Se você for ao Encontro Mistral 2012, não deixe de provar os vinhos uruguaios Pisano

Se você fora ao Encontro Mistral 2012, não deixe de provar  os vinhos uruguaios Pisano. Na noite de 14 de julho, tive oportunidade de provar algumas garrafas do vinho produzido por Gabriel Pisano, pelas mãos de seu tio o simpático Daniel Pisano, que trouxe 4 garrafas, dois vinhos da safra 2012, um Viognier e um Syrah Rosé. Os outros dois vinhos um Pinot Noir 2011 e o famoso Sueño de Elisa Tannat 2011 “Barrica Aberta”,  produzido pela Viña Progreso, comandada por seu sobrinho Gabriel Pisano. Além de Daniel, estiveram presentes Gabriela Battle (Gerente de Exportações), Didú Russo (Blog do Didú)  e quem escreve.

Alguma linhas sobre a Viña Progreso

A Vila Progreso fica há 25 km em linha reta ao norte do mar, num dos melhores terroirs do Uruguai, em Canelones. Antigas tradições européias de vinificação atendem à poderosa personalidade de  exóticas uvas cultivadas no Novo Mundo com a finalidade de  produzir vinhos de excelente qualidade. Na Viña Progreso pratica-se a vinificação tradicional, as uvas são colhidas apenas no final da colheita resultando em cachos intensos e maduros apropriados para a viticultura de baixo rendimento. A fermentação é rigorosamente controlada e a maceração é longa em cubas pequenas, ensejando vinhos de estilo complexo, solidamente estruturados, sem sacrificar as características gustativas de sabores frutados,  elegantes e de  cristalino caráter  varietal.

Jeriel, Gabriela Batlle, Daniel Pisano e Didú Russo na noite de 14 de julho em São Paulo

 

Descrição dos vinhos

O primeiro vinho degustado foi o Viognier 2012 da Viña Progreso. A safra atual que está disponível na Vinci é a 2010, por US$ 29. Na taça o vinho exibiu cor palha com reflexo esverdeado. Aromático, bem ao estilo da casta no Novo Mundo com notas de lavanda, toques vegetais sobre uma ponta de  mel. Na boca duas características chamam atenção: o peso e o frescor, muito bom para um Viognier. Denso, macio, com discreta sobra de álcool (entre 13 e 13,5%), harmonizou bem com vieiras.

Syrah Rosé 2012 especialmente trazido por Daniel Pisano

O segundo vinho foi um Syrah Rosé 2012. De cor não muita acentuada mas brilhante, apresentou frutas vermelhas no nariz (baixa intensidade). Na boca, bom frescor, corpo magro e persistência curta. Um vinho simples, fácil de beber e sobretudo bem feito.

Viña Progreso Pinot Noir 2011 – boa tipicidade

O terceiro vinho foi um curioso Pinot Noir 2011. Também indisponível na Vinci (chegará em breve),  amadurecido durante 6 meses em barricas americanas (preponderante) e francesas (minoritária), seu preço na origem é da ordem de US$ 15.  Exibiu a cor típica da casta, sem muita concentração, aromas com alguma complexidade com especiarias, tostado sobre uma nota de fruta madura. Na boca revelou-se um vinhoessencialmente gastronômico, de taninos macios, boa acidez  e sem os habituais excessos cometidos no Novo Mundo. Sua qualidade realmente está acima da média dos Pinots uruguaios e Sul Americanos.

O vinho de rótulo branco é o Tannat Sueños de Elisa “Barrica Aberta” uma das especialidades de Pisano. Em breve estará no Brasil. Um vinho de estilo único.

O último vinho foi o delicioso Tannat Sueños de Elisa 2011. Um vinho complexo com deliciosos aromas de geléia de framboesa sem perder de vista a riqueza de taninos da Tannat tendo como contraponto seu equilíbrio, alguma elegância e profundidade gustativa. Um vinho potente, alcoólico que exibe toda força da Tannat, com notas de chocolate, framboesa e a opulência de seus  taninos, sem agredir o paladar no entanto.  Estará presente na Vinci numa das próximas importações, segundo nos informou Gabriela.

Daniel também informou que começou a cultivar Oliveiras de uma variedade israelense muito prolífica, de forte crescimento vertical,  cujas 28 plantas existentes na sua propriedade produzem 30 litros de azeite. Também há dois anos plantou as variedades tradicionais Arbequina, Picoal, etc.. enfim, conversar com Daniel Pisano é um privilégio porque se trata de um sujeito muito espirituoso, um verdadeiro artesão do vinho, que produz caldos que refletem o potencial do terroir cisplatino o único da América do Sul que tem influência do oceano Atlântico. Seus vinhos falam por si, vale à pena experimentá-los e a grande oportunidade será no evento que começa hoje.  Ou então, basta comprar qualquer um de seus vinhos na Mistral (Pisano) ou na Vinci, já que a Viña Progreso também é de sua família (irmão e sobrinho).

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>