Daily Archives: 26/07/2012

No Vale de Curicó é produzido um dos melhores vinhos do Chile – Viña La Junta

A Viña La Junta é a concretização de um sonho compartilhado por um  grupo de amigos, gente joven, com grande espírito e amor por fazer as coisas direito.

Desde o início voltaram suas experiências para a produção de vinhos finos, dedicados a obter as melhores uvas, o  cuidado da vinificação e seu posterior amadurecimento com respeito ao meio ambiente.
“La Junta” reúne os amigos, a família, as pessoas, com o fim de compartilhar, celebrar ou simplemente passar bons momentos.  A vinícola Junta quer  ser parte deste momento, por isso leva o nome “Junta”, queremos resgatar os valores da amizade, da família e de “juntar-se” para manter os laços de irmandade.
Antonio Vásquez
Enólogo, apaixonado por sua profissão e fervoroso admirador da cepa Carménère. Com 10 anos de experiência fazendo vinhos de diversos vales vitivinícolas do Chile e algumas colheitas  no exterior, hoje se dedica a entregar todo seu conhecimento na elaboração dos vinhos La Junta. A Carménère aparece como base importante de seu estilo enológico e da identidade da Viña La Junta.

 A seguir a relação dos vinhos degustados:

Junta Sauvignon Blanc Selection 2011 – álcool: 13% – região: Vale de Curicó - palha claro quase translúcido. Aberto nos aromas vegetais (arruda) sobre notas de grapefruit e maracujá. Na boca a sua entrada é impactante por conta de sua acidez cortante quelhe proporciona bom frescor. Exibiu fruta madura (lima) e uma pontinha mineral. De boa persistência, termina limpo, sem arestas. Avaliação: 87/100 pts. 

Junta Cabernet Sauvignon “Perro” 2010 – álcool: 14% – região: Vale de Curicó – vermelho rubi com reflexo violáceo com halo púrpura. Aromas abertos com notas de pimentão, groselha e frutas vermelhas. Na boca praticamente subscreveu o nariz com taninos macios, boa fruta, álcool integrado e madeira bem colocada. Um autêntico Cabernet Sauvignon chileno, harmônico e redondo. Avaliação: 87/100 pts. 

Junta Carménère Reserva 2010 – álcool: 14% – região: Vale de Curicó – cor semelhante à do vinho anterior. Aromas de média intensidade ostentando alguma complexidade com as tradicionais notas de café torrado da casta sobre leve defumado e alguma fruta negra. Boca no mesmo diapasão, intensa, taninos macios e fim de boca suave, sem arestas. Avaliação: 87/100 pts.

Junta Carménère Gran Reserva  2010 – álcool: 14,5% – região: Vale de Curicó/Sagrada Familia/Fundo Santa Ana de Peteroa – vermelho rubi intenso com reflexo violáceo. No nariz despontam aromas de frutas negras maduras, pmenta branca, torrefação e chocolate. Na boca é um vinho de taninos aveludados, picante, fino, denso, suave e de longo e persistente final. Madeira e fruta em perfeita harmonia. Um Carménère sofisticado, amadurecido durante 12 meses em barricas novas de carvalho francês, muito gostoso e equilibrado, sem excesso de extração, álcool e madeira. Avaliação: 90/100 pts.

Junta Carménère Gran Reserva Cabernet Sauvignon 2010 – álcool: 14,5% – região: Vale de Curicó/Sagrada Familia/Fundo Santa Ana de Peteroa - vermelho rubi intenso com reflexo púrpura. No nariz nota de licor de cassis,  cereja, ameixa sobre notas defumadas. A boca subscreveu integralmente o olfato e se revelou macia, redonda, com álcool integrado e madeira atuando apenas como coadjuvante. Profundo, intenso, é um vinho que demonstra o potencial da casta melhor adaptada ao terroir chileno: a Cabernet Sauvignon. Às cegas certamente tem plenas condições de desbancar alguns ícones da América do Sul. Avaliação: 91/100 pts.

