Revista Proteste avaliou espumantes nacionais e estrangeiros

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A Revista da Associação Proteste  (n° 131 – dez/2013), maior entidade de defesa ao consumidor da América Latina, reconhecida por sua imparcialidade e independência, avaliou vinte e seis amostras de espumantes de diferentes países, além de uma amostra de champagne francês. Os teores de SO2 foram analisados, levando em consideração os limites de legislação brasileira e também da legislação européia para avaliar produtos nesse parâmetro.  A revista salientou que apenas sete dos espumantes informaram a safra no rótulo (Prosecco Salton, Casa valduga, Cave Geisse, Conde de Foucauld, Dal Pizzol, Dedicato Gran Cuvée e Miolo), destacando que a grande maioria são bem completos no que a lei exige. Sete marcas informam o nome e o código do aditivo utilizado – (Codorniu, Concha y Toro, Don Román, Freixenet, Nieto Senetiner, Trivento e Norton). Outro aspecto apontado pela publicação é que os produtores não informam a validade após a garrafa e o modo de conservá-la após aberta, além do fato de que muitos não informam o tipo de variedade utilizada na elaboração do espumante; o Cave Amadeu não informa o SAC da empresa.

O papel da acidez nos espumantes

A acidez desempenha um papel importante, não só no aroma e sabor dos vinhos, mas também na sua conservação. A acidez fixa é responsável pela conservação dos aromas, para dar corpo e frescura ao vinho e por ajudar no seu amadurecimento-envelhecimento. Já a acidez volátil é mais definitiva quando se trata de problema de má conservação. Porém, a boa notícia é que não foram encontrados defeitos dessa natureza, portanto, todos os vinhos espumantes têm boa qualidade. O gosto açucarado da bebida não se deve só aos açúcares. As substâncias que conferem esse paladar são também provenientes das próprias uvas, modificadas pela fermentação, ou dos alcóois que formam na fermentação. Apenas os Demi Séc tiveram problemas neste aspecto: Salton, Concha y Toro e Conde de Foucauld. O emprego racional de dióxido de enxofre (SO2) é fundamental para a conservação do vinho, uma vez que essa bebida, por si só, não se conserva e, com o tempo, se transforma em vinagre. Esse compostos ajudam a conservá-lo por mais tempo e manter o seu sabor. Mas a dose adicionada deve ser bem calculada – em quantidades excessivas, o vinho adquiri odores e sabores desagradáveis; e insuficientes, o efeito conservante se perde com facilidade. Nenhum produto teve conceito ruim nesse quesito, mas foram encontrados alguns problemas leves.

Menor custo sem perder no conteúdo

Para a análise sensorial, reunimos um painel de especialistas e outro de consumidores comuns. Os degustadores não especializados consideraram aceitável a maioria dos espumantes. Os especialistas, contudo, só deram conceito “muito bom” para Cave Amadeu Brut, Cave Geisse Brut, Chandon Demi-Séc e Miolo Brut. A grande curiosidade do teste é que levamos ao laboratório e aos degustadores uma amostra do legítimo champagne francês. Nas análises laboratoriais, ele saiu muito bem, assim como muitas outras marcas que testamos e não apresentou problemas. Já na análise sensorial dos especialistas, ele se destacou, ficando com nota muito acima de todos os outros (obteve quase 100% da nota). Já na avaliação dos consumidores comuns, veio a surpresa: para eles, o champagne tem sabor apenas “aceitável”. Ou seja, eles não observam diferença alguma entre a bebida francesa e os espumantes degustados. E vale lembrar que o champagne custa muito caro. E já que falamos em preço, se você comprar a escolha certa em vez do melhor do teste, entre os Demi Séc vai economizar R$ 27,89. Já entre os Brut, a economia chega a R$ 31, se você levar a escolha certa em vez da bebida mais cara do teste nessa categoria, o Cave Geisse (comparação dos preços mínimos dos produtos).

Preços

Valores coletados nas capitais dos Estados da Bahia, ES (mais Vila Velha), MG, PE, PR , RJ (mais Niterói), RS, SC e SP (mais Campinas).

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Brut – relação resumida de espumantes –

1° lugar – Cave Amadeu Brut  – Brasil – preço: entre R$ 34,00 e 44,30 – Avaliação: 78/100 pts. “O melhor do teste”

2° lugar – Cave Geisse Brut – Brasil – preço: entre R$ 50,00 e 64,00 – Avaliação: 77/100 pts.

3° lugar – Miolo Brut – Brasil – preço: entre R$ 22,80 e 44,90 – Avaliação: 75/100 pts.

4° lugar – Casa Valduga Brut – Brasil – preço: entre R$ 19,90 e 41,90 – Avaliação: 74/100 pts. 

5° lugar – Codorniu Brut – Espanha – preço: entre R$ 40,00 e 69,90 – Avaliação: 72/100 pts.

6° lugar – Hórus – Brasil – preço: R$ 18,99 e 19,77  – Avaliação: 72/100 pts. – “A escolha certa”.

7° lugar – Prosecco Casa Perini – Brasil – preço: entre R$ 18,50 e 32,00 – Avaliação: 72/100 pts. 

8° lugar – Perini Champenoise – Brasil – preço: entre R$ 36,00 e 45,90 – Avaliação: 72/100 pts.

9° lugar – Nieto Senetiner – Argentina – preço: entre R$ 33,60 e 50,90 – Avaliação: 72/100 pts. 

10° lugar – Don Román – Espanha – preço: entre R$ 33,90 e 53,90 – Avaliação: 71/100 pts. 

21° lugar – Trivento – Argentina – preço: entre R$ 36,90 e 54,00 –Avaliação: 60/100 pts.

ESPUMANTES DEMI-SEC

1° lugar – Chandon  – Brasil – preço: entre R$ 48,89 e 84,99 – Avaliação: 77/100 pts. “O melhor do teste”

2° lugar – Freixenet – Argentina – preço: entre R$ 45,34 e 76,90 – Avaliação: 70/100 pts.

3° lugar – Conde de Foucauld – Brasil – preço: R$ 13,00 e 26,00  – Avaliação: 67/100 pts. – “A escolha certa”.

4° lugar – Concha y Toro – Chile – preço: entre R$ 19,99 e 41,90 – Avaliação: 65/100 pts. – VCT Brasil

5° lugar – Salton – Brasil – preço: entre R$ 19,75 e 35,99 – Avaliação: 65/100 pts.

RESULTADOS:

Espumantes Brut

Cave Amadeu – um dos melhores na opinião dos especialistas – Preço: R$ 34 – 44,30 – Avaliação: 78/100 pts.

Hórus – Brasil – preço: R$ 18,99 e 19,77  – Avaliação: 72/100 pts. – “A escolha certa”. Bem avaliado nas análises e no painel de sommeliers.

Espumantes Demi-Sec

Chandon  – Brasil – preço: entre R$ 48,89 e 84,99 – Avaliação: 77/100 pts. “O melhor do teste” –  O melhor Demi-Sec segundo segundo os sommeliers

Conde de Foucauld – Brasil – preço: R$ 13,00 e 26,00  – Avaliação: 67/100 pts. – “A escolha certa”. Os especialistas também o consideraram bom.

Fonte: Revista Proteste n° 131 – Dezembro de 2013 – compilado parcialmente, uma vez que a matéria integral está no portal http://www.proteste.org.br/ e na revista que circula neste mês.

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