Um Borgonha único – Domaine Trapet Père & Fils Gevrey-Chambertin 2009

Os grands crus da Côtes de Nuits começam ao Sul do Vilarejo de Gevrey-Chambertin. São nove vinhedos totalizando 87 ha (mais do que qualquer outro vilarejo), que tem esse status e outros 28 ha são classificados como “Premier Cru”. Chambertin ganhou fama graças a Napoleão I, que tinha a reputação de consumir quase exclusivamente só esse vinho –  misturado a grande quantidade de água. O Gevrey-Chambertin “village” só pode ser valorizado em função do nome do produtor, já que nem todos os vinhos são dignos do nome “village”. O melhor Gevrey-Chambertin é poderoso, frutado, tânico e possui uma estrutura que permite que ele dure. Trata-se, então, de um vinho de guarda, que pode ser conservado por até 20 anos.

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Appellation Gevrey-Chambertin Premier Cru, a Appellation Gevrey-Chambertin Controlêe e o Gran Cru Chambertin pertencem a uma zona vinícola onde só se produzem vinhos tintos de grande personalidade. Situam-se em uma zona muito especifica: ao norte do povoado de Gevrey. Os vinhedos ocupam cerca de 400 hectares de solo argiloso-calcário. Neles são produzidos por ano mais de 2 milhões de garrafas de vinho feito de Pinot Noir. Nesta região são vendidos Grands Crus de qualidade insuperável na Borgonha e outros de valor muito discutível. Os primeiros deram tanta fama à região que a converteram na de maior região de toda a Côte d’Or. Inegavelmente é uma das mais importantes denominações da Côte Nuits.

Degustação

Domaine Trapet Père & Fils Gevrey-Chambertin 2009 – álcool: 13% – importador: Grand Cru – preço: R$ 463 – cor típica da Pinot Noir com leve halo granada. Nariz aberto com notas de sous-bois, cogumelos e toque animal (couro) sobre um fundo discretamente frutado. Na boca taninos típicos da variedade, extremamente macios suportados por acidez de nítido viés gastronômico. Longo e profundo, tem no frescor,  elegância e sofisticação seus destaques. Um vinho para grande ocasiões. Avaliação: 92/100 pts. ++

Fontes – Enciclopédia Larousse do Vinho – Edição de 2004 e  A Enciclopédia do Vinho – Luis Tomás Melgar Gil – Ediouro

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