Côte-Rôtie, Hermitage e Chateauneuf-du-pape na Confraria Vinho & Boa Cia.

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Confraria Vinho & Boa Cia. reuniu-se na noite de 26.09.2016 para degustar às cegas tintos das apelações “Côte-Rôtie, Hermitage e Chateauneuf-du-pape”. Além deste redator, estiveram presentes os seguintes confrades: Ricardo, Paulo Guerra, Bibe, Paulo Morais, Márcia e Núbia. Ausentes justificadamente: Flávio, Cecília, Chico e Laura. Convidados: José Roberto, Fernando Zanelato e Paola. A coordenação do mês coube a este escriba que elegeu o tema e o restaurante Rubayat – Faria Lima. O serviço do vinho foi brilhantemente desempenhado pelo Sommelier Gilmar Fernandes. A seguir a lista dos vinhos na ordem decrescente de preferências do grupo:

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6° lugar – Chateauneuf-du-pape “Les Graniéres de La Nerthe” 2014 – Álcool: 14% – Variedades: Grenache (41%), Syrah (25%),  Cinsault (20%) e Mourvèdre (14%) – sobre a safra 2014, o importador (Grand Cru) informa que: ” não foi fácil para o sul do Rhône – o verão foi marcado por tempestades e menos horas de luz solar do que o comum. Todo o cuidado e atenção empenhados pelos enólogos nos vinhedos resultou no nascimento de um grande Châteaeuneuf-du-Pape, produzido por uma das melhores e mais tradicionais vinícolas da região, o Château La Nerthe. Este vinho traz as marcas do prestigiado terroir. Seus aromas…” Análise organoléptica:  vermelho-rubi de média intensidade. Frutas vermelhas e especiarias dominam os aromas. No paladar taninos de boa qualidade, corpo médio/leve e final com persistência média-curta. Às cegas parecia mais um “Cotes-du-Rhône Villages” a um “Chateauneuf-du-pape”. Avaliação: muito bom (José Carlos)

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5° lugar – E. Guigal Hermitage 2009 – Álcool: 14% – Preço: R$ 711,90 – “o Hermitage é um dos vinhos mais prodigiosos do Rhône – este exemplar foi produzido pelo Domaine Etienne Guigal, que tem sede em Ampuis, ao lado da Maison Vidal Fleury que, em 1984, foi adquirida pela Guigal, embora funcionem separadamente. Ambas têm vinhos comercializados no Brasil e produzem em várias AOC’s do Rhône Norte e Sul, embora a maior concentração seja no Norte (M. A.)”. Análise organoléptica: cor retinta com reflexo púrpura sem denunciar sua idade. Aromas complexos e intensos com notas de grafite, especiarias em profusão, amêndoas, ameixas, tudo em abundância e se modificando a cada instante. No paladar é um tinto rico, suculento, álcool generoso, muito tânico (excelente textura), acidez plena, tudo entrelaçado harmonicamente esbanjando força, concentração e potência com elegância. O resultado é que neste tinto colossal temos a expressão máxima, um exemplo perfeito e acabado da Syrah num grande Hermitage, que irá oferecer prazer nas próximas décadas. Avaliação: excelente (Fernando Zanelato)

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4° lugar – Chateauneuf-du-Pape Barton Guestier Tradition 2009 – Álcool 14% – Variedades: Syrah e Grenache – Preço: US$ 45 – “A história do vinho Francês remonta ao império Romano. Durante mais de um milênio os franceses desenvolveram lentamente e de uma forma metódica os seus vinhos, originando os exemplares mais famosos em todo o mundo. Com uma grande diversidade de terroirs e uma riqueza incrível de castas, a França é por eleição o melhor país vinícola”. Análise organoléptica: vermelho-rubi de média intensidade com muito brilho. Nos aromas muita fruta sobre especiarias e mentol. Melhor ainda na boca por conta da maciez de seus taninos, álcool generoso sem incomodar, corpo bom e perfil equilibrado. Seu desempenho realmente foi surpreendente. Avaliação: excelente (Paulo Guerra)  

