Degustação Lagarde

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No dia 16 de agosto, a importadora Devinum ofereceu almoço harmonizado com vinhos Lagarde – Argentina, com a presença do enólogo Juan Roby Stordeur. Pela Devinum, estiveram presentes o Diretor Marc Perello e Patrícia AyresA seguir informações sobre o produtor e, em seguida as descrições e avaliações dos vinhos degustados, com destaque para o tinto Henry Gran Guarda I, topo de linha da vinícola:

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A seguir as descrições e avaliações dos vinhos degustados:

O impecável serviço do vinho do Varanda Grill coube a Bruno Soares, sommelier que tem a difícil missão de substituir o reconhecido Tiago Locatelli.

O impecável serviço do vinho do Varanda Grill coube a Bruno Soares, sommelier que tem a difícil missão de substituir o reconhecido Tiago Locatelli, que agora está na importadora Decanter

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Espumante Lagarde Altas Cumbres Extra Brut 2015 – Álcool: 12,1% – Variedades: Charonnay e Pinot Noir – Preço: R$ 71 – Palha claro. Aromas de média complexidade (método Charmat) com um toque de leveduras e reminiscências de pão de fresco. Na boca é macio, tem leve amargor cítrico e termina curto. Avaliação: 87/100 pts.

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Altas Cumbres Cabernet Sauvignon 2015 – Álcool: 13,5% – Região: Perdriel/Mendoza – Preço: R$ 55 – estágio de 30% do vinho em barricas de carvalho – a Lagarde é uma vinícola reconhecida pela qualidade de seus Cabernets, mas a produção da Malbec é dobrada. Análise organoléptica: violáceo intenso. Nos aromas fruta em compota, pimenta do reino, ameixa sobre um fundo herbáceo. Na boca, sua entrada revelou um tinto quente, de corpo pleno, taninos macios, madeira e fruta integradas. Baixa acidez e fim-de-boca de persistência média/longa. Avaliação: 88/100 pts.

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Lagarde Malbec 2016 – Álcool:  13,5% – Região: Luján de Cuyo – Preço: R$ 90 – 50% do mosto passou por barricas entre oito a dez meses – Análise organoléptica – vermelho-rubi intenso, profundo. Aberto nos aromas florais (violetas), geleia de frutas negras sobre um fundo tostado. No paladar o álcool se faz presente, acidez média, taninos macios e um pouco adocicados, boa integração entre fruta e madeira formando um conjunto agradável, fácil de beber. Termina persistente.  Avaliação: 88-89/100 pts.

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Lagarde Guarda Colección Cabernet Franc 2014 – álcool: 14,1% – região: Perdriel/Luján de Cuyo/Mendoza – preço: R$ 125,00 – as uvas são oriundas de um vinhedo de apenas três hectares aos quais mais três hectares foram acrescidos há três anos. Análise organoléptica: vermelho-rubi violáceo intenso com bordas arroxeadas a denotar um tinto jovem. Nariz com alguma complexidade: nuances de baunilha, toques frutados típicos da casta e leve chocolate sobre um fundo herbáceo. Boa persistência olfativa. Boca fina e intensa com discretas notas de café e chocolate. Ligeiramente tânico, dotado de discreta mineralidade, potente com a madeira perceptível, já que 100% do vinho estagia doze meses em barrica de carvalho francês de segundo uso com afinamento de mais doze meses na garrafa. Retrogosto médio/longo. Ainda não está pronto, mas possui estrutura para média/longa guarda. Avaliação: 90/100 pts.

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Lagarde Primeras Viñas Malbec 2013 – álcool: 14% – região: Luján de Cuyo/Mendoza – preço: 280,00 – Elaborado com uvas Malbec de vinhedos datados respectivamente de 1906 e 1937, na taça exibiu cor vermelho-rubi profundo com halo púrpura. No nariz é expressivo com predominância de toques florais (violetas), frutados (ameixas e figos) e nuances tostadas decorrentes da passagem por carvalho francês de primeiro uso (doze-catorze meses – barricas de 225/500 litros). Na boca, seus taninos estão presentes e são de qualidade muito boa. Encorpado e de boa acidez (fato incomum), sua destacada maciez decorre do elevado teor alcoólico e apresenta longa persistência gustativa. As notas achocolatadas típicas dos malbecs argentinos estão bem presentes neste exemplar de boa tipicidade. Vinho de guarda que merece ser conservado na adega climatizada para o acompanhamento da sua evolução. Bom para churrascos e carnes grelhadas. Avaliação: 90/100 pts. 

