Estabelecida na Rodovia RS 324 - km 59 - CEP 99675-000 - Três Palmeiras - RS (Noroeste do Estado) contato@vinhosantoniodias.com.br, (54) 3367.1233, a Vinícola Antonio Dias foi instalada depois de muita pesquisa de solo e clima, decidiu-se pela implantação de cinco hectares de uvas finas. A Região do Alto Uruguai é considerada diferente para o cultivo de videiras. Três Palmeiras, se caracteriza por um relevo de coxilhas, solos bem drenados, pedregosos e de média fertilidade. Devido a proximidade do Rio Uruguai, o ciclo da videira inicia-se alguns dias antes do que nas regiões vitivinícolas tradicionais do Sul do Brasil, conseqüentemente a colheita se dá também algumas semanas antes. Devido a essa precocidade na produção das uvas, as mesmas fogem da época das chuvas dessa região, que ocorrem, normalmente, a partir do mês de abril.

Degustação
Espumante Antonio Dias Brut Champenoise 2011 - 12,5% de álcool - região: Três Palmeiras/Alto Uruguai/RS - preço: R$ 48,90 - autólise 12 meses - Variedades: Chardonnay (90%) e Pinot Noir (10%) - Intenso na cor dourada com reflexo brilhante esverdeado. Perlage fina e abundante. Uma verdadeira paleta de aromas exalam da flûte com toques de pão fresco, frutas de polpa branca como pêra e maçã verde secundadas por frutas secas. Muito fino. Completa o conjunto um toque cítrico. Na boca tivemos a plena subscrição das sensações olfativas com acidez promovendo seu elegante frescor resultando num espumante elegante, típico e prazeroso. Avaliação: 88,5/100 pts.


Então, o coquetel pelo lançamento do livro “Dicionário Gastronômico – Vinhos e suas Receitas”, de minha autoria e do chef Christian Formon (Editora Boccato/Gaia), finalmente aconteceu!! Coincidiu com a semana da Expovinis, mas mesmo com tal “concorrência” no palco da enofilía, muitos admiradores do assunto (e, quem sabe, dos autores) até lá se dirigiram, numa linda noite de lua-cheia, para a livraria Mundo Gourmet, na tradicional Rua Augusta, livraria que fica num agradável boulevard, em galeria à céu aberto, para terem o livro autografado, com direito a dedicatória e tudo mais…
O tudo mais incluiu: um clima receptivo, festivo, todo mundo à vontade, muito burburinho, sorrisos luminosos, caras e bocas, flashes, entrevistas, beijinhos e abraços mil e, o que era fundamental: muito vinho bom e comidinhas extraordinárias, literalmente!… – o buffet do Christian Formon, como não podia deixar de ser, estava impecável!
Por isso desta vez, na coluna do cada dia mais acessado Blog do Jeriel, a aqui “Bel-prazer” convida a um brinde, ou melhor, um ‘aperitivo’ exclusivo: a publicação de um parte do capítulo de introdução do livro, que conta a história do vinho, dos deuses mitológicos até os dias de hoje. “Das vinhas do Olimpo ao mercado global”. É claro que não vou contar aqui toda essa emocionante saga, porque não haveria espaço, nem cabimento… É mesmo para dar vontade e continuar a leitura de modo “analógico”, quero dizer, no próprio livro.
A cada nova letra do Dicionário dos Vinhos, sempre há uma citação célebre, dos grandes sábios, escritores ou pensadores da humanidade, o que eles falaram sobre o vinho. Na parte inicial, a da História, eu escolhi uma citação de Nietzsche, extraída do “Nascimento da Tragédia” – onde o filósofo exorta à volta aos valores das civilizações greco-romana.

Uma contagiante dádiva dos deuses
A tragédia conta acerca das mães do ser, cujos nomes são: loucura, vontade, sofrimento. Sim, acreditem na vida de Dioniso e no renascimento da tragédia! O tempo do homem socrático já passou: façam e usem coroas de hera, peguem nas mãos o bastão de Tirso e não se espantem se o tigre e a pantera se deitarem carinhosamente a seus pés.
Agora tentem ser seres da tragédia, pois deverão ser salvos. Vocês devem levar o cortejo dionisíaco da Índia para a Grécia! Vistam as armaduras para enfrentar árduas batalhas, mas acreditem nos milagres do seu deus!
F. Nietzsche