Vale de Curicó
A bodega está localizada no vale de Curicó perto da costa. Está a 35º de latitude sul e se estende desde o pé  da Cordilheira dos Andes até a costa do pacífico.
É um vale de origem aluvial, com solos de textura franca e setores franco-argilosos mais profundos perto da costa. O clima é mediterrâneo semi-árido com uma estação seca prolongada e precipitações que superam os 700 mm ao ano. A excelente amplitude térmica dia – noite que supera os 18ºC  o transforma num vale de privilegiadas condições para o cultivo da videira.

Cantu promoveu degustação com João Ferreira Álvares Ribeiro, da Quinta do Vallado

A importadora Cantu,promoveu almoço com João Ferreira Álvares Ribeiro, da Quinta do Vallado, que lançou novas safras  de seus vinhos e também lançou o novo Adelaide Vintage Porto 2009, na presença de jornalistas e formadores de opinião. Foram degustados os seguintes vinhos:

Quinta do Vallado Moscatel Galego Douro DOC 2010 – R$ 50

Quinta do Vallado Touriga Nacional Douro Doc 2009 – R$ 160

Quinta do Vallado Reserva Douro DOC 2008 – R$ 220

Quinta do Vallado Adelaide Douro DOC 2008 – R$ 600

Vallado Porto Vintage 2009 – R$ 300

João Ferreira e Peterson Cantu

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Harmonização no Jiyuu Sushi – Liberdade

O Jiyuu Sushi é comandado pelo sushiman Otavio Hidenitsu Barbosa, mais conhecido com0 Mitsu. Localizado na Rua dos Estudantes, 166 – Liberdade, telefones: (11) 3208-1159 / 3208-4181, o restaurante se caracteriza por seu aconchegante  ambiente singular – com mesas encostadas no balcão – proporciona que o próprio sushiman guie os clientes por um passeio pela gastronomia japonesa, incentivando a descoberta de pratos típicos.

Os vinhos da harmonização, todos da MS Import:

Montefalco Bianco “Colle di Giove” 2010

Le Cinciole Rosato IGT 2010

Palazzone Terre Vineate Orvieto DOC Classico Superiore 2010 

O Sushiman Mitsu – simpatia e muita competência na elaboração de pratos da culinária japonesa, porque está na profissão há 14 anos e 29 na gastronomia!

Montefalco Bianco “Colle di Giove” 2010 – 13,5% álcool – amarelo dourado brilhante. Floral, cítrico e um discreto tostado nos aromas. Macio, untuoso, fresco e denso. Harmonizou muito bem com uma das especialidades de Mitsu, a lula recheada com shimeji, gohan e molho tarê. A lula, de sabor delicado combinou com a acidez delicada do vinho, que foi ajudado por sua mineralidade, contudo, o molho tarô que acompanha a lula, agridoce, prejudica o vinho.  

A fachada do restaurante na Rua dos Estudantes, bairro Liberdade, São Paulo

Le Cinciole Rosato IGT 2010 – 13,5% álcool – salmão límpido e brilhante. Aberto nos aromas com morango e leve tutti-frutti. Na boca é um vinho que se destaca por seu frescor e complexidade gustativa. Harmonizou muito bem com sashimi de salmão, atum e robalo, por ser um vinho bem estruturado, de boa acidez e com doçura na medida certa. A introdução do peixe no molho shoyu atrapalha na harmonização, portanto, o vinho só combina com o peixe “in natura”.  

