Daily Archives: 12/07/2012

Santa Digna Reserva Sauvignon Blanc 2010

A vinícola Miguel Torres foi fundada em 1870 e ocupa posição de destaque entre as estrelas mundiais do vinho. Produz os melhores vinhos de Penedés – Catalunha, que atualmente é uma D.O. – Denominación d’Origen. Seus vinhos são exemplares e primam pela elevada qualidade. Atualmente é comandada por Miguel Augústin Torres, seu presidente que representa a quinta geração da família Torres e que já foi eleito o “Homem do Ano” pela revista britânica Decanter. No Chile, Miguel Torres é referência dos vinhos do Vale de Curicó e também justamente apontado como o grande responsável pela modernização da vitivinicultura desse importante país produtor de vinhos finos.

Degustação

Miguel Torres Santa Digna Sauvignon Blanc Reserva 2010 – Álcool: 13,5% – Região: Curicó –  Importador: DeVinum – palha claro com reflexo esverdeado brilhante. Nariz mediamente intenso com boa complexidade inicial: notas de frutas tropicais como lima e maracujá, algum picante sobre leve fundo floral. Boca no mesmo diapasão, estruturada e de acidez cortante exibindo  traços que remetem à cepa estampada no rótulo. Um Sauvignon Blanc de Curicó de ótima tipicidade, de boa “pegada” que  é agradável. Final limpo, frutado, sem amargor. Avaliação: 88/100 pts

Grand Tasting, o evento anual da Grand Cru chega a sua 5a. edição

 

Em 2012 do evento anual de vinhos da Grand Cru percorrerá Porto Alegre, São Paulo, Campinas, Rio de Janeiro, Salvador, Belém, Macaé, Natal e Londrina, respectivamente.

A importadora Grand Cru, que em 2012 comemora dez anos de atividades no Brasil, promoverá, de 6 a 13 de agosto, a 5ª edição de seu Grand Tasting, a feira anual de vinhos que reúne produtores, novidades e grandes achados do seu portifolio. Na edição deste ano, o evento acontecerá nas cidades de Porto Alegre, São Paulo, Campinas, Rio de Janeiro, Salvador, Belém, Macaé, Natal e Londrina, respectivamente. Em São Paulo, o evento acontece na Casa da Fazenda do Morumbi, dias 7 e 8 de agosto, sendo o primeiro dia para profissionais e imprensa, e o segundo para consumidor final. E como não poderia faltar, o evento será marcado pelas degustações paralelas, desta vez com uma vertical de Crus de Barolo Massolino e uma degustação às cegas de grandes rótulos Bordeaux Grand Cru Classé 2009.

Para este ano, estão confirmadas as presenças dos seguintes produtores: Altair (Chile), Bodega Del Abad (Espanha), Distileria Bottega (Itália), Brancaia (Itália), Casal Branco (Portugal), Cobos (Argentina), Celler Besllum (Espanha), Dante Robino (Argentina), Domaine Weinbach (França), Domeco de Jarauta (Espanha), Don Olegário (Espanha), Doña Paula (Argentina), Escorihuela (Argentina), El Primer Racimo (Espanha), Garofoli (Itália), Heartland (Austrália), Henri Bourgeois (França), Koyle (Chile), Las Laxas (Espanha), Leyda (Chile), Massolino (Itália), Matetic (Chile), Nottola (Itália), Perescuma (Portugal), Pulenta Estate (Argentina), San Pancrazio (Itália), San Pedro Regalado (Espanha), Santa Rita (Chile), Saracco (Itália), Tabali (Chile), Talenti (Itália), Terrapura (Chile), Tre Donne (Itália), Viticcio (Itália) e Zorzal (Argentina).

Além dos produtores, o evento ainda contará com 11 estações temáticas com vinhos escolhidos pelos sommeliers da importadora de acordo com cada categoria. Espumantes e Champagne, Brancos Leves, Brancos Estruturados, A Maior Expressão da Tempranillo, Pinot Noir, Bordeaux 2009, Blends pelo Mundo, Os Vinhos do Sommelier, Grandes Achados, Vinhos Doces e Generosos e Grandes Destilados e Licores são os temas das mesas que vão compor o restante do cenário.

Serviço:

Grand Tasting Grand Cru 2012

PROFISSIONAIS E IMPRENSA

Data: 7 de agosto de 2012 (terça-feira)

Local: Casa da Fazenda do Morumbi – Avenida Morumbi, 5594

Horário: das 15h às 21h

RSVP: eventos@grandcru.com.br

PARA CONSUMIDOR FINAL

Data: 8 de agosto de 2012 (quarta-feira)

Local: Casa da Fazenda do Morumbi – Avenida Morumbi, 5594

Horário: das 19h às 22h

RSVP: eventos@grandcru.com.br

Investimento: R$ 260 por pessoa

Degustações paralelas:

Bordeaux 2009, safra do século: R$ 1200 por pessoa (com direito à acesso à feira)

Crus de Barolo Massolino: R$ 480 por pessoa (com direito à acesso à feira)

 

Informações para a Imprensa

Camila Perossi

camila.perossi@grandcru.com.br

Guia de Vinícolas do Chile de Flávio Faria será lançado hoje no Rio de Janeiro

O lançamento do Guia de Vinícola do Chile será nesta quinta-feira, na Casa Carandaí (Ruas Lopes Quintas, 165, Jardim Botânico, Rio de Janeiro), às 19h, e deve reunir boa parte dos sommeliers e cariocas apaixonados por vinho.

