“Durante uma hora, a prateleira voltada para produtos orgânicos em um supermercado de São Paulo não sofre nenhuma baixa. Algumas pessoas passam e conferem os preços. E fogem. A diferença é grande. Para fazer uma salada com 100 gramas de cenoura, 600 gramas de chuchu, 500 g de tomate, 100 g de milho e 150 g de alface, quem optar por orgânicos gastará R$ 21,37. Se comprar produtos comuns poderá gastar R$ 7,08. O preço dos alimentos chega a ser seis vezes maior, como no caso do chuchu, vendido por R$ 5,19 a cada 600 g pela Taeq, do ramo orgânico, contra R$ 0,80 cobrado por uma marca comum. A fisioterapeuta Dione Tahara, 44, diz que gostaria de comprar produtos orgânicos por serem mais saudáveis. “Se pelo menos não fossem tão caros”. A única consumidora em quase uma hora e meia, a psicanalista Maria, 60, diz que mantém o hábito há cerca de 20 anos. Para ela, o maior preço é compensado pelo ganho em saúde. “E hoje em dia tem mais variedade”, afirma. Matéria de autoria de Marcelo Almeida, publicada na Folha de S. Paulo de 25.05.2012 – caderno mercado. Optamos por sua reprodução aqui neste blog de vinhos porque a mesma situação aqui descrita se repete. Normalmente a qualidade dos vinhos orgânicos é superior, mas a diferença de preço assusta os consumidores. Além disso, a oferta é muito pequena e o governo brasileiro tem regras rígidas demais que acabam por inviabilizar o ingresso desses vinhos em território nacional. Mais uma vez, quem perde, é o consumidor.
(Visited 95 times, 95 visits today)

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *