Daily Archives: 09/05/2012

Grand Cru promove Wine Dinner no Abade Ponta Negra – Natal/RN

A Grand Cru Natal promoverá, no próximo dia 10 de maio (terça-feira), a partir das 20h, no restaurante Abade Ponta Negra, o sommelier Rodrigo Castillo, da bodega Escorihuela Gáscon, a vinícola mais antiga da Argentina, para um jantar harmonizado. Durante o evento, Castillo apresentará aos participantes os principais vinhos da bodega e suas peculiaridades.  O investimento é de R$ 100,00 por pessoa e as vagas são limitadas.
Confira a programação:
Entrada
Familia Gascon Chardonnay
Primeiro Prato
Escorihuela Gascon Viogner
Segundo Prato
Escorihuela Gascon Malbec
Sobremesa
Familia Gascon Rosé Malbec
Serviço
Wine dinner Escorihuela Gascon
Local: Abade Ponta Negra – Rua Hélio Galvão, 8.829 – Ponte Negra – Natal – RN
Data: 10 de maio de 2011 (terça-feira)
Horário: 20h
Investimento: R$ 100,00 por pessoa
RSVP: (84) 3201-0589
Rodrigo_marcoa@hotmail.com
Assessoria de Imprensa
Camila Perossi / Carla Italia
camila.perossi@uol.com.br
carla.italia@globomail.com
(11) 9230-4844 / 7896-7527

O aveludado duriense Meandro do Vale Meão 2009

Essa quinta histórica agora está organizada como uma das pioneiras da revolução dos vinhos de mesa na região do Douro. A vinícola teve início com uma das sagazes aquisições da consagrada Dona Antonia Adelaide Ferreira. A quinta permaneceu na família e agora pertence a Francisco (Vito) Olazabal, que foi presidente da empresa A. A. Ferreira - e era para lá que as uvas iam, formando o grande volume do lendário Barca-Velha. Em 1998, Olazabal decidiu prosseguir sozinho e usar as uvas de sua propriedade para fazer o próprio vinho, com o filho (que também se chama Francisco, mas é conhecido como Xito). A propriedade  dispõe de 62 ha de videiras, com três diferentes tipos de solo, cada um contribuindo para o paladar final do vinho: ardósia, granito e cascalho de aluvião. O primeiro lançamento foi em 1999 e recebeu ótima críticas; e as estreias subsequentes mostraram-se melhores ainda e agora é apontado como um dos vinhos de mais qualidade em Portugal. O Meandro do Vale Meão, segundo vinho, também é magnífico e quase uma pechincha. Fonte – O Grande Livro dos Vinhos – Publifolha – Edição 2012  
Meandro do vale Meão 2009 – um vinho que ostenta relação preço-qualidade

Degustação

Meandro do Vale Meão 2009 – uva: Touriga Nacional, Tinta Roriz, Touriga Franca e outras – álcool: 14% – região: Douro – preço: R$ 118,12 – importador: Mistral -  Vermelho rubi intenso, profundo com reflexo púrpura nas bordas. Aromas típicos do Douro com violetas secundadas por frutas vermelhas e negras sobre uma nota de madeira tostada. Na boca sua entrada revela  um tinto intenso, concentrado e profundo, de taninos aveludados lhe proporcionando muita maciez. Enfim, um vinho de bastante classe e que traz no seu bojo o marcante estilo duriense, com a força aliada à elegância. Final de prova persistente, rugoso e levemente achocolatado. Muito boa relação preço-qualidade. Avaliação: 90/100 pts.+

Direto do ‘The New York Times” – Europa leva vinhos à Asia

 

VERONA, Itália — Há muito se foi o tempo em que soldados franceses ou trabalhadores rurais italianos recebiam sua ração diária de um litro de vinho. Até o almoço parisiense de três horas, acompanhado por taças de tinto, branco ou espumante, está ameaçado pela globalização.

 

Na maior parte da Europa, o consumo de vinho estacionou ou encolheu. Nos Estados Unidos, a situação é ligeiramente mais animadora. Para continuar no jogo, a indústria se esforça para desenvolver novos mercados, especialmente na Ásia.