Todas as mitologias de civilizações remotas, criadas pelo homem como tentativa de explicar o mundo e a própria trajetória e condição humana neste mundo – de natureza incompreensível e ameaçadora, sempre oscilando entre o sublime e o infame – todas elas tornavam sagrados e atribuíam a forças superiores, divinas e invisíveis, os fenômenos incontroláveis a que se sujeitam as leis da vida.
Uma dessas leis, a sobrevivência, feita de vida alimentada de outra vida, conduziu esse homem do nomadismo até sua fixação em terrenos agricultáveis. Logo a vinha tornou-se um dos primeiros símbolos das civilizações assentadas na agricultura; assim como também, a bebida que dela se obtinha, com seus e efeitos de bem estar, euforia e ‘transcendência’, fez-se um inequívoco elo entre o sagrado, o extraordinário e o humano, um veículo ou comunicação entre o homem e o divino. Como se pode concluir (e achados arqueológicos atestarem), essa ligação atravessa milênios: parece que a humanidade bebe vinho há mais ou menos sete mil anos – e atribui suas causas e conseqüências, gloriosas ou não, ao capricho dos deuses…


Heródoto, no séc. V a.C., relata que ao redor de todo o Mediterrâneo Oriental, já se fazia vinho há pelo menos 3 milênios e que da bacia de Anatólia os fenícios o levavam até a Grécia, Sicília e Ibéria . Não é de se estranhar que essas primordiais culturas atribuíssem aos deuses a origem e a dádiva de tal bebida. Mesopotâmia, Pérsia ou Fenícia, o Egito, a Grécia e depois Roma, todas são civilizações plenas de lendas, com seus deuses que, entre outras benesses, entremeadas dos tormentos de praxe, doaram a videira e ensinaram o vinho ao homem. Até mesmo os hebreus com o advento do monoteísta judaísmo, e mais tarde seguidos do cristianismo, não deixaram de se servir do poderoso simbolismo da videira e do vinho, até como representação do sangue da divindade em pessoa, e da própria vida.
Com um histórico e uma biografia dessas, ao menos do ponto de vista mítico e até filosófico-teológico, não há como escapar: estamos mesmo diante de uma bebida literalmente divina! E mesmo nos dias atuais, em nosso materialista e prosaico mundo pós-modernidade, ainda faz todo o sentido referir-se a este ou aquele vinho, recém descoberto na revista Wine Spectator, ou pelo site, ou na loja virtual da importadora de sua confiança (e degustado com todas as reverências e prazeres que tais vinhos modernos são capazes de despertar), como “um vinho dos deuses” ! E ainda exclamar: per Bacco!…

E falando em Baco, e para resumir toda a galeria de deuses que se dedicaram ao fundamental artigo, essa divindade, que na mais poderosa civilização da antiguidade, a romana, substituiu a Dionísio, aquele da célebre constelação mítica dos gregos antigos, ele ajudou e muito a humanidade a se afastar de suas mazelas cotidianas, além de reuni-la em festivos e solidários eventos de alegria, cantos, folguedos, teatro e muita arte, como poucos haviam conseguido. E fica claro que o vinho, artigo de sua competência, tinha tudo a ver com isso. Pena que o triunfo, ao final, ficou todo com seu antagonista, Apolo – e que nossa civilização atual seja absolutamente fundamentada nessa cinzenta disciplina apolínea…
Mas considerações filosóficas à parte, o fato é que Dioniso/Baco, além de deus libertador pela embriaguez e pela transcendência – movida a uvas fermentadas, é verdade – representava não apenas o lado criativo, vibrante e gregário da humanidade, como também o aspecto da renovação permanente da vida e da fertilidade, da Natureza em seu ciclo das estações. Durante os famosos cortejos a Dioniso, celebrados ao final do inverno ou com a chegada da primavera, multidões de anônimos sentiam-se mais próximos aos deuses, cantando, seguindo em procissão, ao som de tambores e dançando embriagadas, enquanto os cântaros eram constantemente abastecidos de vinho, em meio a algazarra de berros e instrumentos musicais… A cena é até que familiar ao brasileiro contemporâneo – porque quis Dioniso, ou Momo, que a tradição chegasse até aqui, pontualmente, lá por meados de fevereiro. Per Bacco!
Aquelas festas, no Santuário de Delfos, a partir de 582 a. C., duravam igualmente quatro dias e quatro noites. A partir do segundo dia, a bebedeira era generalizada, quando escravos, miseráveis, mulheres e até crianças, todos comungavam do desenfreado frenesi comunitário. Jogos de máscaras, ditirambos, cantos e representações satíricas e cômicas, tudo acontecia. É tudo verdade – e documentado pelos célebres historiadores da antiguidade greco-romana, pra quem quiser ver.

