“Imagine uma combinação perfeita  entre o melhor da Espanha e o melhor do Novo Mundo. Um vinho intenso, rico e moderno, de grande prestígio, assinado pelos elaboradores do Vega-Sicilia. Este é o Alión – extremamente saboroso, rico e exuberante. Ele é elaborado no melhor estilo da Ribera del Duero, com toda experiência e minimalismo das Bodegas Vega-Sicilia, e busca ser a expressão máxima da Tinto Fino”. O trecho retro foi extraído de um antigo catálogo da Mistral. Neil Martin assinala que: “Alión não precisa de introdução. De propriedade da família Alvarez que produz o Vega-Sicilia, a propriedade de 85 hectares incluiu 35 hectares ao redor da vinícola e 50 hectares da própria Vega-Sicilia. Estreando em 1991, o vinho é proveniente de vinhedos de 20 anos de idade da variedade Tinto Fino, que recebe um estilo moderno de vinificação, usando a tecnologia state-of-the-art e maturação em barricas de carvalho francês de Nevers entre 12 a 14 meses. Pablo Alvarez descreve o Alión como “um vinho de Ribera del Duero cujo estilo lembra um Médoc.” A safra de 2001 foi excelente em Ribera del Duero, quando a marca Alión já estava bem estabelecida como produto típico da região, oferecendo alta qualidade então a preço muito razoável. Luis Gutiérrez, degustador oficial da equipe de Robert Parker para Espanha lhe deu nada menos do que 95/100 pts. em 30.06.2005 e a Wine Spectator deu-lhe 89/100 pts. em 30.11.2005

No fim dos anos 1980, a vinícola mais famosa da Espanha, a Vega Sícilia, procura um substituto para seu rótulo Valbuena Tercer Año. O objetivo era produzir um vinho mais atual, feito com cepas Tempranillo e envelhecido em carvalho francês novo, com uma presença maior de fruta. Queriam algo diferente do estilo de seus vinhos tradicionais, com uma personalidade própria. Em 1987, a vinícola comprou 25 hectares de terras em Padilla del Duero e nelas plantou a cepa Tinto Fino, nome local da onipresente Tempranillo. As uvas forma fermentadas na Vega-Sícilia e, em 1991, nasceu o primeiro Alión. O nome se refere à região de origem da família Alvarez, proprietária da vinícola, na província de León. Mais tarde, outras videiras foram plantadas em terras descansadas da Vega-Sícilia.

 

Degustação –

Alión 2001 – 14,5% álcool – Ribera Del Duero/Padilla de Duero/Peñafiel/Valladolid – preço: R$ 214,79 (agosto 2006) – preço atual: 539,83 (safra 2012) – Importador: Mistral – Vermelhorubi violáceo profundo com leve halo de evolução. No nariz, aromas de licor de cassis, madeira fina (cedro) sobre um fundo balsâmico emoldurado por uma discreta nota mentolada. Na boca, a sua entrada revelou um vinho de sólida estrutura – taninos “aguerridos” conferindo-lhe força no lugar da esperada elegância. Acidez equilibrada, álcool generoso (apesar dos 14,5%) e madeira integrada. Encorpado, suculento e prazeroso,  tem um longo e persistente final. Há vida na garrafa pela frente, eis que 2001 foi uma excelente safra na região de Ribera  del DueroAvaliação: 90/100 pts. 

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