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Henry Gran Guarda N° 1 safra: 2011 – álcool: 14,5% – Variedades: Cabernet Sauvignon (70%) e Malbec (30%) – região: Luján de Cuyo/Mendoza – preço: R$ 352,00 – Um vinho resultado da assemblage das variedades supracitadas das melhores uvas oriundas dos vinhedos de Perdriel, Luján de Cuyo, plantados respectivamente em 1906, 1993 e 1998. Altitude 980 msnm.  O exemplar degustado foi da safra de 2011 amadurecido dois anos em barricas novas de carvalho francês e afinado por um ano em garrafa. Análise organoléptica: apresentou cor retinta com pequeno halo evolutivo e uma invejável complexidade aromática com notas de violetas, licor de cassis, tabaco, baunilha sobre um fundo discretamente balsâmico. Seus taninos finíssimos e aveludados seguem o estilo dos grandes vinhos de Bordeaux. Muito macio e de acidez salivante (a pedir comida), sua persistência gustativa é quase interminável. Vinho de impressionante qualidade que já está incluído na galeria dos grandes vinhos argentinos. Longa vida na garrafa pela frente. Avaliação: 92/100 pts.++

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Henry Cosecha Tardia 2010 – álcool: 12,7% – variedade: Moscato Giallo e Viognier (20%) – região: Luján de Cuyo/Mendoza – preço: R$ 115,00 – degustado pela primeira vez em 2015, praticamente não evolui no período o que é um dado significativo a comprovar sua fama de longevidade. Análise organoléptica: amarelo intenso com reflexo dourado. Aromas complexos com a delicadeza que se espera de um vinho desse padrão: notas florais, frutos maduros em calda e uma suave nota a baunilha sobre um fundo de mel com ampla sustentação na taça. Na boca é rico, fluído e denso, com um elevado nível de acidez que resulta refrescante e consegue equilibrar de maneira perfeita sua doçura. Vinho harmônico que possui estrutura para ser guardado por muitos anos e que vai mostrar na garrafa para mostrar todo seu potencial. Avaliação: 89/100 pts.

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Sobre a Bodega Lagarde – 

O interessante Guia de Vinhos Argentinos selecionados por Elisabeth Checa e Martín Cuccorese, edição de 2007, cujo título original é “Los Buenos Vinos Argentinos”, informa que: “…a mendocina Vinícola Lagarde está estabelecida desde em 1.897 em Luján de Cuyo e em meados da década de 1.970 foi adquirida pela família Pescarmona. No começo, os vinhos eram feitos apenas para os amigos e comercializados em pequenas quantidades por venda direta, com muita discrição. Nos últimos anos, houve mudanças drásticas na tecnologia (e isso foi facilmente sentido nos vinhos degustados), melhoramento dos antigos vinhedos, novas experiências e novas cepas que culminaram com a mudança de sua imagem e estilo. Atualmente, a vinícola é dirigida com criatividade e paixão por Sofía Pescarmona, filha de Enrique Pescarmona”. A Lagarde produz um dos poucos Malbecs D.O.C. da Argentina: Lagarde Luján de Cuyo, D.O.C. reconhecida pela OIV em 1993. Tem consultoria do estudioso de terroirs Pedro Parra e nos vinhedos são cultivadas as variedades Chardonnay, Sauvignon Blanc, Viognier, Malbec, Merlot, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc (apenas 7 hectares), Syrah, Petit Verdot, etc.. Atualmente, o Brasil é o terceiro mercado mais importante e só fica atrás dos Estados Unidos e do Reino Unido. Há exportações para países europeus como Dinamarca, Suíça, República Tcheca, Holanda, Hungria, Irlanda, França e Espanha. Na América do Sul, os vinhos são exportados para o Uruguai, Colômbia, Perú e Equador. Países da América Central como Porto Rico, Nicarágua, Panamá e até o Japão e Cambodja também figuram nesse rol. Produz cinco linhas de vinhos totalizando vinte e cinco produtos.

devinum

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