Os donos do mundo – e do vinho
Transferindo-se a Roma, o culto a “baca” – palavra latina que designava uva – arrebatou muitos adeptos e principalmente adeptas, as bacantes; mas também se ganhou em liberalidades, loucuras e orgias, perdeu no que possuía de espiritualidade e senso artístico, quando na Grécia. Parece que diante de completa liberdade – e vinho à vontade – aquelas sociedades não sabiam se comportar a altura e os excessos e violências se tornaram incontroláveis, a ponto de o Senado romano decretar a proibição da folia “Bacchanalibus” , em 186 antes da era cristã.
Mas se a folia desenfreada havia sofrido certa vigilância, o fato não significava que o Império romano tenha ficado mais sóbrio ou que o comércio do vinho entre suas distantes províncias declinaria – muito pelo contrário. A viticultura sempre foi de capital importância para a civilização dos romanos, que, assim como outros traços culturais, ao início foi importada e aprendida dos gregos e, num segundo momento, é por eles super desenvolvida, otimizada em todos os aspectos. A literatura sobre o assunto é ampla, sendo fartamente documentada (e graças a esses escritos latinos, após o declínio do poderio romano, os monges que deles se cercaram puderam reerguer tudo que os romanos haviam legado): são tomos e mais tomos de autores latinos se debruçando sobre minúcias em relação a técnicas de cultivo da vinha, tipos de poda, colheita, prensagem, armazenamento, envelhecimento do vinho, etc.
Eles foram tão bons na agronomia da vinha que os modos de cultivo desenvolvidos por esses romanos permaneceram os mesmos e sem grandes novidades quase que até o início do século passado! Não é de se espantar, em se tratando de um povo cujos intelectuais registravam, em alto e bom latim, considerações tais como: “Se me perguntarem qual entre os bens da terra vem em primeiro lugar, eu direi que é a vinha” – escreveu Catão; ou como assegurou Columela: “Consideramos, por ser justo, a vinha acima de quaisquer outras espécies”.

Francos e gauleses – invenção genial e definitivo amor ao vinho
A vinha também deu bons motivos à belicosas contendas dos romanos dentro das novas províncias conquistadas; a ponto de Júlio César se ver obrigado a empreender mais algumas de suas guerras, lá pelos lados do Ródano, na Gália, contra uma população local de camponeses e rebeldes incivilizados, que vinha demonstrando um entusiasmo exagerado em relação a todo aquele vinho que por lá trafegava – cobrando impostos absurdos ou retendo para consumo próprio aquela mercadoria de seu interesse. Há registros que a vinha gaulesa se expandiu de tal maneira que passou a concorrer com os vinhos de Roma, a ponto de o imperador Domiciano, no ano 92 da era cristã, ordena a devastação de mais da metade das plantações nas províncias da Gália e proibir novos cultivos, a não ser em propriedades de colonos romanos.
O fato é que esses gauleses haviam trocado com muito afã a desbotada cerveja celta pelo vinho dos romanos, com altos índices de consumo e ainda preterindo qualquer outro tipo de agricultura, como a do trigo, para se ocuparem apenas dos vinhedos. Não raro, são por isso descritos pelos historiadores latinos com palavras nada enaltecedoras – de beberrões inveterados a “raça ávida por vinho e em estado de embriagues permanente”. Ademais os romanos sempre misturavam água ao vinho antes de bebê-lo, mas, para seu horror, os ‘bárbaros’ da Gália só bebiam-no puro! Não demora muito e por quase todo o território da Gália irá crescer uma vasta plantação de videiras e eles passarão a produzir seu próprio vinho, livrando-se da importação romana.

