Monthly Archives: abril 2012

Brown-Forman apresenta Cono Sur

Adolfo Hurtado, enólogo chefe e Gerente-Geral da vinícola chilena Cono Sur esteve em São Paulo em decorrência de convite da importadora Brown-Forman para o relançamento da Viña Cono Sur em São Paulo no dia 28 de março (quarta-feira) de 2012. Hurtado, que comanda a segunda maior exportadora de vinhos do Chile, veio ao Brasil especialmente para comandar a apresentação seguida de degustação e almoço harmonizado. Destaque para os vinhos da linha Bicicleta, inspirada no espírito jovem e inovador da viña, e que expressa, em cada rótulo, a preocupação com o manejo sustentável dos vinhedos – parte de sua filosofia. O nome é uma homenagem aos colaboradores da viña, que todos os dias pedalam até os vinhedos para dar vida aos rótulos Cono Sur.

O aveludado duriense Meandro do Vale Meão 2009

O aveludado duriense Meandro do Vale Meão 2009

 

Meandro do vale Meão 2009 - um vinho que ostenta relação preço-qualidade

Projeto Imagem Ibravin 2012 – Casa Valduga

Dando continuidade aos posts relativos à nossa viagem realizada ainda no mês de fevereiro passado decorrente de convite do Ibravin, na noite de sexta-feira, 17 de fevereiro, os jornalistas visitaram a última grande vinícola constante da programação, qual seja, a Casa Valduga.  O próprio João Valduga auxiliado por Juciane Casagrande, Diretora Comercial, recebeu os jornalistas. João teceu algumas considerações sobre a modernização recente de sua linhas de espumantes, a saber:

Além da aplicação de preceitos da região francesa de Champagne na França, a vinícola adquiriu  prensas inertes de oxigênio vindas desse país,  uma máquina que faz a seleção óptica de grãos, tudo isso com a finalidade de elaborar espumantes elegantes, frescos e longevos.

João também  informou aos presentes que a Casa Valduga é detentora de 30 hectares na Campanha Gaúcha, 150 ha na região de Encruzilhada do Sul e 80 no Vale dos Vinhedos. Por fim, João salientou que o terroir da serra é apropriado para produção de espumantes, eis que o clima, o solo e a temperatura mais baixa da região propiciam a produção de espumantes elegantes.   

João Valduga e Juciane Casagrande recebendo os jornalistas

 

Degustação Espumantes Valduga

.Nero Rosé Brut – uvas: Chardonnay (60%) e Pinot Noir (40%) – autólise: 6 meses – preço: R$      – atraente cor vermelho cereja brilhante. Perlage média sem formação de espuma. Aromas francos com sugestões de frutas vermelhas sobre leveduras. Na boca é macio, corpo magro, persistência curta e de final limpo, sem amargor. Avaliação: 85/100 pts.

 

.Nero Brut – uvas: Chardonnay (60%), Pinot Noir (30%) e Riesling Itálico (10%) – autólise: 6 meses. – preço: R$    – palha claro brilhante. Perlage semelhante à do anterior. Aromas florais e de frutas de polpa branca. Alguma levedura. Boca macia, bom frescor, alguma cremosidade e final sem arestas. Avaliação: 86/100 pts. 

 

 

Valduga Reserva Brut 2009 – uvas: Chardonnay (70%) e Pinot Noir (30%) – autólise: 25 meses – preço: R$         – amarelo palha com reflexo dourado. Perlage intensa, borbulhas pequenas. Aromas complexos com fruta tropical madura, tostado sobre leve nota defumada. Na boca a subscrição total dos aromas com muita maciez e frescor. Termina medianamente persistente, sem amargor. Avaliação: 87/100 pts.

 

 

Valduga Gran Reserva Brut 2006 – uvas: Chardonnay (80%) e Pinot Noir (20%) – autólise: 60 meses – preço: R$     – amarelo com reflexo dourado. Complexos aromas de brioches, amêndoas, frutas secas sobre leveduras. Mais uma vez a boca confirmou as sensações olfativas com muita classe e elegância. Termina fresco e intenso. Avaliação: 88/100 pts.

 

Valduga 130 2011 – uvas: Chardonnay e Pinot Noir – autólise: 36 meses -  O 130 é um dos espumantes nacionais mais festejados e premiado até no exterior. Mais uma vez confirmou sua qualidade. Sedoso, cremoso e longo, o exemplar provado ostenta no rótulo a data do “degorgement” 2011. Um grande espumante que tem preço correto, fato incomum. Avaliação: 89/100 pts.

