhos e criação de cotas

As reações ao pedido dos grandes produtores gaúchos para a criação de uma salvaguarda para o vinho brasileiro não param de crescer.

Em uma semana e meia, uma corrente de retaliação promove um boicote ao rótulos nacionais nos restaurantes e nas lojas, uma grande marca tirou seu nome da disputa e a controvérsia ganhou dimensão internacional.

Unidos, importadores, chefs, “restaurateurs” e sommeliers buscam apresentar argumentos ao governo antes que medidas como o aumento do Imposto de Importação -cogita-se de 20% para 55%- ou a criação de cotas -a imposição de um limite na quantidade de garrafas importadas- sejam concretizadas.

Apu Gomes/Folhapress
Barris de carvalho na Vinicola Miolo, em RS
Barris de carvalho na Vinicola Miolo, em RS

No Rio, a chef Roberta Sudbrack retirou do cardápio os rótulos brasileiros de vinícolas ligadas à petição. É um gesto simbólico, diz ela, e uma maneira de se posicionar sobre um assunto que “pode colocar em risco o crescimento da gastronomia e do país”.

O restaurante Tasca da Esquina e a loja de bebidas Rei dos Whisky’s & Vinhos -das maiores redes varejistas-estão dispostos a fazer o mesmo.

Thiago Locatelli, sommelier do Varanda Grill, diz que a salvaguarda é “um tiro no pé”, que os “consumidores estão revoltados” e que o “mercado brasileiro será inundado por vinhos argentinos e chilenos”.

Juntos, os dois países detêm 60% do mercado de vinhos importados no Brasil.

Na Argentina, José Zuccardi, o “rei do malbec” e diretor da Familia Zuccardi, uma das principais vinícolas daquele país, diz que o baixo consumo per capita no Brasil -dois litros por habitante, por ano- é um dos entraves.

“Isso vai contra o desenvolvimento dos próprios vinhos brasileiros”, afirma Zuccardi.

Ele, que com a alíquota zero do Mercosul pode se beneficiar com as medidas de salvaguarda, acredita que o vinho importado pode estimular o “crescimento de um grande mercado para os vinhos brasileiros”.

Patricia Araujo/Folhapress
Sommelière Daniela Bravin serve taças de vinho
Sommelière Daniela Bravin serve taças de vinho

Enólogos afirmam que, com a abertura da década de 1990, os consumidores passaram a provar bebidas europeias de maior qualidade e, com isso, os viticultores gaúchos viram-se obrigados a profissionalizar a produção.

Diz o português Antonio Soares Franco, produtor dos vinhos Periquita: “Foram os importados que promoveram a qualidade do vinho brasileiro. É uma guerra em que ninguém sai ganhando.”

CERVEJA

Para Ciro Lilla, dono da importadora Mistral e vice-presidente da Associação Brasileira de Bebidas, o mais provável é que “todo mundo beba mais cerveja, o principal concorrente do vinho”.
“É absurdo. Salvaguarda é para proteger ramos que estão em perigo de extinção e, segundo o próprio Ibravin [Instituto Brasileiro do Vinho, que encabeça a ação], o mercado cresceu 7% no último ano, mais que a economia.”

Rogério D’Avila, dono da importadora Ravin, diz que o “pequeno produtor brasileiro também é massacrado”. Eduardo Angheben, da vinícola que leva o seu nome, diz que a salvaguarda é “antipática” e pleiteada por um grupo de companhias que concentram essa indústria.

Famosa pelos espumantes, mas também produtora de vinhos tintos, a Salton, antes signatária do pedido de salvaguarda, voltou atrás – não apoia mais a medida por considerar que “restringe o livre arbítrio dos consumidores”.

Carina Cooper, sommelière da marca, diz que “os vinhos no mundo não são iguais, cada um tem uma história, uma uva, um estilo”.

Colaborou com LUIZA FECAROTTA, de São Paulo, FELIPE BÄCHTOLD, de Porto Alegre para Folha de S. Paulo, caderno Comida, F4