Alguém já disse que “Le Brésil c’est ne pas un pays sérieux”. Dizem que essa frase é atribuída ao General francês Charles de Gaulle, herói da segunda guerra mundial e um dos principais líderes ocidentais no mundo pós-guerra e do período enominado “guerra fria”, eis que presidiu a França de 1959 a 1969 pelo RPF – (Rassemblement de Peuple Français). Mas não podemos fazer essa afirmação porque carece de comprovação histórica, mas parece-me que o grande Gal. francês (tinha cerca de 2,00 metros de altura) que liderou a resistência francesa através de seus inflamados discursos de rádio transmitidos da Grã-Bretanha, proferiu essa frase na época da “guerra da lagosta” na década de 1960. De outra vertente, há quem sustente que essa frase foi proferida por De Gaulle quando visitou o Brasil pouco tempo depois do Golpe Militar de 1964.
Mas não é sobre o célebre líder francês que dedico este post, é sobre um comunicado recebido do Ibravin que lembrou a frase que está no início, que sendo atribuída a ele ou não, cai como uma luva para o contexto atual das salvaguardas, que na realidade são uma verdadeira intromissão no mercado de vinhos de São Paulo e do restante do Brasil, que serão tremendamente prejudicados com a aprovação dessas inoportunas, impertinentes e famigeradas salvaguardas que vão cercear o direito de escolha do brasileiro, que será obrigado a beber somente vinhos nacionais que como sabemos ainda está a centenas de léguas de distância da qualidade atingida pelos vinhos produzidos por nossos vizinhos do Mercosul, apenas para exemplificarmos. Quem as defende teve mais de vinte anos para melhorar a qualidade do vinho nacional e nada foi feito. Somente o espumante nacional que melhorou. Imaginam que poderão inundar os supermercados de uma das maiores cidades do mundo com vinhos de qualidade duvidosa. E por isso querem inviabilizar a importação de vinhos. Quem trabalha no setor será prejudicado e poderá perder o emprego. Essa verdadeira intervenção no mercado de vinhos de São Paulo, que sempre se regeu pelas regras do livre mercado, deve ser repelida com veemência. Não vamos nos dispersar. SALVAGUARDAS NÃO!!
A seguir alguns trechos do comunicado do IBRAVIN que refletem com clareza a postura dos principais líderes políticos gaúchos. Esses líderes, como supracitado, defendem uma intervenção no mercado de vinhos de São Paulo (mas ninguém assume isso claramente) e nos demais Estados da federação com a adoção das SALVAGUARDAS, sem pensar nas consequências deletérias para a imagem do Brasil no exterior que será questionado nos órgãos internacionais competentes, no desemprego que será causado por conta da adoção das salvaguardas, enfim, só podemos concluir que a frase “Le Brésil c’est ne pas un pays sérieux”, ainda é bem atual. Senão vejamos:
“Audiência pública promovido pela Comissão de Agricultura foram encaminhadas medidas para auxiliar o setor que sofre com a baixa competitividade. Demandas, como a adoção do Simples nacional às pequenas empresas, serão enviadas aos governos estadual e federal para superar a crise
Os problemas enfrentados pelo setor vitivinícola gaúcho foram debatidos nesta quinta-feira (9) em audiência pública promovida pela Comissão de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. Representantes do setor pediram medidas governamentais urgentes para superar a crise. Mais de 300 pessoas estiveram presentes, a maioria produtores de uva e vinho.
Em documento entregue aos deputados gaúchos foram solicitadas ações políticas de natureza conjuntural – como a redução dos estoques, a adoção imediata da Salvaguarda aos vinhos brasileiros, maior controle e fiscalização dos produtos comercializados no país e a revogação do dispositivo legal que eliminou o benefício fiscal concedido às empresas de refrigerantes, que ao utilizarem na formulação dos refrigerantes 10% de suco concentrado de uva tinham uma redução de 50% do IPI. Também foram encaminhadas ações políticas de natureza estrutural, como a implementação de Programa de Modernização da Vitivinicultura, a adoção do Simples Nacional e a legalização do vinho artesanal. Os pleitos também serão levados à Secretaria Estadual da Fazenda e aos ministério da Agricultura (Mapa), Desenvolvimento Agrário (MDA) e Desenvolvimento e Indústria e Comércio (Mdic) para que sejam criadas políticas públicas que possibilitem maior competitividade do produto no mercado nacional.
O presidente do Parlamento gaúcho, deputado Alexandre Postal (PMDB), participou da abertura do encontro e se colocou à disposição do setor vitivinícola para interceder junto aos governos estadual e federal na busca de soluções rápidas para a superação da crise. “Não podemos admitir que continue a situação de impostos e o nacionalismo abaixo de zero com este setor”, disse Postal. “Não existe defesa do nosso mercado produtor. Continuamos importando muito, com impostos muito baixos, enquanto os nossos produtores continuam pagando os maiores impostos possíveis”, argumentou Postal ao defender diminuição de tributos e salvaguardas para os vinhos produzidos no Brasil. As importações de vinhos estrangeiros cresceram além dos 34% no primeiro semestre deste ano.
Para o presidente da Comissão de Agricultura, deputado Ernani Polo (PP), o encontro solicitado pelo setor vitivinícola gaúcho foi muito positivo por expor a realidade difícil vivida pelo setor….Ernani também destacou a necessidade de dialogar com o governo federal para o estabelecimento de salvaguardas ao vinho brasileiro, já que nos últimos anos tem ocorrido o aumento das importações de vinho do Mercosul e de países europeus. “Em relação ao prêmio de escoamento de produção já mantivemos contato com o Ministério da Agricultura que nos garantiu que, nos próximos dias, deverá implementar a medida”, sublinhou.
Ações
O presidente do Conselho da Ibravin, Alceu Dalle Molle, destacou que a crise que atinge o setor vitivinícola brasileiro não é recente e defendeu uma série de medidas conjunturais para o setor. Entre as demandas estruturais propostas por Dalle Molle estão: uma política de escoamento de estoques com leilões de vinho; políticas de crédito a longo prazo; salvaguardas ao produto brasileiro; selo fiscal; volta dos subsídios às indústrias que utilizam suco de uva em seus produtos e inclusão das pequenas vinícolas no simples nacional. “Precisamos do apoio dos poderes Executivo e Legislativo do nosso Estado para que as nossas demandas sejam atendidas rapidamente”, sublinhou”.




























