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A Bodega Castillo Viejo está estabelecida na Ruta 68, km 24.500, Canelones, telefone +598 2368 9606, e-mail: logistica@castilloviejo.com, importador: La Pastina, foi mais uma das bodegas visitadas a convite da Wines of Uruguay no “programa de visitas às bodegas do Uruguai”, no último dia 17 de abril. Lá chegando este escriba foi recebido por Mariana Anfuso (Depto. Comercial), pela Diretora Ana María Etcheverry Rossello e também pelo Enólogo Fernando Pettenuzzo, Presidente da Associação dos Enólogos do Uruguai, que receberam este escriba para degustação seguida de almoço na vinícola. Mariana esclareceu que mercados como o Brasil respondem por 50% das exportações da Bodega, além do próprio mercado interno e de países como EUA e Europa.

Fundada em 1927, a Bodega Castillo Viejo atualmente é comandada por Edgardo Etcheverry Rossello e Gastón Pescetto é seu Gerente de Exportações. A Bodega está localizada na altura do km 24 da Ruta 68, Las Piedras, Depto. de Canelones – Uruguai. Aceita enoturismo com agendamento prévio pelo e-mail expmng@castilloviejo.com.

Como sobredito, o imigrante basco-francês Santos Etcheverry fundou essa bodega em 1927. Atualmente, 50% da produção fica no próprio Uruguai. O principal mercado é o Brasil seguido de mais de 25 países, dentro os quais se destacam EUA, Reino Unido, Canadá e China. O sistema de condução das parreiras adotado é o da lira aberta, que possibilita a boa ventilação de ar e exposição solar. O mar está a 30 km em linha reta e um dos maiores destaques dessa vinícola é a realização das colheitas à noite para manutenção da sanidade das uvas. A proximidade de três rios, o clima marítimo temperado e solos medianamente férteis e ácidos caracterizam o terroir local, apto para vitis vinifera. As instalações foram remodeladas para adequar-se à tecnologia e aos modernos métodos de vinificação, como tanques de inox e vinificação a frio para os brancos. Seus 130 hectares produzem 2 milhões de litros, sendo 1,5 milhões de litros de vinhos finos.

Castillo Viejo

 

Vinhos degustados na presença o enólogo Fernando Pettenuzzo, Pres. da Asociación de Enólogos del Uruguay –

Catamayor

Catamayor Sauvignon Blanc Varietal Premium 2015 – Álcool: 12,3% – delicioso e fresco, este branco translúcido, apresentou notas de maracujá maduro, algum cítrico sobre um fundo maduro. Boca fresca, vívida, intensa e de ótima persistência. Prova da inequívoca excelência da safra 2015.

Catamayor

Catamayor Tannat Varietal Premium 2014 – Álcool: 12% – um Tannat de aromas vegetais, com toda sua coluna vertebral calcada nos taninos um pouco adstringentes, acidez média e álcool saliente. Já está pronto e cresceu à mesa harmonizando perfeitamente com carnes suculentas.

Crédito da imagem: vivino
Crédito da imagem: vivino

Catamayor Tannat Reserva Castillo Viejo 2014 – Álcool: 13% – um Tannat de aromas vegetais, de taninos pouco adstringentes, acidez média e álcool integrado. Fácil de beber, de bom frescor, entry-level da bodega.

Crédito da imagem: vivino
Crédito da imagem: vivino

Castillo Viejo Cabernet Sauvignon Vieja Parcela 2014 – Álcool: 12% – um Cabernet equilibrado, de aromas que remetem à casta com notas de frutas negras (ameixa) e uma nota herbácea. Boca tânica (boa qualidade), corpo bom e final seco.

Catamayor
Crédito da imagem: vivino

Castillo Viejo Cabernet Franc Vieja Parcela 2011 – Álcool: 13% – vermelho-rubi com reflexo violáceo com leve halo granada. Nariz de média intensidade com boa complexidade confirmando a casta estampada no rótulo – toques de frutas negras com ameixas e amoras, uma ponta de licor de cassis sobre um fundo defumado. Na boca os taninos estão no auge da evolução e são redondos, álcool integrado, média acidez. Intenso, termina com discreto amargor, ligeira rusticidade sem macular o conjunto. Elaborado com uvas da excelente safra de 2011, o momento de bebê-lo é agora!

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Castillo Viejo “El Preciado” 2011 – Álcool: 14% – Variedades: Tannat (56%), Cabernet Franc (18%), Cabernet Sauvignon (14%), Merlot (7%) e Tempranillo (5%) – retinto na cor, fechado nos aromas, este potente tinto uruguaio é cheio de predicados. Só é produzido nas grandes safras: 2002, 2006 e 2011.  De perfil clássico, é o tipo de vinho que agradece ao envelhecimento na garrafa, porque tem estrutura para isso. Amadurecido em barricas de carvalho francês (65%) e americano (35%). Análise organoléptica: vermelho-rubi intenso, profundo. Aromas complexos com notas de fruta passa, especiarias, canela e chocolate. Na boca sua entrada revelou um tinto volumoso, tânico (ótima qualidade), equilibrado. Persistente, seu final é longo e seco.

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Catamayor Tardío Tannat 375 ml – Álcool: 17% – exibiu cor quase retinta e intensos aromas de geleia de frutas negras (amora, framboesa e ameixa) e chocolate. Na boca a sua entrada revela os taninos da Tannat, com efeitos potencializados pela acidez característica e pelo álcool generoso (na casa dos 17%), que provoca uma sensação quente no palato, sem no entanto ofuscar a fruta, nem o frescor. A doçura está na medida certa. Um vinho interessante, de personalidade única, de grande potencial de guarda e que vale à pena ser provado. Um vinho que é a marca registrada do Uruguai.

Castillo Viejo

Conclusão –

Pelas mãos do enólogo Fernando Pettenuzzo pudemos provar algumas amostras de tintos da safra 2015 e, de fato, ficamos surpreendidos com a qualidade dos mesmos. Vinhos que já haviam sido trasfegados para as cubas de aço inoxidável e que só estavam aguardando a transferência para barricas de carvalho (se o caso), assemblage ou mesmo o engarrafamento. Provamos Tannat, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, etc…e o traço comum era a maciez dos taninos. Segundo Fernando, algumas das amostras que provamos atingiram um nível tão alto de qualidade que serão utilizadas na elaboração do El Preciado, vinho “topo de linha” da Castillo Viejo. Com os brancos a mesma coisa. Provamos um Sauvignon Blanc (mencionado acima) de grande tipicidade, de acidez correta e muita fruta. Enfim, os vinhos Castillo Viejo são constantes, portanto, confiáveis. É uma vinícola tradicional que sempre está renovando e que tem um dos melhores enólogos do Uruguai. No Brasil, seus vinhos contam com ampla distribuição (importadora La Pastina).

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