Brancos e tintos da Adega Cooperativa de Redondo se destacaram na degustação “Vinhos do Alentejo” SP – 2013

Os grandes Vinhos do Alentejo se mostraram em São Paulo no último dia 03.09. A degustação reuniu 15 das mais famosas vinícolas alentejanas, que mostraram dezenas de rótulos e apresentaram aos paulistanos seus lançamentos e novas safras, entre vinhos brancos, rosés e tintos. Um produtor  que se destacou foi a Adega Cooperativa de Redondo. 

Alentejo

Algumas linhas para o Alentejo

Dentre as principais regiões vinícolas portuguesas, entres as quais Dão, Douro, Bairrada, etc., o Alentejo merece destaque especial, eis que se trata de uma região muito árida e que, até poucos anos, tinha pouca expressão em termos de vinicultura e hoje está a se modernizar e produzir vinhos surpreendentemente bons a preços acessíveis. Lá, uma das principais castas é a Aragonez (Tinta Roriz no Douro e Tempranillo na Espanha). Mas há também outras castas como a Alicante Bouschet, Alfrocheiro, Trincadeira entre outras castas tintas e brancas importantes. Fonte: Coleção Cozinha País a País – Vinhos – Folha de S. Paulo – 2006

CIMG1349

Sobre a Adega Cooperativa Redondo – AcR

Fundada em 1956, por um grupo de 14 viticultores, a Adega Cooperativa Redondo – AcR obteve na década de de 1980 a confirmação plena do potencial vínico do Alentejo, época em que iniciou uma franca expansão, visível no aumento da produção e estruturas a ela associadas. De acordo com essa filosofia de mudança, foram investidos várias centenas de milhares de euros nos setores de recepção de uva, sua transformação e armazenamento, bem como enologia, que vieram dar novo alento á Adega. Atualmente, a produção dos vinhos Real Lavrador, Terra d’Ossa, Porta da Ravessa, Anta da Serra, Monte Ferra, Chardonnay AcR e Reserva AcR é feita em modernas instalações, permitindo a produção de 12 mil garrafas por hora. Tendo a AcR conquistado o mercado internol, há que estudar novos horizontes no mercado internacional e embora o Brasil continue a ser o país que mais consome vinhos produzidos no Alentejo, a Adega quer explorar as possibilidades abertas pelo mercado comunitário do Velho Continente, diversificando assim a origem da clientela.

Hoje, a Adega é um dos maiores produtores de vinho da Região do Alentejo, congregando cerca de duas centenas de viticultores, cerca de 98% da sub-região do Redondo e no Brasil seus vinhos são importados e distribuidos pela importadora Barrinhas.

Barrinhas

A seguir a descrição dos vinhos degustados:

Real Lavrador branco 2012 – variedades: Roupeiro e Rabo de Ovelha – álcool: 12,5% – fresco, leve, acídulo, vegetal, cítrico, sem amargor.

Porta da Ravessa branco 2012 – variedades: Arinto, Fernão Pires e Roupeiro – álcool: 12,5% – bem claro na cor, mais denso e concentrado do que o anterior.  Macio, cítrico na boca. Acidez intensa promovendo bom frescor.

Porta da Ravessa 2012 – variedades: Trincadeira, Aragonês, Alicante Bouschet e Castelão – álcool: 13% – leve herbáceo no nariz, macio, intenso, com boa fruta no paladar. Um vinho que dispensa apresentação, um best buy alentejano, de preço honesto, bem feito, que dificilmente decepciona.

CIMG1340

Real Lavrador 2012 – variedade: Castelão – álcool: 12,5% – intenso na cor com notas de compota no olfato sobre ameixas. Na boca é um vinho simples, para o dia a dia, de taninos macios, corpo médio e boa acidez. Deve crescer à mesa.

Porta da Ravessa Reserva 2009 – variedades: Trincadeira, Aragonês, Alicante Bouschet e Cabernet Sauvignon – álcool: 13,5% – intenso na cor, frutas negras, especiarias e tostados se revezam nos aromas.  Na boca é um vinho tânico (boa qualidade), denso, encorpado que pede mais tempo na garrafa para completo afinamento do conjunto. Média/longa persistência.

CIMG1341

Reserva ACR Alentejo DOC Redondo 2009 – variedades: Trincadeira, Aragonês e Alicante Bouschet – álcool: 14,5% – amadurecido em barrica de carvalho francês durante 12 meses e afinado por mais 6 meses na garrafa antes de sua liberação ao mercado. Análise organoléptica: quase retinto, exibiu aromas complexos com frutas vermelhas e negras, especiarias sobre alcaçuz. Na boca sua entrada revelou um vinho de taninos potentes de ótima qualidade, álcool generoso, acidez intensa, de bom entrosamento entre fruta e madeira. Um vinho cheio de tipicidade alentejana, cujo final remete o degustador às sensações olfativas iniciais. Grande potencial de guarda.

CIMG1344

Conclusão

No evento de vinhos alentejanos realizado recentemente em São Paulo,  os vinhos da Adega Cooperativa de Redondo se destacaram, com muita gente querendo prová-los. O motivo é porque são vinhos que trazem consigo toda tipicidade do Alentejo, que consiste na elaboração de vinhos intensos, gastronômicos e saborosos.  No caso dos vinhos AcR existe mais um fator que reverte em benefício dos consumidores: o importador (www.barrinhas.com.br) os precifica corretamente, de modo  que são vinhos comercializados por preços realistas, podendo ser facilmente enquadrados na categoria “best buys”.

Share on FacebookShare on Google+Tweet about this on TwitterShare on LinkedIn

One Response to “
Brancos e tintos da Adega Cooperativa de Redondo se destacaram na degustação “Vinhos do Alentejo” SP – 2013

  1. Nilson Cesar Responder

    Os vinhos importados pela Barrinhas são escolhidos por paixão e respeito ao consumidor, com muita seriedade e sem a “afetação” que faz com que muitas vezes levemos gato por lebre..
    Parabéns !

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *