Monthly Archives: julho 2012

Michel Torino Colección Cabernet Sauvignon 2009

A vinícola Michel Torino foi fundada em 1.892, quando os irmãos David e Salvador Michel plantaram suas primeiras videiras no Vale Cafayate. Já em 1929 seus vinhos obtinham reochecimento internacional ao conquistar prêmios em Sevilla. A vinícola foi recentemente adquirida pelo grupo Peñaflor que promoveu grandes investimentos e rebatizou El Esteco, em homenagem à lenda da rica cidade de El Esteco, do Norte da Argentina, que foi soterrada por um terremoto em 1.692 e cujos tesouros sempre procurados, são na verdade seu terroir privilegiado. Desde 1990 tem entre suas atividades o enoturismo, mas recentemente lançou o belo hotel e wine-spa Patios de Cafayate, onde o hóspede pode participar da vindima, conhecer o processo de produção, desfrutar da gastronomia local e relaxar com tratamentos à base de sais e cremes produzidos apartir da uva e do vinho. Importador: Bruck 

A Bodega Michel Torino atualmente pertence ao grupo Trapiche-Peñaflor sendo dirigida por Juan Manzioni que conta com apóio do enólogo Rodolfo Sadler . Daniel Pi, “chief-winemaker” de Trapiche é o Consultor da vinícola. Passou a ser chamada de La Rosa/Michel Torino. Os vinhedos estão plantados sobre a cidade mítica e opulenta do Norte da Argentina denominada “El Esteco”, atual denominação da vinícola. Essa cidade foi enterrada por um terremoto em 1692. Ao se tentar o rastreamento dessa cidade, descobriu-se que seu maior tesouro eram as cepas ali plantadas durante muito tempo, eis que no “terroir” local predomina uma dualidade climática, que possibilita uma amplitude térmica que vai dos 12°C à noite aos 36° C diurnos. A bodega se encontra ao lado do luxuoso hotel e “wine spa” “Patios de Cafayate”.

 

 

 

Degustação

Michel Torino Colección Cabernet Sauvignon 2009 – álcool: 13,5% – região: Calchaquíes/Salta – importador: Bruck – preço médio: R$ 25 -vermelho rubi intenso com reflexo púrupura. Aromas pouco intensos mas característicos da casta com notas de frutas vermelhas e negras sobre especiairias. Na boca taninos macios, álcool generoso, acidez na medida e boa concentração de sabor. Intenso, deixa uma nota de amora no fim-de-boca. Um Cabernet Sauvignon argentino de baixo custo e muito boa tipicidade. Avaliação: 86/100 pts.

Série vinícolas chilenas – Estancia El Cuadro

Mais que uma vinícola, Estancia El Cuadro (Vale de Casablanca) é um centro enoturístico cujo propósito principal é valorizar a cultura chilena (calma, o vinho é parte dela). O atendimento é especial: a preocupação com os clientes está presente em cada detalhe. A explicação para o nome é simples: “para onde se olha se vê um quadro” de tão linda a paisagem. O tour completo (11:00 às 15:00 horas) começa por um passeio de charrete entre os vinhedos. Após explicações sobre clima e plantio, a surpresa: um jardim de variedades com 26 tipos de uvas. De dezembro a abril é possível provar cada fruto e perceber a diferença entre eles. Durante quatro anos foi “esculpido” um museu primoroso que, além de maquinário e instrumentos da época, traz esculturas em madeira. Prepare a câmera. Na parte rural, rodeios, lhamas, pavões e javalis. Mas não se preocupe: a degustação vem logo depois, seguida pelo almoço. O restaurante é eclético e o consumo de vinho é liberado (não por acaso, o símbolo da vinícola é Baco, o deus romano do vinho). Sugestão: escalopines de jabali.