 

Na China, talvez o país asiático mais promissor para os produtores europeus, a França tem sido o principal beneficiário do crescente interesse dos consumidores pelo vinho. Agora, a Itália tenta recuperar terreno.

 

No fim de março, na feira de vinhos Vinitaly, em Verona, que se proclama o maior encontro mundial do vinho, os organizadores anunciaram uma parceria com a Feira Internacional de Vinhos e Bebidas de Hong Kong para promover suas atividades.

 

Entre outras coisas, a Vinitaly vai incentivar os produtores italianos a exibir seus vizinhos no evento de Hong Kong.

 

As exportações totais de vinho italiano aumentaram 13% no ano passado, para ¤ 4,4 bilhões, ou US$ 5,8 bilhões, segundo a Vinitaly. Mas, na Ásia, a Itália tem algum espaço para crescer. No primeiro semestre do ano passado, a França exportou 5,5 milhões de caixas de vinho para a China, representando 48% das importações totais, segundo dados da alfândega chinesa. A Itália, com menos de 1 milhão de caixas, representou apenas 8,3% das importações chinesas, ficando em terceiro lugar, atrás da Austrália.

 

“Precisamos fazer mais para educar os consumidores”, disse Lamberto Gancia, presidente da Federvini, um grupo do setor. “Os consumidores asiáticos têm muita consciência de marca.”

 

A ação tardia da Itália na Ásia contrasta com sua força nos EUA, onde é o maior produtor estrangeiro. Em 2010, o país forneceu 30% das importações totais de vinho americanas em valor, segundo o Departamento do Comércio, comparados com 24% vendidos pela França.

 

Os laços culturais ajudaram os viticultores italianos nos EUA, onde os produtores franceses ainda se recuperam do sentimento antifrancês depois da invasão americana ao Iraque em 2003, a que a França se opôs.

 

Na China, por outro lado, os vinhos franceses se beneficiaram de uma ideia de associação com luxo e status. O vinho das casas de Bordeaux, como Lafite-Rothschild, Mouton Rothschild e Latour, dispararam em preço nos últimos anos, em parte devido à demanda chinesa, segundo os comerciantes. Os investidores chineses compraram até sete castelos históricos em Bordeaux.

 

Hoje, há sinais de que o entusiasmo chinês pelo Bordeaux estaria diminuindo, com o preço do Lafite-Rothschild baixando dos altos níveis de dois anos atrás.

 

É essa a abertura de que os italianos precisavam? A Itália tem alguns vinhos famosos, como o Sassicaia da Toscana e os produzidos pela casa Gaja no Piemonte, mas poucos atingem os preços de quatro dígitos que não são raros para os Bordeaux de alta classe nas melhores safras.

 

Para tentar reforçar a ligação na mente dos consumidores entre os vinhos italianos e outros exemplos das melhores coisas da vida, a indústria vinícola do país recrutou como parceira a fundação Altagamma, que representa casas de moda e produtores de bens de luxo italianos.

 

Santo Versace, irmão da estilista Donatella Versace e presidente da Altagamma, disse em uma entrevista coletiva durante a Vinitaly que membros do grupo vão apresentar vinhos italianos em desfiles de moda e outros eventos ao redor do mundo.

 

Thierry Desseauve, um crítico de vinho francês que promove os vinhos de seu país na Ásia, disse que os viticultores europeus deveriam superar as antigas rivalidades entre regiões e países, para promover seus produtos nos crescentes mercados asiáticos.
“Acreditamos que não há um país no mundo do vinho, mas uma civilização, principalmente europeia”, disse, “e precisamos desenvolver essa civilização na Ásia.”

Por ERIC PFANNER, publicado na Folha de S. Paulo de 09.04.2012

Direto do ‘The New York Times" – Europa leva vinhos à Asia

VERONA, Itália — Há muito se foi o tempo em que soldados franceses ou trabalhadores rurais italianos recebiam sua ração diária de um litro de vinho. Até o almoço parisiense de três horas, acompanhado por taças de tinto, branco ou espumante, está ameaçado pela globalização.

