Via Wines apresentou vinhos Chilensis em São Paulo

No dia 19 de novembro, realizou-se a apresentação dos vinhos chilenos da marca Chilensis, de importação exclusiva da Companhia Brasileira de Distribuição, com a presença de Renato Frascino (representante da marca no Brasil), Lídia Cortez D. (Diretora de Vendas da Via Wines para o Chile e América Latina), Cláudio Villouta (Enólogo da Via Wines), Ivan G. Bianchi (Consultor de Vinhos do Grupo Pão de Açúcar), Gustavo Massa Beltrati (Chile Gourmet Consultoria Internacional),  jornalistas e formadores de opinião, para degustação dos vinhos abaixo mencionados, mas antes algumas linhas para o produtor dos vinhos:

O produtor dos vinhos Chilensis é a VIA Wines, empresa criada em 1998 com uma bodega baseada no Vale do Maule (cerca de 260 km de Santiago), que pretende ser uma resposta moderna às necessidades atuais dos mercados internacionais de vinhos. Hoje VIA Wines possui mais de 1.000 hectares (aproximadamente 2.500 acres) de vinhedos nas regiões vitivinícolas mais premiadas do Chile: Casablanca, Colchagua, Curicó  e no Vale do Maule.

A marca Chilensis é o fiel reflexo dos diversos terroirs; vinhos que mostram a fruta e aromas do Chile, internacionalmente conhecido como um “paraíso de la viña”. No Brasil são comercializadas três linhas de vinhos: Selección Especial, Reserva e Lazuli, todas facilmente encontráveis na rede de supermercados Pão de Açúcar.

A seguir a lista dos vinhos degustados; depois a descrição e avaliação:

Chilensis Reserva Sauvignon Blanc 2013 – preço: R$ 29,90 –

Chilensis Reserva Pinot Noir 2012 – preço: R$ 32,90 –

Chilensis Reserva Malbec 2012 – Álcool: 13,5% – preço: R$ 29,90 –

Chilensis Reserva Cabernet Sauvignon 2012 – preço: R$ 29,90 –

Chilensis Lazuli 2011 – Álcool: 14% – preço: R$ 79,90 –

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Chilensis Reserva Sauvignon Blanc 2013 – Álcool: 13,5% – Região: Vale do Maule – Importador: CBD – Cia. Brasileira de Distribuição – preço: R$ 29,90 – Palha claro translúcido e brilhante. Perfil aromático convidativo e complexo, notadamente com frutas de polpa branca (maçã e pêra) se destacando no lugar das tradicionais e um pouco cansativas notas florais dos brancos do Vale do Maule. Na boca tivemos a confirmação dos aromas com a maciez e 0 frescor prevalecendo. Média/boa concentração de sabor num dos vinhos mais elogiados da degustação, cujo destaque é a relação preço-qualidade e a tipicidade. Avaliação: 88/100 pts.

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Chilensis Reserva Pinot Noir 2013 – Álcool: 13,5% – Região: Vale do Maule – Importador: CBD – Cia. Brasileira de Distribuição – preço: R$ 32,90 – a cor deste Pinot reflete a força do Vale do Maule: é mais intensa do que a média dos Pinots costeiros chilenos, mas a paleta de aromas já remete aos cânones da casta ao menos no Chile – frutas vermelhas e negras com ligeira reminiscência de compota. Na boca é um vinho denso, de taninos macios, acidez média e discreta sobra de álcool. Tem fruta, mas a madeira (cinquenta por cento do vinho amadureceu seis meses em carvalho francês de segundo uso) aparece bastante. Na senda do vinho anterior, exibiu boa relação preço-qualidade. Avaliação: 86/100 pts.

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Chilensis Reserva Malbec 2012 – Álcool: 13,5% – Região: Vale do Maule – Importador: CBD – Cia. Brasileira de Distribuição – preço: R$ 29,90 – cor típica da variedade, com muita intensidade. Aberto nos aromas com os tradicionais apontamentos florais da Malbec, remetendo à violeta, groselha e incenso. No paladar taninos presentes de boa qualidade, alguma sobra de álcool, fruta e madeira razoavelmente integrados (cinquenta por cento do vinho amadureceu de oito a dez meses em barrica de carvalho francês), boa expansão, acidez média e final sem arestas. Preço e  tipicidade se repetem aqui. Avaliação: 87/100 pts.