Se você preferir, não precisa fazer todo tour, que inclui o rodeio, o passeio de charrete e a visita ao museu. Mas vale a pena, sobretudo, se você estiver com crianças. Por fim, uma taça de vinho como regalo. Fonte:  Guia de Vinícolas Chile – Flávio Faria – Editora Casa da Palavra – Edição julho 2012

World Wine – Viña San Pedro

 No evento da World Wine, fomos efusivamente recebidos pelos executivos da VSPT, Pablo Santa Cruz L., Export Manager e  Cristian Le Dantec, Diretor regional para o Brasil. O grupo VSPT está constituído das seguintes vinícolas. No Chile: San Pedro, Tarapacá, Santa Helena, Misiones de Rengo, Leyda, Altaïr, Viña Mar e Casa Rivas. Na Argentina, Finca La Celia e Bodega Tamarí, todas representadas no Brasil por importadores diversos. No Brasil, a Viña San Pedro é representada pela World Wine.

Linha de vinhos 1865

 

 

O fabuloso Cabo de Hornos

  

 

Representantes da Viña San Pedro

 

A linha completa dos vinhos San Pedro pôde ser degustada

Primeiras impressões: Vertical de House of Morandé

A importadora Expand, promoveu uma vertical do vinho ícone chileno House of Morandé na noite de 30 de julho em São Paulo. Além de Pablo Morandé, Diretor-Enológico da vinícola,  estiveram presentes Cláudio Germain, Diretor de Marketing, Otávio Piva Albuquerque (proprietário … Read more »

Degustação de grandes vinhos italianos “Grandi Marchi” 2012

Na tarde de 20 de junho de 2012, o “Instituto del Vino Italiano di Qualitá”, promoveu degustação de vinhos premium italianos presentes no mercado brasileiro, denominada “Grandi Marchi”. Puderam ser degustados exemplares dos produtores: Jermann, Alois Lageder, Argiolas, Tenute Ambrogio e Giovanni Folonari, Michele Chiarlo, Antinori, Masi, Mastroberardino,  Rivera, Tasca D’Almerita, Lungarotti e Umani Ronchi. A organização do evento ficou por conta da CH2A Comunicação, Tel. (11) 3253.7052 | Cel. (11) 9239.0569 – Assessoria de imprensa | Eventos | Textos & Conteúdo, de Alessandra Casolato. 

A seguir a relação dos vinhos degustados:

Jermann – Capo Marino 2009

Alois Lageder – Benefizium Porer Pinot Grigo 2008 

Argiolas Costasera Cannonau di Sardegna DOC 2009

Ambrogio e Giovanni Folonari – Baia al Vento – Bolgheri Superiore DOC 2008

Michele Chiarlo – Barbera d’Asti Superiore “La Court” DOCG 2007

Antinori – Guado al Tasso Bolgheri Superiore DOC 2007

Umani Ronchi – Pelago Marche Rosso IGT 2007

Mastroberardino  – Radici Taurasi DOCG 2006

Rivera – Puer Apuliae – Castel del Monte Nero di Troia DOC 2006

Tasca d’Almerita Rosso del Conte DOC 2006

Puer Apuliae – Castel del Monte Nero di Troia DOC 2006

Masi – Amarone Classico Riserva di Costasera DOC 2006

Lungarotti – Rubesco Vigna Monticchio Torgiano Rosso Riserva DOCG 2005

A sequência da degustação

Jermann Capo Martino 2009 – álcool: 13,5% – uvas: predominância de Tocai Friulano, Ribolla Gialla, Malvasia Istriana e Picolit – importador: Cellar – preço: R$ 255 - vinho fermentado e amadurecido em barrica de carvalho esloveno de 750 litros de 12 a 16 meses, sendo liberado após dois anos da colheita. Análise organoléptica: amarelo na transição para o dourado brilhante. Aromas complexos com notas florais, favo de mel, frutas secas sobre um fundo de baunilha e avelã. Na boca é um vinho potente, macio, encorpado e sobretudo elegante. Muito fresco. Avaliação: 90/100 pts.

Alois Lageder Benefizium Porer 2008 – álcool: 13% – uva: Pinot Grigio – importador: Mistral – preço: R$ 113,23 – vinho fermentado e amadurecido sobre suas borras finas em tanques de aço inoxidável por seis meses. Cerca de 20% do mosto foi fermentado e amadurecido em barricas francesas (Alliers, Nevers e Vosges). Análise organoléptica: palha claro brilhante. Aromas cítricos e florais sobre uma nota mineral. Boca volumosa, macia, mineral, confirmando as sensações olfativas com sutil amargor ao final. Vinho gastronômico de bom frescor. Avaliação: 88/100 pts.

Argiolas foi o primeiro tinto da degustação e já agradou

Argiolas Costasera Cannonau di Sardegna DOC 2009 – uvas: Cannonau (Carignan), Carignano e Bovale – álcool: 14% – importador: Vinci – preço: R$ 99,30 – vinho amadurecido em barrica de carvalho da eslavônia de 8 a 10 meses. Aqui a uva Cannonau dá peso, corpo e álcool. A Carignan frescor. Análise organoléptica: vermelho rubi intenso. Nos aromas leves notas balsâmicas, frutas vermelhas sobre ligeiro tostado. Na boca é um vinho redondo, fresco, fluído e macio. Álcool integrado.  Termina sem arestas. Avaliação: 88/100 pts.

Ambrogio e Giovanni Folonari – Baia al Vento – Bolgheri Superiore DOC 2008 – álcool: 15,5% – uvas: Merlot (80%) e Cabernet Franc (20%) – importador: Cantu – preço: R$ 290 – vinho amadurecido em barrica de carvalho francês de 500 litros de primeiro uso durante 16-18 meses, acrescido de mais 6 meses de afinamento na garrafa. Análise organoléptica: quase retinto na cor, exibiu aromas de frutas negras e madeira nobre. No paladar, taninos presentes (boa qualidade), acento mineral, madeira integrada, corpo pleno e expansivo e discreta sobre de álcool. Final longo, complexo. Longa vida na garrafa pela frente. Avaliação: 90/100 pts.+

O Michele Chiarlo Barbera La Court sempre se destaca

Michele Chiarlo – Barbera d’Asti Superiore “La Court” DOCG 2007 - álcool: 14% – importador: Zahil – preço: R$ 304 - vinho amadurecido durante um ano, uma parte em “botti” e a outra em barricas francesas de Allier. Depois afina na garrafa durante 15 meses – Análise organoléptica: vermelho-rubi intenso, profundo. Aromas complexos com sous-bois, especiarias, frutas vermelhas e negras sobre uma gostosa nota de chocolate. Na boca confirmou os aromas finos com taninos elegantes, acidez gastronômica e muita concentração de sabor concorrendo para estilo mastigável, carnudo. Um vinho que pede prato igualmente ácidos, com molhos à base de tomate. Avaliação: 90/100 pts. +

Guado Al Tasso confirmou seu nível de qualidade

Antinori – Guado al Tasso Bolgheri Superiore DOC 2007 – uvas: Cabernet Sauvignon (57%), Merlot (30%), Cabernet Franc (10%)  e Petit Verdot (3%) – importador: Wine Brands – preço: R$ 420 –   vinho amadurecido durante dezoito meses em barricas francesas de primeiro uso. Depois afinou na garrafa por mais doze meses – Análise organoléptica: vermelho-rubi intenso e profundo. Aromas complexos com frutas vermelhas e negras, especiarias, madeira e tabaco sobre um fundo balsâmico. Boca no mesmo diapasão com taninos firmes e ao mesmo tempo aveludados. Boa concentração de fruta confirmada no palato. Os elementos álcool, acidez, fruta e madeira estão perfeitamente integrados. Vinho potente e ao mesmo tempo gentil no palato. Reconhecidamente longevo. Avaliação: 91/100 pts. +

