O tempo da colheita voltou ao normal, um alívio após a colheita quente e precoce de 2017, e os períodos de maturação foram constantes, sem quaisquer eventos extremos. “Tivemos um inverno frio e úmido”, disse ao Decanter.com, o produtor de vinhos De Martino, Eduardo Jordan, que produz vinhos em todo o país. “Uma onda de calor trouxe excelentes brotos. Março foi um mês moderadamente frio e isso muito positivo para acumular lentamente açúcares sem perder acidez – está aí a chave para obter vinhos equilibrados. Os vinhedos alcançaram excelente qualidade – com boa acidez natural, álcool moderado e boa cor. Ora, 2018 é um ano de finesse!
É sempre difícil generalizar, mas todas as principais regiões de produção do Chile até agora relataram um bom ano, rendimentos médios acima da média resultando em vinhos de qualidade. Os números oficiais ainda não foram divulgados, mas estima-se que a colheita de 2018 tenha sido de aproximadamente 1,1 bilhão de quilos, o que está de acordo com a média anual e com um aumento de 20% em relação ao ano passado. O norte e o litoral do Chile se saíram particularmente bem este ano, após algumas chuvas de inverno (necessárias) que reduziram a onipresente ameaça da seca.
“Choveu mais de 400 mm no inverno, o que foi muito bom porque a água está se tornando mais escassa a cada ano”, disse Rodrigo Soto, da Veramonte em Casablanca. “Eu acredito que esta é uma ótima safra…mas é prematuro tirar conclusões já.  A qualidade parece boa e o rendimento tem sido melhor do que nos últimos anos”. No sul, era uma safra sem novidades para alguns. “Este ano, depois de quatro anos complicados [com geada, chuva e incêndios], tivemos um ano relativamente normal”, disse o winemaker Fernando Almeida da Vinícola Torres. “Um ano com rendimentos normais. Os brancos possuem uma excelente preservação da acidez, produzindo vinhos expressivos com tensão e frescor. Os tintos têm níveis mais baixos de álcool, com tensão que deve se desenvolver bem com o envelhecimento”.
Os produtores dos Vales de Curicó, Itata e Maule continuam a avaliar os efeitos da fumaça produzida pelos extensos incêndios florestais no final da colheita de 2017. Para eles, a promissora safra de 2018 é ainda mais bem-vinda. 

Fonte: https://www.decanter.com/wine-news/chile-2018-vintage-a-year-of-finesse-

Crédito da imagem: Harvesting grapes in Valle de Curico, Chile, in 2013 – mauritius images GmbH/ Alamy Stock

(Visited 129 times, 131 visits today)

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *