Daily Archives: 03/08/2012

Evento enogastronômico com renda revertida para APAE em 23 de agosto

O evento ocorrerá apenas num dia – 23 de agosto de 2012 - e intenta proporcionar uma experiência enogastronômica de cunho social. Serão mais de 50 vinhos em degustação de em média 11 diferentes países. Todos selecionados a dedo para impressionar os degustadores. A Gastronomia do Mangiare completará a festa com comidinhas servidas em ilhas. Os participantes também poderão fazer suas compras no dia do evento com preços especialmente mais baixos. Uma ação em conjunto com as vinícolas e importadoras para trazer mais benefício para os participantes.

A APAE receberá todos os lucros do evento e esperamos com isso dar a possibilidade de muitas pessoas estarem contribuindo para essas crianças especiais. Marque a data: 23 de agosto de 2012, Degustações da Vila. “Compartilhar experiências” esse é nosso objetivo e filosofia de trabalho. Rua Carlos Weber, 1476 – Vila Leopoldina – São Paulo – Capital – telefones: (+5511) 2337.4138 / 2387.5663 / 7960 66 24

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World Wine Experience 2012 – Os Supertoscanos Tua Rita

Uma das vinícolas participantes do World Wine Experience 2012 foi a  Tua Rita, da Toscana – Itália, que produz famosos vinhos Supertoscanos. Na oportunidade pudemos degustar:

Vinhos degustados:

Rosso dei Notri IGT 2009  – 100% Sangiovese, é o vinho mais acessível (R$ 104) que vale o preço.

Perlato del Bosco IGT 2008 – um vinho de taninos finos, elegantes, que tem 14,5% de álcool integrados ao conjunto.

Giusto di Notri IGT 2008 –  aqui já subimos um degrau. Um blend bordalês das uvas Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Merlot que já obteve 95/100 pts. da WS e de RP.

Tua Rita Syrah IGT 2008  - um Syrah de estirpe que exibiu aromas florais, taninos delicados e sólida estrutura.  

Redigaffi IGT 2008 – aqui temos uma das máximas expressões da Merlot na Toscana. Um vinho ainda jovem com longa vida na garrafa pela frente.

Tua Rita Giusto di Notri 2008 – preço: R$ 376

Tua Rita Perlato del Bosco IGT  2008 – preço: R$ 185

 

Tua Rita Redigafi 2008 – preço: R$ 1.264,00

 

Tua Rita Syrah IGT 2008 – preço: R$ 948 -

 

Jantar harmonizado com Jorge Lucki em 8 de agosto no Lorenzo Bistrô – Jardim Botânico/RJ

Mais um chileno de estirpe: Alta Cima 6.330 Ensamblage 2008 – Vale de Lontué

O Chile possui mais de duzentos vulcões. Alguns deles estão em frente à vinícola e inspiram Klaus Schröder, enólogo alemão, a elaborar vinhos de alto nível. As linhas são identificadas por números – 6.330 e 4.090 – que remetem às altitudes dos vulcões Parinacota e Peteroa, respectivamente. Klaus vive nessa propriedade com clima de chácara. Entre a adega e sua casa (recém-transformada em casa de hóspedes), há de tudo um pouco: gansos, carneiros, galinhas, horta…”Tudo acaba na panela de dona Katha”, comenta ele. Um diferencial é que as visitas e as degustações são sempre conduzidas por um enólogo. Em muitos casos, é o próprio Klaus que toma à frente. O tour começa na sala de máquinas (escolha tipicamente alemã), onde é explicado o complexo mecanismo utilizado para prover as instalações de água quente, fria, pressão, etc.. Os engenheiros vão adorar. No fim da visita, todos os nove vinhos são degustados, o que comprova o capricho e a experiência de Klaus. Fonte: Guia de Vinícolas Chile – Flávio Faria – editora Casa da Palavra – edição 2012.