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3° lugar – Chateauneuf-du-pape Auguste Bessac 2012 – Álcool: 14% – Variedades: Grenache, Syrah, Mourvédre, Cinsault e outras uvas autorizadas – importador: Wine.com.br – preço: R$ 162 – “Chateauneuf-du-pape de envolvente aromas terrosos, com frutas secas, especiarias e couro. Em boca, esse exemplar tem médio corpo, com bom frescor e taninos presentes. Entre todos os vinhos produzidos no sul do Vale do Rhône, os da região de Châteauneuf-du-Pape são os de maior prestígio. A fama começou quando esses rótulos conquistaram o paladar do papado instalado em Avignon, um claro reconhecimento da qualidade desses produtos. A união de tradições e o mais famoso tonelero do sul da França, Auguste Bessac, só podia converter-se nesse vinho intenso, saboroso e sedutor”. Análise organoléptica: vermelho-rubi com reflexos granada. Aromas terrosos com notas de frutas em compota, alcaçuz, especiarias e couro. Paladar macio, salivante, encorpado, taninos presentes, alguma mineralidade e final persistente. Merecedor da terceira colocação foi o verdadeiro “best buy” da degustação. Avaliação: excelente (Paulo Morais)

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2° lugar – E. Guigal Côte-Rôtie 2010 – Álcool: 13,5% – Variedades: Syrah (96%) e Viognier (4%) – importador: Interfood – Preço: R$ 690,90 – Informa o importador que:  Extremamente elegante, o Vinho E.Guigal Côte-Rôtie Brune e Blonde de Guigal 2007 é um exemplar de qualidade e com máxima pontuação pelos críticos de vinhos, ideal para degustar em momentos especiais. Elaborado em uma das vinícolas francesas mais admiradas, apresenta cor vermelha e uma junção intensa e elegante de aromas de frutas como framboesa, geleia de cereja, notas de baunilha, ervas, azeitonas pretas e toques animais lembrando bacon, reunidos em um paladar encorpado e estruturado, com presença tânica e ácida, além de evidente percepção de seu potencial de envelhecimento e final persistente – Pontuações: WS91 RP91″ – Análise organoléptica: intenso e profundo na cor, exibiu uma verdadeira paleta de aromas à altura de sua fama. Na boca é um tinto potente de taninos aveludados. Profundo, concentrado, dotado de excelente acidez, sua concentração de sabor impressiona o mais desavisado dos degustadores. Um vinho para as grandes ocasiões.  Avaliação: espetacular (Jeriel)

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1° lugar – Côte-Rôtie “La Boisselée” Louis Barruol 2012 – Álcool: 13% – Variedade: Syrah – Preço: US$ 80 (NY) – “As videiras  têm de 30 a 50 anos de idade. Todos os vinhos são colhidos à mão e classificados durante a colheita, a maceração dura 2 ou 3 semanas. A fermentação ocorre em tanques de cimento. Os vinhos envelhecem em média durante 15 meses em barrica. Não são barricas novas – são de 1 ou 2 anos de idade. Os vinhos não são filtrados nem afinados. As uvas foram colhidas à mão. “La Boisselée” 2012 é uma mistura das uvas das parcelas vi lieux-dits Buffin, Bodin e La Viallere. • 2012 “La Boisselée” é um blend de 8 barricas. Duas barricas do lieu-dit Besset, com barricas de lieux-dits La Viallere, Le Plomb e Brosse-Champin” – Análise organoléptica: quase retinto na cor, fechado nos aromas com pinceladas de especiarias sobre uma  ponta mentolada, no paladar este tinto impressionante justificou sua excelente fama por sua monumental concentração de sabor com muito caráter, equilíbrio e, sobretudo, harmonia.  Quente sem incomodar, tem persistência longuíssima no paladar assim como seu retrogosto. Aberto ao cinco anos (quase um infanticídio viníco), tem no mínimo dez anos de vida na garrafa pela frente. Uma pena que esta verdadeira joia líquida de grande solidez não tenha importador no Brasil. Avaliação: espetacular + (Ricardo Mello)

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