Na maior parte da Europa, o consumo de vinho estacionou ou encolheu. Nos Estados Unidos, a situação é ligeiramente mais animadora. Para continuar no jogo, a indústria se esforça para desenvolver novos mercados, especialmente na Ásia.

Na China, talvez o país asiático mais promissor para os produtores europeus, a França tem sido o principal beneficiário do crescente interesse dos consumidores pelo vinho. Agora, a Itália tenta recuperar terreno.

No fim de março, na feira de vinhos Vinitaly, em Verona, que se proclama o maior encontro mundial do vinho, os organizadores anunciaram uma parceria com a Feira Internacional de Vinhos e Bebidas de Hong Kong para promover suas atividades.

Entre outras coisas, a Vinitaly vai incentivar os produtores italianos a exibir seus vizinhos no evento de Hong Kong.

As exportações totais de vinho italiano aumentaram 13% no ano passado, para ¤ 4,4 bilhões, ou US$ 5,8 bilhões, segundo a Vinitaly. Mas, na Ásia, a Itália tem algum espaço para crescer. No primeiro semestre do ano passado, a França exportou 5,5 milhões de caixas de vinho para a China, representando 48% das importações totais, segundo dados da alfândega chinesa. A Itália, com menos de 1 milhão de caixas, representou apenas 8,3% das importações chinesas, ficando em terceiro lugar, atrás da Austrália.

“Precisamos fazer mais para educar os consumidores”, disse Lamberto Gancia, presidente da Federvini, um grupo do setor. “Os consumidores asiáticos têm muita consciência de marca.”

A ação tardia da Itália na Ásia contrasta com sua força nos EUA, onde é o maior produtor estrangeiro. Em 2010, o país forneceu 30% das importações totais de vinho americanas em valor, segundo o Departamento do Comércio, comparados com 24% vendidos pela França.

Os laços culturais ajudaram os viticultores italianos nos EUA, onde os produtores franceses ainda se recuperam do sentimento antifrancês depois da invasão americana ao Iraque em 2003, a que a França se opôs.

Na China, por outro lado, os vinhos franceses se beneficiaram de uma ideia de associação com luxo e status. O vinho das casas de Bordeaux, como Lafite-Rothschild, Mouton Rothschild e Latour, dispararam em preço nos últimos anos, em parte devido à demanda chinesa, segundo os comerciantes. Os investidores chineses compraram até sete castelos históricos em Bordeaux.

Hoje, há sinais de que o entusiasmo chinês pelo Bordeaux estaria diminuindo, com o preço do Lafite-Rothschild baixando dos altos níveis de dois anos atrás.

É essa a abertura de que os italianos precisavam? A Itália tem alguns vinhos famosos, como o Sassicaia da Toscana e os produzidos pela casa Gaja no Piemonte, mas poucos atingem os preços de quatro dígitos que não são raros para os Bordeaux de alta classe nas melhores safras.

Para tentar reforçar a ligação na mente dos consumidores entre os vinhos italianos e outros exemplos das melhores coisas da vida, a indústria vinícola do país recrutou como parceira a fundação Altagamma, que representa casas de moda e produtores de bens de luxo italianos.

Santo Versace, irmão da estilista Donatella Versace e presidente da Altagamma, disse em uma entrevista coletiva durante a Vinitaly que membros do grupo vão apresentar vinhos italianos em desfiles de moda e outros eventos ao redor do mundo.

Thierry Desseauve, um crítico de vinho francês que promove os vinhos de seu país na Ásia, disse que os viticultores europeus deveriam superar as antigas rivalidades entre regiões e países, para promover seus produtos nos crescentes mercados asiáticos.
“Acreditamos que não há um país no mundo do vinho, mas uma civilização, principalmente europeia”, disse, “e precisamos desenvolver essa civilização na Ásia.”

Por ERIC PFANNER, publicado na Folha de S. Paulo de 09.04.2012