A solidez de líquidas alianças etílico-políticas
Graças a esse ardor gaulês pela bebida de Baco, as populações de localidades como Bordelais, Lutécia (Paris), Loire, Lyon e Marselha, ainda nos tempos da dominação de Roma, e entre um pileque e outro, conseguiram desenvolver técnicas de agricultura, com muita arte e engenho, experimentaram e aprimoraram novas castas de uva, inventaram variações aromáticas e saborosas, misturando ervas, plantas e especiarias ao vinho, e ainda criando novas maneiras de conservar e transportar vinhos: esses gauleses aprimoraram seus antigos tonéis de madeira para cerveja e, no séc. III, eles irão aposentar de uma vez o ‘dolia’, os grandes jarros de cerâmica que armazenaram e transportaram o vinho ao longo de toda antiguidade.
Daí em diante o mundo irá assistir ao crescimento mercantil e a uma poderosa cadeia de produção do vinho, pelos solos da Gália, e que trará na dianteira os descendentes daqueles “beberrões” e “mal comportados” gauleses, sempre dispostos a um brinde a mais, como também a constantes aprimoramentos na vitivinicultura, num grau que o mundo jamais havia visto até então………………. ………………………………………………………………………….. (etc., etc., etc.,).

Jezebel Salem, jornalista por profissão que já atuou em áreas diversificadas, como cultura e economia, mas que logo se especializou no hoje chamado jornalismo gastronômico. Foi repórter e redatora em vários canais da imprensa, como os jornais O Estado de São Paulo, Gazeta Mercantil, Shopping News, Jornal da Tarde, entre outros, inscrevendo-se entre os pioneiros dessa especialidade que ao longo dos últimos 25 anos, tanto espaço e entusiastas conseguiria conquistar. Participou das primeiras edições da revista Gula (surgida no início dos anos 90) e assinou artigos em várias publicações do gênero.

A seguir, depoimento dado pelo Publisher da revista Adega, a mais importante publicação de vinhos do Brasil, Christian Burgos, ao portal Linkedin:
"Algumas vezes divulgamos nossas revistas, livros e eventos no Blog do Jeriel e vamos continuar fazendo. Jeriel tem paixão pelo que faz e grande dedicação para contribuir ao resultado dos negócios de seus parceiros e amigos. Christian Burgos 3 de abril de 2013"
Principais qualidades: Especialista , Bom investimento
Christian contratou Jeriel em 2011, e o/a contratou mais de uma vez.
O contra-rótulo esclarece que “o Quinta do Crasto Douro Reserva Etiqueta Negra 2009 foi vinificado a partir de uma rigorosa seleção de uvas provenientes de vinhas com uma idade média de 70 anos. A sua grande complexidade e concentração resulta das baixas produções das vinhas velhas e do envelhecimento durante dezoito meses em barricas de carvalho francês e americano. Foi engarrafado, sem qualquer colagem ou filtração, estando sujeito, durante o seu envelhecimento, a formar um ligeiro sedimento”. Costumeiramente recebe notas altas da Wine Spectator e de Robert Parker e essa safra não é exceção porque recebeu 92/100 de RP em 31.12.2010 e 93/100 pts. da Wine Spectator em 28.02.2011. Já a safra 2005 ocupou a terceira colocação no Top 100/2008 da revista norte-americana Wine Spectator com 95/100 pts. Recebeu a seguinte avaliação do respeitado crítico português João Paulo Martins - Vinhos de Portugal 2012: "Muito bem no aroma, vigor, fruta madura, barrica bem integrada, todo ele com pujança, muito bem na boca, nota-se a barrica de excelente qualidade, as notas de sobrematuração estão muito bem disfarçadas, todo ele está com um corpo ginasticado. Muito bom no estilo, capaz de longa vinda em garrafa. 17/20 pts.

Quinta do Crasto Reserva Douro 2009, 14,5% de álcool, Vinhas Velhas (25 a 30 castas diferentes), R$ 165,00 - importador: Wine.com.br - vermelho rubi intenso, profundo, concentrado com halo violáceo nas bordas. Aromas complexos de boa intensidade e complexidade nas quais se destacam frutas negras, especiarias, zimbro, madeira sobre discretas notas florais. Na boca a sua entrada revela um vinho sedoso de taninos macios, de textura fina e que dão personalidade ao vinho. Fruta e madeira ainda em harmonia sem macular a imagem do conjunto que também se destaca por seu frescor. Aliás, este Reserva já está pronto e integrado, eis que o álcool, taninos e acidez estão plenamente equilibrados. Um vinho que flui deliciosamente no paladar. No retrogosto uma leve nota de fruta vermelha. Avaliação: 92/100 pts.+
A Indómita é a única vinícola em todo o Vale de Casablanca situada em uma elevação; assim, você nem precisa prestar atenção a placas para chegar lá: já é possível avistá-la da estrada. O primeiro presente ao visitante é uma estupenda vista panorâmica.Hoje já é uma das maiores vinícolas do país, graças à relação preço-qualidade de sua linha de vinhos. Fonte - Guia de Vinho Chile – Flávio Faria.

