Daily Archives: 09/06/2012

Firriato Chiaramonte Sicilia IGT Nero d’Avola IGT Sicilia 2008

A vinícola Firriato, no coração de Agro di Trappani, é conhecida a séculos como território enológico. Em poucos anos Salvatore di Gaetano e sua esposa Vinzia Novara, transformaram a vinícola em uma empresa de grandes reconhecimento e notoriedade em nível internacional. Após a colheita manual, as uvas passaram pelo processo de vinificação tradicional em tanques de aço inox durante 10 dias sob temperatura controlada de 26º-28ºC. Em seguida o vinho descansou por 6 meses em barricas de carvalho americano e por cerca de 3 meses na garrafa para o afinamento das notas aromáticas e gustativas 

 

 

 

I Chiaramonte ebbero con la terra di Sicilia un rapporto viscerale  tale da definirne un’epoca. La valorizzazione delle risorse, il rapporto fra l’uomo e la terra, la nostra passione per i vitgni più antichi siciliani, non potevano che esaltare l’originalità del Nero d’Avola sua unicità, elevandolo a livelli qualitativi internazionali. 

 

 

Degustação

Firriato Chiaramonte Sicilia IGT Nero d’Avola IGT Sicilia 2008 – álcool: 14% – importador: Expand – preço: R$ 48 (375 ml) -  vermelho rubi intenso, de média intensidade aromática com notas de frutas negras, como ameixa, amora e cereja preta sobre um fundo de chocolate. No paladar é um vinho de taninos presentes (boa qualidade), acidez na medida e madeira ocultando um pouco a fruta. Sua vocação verdadeira é a mesa porque cresceu na compatibilização de rigattone com molho de carne. O ideal mesma seria uma perna de cabrito. Vinho potente, de personalidade que demonstra o bom trabalho dos vinhateiros sicilianos com essa casta. Avaliação: 87/100 pts.

A noite que o Château Pontet-Canet Pauillac 2004 decepcionou

O Château Pontet-Canet 2004 figurou na lista anual da Revista Wine Spectator “Top 100 de 2007″ posição: 34/100 – preço: US$ 48 (nos EUA, preço indicado pela revista Wine Spectator na data da publicação – dezembro 2007) - 93/100 pts. Mostra aromas de bagas esmagadas e groselha, com notas minerais. Encorpado, com deliciosa groselha, alcaçuz e hortelã. Longo, acaricia o palato. Muito requintado e equilibrado. Outra safra campeã do Pontet-Canet. Melhor ser bebido após 2011.”  A linha seguida por este blog é a de não perder tempo escrevendo sobre vinho ruim. Na realidade quando abrimos uma garrafa de vinho sempre existe uma expectativa, ainda mais se se tratar de um “Grand Cru Classé en 1855″, margem esquerda, como o château em questão. Para o leitor ter idéia, este vinho pode ser encontrado na importadora Decanter por R$ 592, ou seja, não é um vinho barato (cito a Decanter apenas como exemplo. A Mistral, World Wine e Duty Free de Guarulhos também têm esse vinho, não sei se da mesma safra). É de livre importação, portanto, ninguém tem sua exclusividade. Mas inegavelmente é um vinho de alta qualidade que a cada safra obtém notas altíssimas da crítica especializada. Desfruta de um terroir semelhante ao do Château Mouton-Rothschild “Premier Grand Cru Classé en 1855″ porque estão muito próximos.

Château Ponter-Canet Pauillac 2004

Degustação
Château Pontet-Canet Pauillac 2004 – álcool: 13% – exibiu cor vermelho rubi intenso, profundo, denso, com reflexo violáceo sem nenhum halo de envelhecimento. Rico nos aromas com notas de licor de cassis, tabaco, frutas negras e vermelhas sobre sugestões de côco num fundo de mentol. Seus aromas mudavam a cada instante na taça, um vinho aromaticamente soberbo e muito convidativo. Já na boca…a sua entrada revelou taninos verdes! Isso mesmo, taninos adstringentes que nem a excelente acidez conseguia dar equilíbrio ao conjunto, cujo álcool também estava integrado. A cada novo gole essa sensação se repetia, mesmo com o vinho decantado por quase uma hora. Enfim, um vinho que ainda não estava pronto para a taça apesar de seus oito anos e da expressa recomendação da WS para ser bebido depois de 2011.  Mais uma explicação. É voz corrente que esse tipo de vinho deve ser aberto somente após 10 anos a contar de sua safra. Mas por experiência própria, esse período é apenas um marco orientativo, que tem uma margem de tolerância tanto para mais como para menos. Seguindo esse raciocínio abri então o vinho em questão, curioso para a sua evolução. Todavia, a impressão que ficou é de que o vinho não estava “pronto” ou “maduro”. Mas será que realmente ele irá se tornar mais harmônico com mais dois ou três anos de garrafa?  Será que a forte adstringência é uma característica dos vinhos dessa safra? Ou então dessa garrafa? Nesse sentido, cito Hugh Johnson que proverbialmente afirmou  “ Não há grandes vinhos, apenas grandes garrafas de vinho”. Mais à frente arremata: ”A variação entre garrafas é um fator de risco que muitos compradores, mesmo de garrafas raras e preciosas, preferem não levar em consideração. É quase certo que uma garrafa, numa caixa de doze, será um malogro: não necessariamente bouchonée – o casual mas fatal resultado do fungo na rolha – mas apenas misteriosamente abaixo do nível. Se um crítico reconhece uma garrafa defeituosa, ele ou ela tem por obrigação abrir uma outra. O consumidor comum, entretanto, só pode reclamar do azar”. Avaliação: 86/100 pts. ++

Degustação na vinícola Morandé: Sépia Malbec e Limited Reserve Cabernet Franc 2008

A seguir degustação de dois vinhos realizada na sede da Morandé em março último: o novo Sépia Malbec e Morandé Limited Reserve Cabernet Franc 2008. O enólogo Diego, responsável pela viticultura de campo estava presente e se juntou ao grupo, liderado pelo dinâmico Cláudio Germain, Diretor de Marketing da vinícola. A seguir algumas imagens e ao final nossas impressões dos vinhos.

 

[simple_slideshow]

 

 

 

 

À direita o Enólogo da Morandé

Sépia Reserva Malbec 2010 (Malbec do Brasil)  – álcool: 13,5% – vermelho rubi intenso, geléia de frutas negras nos aromas, boca macia com todos elementos em sintonia (álcool, acidez, taninos, fruta e madeira), revelando tipicidade dessa casta que é muito plantada do outro lado da cordilheira com sucesso e aqui na Morandé também parece estar a seguir o mesmo caminho. Fácil de beber, de gostar, um Malbec surpreendente, sem arestas. Avaliação: 88/100 pts.

 

 

Morandé Edición Limitada Cabernet Franc 2008 (Expand) – 14,8% álcool – vermelho rubi intenso com alguma profundidade. Aromas marcados por especiarias, baunilha e frutas negras. Na boca é um vinho tânico, que ainda necessita de mais algum tempo de amadurecimento na garrafa, mas que já apresenta condições de ser bebido. Denso, encorpado com várias camadas de sabores, tem na potência de suas taninos e  tipicidade algumas de suas qualidades. Avaliação: 88/100 pts.+

 

Sépia Reserva: um Malbec surpreendente

Escritório da Morandé

 

Agradecimento: Expand