Confraria Vinho & Boa Cia. reuniu-se na noite de 26.06.2018 para degustar às cegas tintos italianos da Toscana. Além deste redator, estiveram presentes os seguintes confrades: Ricardo, Mônica, Paulo Guerra, Bibe, Paulo Morais, Márcia, Flávio e Cecília. Convidados: Chico, Geraldo Cury e Dulce. Ausente justificadamente: Nubia. A coordenação do mês coube ao Márcia que elegeu o tema e o restaurante, o Rubayat da Faria Lima, cujo serviço do vinho ficou a cargo do gentil Sommelier José Silvio. A seguir a lista dos vinhos na ordem decrescente de preferências do grupo:

Sommelier Rubayat Faria Lima José Silvio – excelência no serviço do vinho – blogdojeriel.jpg

7° lugar – Villa Poggio Salvi Brunello di Montalcino DOCG 2006 – Álcool: 13,5% – Imp. Vinci – Paulo Moraes – Preço: US$ 154,50 – (atualmente R$ 593,13 – safra 2009) –

6° lugar – Tignanello IGT 2007 – Álcool: 13,5% – Adquirido em NY – Ricardo Mello – Preço: US$ 120/130 

5° lugar – Tignanello IGT 2013 – Álcool: 13,5% – Adquirido em NY – Flávio Siqueira – Preço: US$ 125 –

4° lugar – Brunello di Montalcino DOCG Il Grappolo 2010 – Geraldo – na taça potência com elegância num tinto que começa alcançar o auge para nele permanecer por muito tempo – Preço: US$ 50 –

3° lugar – Le Macchiole DOC Bolgheri 2014 – Variedades: Merlot (50%), Cabernet (30%) e Syrah (20%) – Adquirido na Mistral – Chico – Preço: R$ 256,63 –  ( € 19,90 na Itália)

2° lugar – Tenuta Podernovo Aliotto Toscana IGT 2014 – Álcool: 13% – Variedades: Sangiovese (60%) e o restante de Cabernet, Merlot e outras uvas locais – Importadora Decanter – Paulo Guerra – Preço: R$ 107,87 –

1° lugar – Tignanello IGT 2006 – Álcool: 13,5% – Importadora Winebrands Jeriel – Preço: R$ 349 (na época do lançamento dessa safra no Brasil) – atualmente R$ 1.319 (safra 2014 – vide abaixo).

Em pé: Chico, Paulo Morais, Ricardo Mello, Paulo Guerra Sentados: Jeriel e Flavio Siqueira

CONCLUSÃO –

Na reunião da noite de 26 de junho de 2018 um vinho italiano de fama mundial brilhou: o Tignanello, blend de Sangiovese, Cabernet Sauvignon (10%) e Cabernet Franc (5%). No Brasil a safra 2014 custa R$ 1.319,00 contra cerca de US$ 139,99 nos EUA (2013) ou no Canadá CAD/C$ 114,95  –  Um dos Supertoscanos mais famosos e caros, exibiu às cegas, um desempenho memorável. Está certo. O primeiro lugar é da safra 2006, contando com doze anos e altas pontuações da crítica internacional:

“Cinque Grappoli”

ASSOCIAZIONE ITALIANA SOMMELIER Oct. 2009 Guida “Duemilavini 2010”

2009 Italy

“Tre Bicchieri”

GAMBERO ROSSO October 2009 “Vini d’Italia 2009” guide

2009 Italy

Score: 92/100

WINE ADVOCATE October 2009

2009 U.S.A.

Score: 93/100

WINE SPECTATOR October 2009

Na segunda colocação um Supertoscano elaborado por Lunelli produtor dos espetaculares boliccine Ferrari: Tenuta Podernovo Aliotto Toscana IGT 2014, blend de Sangiovese (60%) e o restante de Cabernet,  Merlot e outras uvas locais, importado por Decanter – R$ 107,87 – o mais barato da degustação, ficou na SEGUNDA COLOCAÇÃO, uma posição honrosa que fortalece o argumento de que “vinho bom não precisa ser caro”. Na terceira colocação mais um blend de variedades francesas por preço acessível na origem: Le Macchiole DOC Bolgheri 2014 – Variedades: Merlot (50%), Cabernet (30%) e Syrah (20%) – Adquirido na Itália – Chico – Preço: € 19,90 – No Brasil custa R$ 256,83 na Mistral.  Na quarta colocação um Brunello da excelente safra 2010 – Brunello di Montalcino DOCG Il Grappolo 2010: recebeu a seguinte descrição da revista britânica Decanter: “Very concentrated and sophisticated nose of oak and juicy pomegranate. Dense and full with plenty of fruit, rich notes of blueberries and a lot of spice. Drinking Window 2017 – 2025”. Preço: US$ 50 (sem importador para o Brasil) – 93/100 pts. Wine Enthusiast com a seguinte descrição: Aromas recall mature dark berry, stewed plum, underbrush, leather and a hint of game. The firm palate delivers juicy wild cherry, cinnamon, clove, licorice and rolled pipe tobacco alongside youthfully assertive but fine-grained tannins. Drink 2020–2030″. No quinto lugar, jovem, fechado, mas já expressando seu potencial o Tignanello 2013, adquirido recentemente pelo Flávio em NY, seguido de perto pelo Tignanello IGT 2007. The last but not the least o Brunello Villa Poggio Salvi DOCG 2006, que ficou na última colocação pelo voto dos confrades, trata-se de um produtor consistente e 2006 foi uma das melhores safras da década passada.

Mônica, Márcia, Dulce, Bibe e Cecília
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