Daily Archives: 13/06/2012

Odfjell: a caminho da certificação orgânica, segunda parte

Dando sequência  ao primeiro artigo publicado ontem, neste post mais informações sobre a vinícola chilena Odfjell, atualmente comandada por Laurence Odfjell, que tem compromisso de longo prazo com uma agricultura sustentável e com práticas de produção de vinhos ecologicamente corretas.

Garrafas ecológicas (mais leves)

 Certificação orgânica e práticas biodinâmicas

Em 2011 70% dos vinhedos (250 ha é o tamanho da área total – 85 ha de vitis vinifera) obtiveram essa certificação e 80% dos vinhedos de Cabernet Sauvignon  e  todos de Malbec já são orgânicos. A meta é atingir 100% em 2012.  A criação de cavalos (tópico seguinte) visa integração do manejo orgânico das uvas com a adoção de práticas biodinâmicas. As uvas são colhidas a mão e são utilizados arados com cavalos, eis que o solo não fica compctado ampliando a vida útil dos vinhedos. Uvas como Carménère e Cabernet Sauvignon são colhidas alternadamente para se agregar complexidade entre fruta fresca e fruta madura. Na adega usa-se gravidade desde 1997 para reduzir o uso de bombas. As leveduras usadas são nativas. Por fim, o vinho Odfjell Malbec 2009 não pôde ser considerado orgânico porque na sua composição entrou apenas 2% de Syrah não orgânica. Vinhedos que já obtiveram certificação orgânica: Padre Hurtado (Maipo), Rio de Piedras (Colchagua), Ribera Del Rio Claro (Lontué) e Tres Esquinas (Maule).

 

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Toda linha de vinhos Odfjell pôde ser degustada – vinhos que respeitam o caráter varietal de cada cepa

A linha de vinhos Odfjell assim se constitui:

 - Babor Varietais (sem passagem por madeira) CS, Merlot, Carménère/Syrah e Sauvignon Blanc.

- Armador (caracteriza-se pelo vigor da fruta fresca) – CS, Carménère, Malbec, Syrah, Cabernet Franc e Carignan (orgânico).

- Orzada (aqui o foco é a fruta madura)

- Aliara – uvas variáveis de acordo com a safra

- Odfjell – safra 2004 produzido somente com Carménère de Apalta, 2005 com Carignan do Maule, 2007 com Malbec do Maule e 2010 novamente 100%  Malbec, que já obteve certificado orgânico. Este vinho é o melhor que a vinícola, mãos do homem e a natureza podem oferecer.

Babor by Odfjell Cabernet Sauvignon 2011 - sem passagem por madeira, um vinho que tem a fruta como protagonista

Adega

As uvas são recebidas e fermentadas em cuba de aço inoxidável de 40.000 litros ou piletas de cimento revestidas com aço inoxidável. As barricas para o amadurecimento são francesas (75%)  de 400 litros e americanas (25%) de 225 litros. As de primeiro uso são destinadas à elaboração dos vinhos Odfjell.

Vinhedo Padre Hurtado

Está situado no Vale do Maipo (médio), a 50 km do oceano Pacífico e assim se caracteriza: manhãs frescas soprando  vento que  modera as temperaturas altas do final da manhã e começo da tarde. As uvas que se beneficiam desse clima são Merlot, Syrah, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Malbec. 

Orzada Malbec 2006: vinho premiado, cem por cento orgânico.

 Enólogos

Arnaud Hereu, de Bordeaux é o enólogo residente. Nos vinhedos, o chileno Arturo Labbe e Marcela Garate. O comando da vinícola é de Laurence Odfjell, filho de Dan, fundador.

Orzada Malbec 2008 – como teve a participação de 2% de Syrah não orgânico, o vinho não pode ser considerado orgânico. Uma pena!

