Decanter vinte anos

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Na noite de 23 de agosto de 2017, a importadora Decanter ofereceu jantar harmonizado comemorativo dos vinte anos de operação. Para o evento, foram convidados jornalistas, blogueiros, formadores de opinião, supermercadistas, lojistas, enfim todos os integrantes do chamado “mundo do vinho” ou “enosfera paulistana” que de alguma maneira se relacionam com a importadora.

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Impecavelmente organizado pela Assessora de Imprensa da Decanter Fernanda Fonseca e realizado no festejado restaurante Maní, os vinhos do concorrido evento foram selecionados dentre quatro produtores que estão na Decanter desde o início das operações da importadora: Alberto Arizu (Mendoza – Luigi Bosca), Thierry Villard (Vale de Casablanca – Chile), Domingos Alves de Souza (Douro – Portugal) e Pio Boffa (Itália – Piemonte).

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Pela Decanter, estiveram presentes além do Sr. Adolar e esposa, os filhos Edson e Heloísa e vários membros da importadora. O Sr. Adolar, após a exibição de um filme sobre a trajetória da importadora, fez um discurso emocionante narrando os primeiros passos para criação da Decanter e foi efusivamente saudado pelos quatro produtores e  aplaudido pelos presentes.

Thierry Villard, Jeriel e Álvaro Cézar Glavão

Thierry Villard, Jeriel e Álvaro Cézar Galvão

A seguir a imagens do evento –

Sr. Adolar e Domingos Alves de Souza

Sr. Adolar e Domingos Alves de Souza

 

 

Primeiro vinho degustado:

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Luigi Bosca Bohème Brut Nature – Álcool: 13,2% – simplesmente espetacular, seguramente o melhor espumante argentino provado por este redator e tranquilamente um dos melhores da América do Sul. Palha claro, bonito perlage formando coroa de espuma. Na boca, logo na entrada já causa excelente impacto. Tem nervo, tem acidez, tem frescor e tem, sobretudo, elegância. Elaborado com as variedades Pinot Noir, Pinot Meunier e Chardonnay (40%), é cremoso, amêndoado, cítrico, dotado de um longo e empolgante final. Avaliação: espetacular

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Villard Le Chardonnay Grand Vin 2015 – a madeira judiciosamente utilizada é o grande apelo deste vinho que exala um intenso aroma de maracujá maduro toques cítricos. Nem de longe denunciou ter 14% de álcool. Expansivo e longo no paladar. Fino, de acidez delicada e de grande tipicidade. Delicioso! Avaliação: excelente

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Pio Cesare Piodilei DOC Langhe Chardonnay 2011 – Álcool: 13,5% – Região: Treiso (Barbaresco) – Preço: R$ 331,20 – Amarelo com reflexo dourado. Muito complexo nos aromas sem o amanteigado enjoativo de alguns Chardonnays, aqui, ao contrário, o uso judicioso das barricas já pôde ser notado na paleta de aromas que vai das frutas tropicais maduras passando por uma pincelada mineral quase salina. Muito macio, seu auge já passou, mas é um branco longo e sua persistência é digna de nota. Cresceu à mesa. Avaliação: excelente

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Villard Le Pinot Noir Grand Vin 2012 – Álcool: 14,5% – vermelho-rubi violáceo brilhante, ao exibir essa cor intrigante para um vinho de 2012,  sinalizou um vinho pouco evoluído na taça. Nos aromas discretas notas de fruta em compota – mas não é a tradicional goiabada que verificamos em alguns tintos de clima quente do Chile  – sobre notas levemente terrosas e um discreto toque de madeira. Na boca, a sua entrada surpreendeu por seu frescor e boa dose de fruta – muito mais do que o anunciado pelo nariz. Taninos macios, acidez na medida e álcool, na casa dos 14,5%, integrado ao conjunto. A tipicidade é aquela dos Pinots chilenos – e foi confirmada no fim-de-boca, com alguma rugosidade. É um vinho potente, no auge da evolução, pronto,  que deve ser refrescado antes da abertura da garrafa. Avaliação: excelente 

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Domingos Alves de Souza “Quinta da Gaivosa” DOC Douro 2011 – Álcool: 14,5% – Variedades: Tinta Roriz, Tinto Cão, Touriga Franca e Touriga Nacional – intenso na cor sem denunciar o peso de seis anos, este Duriense exibiu aromas complexos com notas florais, tostadas sobre frutas negras. Boca no mesmo diapasão com taninos mastigáveis, suculentos e aveludados, formando um conjunto intenso, carnudo, alcoólico, profundo e elegante Fim-de-boca longo. Avaliação: excelente +

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Luigi Bosca Malbec Verdot 2011 – Álcool: 14,4% – 18 meses em barrica de carvalho francês + 14 meses de afinamento em garrafa –  é um dos grandes ícones da Argentina e, sem dúvida, um dos principais produtores da importadora Decanter. A Bodega desde 1890 está sob o comando da Família Arizu e construiu um invejável patrimônio de vinhedos próprios, nos melhores terroirs de Mendoza, que é o cerne da qualidade de seus vinhos, que esbanjam nobreza, complexidade e enologia, mas antes de tudo, autenticidade argentina. O nível de qualidade do Malbec Verdot degustado é muito elevado. Essa homogeneidade é benéfica para o consumidor, que só tem o “trabalho” de adaptar seu paladar ao vinho que for de seu agrado. Luigi Bosca é um produtor confiável, que a cada ano se aperfeiçoa. Enfim, vamos ao vinho: escurão na cor sem indicar evolução, muito convidativo nos aromas de geleia de ameixa, compota sobre um fundo de chocolate. Taninos de textura fina num tinto de grande estrutura com várias camadas. O fim de boca é longo e deixa uma nota mentolada. Avaliação: excelente +

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Pio Cesare Barolo DOCG 2012 –  O produtor Pio Boffa assinala que não se trata de um Barolo genérico, mas sim “clássico de estilo tradicionalista” porque as uvas são colhidas simultaneamente de sete vinhedos diferentes, são fermentadas na mesma proporção com o “blend” preparado antes do início desse procedimento. O vinho amadureceu por 36 meses em barricas bordalesas (70%) e o restante em “botti” de carvalho francês de Allier de vários anos – barris de 2.000 a 5.000 litros. No olfato já demonstra sua elegância com sugestões florais (rosas), frutas vermelhas sobre uma nota de tabaco. Boca a revelar um vinho fino, mineral, quente, delicado e sobretudo de taninos de excelente textura contrabalançados pela rica acidez. Impressionou por sua profundidade gustativa e suculência. Jovem, não necessita de muitos anos de garrafa para o afinamento completo do conjunto. Perfeito entrosamento entre fruta (negra) e madeira. Pede comida, de preferência alta gastronomia. Avaliação: excelente +

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Quinta da Gaivosa Porto Tawny 20 anos – a cor se situa entre granada e ouro velho brilhante. Aromas dignos de um “twenty years” com notas resinosas, ameixas e figos secos tudo muitíssimo bem integrado. Tem delicadeza de sobra, maciez, elegância e uma deliciosa concentração de sabor. Termina com persistência quase infinita. Avaliação: espetacular

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