Enólogo Nuno Cancela de Abreu
Enólogo Nuno Cancela de Abreu

Chegam ao mercado brasileiro novos vinhos da região do Dão, Portugal. E, no caso dos aqui debutantes Quinta da Giesta, fazem reflexo exemplar da vitalidade renovadora, e ao mesmo tempo da tipicidade, que permeia a vinicultura daquele país.

            Importados pela MS Import – que em 4 anos de atividades, tendo começado com vinhos argentinos e alguns italianos, hoje já agrega 30 produtores diferentes, apenas de Portugal –  os rótulos selecionados concentram-se nas três variantes da Quinta da Giesta:  versões Tinto, Branco e Rosé.  

            O enólogo responsável é  Nuno Cancela de Abreu, que veio à São Paulo apresentar suas criações à imprensa especializada. Com herança familiar de vinhateiros por quatro gerações, Nuno acumula experiência de décadas de trabalho na área, entre a vida acadêmica, lecionando enologia, e a vinicultura, nas regiões do Porto, Douro e Bucelas.

Nuno Cancela é um dos principais responsáveis pela recuperação da casta Arinto. Hoje, em consequência desse trabalho em Bucelas, a Arinto está presente em todas as regiões como variedade nobre, passando a ser considerada uma das melhores castas de uva branca portuguesa.

De volta a região do Dão, Nuno deu prosseguimento a herança da sua família, iniciando novas marcas e vinhedos: Quinta da Fonte do Ouro e Quinta da Giesta . A partir de 2010, colocou toda a sua energia no projeto “Boas Quintas”, que estabeleceu parcerias com vinícolas de outras regiões.

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            “Boas Quintas vive da ambição de transportar em cada garrafa o que de mais

genuíno há na personalidade que cada região encerra”, afirmou o enólogo e empresário que paralelamente tem buscado os mercados externos, como o Brasil, Japão e China, ampliando sua margem de exportação .

Herdeiro de a uma tradição agrícola e familiar de 130 anos, a filosofia de Nuno Cancela de Abreu é simples: respeitar a personalidade única de cada terroir e ter a liberdade de criar vinhos de alta qualidade, caráter e personalidade.

Os 3 exemplares degustados na apresentação dos vinhos Quinta da Giesta parecem confirmar suas ambições.

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Quinta da Giesta Branco – 2010 – Portugal / Dão

Combinando as castas Arinto, Encruzado e Malvasia Fina, este é um branco que deixa transparecer sua origem, as encostas de solo argiloso e pobre que circunvizinha o  Dão, mas, por isso mesmo,  garantindo uvas muito expressivas. O teor alcoólico é de 13%; acidez equilibra, num vinho floral, de agradável frescor, com toques de frutas verdes e amarelas e um interessante traço de mineralidade. Vinho com potencial de longevidade para mais de oito anos.

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Quinta da Giesta Rosé – 2010

Um vinho extraído 100% das uvas Touriga Nacional, este rosé foi apresentado como a “menina dos olhos” de seu criador, e com razão. Com 13% de teor de álcool, sua cor de um rosa intenso, atraente, vai confirmar os aromas florais, à violetas e frutas vermelhas. Vinho sóbrio, elegante, cuja prova denota algum corpo e sabores marcados de frutas vermelhas  e ainda um final de boca suave e muito agradável. Como afirmou o enólogo Nuno Cancela, “não se trata de um subproduto; não estou a melhorar um vinho tinto, mas sim apresentar um rosé com sua personalidade própria”. E o mais importante, salienta o enólogo: “ É vinho para ir a mesa, para a gastronomia e não como aperitivo”. Personalidade para tanto, o Quinta da Giesta Rosé mostrou de fato.

Boas Quintas - Giesta Tinto

Quinta da Giesta Tinto – 2010

Neste típico tinto do clima mediterrâneo português, a combinação das castas Touriga Nacional, Roriz e Jaen traduz-se num tinto agradável, de cor rubi profunda, frutado no aroma e no sabor, corpo mediano, em final de boca leve e sereno. E um tinto com boas condições de envelhecimento, como já provaram as técnicas empregadas na cultura e vinificação. Um vinho tinto com frescor suficiente para acompanhar também carnes brancas, massas e queijos mais suaves.  O teor alcoólico é de 12,5%. Enfim, um vinho que merece uma prova, especialmente pela sua personalidade ligada ao habitat e por revelar o que detalhes da vinicultura moderna de Portugal podem fazer por um tradicional vinho do Dão.

Todos os vinhos mencionados serão comercializados pela MS Import a R$ 53,00.

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Jezebel Salem, jornalista por profissão que já atuou em áreas diversificadas, como cultura e economia, mas que logo se especializou no hoje chamado jornalismo gastronômico. Foi repórter e redatora em vários canais da imprensa, como os jornais O Estado de São Paulo, Gazeta Mercantil, Shopping News, Jornal da Tarde, entre outros, inscrevendo-se entre os pioneiros dessa especialidade que ao longo dos últimos 25 anos, tanto espaço e entusiastas conseguiria conquistar. Participou das primeiras edições da revista Gula (surgida no início dos anos 90) e assinou artigos em várias publicações do gênero.
Jezebel Salem, jornalista por profissão que já atuou em áreas diversificadas, como cultura e economia, mas que logo se especializou no hoje chamado jornalismo gastronômico. Foi repórter e redatora em vários canais da imprensa, como os jornais O Estado de São Paulo, Gazeta Mercantil, Shopping News, Jornal da Tarde, entre outros, inscrevendo-se entre os pioneiros dessa especialidade que ao longo dos últimos 25 anos, tanto espaço e entusiastas conseguiria conquistar. Participou das primeiras edições da revista Gula (surgida no início dos anos 90) e assinou artigos em várias publicações do gênero.
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