Aspecto do salão do Jiyuu Sushi

Palazzone Terre Vineate Orvieto DOC Classico Superiore 2010 – 13,5% álcool – palha claro com reflexo esverdeado brilhante. Aromas abertos e perfumados com notas de frutas de polpa branca sobre leves notas florais. Na boca exibiu bom corpo, alguma untuosidade, repetição da fruta sentida no nariz e sua acidez lhe confere um perfil delicado. Persistente, termina sem arestas. Um vinho que tem sido utilizado nas harmonizações deste blogueiro com frequência, porque mesmo sendo branco, tem estrutura sólida e ótima untuosidade. E mais uma vez não foi diferente, porque foi o coringa nas harmonizações. Foi bem com todos os pratos servidos por Mitsu e ainda os valorizou. Um vinho altamente recomendado! 

 

 

Fernanda com uma garrafa do Orvieto Terre Vineate

 

 

 Sudaku: salada de polvo com pepino

 

Lula recheada, um dos destaques do Jiyuu Sushi

 

Sashimi do Jiyuu Sushi

 

 

Combinado Joo – prato para três pessoas. Ou mais.

 

 

 

 

 

 

Colle di Giove Montefalco Bianco 2010 – foi bem nas harmonizações

 

 

 

Épice promoveu degustação com destacados vinhos portugueses: Herdade dos Grous e Quinta do Mouro

  No dia 21 de junho, uma quinta-feira fria e chuvosa em pleno inverno paulistano, no concorrido Restaurante A Bela Sintra, com a presença de jornalistas e de Nivaldo Oliveira, Diretor da Épice, Carlos Giacometti, Enólogo-Consultor da importadora, Miguel Louro … Read more »

Vinho & Tipicidade parte 5: Malbec

Antes de começar, o foco será sobre a Malbec argentina, somente algumas poucas palavras sobre a original francesa, haja vista até as parcas opções de compra por aqui.

ORIGENS

A Malbec tem origem francesa, está distribuída por muitos dos vinhedos bordaleses da margem esquerda, sempre utilizada em porçoes minoritárias, raramente além dos 3-5% de um corte. Em pureza, somente no sudoeste, na região de Cahors (cidade a 70 km de distância de Toulouse), sendo que esta área sofreu um enorme declínio após um inverno cruel em 1956 (local muito suscetível à geadas).

Mais de 70% das uvas lá plantadas são Malbec, acompanhadas de Merlot e um pouco de Tannat, que pode dar rusticidade ímpar aos vinhos da região.

Na Argentina, a Malbec chegou por volta de 1852, pelas mãos do agrônomo francês, Michel Aimé Pouget, contratado pelo político Domingo Sarmiento, que após exílio no Chile se encantou com a experiência chilena com as vinhas.

A casta se deu muito bem com a soma de boa insolação e altitude da região mendocina e por estes fatores climáticos, que faltam à ela na França, é que ela apresenta vinhos notavelmente melhores do que os de Cahors.

Há diferenças sutis mas consistentes de terroir, na Argentina, por exemplo: os Malbecs de Vistalba possuem aromas muito mais marcantes de ameixa do que os de La Consulta, que por sua vez trazem notas marcantes de violetas e assim por diante.

O QUE ESCONDE UMA GARRAFA DE MALBEC ARGENTINO?

Há escolas diversas de vinificação e isso cria nítidas diferenças, além da loicalização dos vinhedos, cada qual com nuances particulares de altitude, solo e exposição ao sol. O que eu chamaria de “resumo arquetípico” seria:

Coloração profunda, muitas vezes púrpura na juventude

Aromas de frutas vermelhas e de ameixas muito maduras, violetas, especiarias, notas de chocolate ou baunilha (se casam bem com o carvalho)

Vinhos frescos e intensos no paladar, algumas vezes um tanto alcoólicos, mas macios, com taninos finos e arredondados

No quesito harmonização com a comida, é redundante dizer que ficam muito bem com carnes vermelhas (ao ponto ou mal-passadas se o vinho tiver mais taninos e estrutura). Por serem relativamente baratos (cuidado com as escolhas pelo preço), são muito versáteis e podem escoltar a pizza do fim de semana, as empanadas, um “queijo & vinho” sem compromissos!

Hasta la vista! Salud!

Texto de André Logaldi