Umani Ronchi – Pelago DOCG Marche 2005 – álcool: 13,5% – uvas: Cabernet Sauvignon (50%), Montepulciano (40%) e Merlot (10%) - importador: Expand – preço: R$ 198 -  vinho amadurecido durante quatorze meses em barrica francesa de primeiro uso. Depois afinou na garrafa por mais doze meses – Análise organoléptica – vermelho rubi com intenso com halo granada. Nariz complexo com notas de geléia de frutas negras com ampla sustentação. Um notinha de licor de cassis aportada pela Cabernet Sauvignon também se fez presente. Na boca a profusão de fruta se repetiu, com alguma sobra de álcool. Acidez elevada, madeira integrada. É um vinho de perfil nitidamente moderno, que deixa uma nota de fruta fresca no fim-de-boca. Uma grata surpresa dessa degustação! Avaliação: 90/100 pts.

Mastroberardino Radici Taurasi DOCG 2006 – uva: Aglianico - importadora: Mistral – preço: US$ 97 – vinho amadurecido durante doze a dezoito meses em barricas francesas de primeiro uso e tonéis da Eslovênia. Depois afinou na garrafa por mais doze mesesAnálise organolépticavermelho-rubi com discreto halo granada. Nariz aberto com notas de cereja, groselha sobre leve mineral. Boca densa, linear, taninos macios com a confirmação da mineralidade sinalizada no nariz. Fruta e madeira em integração. Longa persistência, bom frescor. Avaliação: 91/100 pts.+ 

Este vinho elaborado com a casta Nero di Troia foi um dos destaques da degustação.

Rivera – Puer Apuliae – Castel del Monte Nero di Troia DOC 2005 – álcool: 13,5% – importador: D’Olivino (inativa) – preço: R$ 190 -  vinho amadurecido durante catorze meses em barricas francesas de primeiro uso. Depois afinou na garrafa por mais nove mesesAnálise organolépticaescurão, quase retinto. Aromas frutados sobre uma nota de alcatrão. Boca macia, taninos de boa qualidade, acidez destacada, acento mineral e final limpo, um pouco curto. Avaliação: 88/100 pts.

Giovanni Folonari

 

 

 

Tasca D’Almerita Rosso Del Conte 2006 – álcool: 14% – uvas: Nero D’Ávola (85%), Perricone (10%)  e outras castas (5%) - importador: Mistral – preço: US$ 89,50 – vinho amadurecido durante dezoito meses em barricas francesas de primeiro uso (Allier e Tronçais). Depois afinou na garrafa por mais doze meses - Análise organoléptica: vermelho-rubi com reflexo granada. Nariz vinoso, leves notas florais e alguma fruta madura. Boca macia, taninos de ótima qualidade contrabalançados por acidez gastronômica e álcool integrado. Expansivo, intenso, longo  e profundo, é um vinho que demonstra a evolução a que chegou os vinhos do Sul da Itália. Avaliação: 91/100 pts.+

Masi – Amarone Classico Riserva di Costasera DOCG 2006 – álcool: 15,5%  – uvas: Corvina, Rondinella, Molinara e Oseleta - importadora Mistral - R$ 369,94 -  na elaboração é utilizada a técnica do “appassimento” para dar as uvas um longo período de amadurecimento em cavaletes de bambu e um período de amadurecimento de no mínimo três anos em tonéis dos melhores tipos de madeira. Análise organoléptica: quase retinto na cor sem halo de evolução. Nariz aberto com mentol, fruta seca (figo) sobre leve defumado. Toque de azeitona, leve sottobosco sobre notas de evolução. Na boca taninos prontos, macios e redondos. Algum calor no paladar. Acidez gastronômica. Redondo, persistente, termina com uma nota de chocolate. Avaliação: 91,5/100 pts.