A seguir a descrição e avaliação dos vinhos degustados sob orientação da enóloga Marcela Garate:

Armador Sauvignon Blanc 2011 – Elaborado com uvas do Vale de Casablanca – preço: R$ 45 - Palha claro quase translúcido. Nos aromas maracujá (lembra mousse), abricot sobre notas vegetais. Na boca chama atenção por seu intenso frescor e equilíbrio gustativo. Boa tipicidade, vinho sem arestas. Avaliação: 88/100 pts.

Orzada Carignan, uma das estrelas da vinícola

Baboor Cabernet Sauvignon 2011 – R$ 28 – Vermelho rubi de média concentração. Aberto nos aromas com notas de groselha, amora e cereja. Na boca apresentou taninos macios, redondos, álcool integrado (13,5%) e tem toda sua estrutura calcada na fruta copiosa. Destaque para seu frescor. O estilo é de um vinho guloso, que já está sendo comercializado no Brasil por menos de R$ 30. Experimente se tiver oportunidade.  Avaliação: 86/100 pts.

Novo Winemakers Travesy, assemblage de Carignan, Malbec e Syrah

Armador Carménère 2010 – preço: R$ 45 – Intenso na cor, aromas vegetais com leve toque de especiarias e café torrado. Boca em sintonia com o nariz, plena, macia e levemente picante. De boa persistência, é um Carménère redondo, gostoso, pronto para o copo. Avaliação: 88/100 pts.

Este assemblage de três uvas, tem 15% de álcool fundido nos demais elementos

Armador Cabernet Sauvignon 2010 – R$ 45 – Intenso na cor com um pouco mais de profundidade do que o vinho anterior, aromas fechados com matiz mentolado. Na boca é um vinho de média densidade, taninos macios com leve toque de groselha e pimentão. Vinho bem feito, sem excessos (álcool na casa dos 13,5% de madeira integrada). Avaliação: 88/100 pts.

Linha Armador - pura expressão da fruta. O destaque ficou para o Carménère.

Armador Syrah 2008 – R$ 45 – Intenso na cor com levíssimo halo granada em formação, aromas complexos com notas de tabaco, couro, especiarias sobre um fundo floral. Na boca é um vinho potente, guloso, de taninos mastigáveis que encontram contraponto na acidez fresca e no álcool generoso. Nariz e boca em plena sintonia neste vigoroso Syrah de baixo custo (R$ 46), forte na tipicidade e muito gostoso no sabor. Sem arestas. À conferir. Avaliação: 89/100 pts.

Linha Orzada: o destaque fica por conta do Carignan, denso, macio, acídulo e frutado. Todos os requisitos de um grande vinho, por menos de R$ 100 no Brasil !

Orzada Carménère 2010 – R$ 75 – Elaborado com uvas do Vale do Maule, sua descrição é praticamente a mesma do Armador, todavia, aqui temos taninos mais vigorosos não menos macios (chegam a ser aveludados), boa acidez, ausência das cansativas notas herbáceas, final longo, frutado e intenso. Avaliação: 89/100 pts.+

Vinhos Odfjell de alta gama

Orzada Carignan 2009 – R$ 75 – Elaborado com uvas do Vale do Maule com “parras em cabeza” de mais de 100 anos com produção de 2,5 toneladas por hectare; É, com justiça, um dos mais comentados vinhos da Odfjell. Um vinho que chama logo atenção por sua cor púrpura intensa com reflexo violeta, um pouco alcoólico no nariz (15,5%), sugestões mentoladas ao lado de notas florais bem típicas da Carignan (lembra violetas) formam um conjunto harmônico no qual as sensações olfativas foram plenamente confirmadas no paladar quente, volumoso, denso, profundo, fresco, salivante e longo, marcado pela nítida vocação gastronômica deste vinho. Como não há sobra de madeira, às cegas pode enganar até o mais experiente dos degustadores por conta de seu estilo. Avaliação: 90/100 pts.++

