Giuseppe Quintarelli Primofiore 2013

“Todas regiões italianas têm seu defensor da tradição e no Vêneto este título pertence a Giuseppe Quintarelli. Quintarelli assumiu a vinícola da família em meados dos anos 1950, e é justo dizer que pouco mudou desde então. Muito procurados por colecionadores de todo o mundo, o Amarone e o Recioto della Valpolicella são pilares no cenário contemporâneo do vinho italiano. Os novatos nessa tradição e estilo devem experimentar o Primofiore, encorpado e evocativo vinho de entrada da Quintarelli. A vinícola Quintarelli, nas colinas acima da cidade de Negrar, agora é dirigida pela filha mais velha de Giuseppe, Fiorenza. Seu marido, Giampaolo e os filhos Francesco e Lorenzo também trabalham na vinícola, juntamente com o veterano enólogo Luca Fedrigo. “Manter os padrões de alta qualidade que nosso avô definiu para os seus vinhos é para nós uma responsabilidade que queremos honrar”, diz Francesco. Na parede da sala de degustação está pendurado um cartaz declarando “Quintarelli Giuseppe la tradizione che dura nel tempo” (a tradição que dura ao longo do tempo). Francesco acrescenta: “incluída em nossa história também está a convicção do avô de que cada frasco contém anos de trabalho longo e um ‘pedaço de coração.’ Por esta razão, ele nunca considerou os seus preços em demasia elevados”.  Quintarelli faleceu em 2012 com a idade de 84 anos. Ficou conhecido como o “pai do Amarone”, sendo fonte de inspiração para jovens enólogos de Valpolicella, incluindo Dal Forno Romano, que o descreveu como “o meu caminho, a minha iluminação.”  Fontes: Wine-Seacher e  O Grande Livro dos Vinhos – Publifolha  2012

Degustação  –

Giuseppe Quintarelli Primofiore 2013 – Álcool: 14,5% –  Região: Ceré di Negrar/Verona – Variedades: Corvina & Corvinone (50%) e Cabernet Sauvignon & Cabernet Franc (50%) – Preço: R$ 491,71 (safra 2012 – Mistral Importadora) – tinto elaborado com leve appassimento e dois anos de amadurecimento em barricas da eslavônia. Análise organoléptica: vermelho-rubi concentrado com nítido granada. Nos aromas há notas primárias e terciárias: fruta doce, cerejas, morangos, especiarias, ligeiro terroso, tabaco sobre um fundo levemente herbáceo. No paladar, sua entrada revelou um tinto de taninos muito macios e de perfil elegante, encorpado eis que possui muita estrutura, tanino, álcool e acidez. De grande suculência e até alguma doçura, é um vinho encantadoramente poderoso que deixa uma nota levemente mentolada no paladar. Avaliação: 93-94/100 pts.

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