Degustação
Indomita Chardonnay Gran Reserva 2011 - álcool: 13% - importador: Barrinhas - região: Vale de Casablanca - preço médio: R$ 55 - Palha claro brilhante. No olfato apresentou aromas complexos e delicados com sugestões de frutas tropicais maduras como abacaxi, marmelo e carambola sobre toques amanteigados. Na boca a sua entrada revela um vinho untuoso, de bom volume, acidez refrescante, com a fruta se destacando sobre um fundo mineral. Persistente, termina frutado, macio, quase cremoso. Além da tipicidade, a relação preço-qualidade é um dos destaques deste gostoso Chardonnay chileno. Avaliação: 89,5/100 pts.
SVOLTACARROZZE (significado: ponto de conversão, retorno) é o nome de um local no canto Noroeste dos vinhedos localizados na Toscana. O edifício principal da propriedade Svoltacarrozze, é uma mansão do século XVIII, chamada Belcano onde a antiga adega possuia um grande tonel de carvalho esloveno que mantinha o vinho numa temperatura constante de 18 C°. A vinícola, construída a partir de um projeto pessoal da filha mais velha de Sebastiana Meoni, é o resultado da colaboração de Nando Benassi, enólogo da Soldera (Brunello di Montalcino) e Giulio Meoni que está fundindo a antiga tradição familiar com o conhecimento contemporâneo. Fora dos 600 hectares de florestas e olivais da região do Chianti Colli Senesi, as vinhas estão em oito hectares de solos que remontam ao período plioceno, que se caracteriza pela presença de seixos e argila subjacente que promove a retenção ideal de água necessária para o cultivo de variedades como Sangiovese Grosso e Cabernet Sauvignon. Sua pesquisa no campo e a longa experiência da familia na produção de vinho, dão o resultado de um incrível Supertoscano IGT feito com grande entusiasmo e paixão na antiga adega do século XVIII. O que distingue os vinhos Svoltacarrozze dos demais, é a cautela dedicada à produzir um vinho sem adição de anídrido sulfuroso após a vinificação e o amadurecimento prolongado em grande tonel de carvalho Esloveno. Seu nome corresponde à safra correspondente para o consumidor ter a oportunidade de desfrutar de uma degustação vertical a qualquer momento.

Degustação
Svoltacarrozze IGT Toscana 2007 - álcool: 14,7% - uvas: Sangiovese Grosso (90%) e Cabernet Sauvignon (10%) - região: Murlo/Siena/Toscana - vermelho rubi na transição para granada brilhante medianamente concentrado. Aromas complexos com notas terrosas, "sous bois", especiarias sobre leve tostado. No paladar, sua entrada revelou um vinho de taninos redondos, macios e de fina textura. A sua acidez é típica de um ótimo Brunello porque "pede comida" confirmando a vocação gastronômica dos vinhos Toscanos. Está num ótimo momento para ser apreciado. O perfil deste deliciosos Supertoscano realmente remete a um Brunello, a não ser por sua persistência um pouco curta. Termina macio, sem aspereza. Avaliação: 89/100 pts.
Pontuações do Carmelo Patti
Safra 2004 - 90/100 pts. - Robert Parker´s Wine Advocates
Safra 2004 - 92/100 pts. - Wine & Spirits Magazine
Safra 2004 - 93/100 pts. - Guia Descorchados 2012 - Patricio Tapia
Safra 2004 - 8,5/10 pts. - The Cork Screw Review
Importador no Brasil: Av. Presidente Vargas Nº 02
Dionísio Cerqueira - SC - cep 89.950-000 - telefone: (49)
9802-8884 - e-mail: nevewines@hotmail.com

Degustação
Carmelo Patti Cabernet Sauvignon 2004 - álcool: 14% - região: Mayor Drummond/Luján de Cuyo/Mendoza - vermelho rubi intenso, brilhante, com alguma profundidade com levíssimo halo de evolução. Aberto, intenso e elegante nos aromas com uma destacada nota de frutas vermelhas maduras sobre especiarias. Paladar equilibrado, bordalês, com taninos aveludados e com o frescor se destacando sem denunciar o peso dos anos. Aqui, a fruta assume o papel de protagonista num dos melhores exemplares argentinos da casta. O tipo de vinho redondão, macio, aveludado e sobretudo salivante, de final longo, persistente, marcado pela fruta. E pelo prazer! Avaliação: 91/100 pts.+

