Confraria Vinho & Boa Cia. reuniu-se na noite de 26.02.2018 para degustar às cegas tintos do Piemonte: “Barolos”. Além deste redator, estiveram presentes os seguintes confrades: Ricardo, Mônica, Paulo Guerra, Paulo Morais e Márcia. Ausentes justificadamente: Flávio, Cecília, Chico e Laura. Convidados: José Roberto e esposa. A coordenação do mês coube a Nubia que elegeu o tema e o restaurante Zeffiro (Rua Frei Caneca 669 – Bairro Bela Vista – SP). A seguir a lista dos vinhos na ordem decrescente de preferências do grupo:

Franciacorta Montenisa 2004 – simplesmente espetacular – jpg.blogdojeriel.com.br

Antes da degustação:

Montenisa Franciacorta Brut DOCG 2004 – álcool: 12% – região: Lombardia – variedades: Chardonnay, Pinot Bianco e uma pequena parte de Pinot Nero – Preço: R$ 254,50 (Wineinpack) – Levado por Jeriel – Espumante de cor amarelo-ouro, com muita espuma, perlage delicado e duradouro, aromas intensos com notas de pêra branca e maçã. Na boca tem vivacidade típica do Brut, balanceado e profundo com notas de frutas maduras. Elegantíssimo, fresco e aveludado no paladar. Final limpo, prolongado, sem dar sinais de cansaço.

 

 

5° – Barolo Batasiolo DOCG “Vigneto Cerequio” 2004 – Álcool: 13,5% – importador: Max Brands – Levado por Nubia – exibiu cor de um vinho jovem sem denunciar o peso de sua idade. Aromas complexos com notas de chão de bosque sobre um fundo etéreo. No paladar se mostrou macio, equilibrado e ostentou algum vigor.  Um dos seus destaques foi a finesse de seu conjunto, a demonstrar que o tempo só lhe fez bem na garrafa. Na realidade não mereceu a última colocação!

 

Barolo Vietti DOCG “Castiglione” 2006 –

4º – Barolo Vietti DOCG “Castiglione” 2006 – Álcool: 14% – importador: Aurora Vinhos Finos – preço: R$ 458,70 (2013) – Levado por Ricardo Mello – vermelho-rubi com halo granada. Aromas florais, defumados e frutas secas. Boca equilibrada, taninos macios, acidez alta e álcool integrado. Termina persistente.

 

3° – Barolo Franco Cesari e Figli DOCG 1999 – Álcool: 14% – Importador: SAB Company – Levado por Paulo Guerra – Granada brilhante. Aromas oxidativos, etéreos a sinalizar um vinho evoluído. No paladar ainda mostrou algum vigor, sem muita complexidade, mas confirmou a esperada tipicidade. Exibiu média persistência no fim de boca. Seu auge já passou, mas aos dezenove anos ainda estava potável.

2º – Barolo DOCG Dagromis Gaja 2007 – Álcool: 14,5% – importador: Mistral – Preço: US$ 169,50 – Preço atual: 179,90 (safra 2011) – Levado por Paulo Morais – vermelho-rubi intenso com discreto halo granada. Aromas complexos com notas florais, etéreas, especiadas e terrosas sobre um fundo mentolado. No paladar taninos polidos conferindo invejável elegância, refinamento e maciez ao vinho. Álcool generoso sem incomodar. Alta acidez sem desequilibrar o conjunto. Um tinto que justificou a fama do produtor, com potência e concentração dignas de nota. Final aveludado, persistente, num vinho jovem, com longa vida pela frente.

Barolo DOCG Cascina Ballarin “Bricco Rocca” 2005

 

1° lugar – Barolo DOCG Cascina Ballarin “Bricco Rocca” 2005 – Álcool: 14% – importador: Mercovino – preço: R$ 350 – Levado por José Roberto (convidado) – Vermelho-rubi profundo. Nariz com notas intensas e típicas dos barolos em geral: aromas florais, etéreos, sous-bois, tostados num perfil típico dos barolos em geral. O paladar é impressionante: denso, poderoso, mineral, rico, com taninos presentes e acidez salivante proporcionando “nervo” e muita personalidade ao vinho. Há vida na garrafa pela frente. Um vinho suculento que impressiona pela elegância, força e concentração, tudo em harmonia. Merecidamente o melhor da degustação, quase por unanimidade!

 

 

Encerramento –

Martinez Fine Tawny Port – Álcool: 19% – produzido por Martinez,  empresa adquirida em 2006 pela família Symington, produtores de relevo de Vinhos do Porto de qualidade. Na taça, coloração vermelho-rubi profundo. Nariz aberto com notas licorosas envoltas em nozes, especiarias doces e chocolate. Boca macia com uma ponta de álcool, razoável equilíbrio entre doçura, potência, acidez e álcool. Final de média persistência

 

 

 

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