 

Lungarotti – Rubesco Vigna Monticchio Torgiano Rosso Riserva DOCG 2005 -  álcool: 14% –  uvas: Sangiovese (70%) e Canaiolo (30%) – região: Umbria – preço: R$ 277,61 - importador: Mistral - vinho amadurecido durante doze meses em barricas de origem não divulgada e na garrafa afina por período superior há um ano - Análise organoléptica: vermelho-rubi intenso com halo granada nas bordas.  Nariz de média complexidade com notas terrosas sobre um fundo balsâmico. Leve nota herbácea. Na boca  exibe taninos presentes de boa qualidade.  Discreta sobra de álcool. Boa acidez. Média para curta persistência. Avaliação: 88,5/100 pts

Últimas vagas do Wine Dinner com Pablo Morandé no North Vila Nova

Série vinícolas chilenas – Sánchez de Loria

No Chile, assim como em outros países, existem algumas vinícolas que contam com um pequeno museu do vinho para entreter seus visitantes. Mas que tal visitar um “museu em funcionamento”, isto é, que produz vinho?   Felipe Sánchez, bisneto do fundador, faz questão de não alterar em nada o processo produtivo que remonta ao início do século XX. Prensas francesas centenárias e tonéis de carvalho francês e de raulí (carvalho chileno) nos convidam para uma viagem ao passado. Diferentemente das outras vinícolas que você visitou ou visitará, na Sánchez de Loria não se faz vinhos com tanques de aço. “Para quê?”, me pergunta Felipe. “Vendo toda minha produção produzindo como fazia meu bisavô”. Apesar de estar localizada em um “vale para tintos”, essa vinícola dedica especial atenção  às suas parras de Sauvignon Blanc. Com mais de cinquenta anos, provavelmente são as mais antigas do Chile. São três os vinhos produzidos com essa cepa, incluindo o Gran Reserva Doña Tadea, que sempre esgota rápido. Fonte: Guia de Vinícolas Chile  – Flávio Faria – Editora Casa da Palavra – edição julho 2012

Bodega Los Toneles Moscatino 2012

Execução de música erudita nas dependências da Bodega Los Toneles

Propriedade de Millán S.A, Los Toneles é uma vinícola histórica da Província de Mendoza, localizada a poucos metros do centro da cidade, de primorosa arquitetura, portanto, uma referência histórica. Hoje a empresa possui e mantém espírito criador de seus vinhos, equipada com a última tecnologia para elaboração vitivinícola.  A vinícola Los Toneles abastace o mercado interno e conquista o mercado externo. Seus vinhos são o resultado de uma filosofia de trabalho que combina a experiência na elaboração tradicional com a tecnologia moderna, desde o cuidado da vinha durante o ano todo, passando por uma colheita programada, elaboração moderna, fracionamento e guarda.

Aspecto externo da Bodega Los Toneles

A empresa possui uma ampla gama de produtos, incluindo tanto a produção de diversos varietais de Mendoza , como a experiência de blends tradicionais com aportes inovadores. Com a experiência do comércio internacional e interno, a vinícola Los Toneles fornece para mercados internacionais como o Brasil, Paraguai, Perú, Rússia e Alemanha, sempre cumprindo os padrões e particularidade exigidas por cada um desses mercados. A lina de vinhos vai desde varietais jovens até reservas de alta classe com boas premiações em concursos internacionais.

A vinícola possui vinhedos próprios (70 hectares e 500 de terceiros) em Maipu, Luján de Cuyo, Guaymallén, Lavalle e Tupungato, tudo na Provincia de Mendoza. Cepas cultivadas: Chardonnay, Chenin Blanc, Torrontés e Sauvignon Blanc. Tintas: Malbec, Cabernet Sauvignon, Bonarda, Merlot e Syrah.

Marcas: Los Toneles, Dos Estacas e Cepas de América.

Gerente Geral: José Jesús Millán

Direção Enológica: Juan Pablo Michelini

Degustação

Moscatino – álcool: 9% – uva: Moscatel de Alexandria – região: Mendoza – exibiu atraente cor palha na transição para o dourado. Aromas típicos com notas de frutas tropicais maduras, principalmente damasco, mel  e líchias. Na boca é levemente frisante, balanceado com a acidez fazendo sua parte, aportando frescor, dando vivacide e movimento ao vinho. O equilíbrio entre acidez e açúcar é outro destaque. Macio, suave e razoavelmente estruturado, termina limpo, sem amargor. Avaliação: 88/100 pts.

World Wine – Vinhos Toscanos Fattoria La Massa

Uma das vinícolas participantes do World Wine Experience 2012 foi a Fatoria La Massa, da Toscana – Itália, que produz os famosos Supertoscanos La Massa e Giorgio Primo. Na oportunidade pudemos degustar os seguintes vinhos: La Massa IGT 2008 – R$ 158

Giorgio Primo IGT 2006 – R$ 420 – Sangiovese (30%) o restante cepas bordalesas 

Giorgio Primo IGT 2007 – R$ 480 – Cabernet Sauvigon, Franc e Petit VerdotGiorgio Primo IGT 2008 – R$ 520 – Cabernet Sauvignon (45%), Merlot (50%) e Petit Verdot (5%) 

Vertical interessantíssima, eis que o perfil do primeiro vinho, da safra 2006, com 30% de Sangiovese tem estilo diametralmente oposto dos que lhe seguiram (07 e 08). O primeiro tem estilo rústico e forte e os dois seguintes são de estilo bordalês, com a elegância se impondo. O La Massa é um supertoscano de ótima tipicidade por preço um pouco mais acessível do que o Giorgio Primo.

Organização à cargo da Casa Fasano

 

 

 

 

Vertical de Giorgio Primo – a participação da Sangiovese no corte muda completamente o vinho!

Encontro Mistral 2012 – Champagne Pol Roger

O Encontro Mistral de 2012 ocorreu nos dias 16, 17 e 18 em São Paulo e reuniu mais de 90 produtores e cerca de 600 vinhos entre espumantes, champagnes, brancos, rosados, tintos, fortificados, etc..  Quem escreve escolheu o último dia para provar os vinhos de alguns produtores, a saber: Pisano (Uruguai), Castelo di Ama (Toscana), Catena (Argentina), Pol Roger e Bollinger (Champagne). A seguir nossas impressões sobre os Champagnes Pol Roger:

Aqui tivemos dificuldade em eleger o melhor…..

 

……que poderia ser esses dois…..

 

…este millesime mostrou muita classe…

 

….mas sem dúvida nenhuma que de todos os provados este mostrou uma finesse incomparável aliado ao frescor indescritível. Simplesmente sublime!!!

Champagne Pol Roger Réserve Brut – US$ 144 – o champagne de entrada já logo vai mostrando sua superioridade no perlage fino, persistente e delicado. Coroa de espuma duradoura. Aromas de frutas secas sobre leveduras. Na boca sua  estrutura  pede comida. Um belo champagne que ainda tem preço ao alcance dos mortais….

Champagne Pol Roger Extra Cuvvé de Reserve Brut 2000 – US$ n/c – um Brut safrado solidamente estruturado, denso, macio e muito vivaz no paladar.

Champagne Pol Roger Extra Cuvée de Reserve Rosé 2002 – US$ não divulgado – um Rosé cuja sofisticação é apenas um detalhe. Aromas abertos com fruta vermelha sobre notas de leveduras. Encorpado, potente e elegante.

Champagne Pol Roger Sir Winston Churchill Brut 1999 – US$ 399,50 – de longe o melhor de todos. O que mais chamou atenção além de sua potência, foi sua maciez e incrível frescor. Sublime, profundo, é especialíssimo e provavelmente um ícone de champagne. Por sua cor e frescor, deve aguentar mais 10 anos na garrafa.