 

Maria Valduga 2006 – uvas: Chardonnay e Pinot Noir – autólise: 48 meses – preço: R$ 120 (na vinícola) –  palha com reflexo na transição para dourado. No nariz um desfile de aromas típicos e sobretudo complexos com notas de frutas secas, amendôas, tostado, pão fresco sobre notas de leveduras. Na boca muita profundidade gustativa aliada à sua maciez e acidez pulsante que lhe dá o frescor. Persistente, termina longo prometendo boa evolução  na garrafa. Avaliação: 90/100 pts.

 

Vinho Casa Valduga Gewürztraminer 2011 – preço: R$    – Palha com reflexo na transição para o dourado. Aromas típicos da casta com notas florais (jasmim, rosas) sobre lichia, com média sustentação. Na boca confirmou o nariz mas ressentiu-se de mais corpo e apresentou um discreto amargor ao final. Avaliação: 83/100 pts.

 

Casa Valduga Marselan 2007 – álcool: 12,5% – Região: Encruzilhada do Sul – preço: R$                      – a Marselan é uma casta que resulta do cruzamento da Cabernet Sauvignon com a Grenache e vem apresentando resultados surpreendentes na Serra Gaúcha. Análise organoléptica: este vinho exibiu uma atraente cor vermelho rubi intenso com reflexo violáceo. Aromas abertos com notas de especiarias, frutas negras sobre uma nota herbácea. Na boca taninos macios, média concentração de sabor e final um pouco secante. Avaliação: 86/100 pts.  

 

Na Casa Valduga, os espumantes realmente se destacam.

 

 

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CONCLUSÃO

A Casa Valduga  é uma vinícola que emprega 356 empregados, que também produz uma linha de produtos “gourmet” que produz sucos de uva “de luxo”, geléias, antepastos, vinagre balsâmico, etc.. É uma vinícola de grande porte, que tem uma linda pousada nas suas dependências estando aberta ao enoturismo, inclusive existe um heliponto dentro das suas dependências. Visitá-la é quase uma obrigação para quem for na Serra Gaúcha. Realmente a Valduga se destaca na qualidade homogênea de seus espumantes, que desde o mais simples já apresenta qualidade satisfatória. Mas também não podemos nos esquecer dos tintos que provamos, todos da linha reserva.  Aqui somente dois vinhos se destacaram, o Cabernet Franc e o Marselan. A Cabernet Franc foi destronada pela Merlot na Serra Gaúcha, isso é um fato inconteste, mas ainda hoje produz vinhos corretos. A grande novidade é a Marselan, cepa que parece que veio para ocupar o espaço da Cabernet Sauvignon, uma uva que na região não apresenta bom desempenho. O Marselan Valduga se mostrou muito semelhante a outros que  provamos: fresco, frutado e equilibrado, sendo uma alternativa viável para quem deseja um vinho de mais corpo e presença na boca. O único branco provado apresentou boa tipicidade principalmente no olfato. Na boca, o Gewürztraminer decepcionou um pouco.

Sul da Itália na Confraria: Don Antonio Nero D’Ávola ganhou de ponta a ponta

Na noite de 29 de fevereiro de 2.012, a Confraria se reuniu pela primeira vez neste ano….

 

 

 

Tenute Delle Terre Nere elaborado somente com Nerelo Mascalese

 

 

 

 

 

 

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Tuttobene Toscana Rosso IGT 2006

” Tuttobene is a balanced wine with the structure of Sangiovese and the roundness and fruitiness of Merlot. The nose and palate display ripe fruit, red berries and subtle herbal notes. It is medium to full-bodied with soft tannins, smooth acidity and a rich, fruity finish.” Fonte: portal do produtor.

 

Degustação

Tuttobene Toscana Rosso IGT 2006 – álcool: 13% – uvas: Merlot (40%), Sangiovese e Canaiolo em partes iguais – Região: Toscana/Castellina in Chianti – preço: R$ 45 – em promoção por R$ 22,50 – Este corte tinto tem coloração vermelho rubi com reflexos violáceos, aroma de frutas vermelhas maduras, como groselha, framboesa e ameixa adornadas por notas herbáceas e sutis toques terrosos e  tostados. Na boca é rico, apresentando bom corpo e equilíbrio entre taninos e acidez. Remete à sensação frutada e herbácea dos aroma com final longo, suave  e agradável. Avaliação: 86/100 pts. 