O contrarrótulo diz que: “El Parinacota de 6.330 metros de altura, es un volcán en el norte de los Andes chilenos, cuyo magma fluido y poderoso nos inspira.  Ensamblage de Cabernet Sauvignon (72,6%), Carménère (11,2%), Syrah (9,1%) y Petit Verdot (7,1%). Envejecido en roble francés y de color rubi-violeta profundo, combina aromas intensos, frutosidad rugosa a berries con taninos sedosos y maduro. Un vino con distintiva elegancia, de estructura amable y poderoso final. Degustar y consumir : 2010 – 2018 – produzido por  Schröder & Hanke Ltda. www.altacima.cl

Alta Cima 6.330 Assemblage 2008 – álcool: 13,5% – Uvas: Cabernet Sauvignon (72,6%), Carménère (11,2%), Syrah (9,1%) e Petit Verdot (7,1%) – região: Vale de Lontué - vermelho-rubi intenso, profundo com reflexo púrpura. Aberto nos aromas com notas de madeira de boa qualidade que cedeu espaço para frutas negras (ameixas e amoras) sobre um fundo de especiarias. Boca no mesmo diapasão com bom equilíbrio gustativo. Álcool integrado, acidez na medida, fruta presente e a madeira aparece mais nos aromas do que no paladar. Um vinho redondo, macio, intenso, longo que privilegia a elegância. Avaliação: 89/100 pts.+ 

Vinho & Tipicidade parte 8: Barossa Valley

Estava com ideias para escrever sobre a Cabernet Sauvignon, mas quis voltar a falar de regiões e além disso, estabelecer uma comparação, já que no terceiro texto desta série escrevi sobre os vinhos de Syrah, do norte do Vale do Rhône. Então volto com uma nova região, antípoda funcional da primeira, onde reina a mesma casta: Shiraz (na grafia novomundista)!

A AUSTRÁLIA

O país, atualmente o 9º maior produtor mundial (já foi 6º), se estabeleceu como uma fonte de vinhos de primeira grandeza, com a fama baseada sobretudo em vinhos tintos à base de Shiraz, Cabernet Sauvignon ou um corte de ambas, marca registrada da região.

A área conhecida como “South Australia” responde por quase a metade de toda a produção nacional. As principais sub-regiões, para os tintos, são Barossa Valley (onde reina a Shiraz) e Coonawarra (a estrela é a Cabernet).

BAROSSA VALLEY

A região está na sexta geração de vinhateiros de origem silesiana (alemães), é quente e um tanto seca (chuva escassa), clima dominante do tipo mediterrâneo e solos limo-argilosos (limo é uma argila menos fina).

Comparados aos Shiraz de Coonawarra, que são elegantes e de corpo médio em geral, os de Barossa são mais concentrados e opulentos (sem ser pesados necessariamente). A região produz vinhos de Cabernet Sauvignon, mas a descrição abaixo visa esclarecer algo sobre as garrafas de Shiraz!

Lembrando sempre que o grande vinho australiano de todos os tempos veio de lá, o Penfold’s Grange!

O QUE ESCONDE UM SHIRAZ DE BAROSSA VALLEY?

O Shiraz de Barossa é do tipo concentrado, violáceo.

Aromas a frutas negras, especiarias, chocolate, madeira elegante com notas de caixa de charutos (cedro).

Normalmente são vinhos densos, de bom corpo, porém com taninos que embora muito marcantes, tem textura aveludada. O equilíbrio entre acidez e álcool é razoável, mas com alguma tendência a se mostrar “quente”.

No quesito harmonização, os Barossa por serem encorpados, frutados, tânicos e alcoólicos, sugerem um casamento com carnes, que podem ser ao ponto ou mal-passadas, sejam carnes vermelhas altas, churrasco ou caças como avestruz e pato, que tradicionalmente tem de ser servidas apenas muito bem seladas, sem cozimento excessivo (experimentem um “magret de canard” acompanhado de um molho à base de geléia de frutas vermelhas!).

Até a próxima! Cheers!

Texto de André Logaldi