Matéria completa – Novas safras, novos vinhos da Vinícola Santa Rita

A degustação realizou-se na tarde de 05.12.2012 no Ruby Wine Bar para profissionais do setor e foi conduzida pelo chileno e Brand Ambassador da Santa Rita, Luis Alejandro Pérez que apresentou os vinhos com serenidade e comentários pertinentes.

Sobre a Viña Santa Rita

A Viña Santa Rita é uma das vinícolas chilenas mais empreendedoras e focadas na qualidade. Sua exportação atingiu 1,3 milhão de caixas de vinho por ano em mais de 70 países do mundo. A vinícola tem uma longa e ilustre história que remonta há 120 anos, início da produção de vinhos no Chile e hoje possui mais de 2.500 hectares de vinhas nas melhores regiões, sendo a mais representativa n produção de rótulos neste país. Seu foco continua na escolha dos melhores terroirs, na inovação eno desenvolvimento da marca, trabalhando com enólogos altamente experientes para produzir vinhos que são consistentes na qualidade, distintos e únicos. Importador: Grand Cru.

Novo Malbec Reserva 2009 elaborado com vinhas de dez anos do Vale de Colchágua – exibiu boa tipicidade

 

A seguir a descrição e avaliação dos vinhos degustados:

Santa Rita Reserva Sauvignon Blanc 2009 – álcool: 13,5% – região: Vale de Casablanca – preço: R$ 56 – palha brilhante com reflexo esverdeado. Aromas que revelam tipicidade com notas  vegetais, toques de erva cidreira sobre uma sugestão de maracujá. Boca ainda fresca, macia, redonda e com boa persistência. Retrogosto longo marcado pelo sabor cítrico. Avaliação: 88/100 pts. 

Santa Rita Medalla Real Chardonnay 2009 – álcool: 13,5% – região: Vale de Leyda – preço: R$ 79 – amarelo com reflexo dourado intenso. Nos aromas despontam notas amanteigadas sobre fruta madura e uma ponta de mineralidade, plenamente confirmada no paladar macio e sofisticado. Longo, esbanja notas de frutas tropicais (abacaxi, carambola, pêssego e manga). Acento mineral, bom frescor, ótima tipicidade da casta no Novo Mundo. Avaliação: 89-90/100 pts.

Santa Rita Reserva Malbec 2009 – álcool: 13,5% – região: Vale de Colchágua – preço: R$ 54 – vermelho rubi intenso quase negro. Aromas abertos com toques florais sobre sugestões de geléia de amoras. Boca no mesmo diapasão, rica, de taninos finos, acidez mediana e sabores típicos da Malbec confirmando a tipicidade da casta em solo chileno. Avaliação: 88/100 pts.+

Santa Rita Medalla Real Syrah 2008 – álcool: 14,5% – região: Vale do Limari – preço: R$ 88 – vermelho rubi intenso com alguma profundidade. Aromas de média intensidade com notas balsâmicas sobre mentol. Na boca a sua entrada revelou um vinho potente, de taninos sedosos, generoso no álcool, madeira presente sem incomodar e as típicas notas cárnicas da Syrah confirmando sua destacada tipicidade. Avaliação: 89/100 pts.+

Santa Rita Floresta Apalta Cabernet Sauvignon 2005 – álcool: 14,5% – região: Vale de Colchágua – preço promocional: R$ 110 – vermelho rubi profundo com reflexo violáceo. Aberto nos aromas exibindo uma invejável paleta de aromas –  notas balsâmicas, especiarias, couro novo, frutas negras sobre mentol. Na boca a sua entrada revelou um vinho de taninos finíssimos contrabalançados pela acidez de perfil gastronômico que também dá frescor a este delicioso e suculento Cabernet Sauvignon chileno. Um vinho que começa a chegar no auge e assim permanecerá por muito tempo. Enfim, um grande chileno que vale o preço!  Avaliação: 91-92/100 pts.+