Emilio Moro Malleolus 2008 – magnum

Emilio Moro Malleolus 2008

 

 

 

Nova série: países vinícolas – Portugal

Em Portugal, a tradição e a tecnologia caminham em perfeita harmonia. Seu clima e solo são privilegiados, sem olvidar que o país é um dos grandes cultivadores de sobreiro, árvore da qual se retira a cortiça para fabricação de rolhas. eus sistema de classificação possui quatro categorias: DOC (Denominação de Origem Controlada), IPR (Indicação de Proveniência Regulamentada), Vinho Regional e por último Vinho de Mesa.

O ícone que representa Portugal mundialmente é o vinho do Porto, que desperta paixões pela sua tipicidade. As uvas do vinho do Porto são cultivadas na região do Alto Douro, estrategicamente localizadas nas encostas xistosas das colinas às margens do Douro. Após a colheita e a vinificação, o vinho é transportado para a cidade do Porto para amadurecer em tonéis e barricas de carvalho. Outras regiões vinícolas importantes são: Dão, Bairrada, Estremadura, Colares, Ribatejo e Alentejo.

 

O Alentejo merece destaque especial. É uma região muito árida e que até poucos anos, tinha pouca expressão em termos de vinicultura e hoje está se modernizando, produzindo vinhos surpreendentes a preços acessíveis.

Portugal tem orgulho de suas castas autóctones, como as tintas Tinta Roriz (Aragonez no Alentejo), Touriga Nacional, Trincadeira, Castelão Francês, Tinta Barroca, Tinto Cão e Touriga Franca, do Douro, que são plantadas na região do Dão. Portugal também produz vinhos brancos muito frescos, com uvas como Malvasia Fina, Arinto, Alvarinho e Loureiro (usadas para o vinho verde), Encruzado e Esgana Cão. Os vinhos verdes são produzidos na maior região demarcada e também na de maior densidade demográfica de Portugal, localizada no Minho, norte do país. Esses vinhos podem ser tintos e brancos, de acidez arcante, aromátiocs e levemente frisantes, dando a sensação de “picadas” no palato. Devem ser bebidos entre 8°C e 10°C para que seu frescor seja realçado.

Um indicativo de qualidade nos rótulos de  vinhos portugueses é o termo “garrafeira”, que identifica os vinhos tops de determinado produtor, sugerindo a possibilidade de serem guardados e de se tornarem melhores com o envelhecimento. Fonte: Cozinha País a País – Vinhos – Folha de S. Paulo – 2007

Degustação “conhecendo os tipos de sucos de uva”

No dia 17 de fevereiro….                     Compartilhe esse Post

O imponente Outpost Howell Mountain Cabernet Sauvignon 2007

“Esta vinícola estabelecida em 1998 no topo da montanha Howell produz grandes vinhos, ricos e complexos. Estas características são resultado da vulcanidade, solo rochoso, altitute e brisas suaves na região de Napa Valley” – fonte: Catálogo 2011 da Grand Cru.

Outpost CS 2007 – 95/100 pts. da WA-RP

Degustação

Outpost Howell Mountain Cabernet Sauvignon 2007 – álcool: 14,8% – região: Napa Valley/Central Valley/San Francisco Bay  – importador: Grand Cru – preço:  R$ 390 - retinto na cor, exibiu aromas de groselha, licor de cassis, ameixa,  madeira (lembra cedro), tabaco sobre um fundo mentolado com ampla sustentação na taça. Na boca é um vinho genuinamente californiano com doses imensas de madeira  sem ofuscar a fruta, que se apresenta em deliciosas camadas. Na boca exibiu taninos mastigáveis, potentes e finos.  Concentrado, poderoso e profundo, tem na tipicidade e na harmônia do conjunto seus destaques. Quase interminável no palato, deixa no retrogosto uma gostosa nota de chocolate. Vai evoluir por muitos anos a fio. Avaliação: 92/100 pts.++

O lendário Château Palmer

Essa vinícola foi criada no século XIX pelo major-general Charles Palmer, oficial inglês do exército de Wellington e hoje pertence a um consórcio de famílias holandesas, inglesas e francesas. Por anos sua reputação excedeu o post de terceiro vinhedo e nos anos 1960 e 1970 seus vinhos foram de fato superiores aos do Château Margaux. Boa porcentagem de Merlot contribui para a lendária textura aveludada e investimentos recentes (1995) em novas instalações mantiveram a qualidade. O segundo vinho, Alter Ego de Palmer, também é excelente. Fonte: Adega Veja do Vinho volume 2