Em seu portal, o produtor informa que: “A missão do projeto vitivinícola ‘Quinta do Pinto’ é engarrafar terroir e oferecer vinhos com qualidade diferenciada e muito elevada, a preço não especulativo, que seja geradora de confiança na marca a longo prazo.

A visão da nossa equipe é exceder sempre as expectativas dos clientes, através da oferta de produtos-referência da região de Lisboa, que se distingam pela sua diferenciação e relação entre qualidade e preço.

Os valores pelos quais se rege são o respeito pelo terroir, pelo cliente, pelos colaboradores, pelo meio ambiente e pela sociedade em geral.

Os objetivos da ‘Quinta do Pinto’ são: conceber um produto marcadamente superior, com as suas castas regionais; dar a conhecer estas castas fora de Portugal, adaptando-as a cada mercado, também através de blends com castas internacionais e divulgar castas internacionais que se expressem de forma diferenciada no terroir da propriedade. Merecem especial referência, dentro paleta de quase duas dezenas de castas, Arinto, Fernão Pires, Touriga Nacional, Tinta Miúda, Aragonez, Alfrocheiro, Marsanne, Roussanne, Viognier, Syrah e Merlot”.

 

Apesar de largas tradições vinícolas, a Região de Vinhos de Lisboa também conhecida por Estremadura, é uma região relativamente recente, tendo sido demarcada apenas nos finais dos anos 80, abrindo-se de então a um leque muito variado de castas. Hoje em dia, os brancos são feitos principalmente com as uvas Fernão Pires, Vital, Malvasia Rei e Arinto. Quanto aos tintos, utilizam-se as tradicionais Castelão e Tinta Miúda mas também, e cada vez mais, castas vindas de fora da região como a Touriga Nacional, Tinta Roriz ou a Touriga Franca. Integrada na região da Estremadura está a região de Bucelas, famosa pelos seus vinhos brancos produzidos com a casta Arinto. Como consequência da diversidade da produção vitivinícola, parece perfeitamente natural que tenham assumido individualidade própria determinados topônimos que passaram a ser utilizados como denominação do produto vínico local. A região de Lisboa contempla as denominações de origem: Alenquer, Arruda, Bucelas, Carcavelos, Colares, Encostas d’Aire (Alcobaça e Medieval de Ourém), Lourinhã, Óbidos e Torres Vedras e ainda a indicação geográfica homônima (“Vinho Regional Lisboa”). Fonte: ICEP, ANDOVI – Associação Nacional das denominações de Origem Vitivinícolas e CVRL.

Degustação – 

Quinta do Pinto Vinho Regional Lisboa Sauvignon Blanc 2014 – Álcool: 14% – importador: Almería –  Segundo o produtor, é “cuidada gestão da vegetação para otimização do potencial aromático da uva. Colheita manual em caixa e posterior seleção dos melhores cachos à entrada da adega. Prensagem suave a pressões baixas, seguida de decantação estática a frio. Fermentação em cubas de cimento com leveduras indígenas. Análise organoléptica: Palha com reflexo na transição para dourado. Aromas intensos, a denunciar tratar-se de um Sauvignon de clima quente com as tradicionais notas de frutas cítricas maduras (muita lima), nuances vegetais sobre um fundo ligeiramente salino com ampla sustentação na taça.  No paladar chama atenção por sua densidade e estrutura. O álcool generoso também concorre para dar solidez ao conjunto. Confirmou a fruta sinalizada no nariz e sua acidez – pedra angular de qualquer Sauvignon – é cortante, salina,  pedindo um peixe de sabor intenso –  Bacalhau, Anchova, Salmão – para harmonizar. Saiu-se bem com Bacalhau Espiritual.  É um raro exemplar da casta em solo lusitano que tem um final muito persistente à confirmar sua boa tipicidade. Avaliação: muito bom

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