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Chilensis Reserva Cabernet Sauvignon 2012 – Álcool: 13,5% – Região: Lolol/Vale de Colchágua – Importador: CBD – Cia. Brasileira de Distribuição – preço: R$ 29,90 – Mais intenso e profundo na cor do que o exemplar anterior. Nos aromas, mais complexo também com convidativas notas balsâmicas secundadas por licor de cassis sobre leve tostado. Na boca exibiu todo frescor de Lolol, importante sub-região do Vale de Colchágua, que diga-se de passagem, está a menos de 200 km ao Sul de Santiago. Esse vale é um dos mais importantes do Chile porque seu terroir é reconhecidamente um dos melhores desse país que ocupa uma longa e estreita faixa costeira encravada entre a Cordilheira dos Andes e o Oceano Pacífico. Não custa nada lembrar que o Chile é um país que possui mais de 4.300 km de extensão, com uma infinidade de terroirs. Nesse contexto, Colchágua desempenha papel de destaque, já que nele pontificam castas como Syrah, Carménère e Cabernet Sauvignon. Na região costeira (Lolol, Paredones), as uvas brancas Sauvignon Blanc e Gewürztraminer também começam a se destacar. Voltando ao Chilensis CS, seus taninos são aveludados resultando um vinho suculento, de taninos ligeiramente adocicados (álcool elevado), acidez razoável e bom entrosamento entre fruta e madeira, com leve superioridade da primeira (cinquenta por cento do vinho amadureceu de oito a dez meses em carvalho francês de segundo uso). Gostoso e gastronômico, termina com larga persistência. Bom, típico, fácil de beber e barato, como convém ao consumidor. Avaliação: 88-89/100 pts.

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Chilensis Lazuli 2011 – Álcool: 14% – Variedades: Cabernet Sauvignon (36%), Malbec (21%), Petit Verdot (16%), Merlot (10%), Syrah (9%) e Carménère (8%) – Região: Vale do Maule – Importador: CBD – Cia. Brasileira de Distribuição – preço: R$ 79,90 – Quase retinto na sua profunda cor, discreto, mas complexo nos aromas com notas de grafite, especiarias, mentol sobre pimenta preta e compota. Na boca, a sua entrada revelou um vinho de estrutura sólida, marcado pela madeira (amadurecido durante 12 a 14 meses em barricas de carvalho francês (70%) e americano (30%), sendo 55% de primeiro uso), com presença discreta de fruta. Concentrado, longo e profundo,  tem boa expansão no paladar suculento e mastigável. É o tipo do vinho que requer tempo na garrafa para o seu completo desenvolvimento. Também  vale o preço. Avaliação: 88/100 pts.+

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Invitacion Restaurant

 Conclusão

Parece fácil mas não é. Fazer vinhos baratos que tenham um nível mínimo de qualidade é um verdadeiro desafio. Só que mais uma vez, um produtor chileno de envergadura e seriedade, com seu delicioso Cabernet Sauvignon de menos de R$ 30 confirmou a máxima atribuída a Hugh Johnson sobre os vinhos chilenos, que: “Cabernet Sauvignon permanece o trunfo – que outro país oferece mais consistência no nível inicial?” O Chilensis Cabernet Sauvignon é uma prova de que mesmo em grandes quantidades dá para manter um nível mínimo de qualidade. O vinho realmente honrou a tradição chilena de fazer vinhos bons e baratos e nisso a CBD de acertou. E, mutatis nutandis, o mesmo pode ser dito dos outros vinhos, a começar do leve e fresco Sauvignon Blanc, passando pelos tintos de Pinot Noir, CS e o topo Lazuli, um blend que promete um bom afinamento na garrafa nos próximos anos. E, todos por preços acessíveis para o grande público que frequenta as lojas da CBD.

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