Cláudia Yaksic, Relações Públicas & Marketing e a enóloga Marcela Garate

Orzada Cabernet Franc 2007 – O vinho mais velho do painel exibiu cor violácea com halo granada nas bordas ainda em formação. Aromasa pasto, estábulo, algo floral sobre notas etéreas. Na boca a força de suas taninos chama atenção por sua profundidade e concentração. Acidez média. Fruta pouco aparente. Boa persistência num final mais harmônico do que sua impactante entrada no paladar. Boa tipicidade. Avaliação: 87/100 pts.+

Orzada Malbec 2009 – Por possuir apenas 2% de uva Syrah não cultivada sob método orgânico não pôde ser considerado um vinho orgânico (98% Malbec do vale de Lontué). Vinho que nas safras anteriores já obteve várias premiações em diversos concursos de vinhos. Exibiu atraente cor violácea intensa e profunda. No olfato os típicos aromas da casta no Novo Mundo com violetas e geléia de frutas negras. Na boca é um vinho forte no álcool (14,5%), de taninos finos, equilibrado e com a madeira aparecendo um um pouco sem subjugar a fruta. Avaliação: 89/100 pts.+

Cavalos dos Fiordes noruegueses. Durante a última Era do Gelo, os ancestrais desses cavalos migraram da Ásia Central para a região hoje conhecida como Noruega.

Winemaker’s Traversy Malbec (43%), Carignan (32%) e Syrah (25%) - vinho recentemente integrado ao portfólio da Odfjell, quase retinto na cor e um pouco alcoólico no nariz, aqui a Odfjell reuniu três uvas que à despeito dos vinhos até aqui provados, exibe ótimo manejo. E aqui também não foi diferente, eis que se nos aromas este vinho não empolgou, mostrou virtudes de sobra na boca, ao exibir taninos macios, poderosos e de qualidade acima da média. A fruta aqui assume o papel principal e a madeira é coadjuvante, sendo que aparece mais no final de boca na forma de notas de torrefação. O álcool se comporta melhor na boca do que no nariz. Potente sem desequilibrar o conjunto, é um vinho de bom frescor que entrega mais do que mostra. Avaliação: 90/100 pts.+

  

Aliara 2008 – R$ 135 – Elaborado com Syrah (50%), Carignan (30%) e Malbec (20%). Amadurecido em barrica francesa de primeiro uso durante 18 meses, exibiu cor intensa, aromas finos com a fruta em primeiro plano e depois notas de baunilha com boa sustentação na taça. Na boca subscreveu a fineza dos aromas com taninos igualmente gentis, bom equilíbrio dos componentes álcool (14%), acidez, fruta e madeira. Persistente, promete boa evolução na garrafa. Avaliação: 90/100 pts.++ 

Odfjell Malbec 2005  - R$ 350 – Elaborado somente com uvas Malbec do Vale do Maule, amadurecido durante vinte e quatro meses em barrica nova de carvalho francês, é um vinho que só é elaborado quando a natureza permite.  É exclusivo, amadurecido durante 24 meses em barrica francesa de primeiro uso, quase retinto na cor, fechado nos aromas com leves notas de frutas negras, tabaco e muita madeira. Na boca é um caldo bastante concentrado, com camadas sobre camadas de sabores. Tânico, acídulo e alcoólico é preciso dar-lhe tempo para o conjunto aparar suas arestas, eis que bebê-lo agora é no mínimo um “infaticídio vínico”. A fruta no momento está escondida, mas pode ser percebida. Enfim, um vinho para ser bebido em ocasiões especialíssimas e cujo tempo na garrafa joga a seu favor. Avaliação: 90,5/100 pts.++

Vinhos Odfjell: tipicidade, preços acessíveis nas linhas de entrada e muita qualidade nas linhas intermediárias e top. O portfólio é um dos mais homogêneos do Chile.

