22º Aniversário da redescoberta da Carménère no CHILE

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Na quinta-feira, 17 de Novembro de 2016, com a presença especial de Adolfo Bravo, enólogo da Viña Carmen, a importadora Mistral ofereceu degustação de vinhos Carménère harmonizados com pratos especialmente concebidos para essa finalidade.

Sobre a Viña Carmen (fonte: importadora Mistral) –

A Viña Carmen é a mais tradicional e antiga vinícola do Chile, fundada em 1850 — e entrou para a história também em 1994 como o local onde foi descoberta a uva “Carménère” no país, um acontecimento de enorme repercussão para o vinho chileno. Os tintos e brancos de Carmen, do mais alto nível, são considerados entre os melhores da América do Sul. Foi indicada oito vezes, nos últimos dez anos, como “Vinícola do Ano” pela revista Wine & Spirits, e também já foi apontada como a “Value Brand of the Year” (a marca de melhor relação qualidade/preço do ano) pela revista. Em todas as faixas de preço, seus vinhos são destaque na imprensa especializada. O elogiado Carmen Gold Reserve Cabernet Sauvignon 2009 recebeu uma nota extraordinária do Guia Descorchados, publicação especializada em vinhos chilenos: 95 pontos. O mais novo lançamento da Viña Carmen é a excelente linha Premier, ainda melhor que a já consagrada linha Classic, e também com fantástica relação qualidade/preço, prometendo se qualificar sempre entre os melhores achados do Chile. Os Gran Reserva da vinícola também foram repaginados, voltando ao estilo tradicional e aristocrático de alguns anos atrás, com seus vinhos encorpados, ricos e extremamente saborosos. Sedutor, concentrado e com muito frescor, o Gran Reserva Chardonnay 2009 mereceu 90 pontos de Parker. Outro tinto que tem sido bastante comentado pela crítica internacional nos últimos anos é o Gran Reserva Syrah, que conquistou a melhor nota do painel dos grandes Syrahs chilenos organizado pela revista inglesa Decanter e, na safra 2011, obteve 90 pontos do guia Descorchados. A grande tradição, o espírito inovador e o enorme reconhecimento internacional fazem da Viña Carmen um dos maiores nomes do vinho chileno da atualidade. A seguir as descrições e avaliações dos vinhos degustados:

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CARMEN PREMIER CHARDONNAY 2015 – Álcool: 13,5% – preço: US$ 23.90 – Chardonnay de coloração amarelo dourado brilhante, exibiu aromas de frutas de polpa branca, abacaxi e maçã verde com um sutil toque defumado. É um vinho razoavelmente fresco com boa estrutura e a madeira não encobre a fruta. Termina harmonioso e tem boa tipicidade, com boa presença de fruta, característica principal dos vinhos produzidos com uvas do Vale de Casablanca. Avaliação: 88/100 pts.

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CARMEN INSIGNE CARMÉNÈRE 2015 – Teor alcoólico: 13,5% – Preço: US$ 15.90 –  tinto elaborado com a mais emblemática casta chilena, a Carménère, originária de Bordeaux. É parcialmente barricado, para manter a fruta. Os aromas são corretos. Na boca mostra taninos suaves e macios, com sabor de geleia de frutas vermelhas e especiarias, mas faltou-lhe a pegada da Carménère. Mas não deixa de ser um bom vinho. Cortado com 10% de Cabernet Sauvignon. Avaliação: 86/100 pts.

 

CARMEN PREMIER 1850 CARMÉNÈRE 2015 – Teor alcoólico: 13,5% – Preço: US$ 23.90 – Este Carménère de Colchágua é um vinho macio com uma coloração intensa e muito escura. No olfato é frutado, com vegetais e especiarias na medida certa. O vinho tem boa estrutura, com alguma intensidade, concentração e taninos agradáveis. Sua relação preço-qualidade o torna uma opção interessante. Avaliação: 87/100 pts.

CARMEN GRAN RESERVA CARMÉNÈRE 2013 – Teor alcoólico: 14% – Preço: US$ 36.90 – informa a Mistral que: “O talentoso enólogo Stefano Gandolini decidiu reduzir drasticamente os rendimentos dos vinhedos além de colher as uvas totalmente maduras, trocando as análises de laboratório pela velha prova do gosto da uva. O Gran Reserva Carménère é um ótimo atestado do potencial desta emblemática casta, elaborado pelo produtor que descobriu a Carménère em terras chilenas”. Análise organoléptica: quase retinto na cor, este Carménère  da D.O. Colchágua – Apalta, se mostrou prazeroso já nos aromas convidativos: notas de chocolate, pimenta negra e café torrado. Volumoso e denso, faltou-lhe apenas um pouco mais de acidez para lhe dar vivacidade e frescor. Mesmo assim vale o preço!  Avaliação: 89/100 pts.

CARMEN WINEMAKER’S RESERVE CARMÉNÈRE BLEND 2009 – Teor alcoólico: 14,5% – Preço: US$ 89.90 – informa a Mistral tratar-se de um “saboroso, corpulento e estruturado Carménère talhado por Carmen com uvas do privilegiado Vale de Apalta. Possui 10% de Carignan e 5% de Cabernet Sauvignon, vinificadas individualmente. Com 14 meses de maturação em barricas francesas, é um excelente tinto, combinando fruta madura e especiarias e com taninos muito refinados. Revela a tipicidade da casta e o delicioso acento chileno”. Análise organoléptica: o melhor da degustação. A Carménère cresce nas parcerias. A Carignan e Cabernet Sauvignon deram a complexidade necessária a este precioso tinto. Encorpado, concentrado, profundo, é um exemplo do bom manejo das casta pela competente enologia chilena. Um vinho caro, para ocasiões especiais, que vale o capricho.  Avaliação: 90-91/100 pts.++

IIII LUSTROS 2012 – Teor alcoólico: 14% – Informa o importador que o IIII Lustros é “Uma edição limitada criada especialmente para comemorar 20 anos do redescobrimento da Carmenère no Chile, o IIII Lustros é elaborado com uvas Carménère plantadas em Alto Jahuel (Maipo), o mesmo terroir onde a casta foi identificada em 1994. Lustros significa um período de 5 anos e o nome IIII Lustros é uma referência ao aniversário de 2 décadas do redescobrimento da Carmenère”. Análise organoléptica: Aqui temos um Carménère “in purezza” do Maipo. Um vinho que certamente ganhará complexidade na garrafa. Poderoso, com diversas camadas e um fim-de-boca que pede mais tempo para seu completo afinamento. Definitivamente, forçoso concluir que a Viña Carmen é uma referência chilena na produção de Carménères de qualquer região. Avaliação: 90/100 pts.++

O Intrépido jornalista Marco Merguizzo e o Chef

O Intrépido jornalista Marco Merguizzo e o Chef do Arola, Juan Francisco Gazques, responsável pelo êxito das harmonizações.

 

 

 

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