Santa Rital Triple C 2007 – álcool: 14% – região: Vale do Maipo – uvas: Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon e Carménère (55, 30 e 15% respectivamente) – preço: R$ 180 – Vermelho-rubi quase retinto na cor sem halo de evolução. Inicialmente os aromas invocavam a Carménère, com notas de pimentão e café torrado. Depois notas balsâmicas secundadas por licor de cassis. Na boca a sua entrada revela um vinho sobretudo fino e macio, taninos num bom momento de sua evolução. Acidez mediana e concentração de sabor são outros de seus destaques. Profundo, termina redondo e sem arestas prometendo boa evolução na garrafa. Avaliação: 88/100 pts.+

Santa Rita Pehuén Carménère 2007 – álcool: 14% – regiões: Maipo e Colchágua (Apalta) – uvas: Carménère (90%) e Cabernet Sauvignon (10%) – vermelho rubi intenso, profundo com levíssimo halo de evolução.Aromas finos, complexos com notas de licor de cassis, ameixas maduras sobre uma nota de pimenta negra e cedro. Na boca subscreveu as sensações olfativas. Taninos volumosos de fina textura. Acidez razoável. Fruta e madeira coexistem pacificamente, álcool generoso sem incomodar. Denso, profundo, concentrado, mais um Carménère chileno de alta gama. Vai longe…  Avaliação: 90/100 pts.+


Santa Rita Casa Real Cabernet Sauvignon 2007 – álcool: 14% – região: Alto Maipo – preço: R$ 350 vinho amadurece 15 meses em barrica de carvalho francês de primeiro usoanálise organoléptica: vermelho rubi intenso, profundo com reflexo violáceo e halo púrpura. Apresenta um aroma complexo de ameixas maduras com um fino toque de menta, notas de bala toffee sobre um fundo defumado e especiado. Na boca é elegante, de alta concentração e estrutura que demonstra seu  potencial de envelhecimento. É um vinho maduro, sólido, complexo com sugestões de menta, licor de cassis e ameixa. Possui taninos finos, é longo, persistente e seguramente vai continuar a evoluir na garrafa nos próximos 5/10 anos. Avaliação: 91/100 pts.++

Fabiano Aurélio (Grand Cru) e Luis Alejandro (Embaixador Santa Rita)

 

Conclusão

Mais uma vez os vinhos Santa Rita não decepcionaram. E dificilmente decepcionam porque essa vinícola certamente é uma das melhores do Chile.  O que se pôde notar é que a Santa Rita tem vinhedos nos melhores terroirs chilenos e por isso pode oferecer uma linha de produtos homogênea no aspecto qualitativo. Presente em 80 países, o vinho de entrada é o Santa Rita 120 que infelizmente não teve nenhum exemplar disponibilizado para essa degustação. O que podemos dizer que por mais simples que seja, este vinho tem qualidade superior a de muitos vinhos da sua faixa de preço (R$ 30). Uma pena porque são verdadeiros “best buy”, principalmente o Cabernet Sauvignon, que lembra a frase de Hugh Johnson amiúde citada neste blog: “Cabernet Sauvignon permanece o trunfo – que outro país oferece mais consistência no nível inicial? ” Outro destaque da degustação foi o novo Malbec Reserva de Colchágua. Na taça exibiu boa tipicidade sem a dureza dos taninos dessa casta no Chile; e também não exibiu a doçura de alguns Malbec argentinos que chega a ser enjoativa. Mais um destaque além do consistente Santa Rita Casa Real, foi o Santa Rita Floresta Cabernet Sauvignon 2005, que teve  seu preço reduzido para R$ 110. Um vinhaço que recebeu a maior nota da degustação seguido muito de perto pelo top Casa Real 2007, que conta com apenas 5 anos de garrafa, pouco tempo para este verdadeiro ícone chileno. Mais dois ou três anos serão suficientes para mostrar tudo o que tem. Quanto aos demais, basta verificar as descrições para confirmação do que está escrito nos primeiros parágrafos deste texto: a Viña Santa Rita, comandada pela experiente enóloga Cecília Torres, atingiu um nível qualitativo muito elevado e o principal: mantém essa qualidade, ano após ano. Sorte do consumidor !

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