Conclusão

Os vinhos Odfjell estão num patamar qualitativo acima da média dos produtores chilenos. A vinícola na atualidade tem se pautado pelo uso judicioso da madeira, pela adoção de métodos orgânicos nos vinhedos e pela máxima expressão de fruta nos seus vinhos. Modestamente, julgamos esse o caminho certo e a nossa torcida é para que outros produtores chilenos também produzam vinhos com menos madeira. Para terminar, avisamos  o turista que quiser conhecer a vinícola, importante telefonar para se instruir caso vá de condução própria porque o local não é de fácil acesso, todavia, vale o sacrifício!

Os vinhos Odfjell são importados e distribuídos por World Wine

Confraria Vinho & Boa Cia. – resultado da vertical de Alion

A Confraria Vinho e Boa Cia. se reuniu para degustação escolhida pela Coordenadora do mês de maio (Núbia). O tema escolhido foi o vinho espanhol Alion, produzido pela Vega-Sicilia em Ribera del Duero. A vertical contemplou as safras 1999, 2003, 2004, 2005 e 2007.

 Sobre o Alion

No fim dos anos 1980, a vinícola mais famosa da Espanha, a Vega Sícilia, procura um substituto para seu rótulo Valbuena Tercer Año. O objetivo era produzir um vinho mais atual, feito com cepas Tempranillo e envelhecido em carvalho francês novo, com uma presença maior de fruta. Queriam algo diferente do estilo de seus vinhos tradicionais, com uma personalidade própria. Em 1987, a vinícola comprou 25 hectares de terras em Padilla del Duero e nelas plantou a cepa Tinto Fino, nome local da onipresente Tempranillo. As uvas forma fermentadas na Vega Sícilia e, em 1991, nasceu o primeiro Alión. O nome se refere à região de origem da família Alvarez, proprietária da vinícola, na província de León. Mais tarde, outras videiras foram plantadas em terras descansadas da Vega Sícilia.

Vertical de Alión – todas garrafas estavam em ótimo estado de conservação

 A vertical contemplou vinhos das safras 1999, 2004, 2005, 2006 e 2007 e foi realizada no Restaurante Mabela & Ton Ton Steak House, sito à Rua Jerônimo da Veiga n° 153 – Itaim Bibi – São Paulo,  telefone: 3079-1049. Estiveram presentes Paulo, Bibe, João, Carla,  Paulo Morais, Márcia, Roberto, Paula, Flávio, Cecília, Jeriel e a Coordenadora do mês Núbia.

na vertical, o mais antigo era 1999….

…e realizamos a vertical às cegas

 A seguir a descrição e avaliação dos vinhos em ordem decrescente:

Alion 1999 – álcool: 13,5% – quase retinto na cor com reflexo na transição para granada. No nariz inicialmente sinalizou sobra de álcool para depois exibir notas de tabaco, fumo-de-corda, chocolate sobre um fundo vegetal. Na boca a sua entrada revelou um vinho solidamente estruturado, generoso no álcool e com taninos pronunciados, austeros, quase rústicos, destoando um pouco do conjunto. Pouca fruta. Madeira integrada. Esta já é a segunda garrafa dessa safra que exibe taninos desse nível de qualidade. Com a decantação suavizou um pouco, mas seus taninos realmente foram marcantes. Final austero, um pouco duro. Apesar de tudo não deu sinais de cansaço. Obteve 87/100 pts. WS (15.12.2003)  e 90/100 pts. RP (28.02.2003) e 16/20 Jancis Robinson em (15.08.2007)  - Avaliação: 88/100 pts.

