E. Guigal Châteauneuf-du-pape AOC 2007

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O Vale do Rhône é uma região produtora francesa de grande disparidade climática. Enquanto que o Norte é mais frio (clima temperado de influência continental com bruscas mudanças de temperaturas) e uma única cepa responde por sua produção (Syrah), o Sul é quente, fértil e nele pontificam diversas castas como a própria Syrah, Grenache, Mouvèrdre, etc. No Norte o solo é predominantemente rochoso e por conta do declive e da erosão, são necessários terraços de rocha e estacas de madeira para as treliças. A Syrah, como supramencionado, é a cepa protagonista e o seu cultivo se dá nos cinco “Crus”, a saber: Côte-Rôtie, Hermitage, Cornas, St-Joseph e Crozes-Hermitage. Ela apresenta nuances específicas de acordo com a denominação. Na ala das brancas, as principais uvas são a Viognier, Marsanne e Roussanne. Já o Sul do Rhône responde por 95% da produção e a principal apelação é Châteauneuf-du-Pape, seguida por Gigondas, Vacqueyras, Tavel, Lirac e em nível de produção Cotes-du-Rhône e Cotes-du-Rhône Villages se destacam, assim como Cotes-de-Ventoux. Os vinhos são marcados pelo estilo vigoroso, cálido e se assemelham aos do Languedoc-Roussilon e Provence do que propriamente aos elegantes vinhos do Norte. O clima é mediterrâneo e os verões são secos, quentes e os invernos chuvosos. A Grenache é a base dos tintos em parceria com diversas outras uvas (supracitadas). Os brancos têm menor participação e costumam ser cheios e frutados.

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Notável no mundo do vinho, a Família Guigal está no mercado há pouco mais de três gerações, referência francesa, tanto que é conhecido como o ‘rei do Rhône’ por ter feito história na região com sua audácia e expertise.

Degustação –

E. Guigal Châteauneuf-du-pape AOC 2007 – Álcool: 14,5% – Variedades: Grenache (75%), Mourvédre (10%), Syrah (10%) e outras uvas (5%) – Preço: R$ 558,90 – Vermelho-rubi profundo sem halo de evolução, apenas uma leve “unha” granada. Aromas complexos, dignos de um grande vinho, eis que aos dez anos exibiu profusão de frutas vermelhas e negras maduras (provavelmente aportadas pela Syrah, destaque para figo e ameixa), especiarias, tabaco sobre leve defumado. Paladar rico, volumoso, denso, potente (14,5% álcool plenamente integrado), tudo em perfeita sintonia, destaque para o equilíbrio entre fruta e madeira, com taninos aveludados de fina textura. Final longo e persistente. Um Châteauneuf-du-Pape poderoso, sofisticado, cheio de finesse, de longa sobrevida na garrafa. O nome Châteauneuf-du-Pape remonta ao século XIX e faz alusão ao período em que os papas habitavam Avignon e à influência exercida por eles na região. Avaliação: 92/100 pts.+

Chateauneuf-du-pape

Chateauneuf-du-pape

Pontuações:
92/100 pts.
2007 Vintage
Tasted: 01-Jan-2014
91100
2007 Vintage
Tasted: 15-Oct-2013
90100
2007 Vintage
Tasted: 08-Jan-2013
92100
2007 Vintage
91100
2007 Vintage
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