Guia de vinícolas Chile

De Flávio Faria

224 páginas

16x23cm

R$   54,90

ISBN 978-85-7734-270-

Uma viagem inesquecível, um bom vinho e histórias para contar. Flavio Faria, autor do Guia de vinícolas Chile – lançamento da Editora Casa da Palavra – juntou esses três prazeres irresistíveis num livro  inédito, que não se limita a analisar a elaboração da bebida, descrever sabores ou dar dicas de harmonização.

O guia vai além,  sugerindo um passeio criterioso e divertido pelas vinícolas chilenas, destino certo de muitos brasileiros nesta e em todas as outras épocas do ano.

Flavio classifica com estrelas a experiência que viveu em cada destino, desde quando visitou  o site ao momento em que conheceu a loja de vinhos da empresa.    A estrutura e as atividades que o lugar propõe ganham uma avaliação detalhada. O leitor  é preparado para surpresas como tirolesas, mini zôo, curso de culinária, acampamento  e até rodeio dentro das vinícolas. O atendimento, a recepção e o ambiente tornam-se   tão relevantes quanto o tratamento das uvas e, em alguns casos, até mais prazerosos que a própria degustação.

Mais de 60 vinícolas são descritas no que cada uma tem de melhor, desbravadas em uma   viagem pela rica vitivinicultura do país.

Informações como mapas, endereços, coordenadas GPS e horário de funcionamento facilitam a organização do leitor e enriquecem um livro feito para presentear apaixonados por vinho e, principalmente, para  acompanhar quem está de malas prontas.

Sobre o autor: Flávio Faria visitou mais de duzentas vinícolas entre 2008 e 2012 no Chile, Argentina, Portugal, Itália, Estados Unidos e França. Economista e pós-graduado em marketing, possui profunda experiência em vendas e avaliação de serviços. Quando não está em alguma vinícola mundo afora, é professor e consultor nas áreas de excelência em serviços e gestão de vendas.

FSB Comunicações (21)3206-5050

Suzana Wester suzana.wester@fsb.com.br

Talita Corrêa talita.correa@fsb.com.br

 

 

Vinho & tipicidade parte 2: Chianti Clássico

Tradicional produtor de Chianti

Os vinhos Chianti vinhos Chianti, da tradicionalíssima região italiana da Toscana, são muito bem conhecidos, sendo razoavelmente familiares até mesmo aos menos interessados por vinhos, que em algum momento da vida, mesmo longe da “Bota”, já entraram em uma típica trattoria ou cantina daquelas que exibem as célebres garrafas de palha penduradas pelo salão. Mas nenhum bom Chianti foi jamais embalado em palha, atenção!

DENOMINAÇÃO E ELABORAÇÃO

A região tem sua demarcação iniciada em 1716, com Cósimo III, Grão-Duque da Toscana, sendo a mais antiga denominação de origem estabelecida nos moldes modernos. Só alcançou notoriedade décadas depois, com o empenho do Barão Bettino Ricasoli, do Castello di Brolio.

A uva principal é a “rainha das castas italianas”, a Sangiovese, em pureza ou acrescida de pequenas quantidades de outras uvas como Canaiolo, Colorino, Malvasia, Trebbiano Toscano, Mammolo e mais modernamente, uvas como Syrah, Merlot e Cabernet Sauvignon.

A denominação Chianti (DOCG) é simples e pode trazer garrafas pouco interessantes, exigindo atenção à qualidade do produtor. Chianti Classico é uma denominação quer traz menos surpresas desagradáveis e compreende o “coração” das terras compreendidas entre as comunas de Firenze e Siena.

Os Chiantis Riserva são mais estruturados, longevos e complexos (e bem mais caros também).

O QUE ESCONDE UMA GARRAFA DE CHIANTI CLASSICO?

A Sangiovese e seus vinhos em geral tem como principais características:

Coloração rubi acerejado tendendo ao granada podendo ter mais intensidade quando “cortado” com castas francesas

Aromas de cerejas negras, frutas vermelhas, ervas frescas, às vezes tabaco e violetas. Rico em especiarias nas versões “Riserva”

Alta acidez, sendo como a maioria dos italianos muito apto à escolta gastronômica, sobretudo em pratos de caça (nos mais tânicos) ou molho de tomates.