Alion 2007 – álcool: 14% – vermelho rubi intenso com reflexo violáceo. Nariz complexo com notas de chocolate, ameixa, tostado sobre um fundo de alcaçuz. Discreta nota herbácea. Na boca taninos de média adstringência (boa qualidade) contrabalançados pela acidez gastronômica e álcool integrado. Estruturado, de longo final com grande possibilidade de arredondamento e acerto do conjunto nos próximos anos.  Pontuações: obteve 90/100 pts. WS, 94/100 pts. RP (30.06.2007) e 94/100 pts. Guia Peñin (25.01.2012)  - Avaliação: 89/100 pts.+

 

Alion 2003 – álcool: 14,5% – vermelho rubi intenso com reflexo granada em formação. Nos aromas uma forte nota balsâmica inicialmente sobressai para depois ceder espaço para fruta negra, café torrado sobre uma nota de compota. Na boca a sua entrada revelou um vinho equilibrado, de taninos macios, redondos  no auge da evolução. No paladar a fruta se destaca. A madeira dá o ar da sua graça sem incomodar. Longo, termina como começou: suave, macio e sem nenhuma austeridade. Pontuações: obteve 87/100 pts. WS (30.11.2007 ),  96+/100 pts. de RP (28.02.2007 ) e 16,5/20 JR (15.08.07) - Avaliação: 90/100 pts.+

Alion 2004 – álcool: 14,5% -  o vice-campeão da degustação exibiu cor mais intensa e profunda do que os anteriores. Nariz fechado com toques mentolados, frutas vermelhas sobre notas tostadas. Mais complexo na boca estruturada com taninos macios, leve sobra de álcool e muita profundidade gustativa com fruta fresca. Largo e cheio, acidez compatível, longo e suave final.  Obteve 89/100 pts. WS (30.11.2008), 96/100 pts. RP (29.02.2008) e 18+/20 JR (11.05.09) - Avaliação: 91/100 pts.+

Alion 2005 – álcool: 14,5% – o campeão da degustação exibiu cor sedutora e profunda com leve halo púrpura. Aromas abertos com muita complexidade olfativa, exibindo flor,  fruta preta e vermelha, madeira, licor de cassis, mentol, tabaco e especiarias tudo entrelaçado harmônicamente num conjunto delicioso e convidatitivo, como que adiantando o que virá no paladar. Na boca plena subscrição das sensações olfativas. Vinho elegante, de taninos aveludados, álcool integrado, acidez refrescante, fruta e madeira coexistindo harmonicamente.  Concentrado e com a fruta assumindo logo de cara o papel principal. Longo, profundo, hedonista, um vinho para grandes ocasiões. Obteve 89/100 pts. WS (30.05.2009) e 94/100 pts. RP (31.07.2009) e 17+/20 JR (11.05.09) – Avaliação: 92/100 pts.++

Filet de Salmão do Mabella Steak & House

 

 

Simbolo da Confraria Vinho & Boa Cia. E vem muita novidade por ai….

CONCLUSÃO

A degustação às cegas iniciou-se com o 2003, safra difícil em toda Europa por conta do verão  muito quente e sem chuvas. O vinho se mostrou equilibrado e ostentou boa fruta com muitos anos de garrafa pela frente. Sem dúvida, um dos melhores vinhos provados da Península Ibérica dessa safra. Depois passamos para o mais jovem da prova, o 2007 que não despertou a atenção dos degustadores. É um vinho que deve estar na fase de hibernação, até porque a safra foi muito boa. Chegamos ao 2004, uma das grandes estrelas da degustação que ao lado do 2005, se mostrou sustentado por boa fruta, barrica suave, bem integrada só perdendo no 2005 no quesito elegância e refinamento. A conclusão é a de que além da excelente consistência do Alion, o momento adequado para desfrutá-lo é à partir dos 7 anos a contar da safra. Sua evolução dependerá principalmente da qualidade da safra e das condições de conservação da garrafa. Seu único defeito é o preço (US$ 189,90 na Mistral – safra 2007). Por fim, destaco o cuidadoso  serviço do vinho à cargo do André, garçon do Mabella Ton Ton & Steak House  supervisionado diretamente pelo atencioso Gerente Vanderley e orientado por quem escreve essas linhas. No jantar, as carnes grelhadas no ponto certo e as opções de peixes também agradaram, principalmente às esposas dos confrades presentes que solicitaram essa opção de prato e foram atendidas.