Carga tânica variável, raramente excessiva, tendendo mais à maciez

Teor alcoólico que pode ser elevado, em consoância à alta acidez

A madeira raramente se sobressai pois é utilizada com parcimônia. Nos vinhos modernos ou Riserva ela faz lembrar vinhos de Bordeaux.

Neste tópico, mesmo se falando de uma casta fortemente dominante, não cabe estabelecer paralelos com vinhos de outras regiões que plantam a Sangiovese (Estados Unidos, Austrália), porque trato das DOCG Chianti e Chianti Classico.

Até a próxima e salute!

Texto do colaborador André Logaldi

 

Últimas novidades sobre as salvaguardas, e um apelo pelo futuro do vinho no Brasil. Carta de Ciro Lilla

As Salvaguardas e o futuro do vinho no Brasil

 

No dia 28 de Junho aconteceu em Brasilia a audiência pública sobre o processo de salvaguardas contra o vinho importado, aberto a pedido dos grandes produtores gaúchos. Após escutar as apresentações dos advogados das partes envolvidas no processo, chega-se facilmente à conclusão de que essa medida não pode prosperar.

O processo apresentado pelos produtores gaúchos é repleto de erros, afirmações e dados equivocados — e, principalmente, não atende em absoluto os requisitos mínimos exigidos pelos acordos da Organização Mundial do Comércio (OMC) para a adoção de salvaguardas. Dessa forma, a adoção das salvaguardas representaria uma violência jurídica que prejudicaria os consumidores, comprometeria o País e seria fatalmente derrubada na OMC. Como já dissemos antes, a adoção das salvaguardas seria uma desgraça para o vinho no Brasil, inclusive para o vinho brasileiro, já que o consumidor não perdoaria os responsáveis por essa medida desastrada.

Mas o que virá depois, se as salvaguardas não forem adotadas — como acreditamos que não serão, por absoluta falta de bases sólidas para sua adoção?

Gostaria de fazer um apelo aos produtores gaúchos e suas lideranças no sentido de evitar a tentativa de criar de novas barreiras para o vinho importado. Na realidade, o vinho importado é o maior aliado do vinho nacional na luta contra o baixo consumo de vinhos no nosso país — este sim o grande problema a ser enfrentado. A ABBA e a ABRABE — associações que representam os importadores — e a ABRAS — que representa os supermercados, o grande canal de distribuição dos vinhos nacionais — apresentaram uma proposta que prevê a criação de um grupo composto por representantes dos segmentos envolvidos na produção, importação e distribuição do vinho no Brasil, com o objetivo de unir esforços para aumentar o consumo dos atuais 1.9 litros por habitante por ano para pelo menos 2.5 l/h/a no período de três anos. Esse aumento resolveria os problemas de que se queixam os produtores gaúchos neste momento.

Propõe-se também a eliminação do entulho burocrático representado por medidas como a selagem para vinhos finos, as análises desnecessárias dos vinhos que chegam ao Brasil e outras burocracias que encarecem o vinho brasileiro. Em lugar destes procedimentos inúteis, seria criado um fundo para incentivo ao consumo de vinhos, gerido por esses representantes. Propõe-se enfim um jogo de “ganha-ganha”, em substituição ao atual jogo de “perde-perde”, em que tudo o que se objetiva é perder menos do que o vizinho.

Os produtores nacionais se manifestaram publicamente nos últimos meses contra o aumento de impostos para os vinhos importados, já tão fortemente taxados. Não temos porque não acreditar na sinceridade dessas declarações. Seria péssimo se, ao serem negadas as salvaguardas, houvesse em seguida um aumento do imposto de importação. Da mesma forma, seria muito ruim para o mundo do vinho se tivéssemos novas barreiras burocráticas — entraves que, como já explicamos tantas vezes, só afetam a importação dos vinhos de pequena produção e alto valor. Esses vinhos especiais, além de não competirem com o vinho nacional, são os que mais promovem o consumo do “produto vinho”. É a oferta e a variedade que permitem ao consumidor escolher seu vinho, degustar e se apaixonar por esse produto nobre e saudável. O consumidor brasileiro não aceita mais dessas medidas que só encarecem ainda mais o vinho em nosso país.

É muito evidente que, em seu estágio atual, o que o mercado brasileiro de vinhos precisa é de um grande aumento do consumo, que é muito pequeno, e não de mais restrições.

Fica aqui portanto uma apelo pela adoção de uma agenda positiva, que lute pelo aumento do consumo e por uma redução nos preços dos vinhos, tanto nacionais como importados. Vamos dar uma chance ao vinho e, de uma vez por todas, assumir que os bons vinhos importados e os vinhos nacionais são aliados, e não inimigos. E vamos parar de assistir, impávidos, ao aumento explosivo do consumo de outras bebidas, como a cerveja e o uísque, enquanto o consumo de vinhos fica estagnado, vítima da luta contínua contra o vinho importado.

Vamos nos unir pelo vinho!

Ciro de Campos Lilla