No último dia seis de junho de 2018, a Sogrape Vinhos de Portugal, promoveu no Restaurante Rubayat – Faria Lima, degustação de vinhos de seu portfólio coordenada por Filipe da Mota Neves e Hugo Souto. O valor da degustação pago por este redator foi de R$90,00 por pessoa e incluiu couvert com água, pães e azeite servidos juntos. Além do coquetel houve harmonização com quatro diferentes vinhos da Sogrape, a saber: Planalto Reserva DOC Douro 2016, Papa Figos DOC Douro 2016, Vinha Grande DOC Douro 2015 e Quinta da Leda DOC Douro 2015. O serviço do vinho transcorreu normalmente e revelou profissionalismo, eis que no salão escolhido havia mais de 40 pessoas e todas degustaram os vinhos, algumas até mais de uma vez. As harmonizações também foram bem sucedidas, um dos destaques foi a Brandade de Bacalhau. No ato de encerramento foi servido mais um vinho: Porto Tawny Sandeman.

Degustação Casa Ferreirinha – Restaurante Rubayat – SP – Blogdojeriel.jpg

Sobre a Casa Ferreirinha –

Ao adquirir a emblemática empresa A. A. Ferreira em dezembro de 1987, a Sogrape não só reforçou o seu portfólio com as mais prestigiadas marcas de vinhos do Douro, como integrou, ainda, um valioso patrimônio histórico e cultural que soube respeitar e preservar, sem que tal impedisse a abertura da empresa à inovação e à modernidade. A Casa Ferreirinha e os seus vinhos são sinônimos de tempo e de arte. Assim acontece desde a sua fundação, no século XVIII, pela mão de Bernardo Ferreira, que viu a fórmula refinada pelos descendentes, especialmente por sua neta Dona Antônia Adelaide Ferreira, que carinhosamente ficou conhecida por “Ferreirinha” ou “Ferreirinha-da-Régua” pelas gentes da sua terra. Pelas mãos de Dona Antônia, que duas vezes viúva se viu à frente de uma grande empresa, a Ferreira consolidou-se de forma admirável. O seu espírito empreendedor ensinou-a a prever, decidir, criar, ensinar e amar, tornando-a numa figura de grande projeção e carisma. Produz, atualmente, 14 vinhos. A seguir nossas impressões sobre os vinhos degustados:

Planalto Reserva é o branco do Douro mais antigo em produção. Blogdojeriel.jpg

Planalto Reserva DOC Douro 2016 – Álcool: 12,5% – Variedades: Viosinho (40%), Malvasia Fina (20%), Gouveio (15%), Códega (15%) e Arinto (10%) – Preço: R$ 122,00 – verdadeira referência em Portugal, este branco produzido desde 1964 exibiu cor palha claro, aromas florais e citrinos de boa intensidade. No paladar é um branco macio de textura untuosa, sem barrica, sem amargor, de acidez delicada. Termina cítrico com boa persistência. Avaliação: 89/100 pts.

Papa Figos 2016 – um tinto bem frutado, produzido com uvas de Cima Corgo. Blogdojeriel.jpg

Casa Ferreirinha Papa Figos DOC Douro 2016 – Álcool: 13% – Variedades: Touriga Franca (40%), Tinta Roriz (30%), Touriga Nacional (15%) e Tinta Barroca (15%) – Preço: R$ 135 – a primeira safra deste vinho ocorreu em 2010. Na taça um tinto de cor acentuada, nariz surpreendentemente frutado, taninos macios com razoável equilíbrio entre acidez, fruta, madeira e álcool. Corpo médio, retrogosto de média persistência confirmando a fruta sinalizada no nariz. Harmonizou bem com a brandade de bacalhau. Avaliação: 88/100 pts.

Vinha Grande DOC Douro, também conhecido como “Barca Velha dos Pobres” por utilizar as barricas usadas do célebre “Barca Velha”. Blogdojeriel.jpg

Casa Ferreirinha Vinha Grande DOC Douro 2015 – álcool: 14% – Variedades: Touriga Franca (35%), Tinta Roriz (30%), Touriga Nacional (25%) e Tinta Barroca (10%) – Preço: R$ 148 – vermelho-rubi intenso, profundo com reflexo púrpura, sem halo de evolução. Ainda fechado nos aromas com notas florais (violetas) sobre um fundo madeirado com toques de especiarias e fruta preta. Na boca é um vinho quente (uma ponta de álcool que não desequilibra o conjunto), potente, tânico (em evolução), de boa acidez com a madeira se harmonizando com a fruta, que custa mas acaba por se manifestar através das sugestões de framboesa e amoras. Denso, encorpado, já dá uma amostra do que será daqui há um ou dois anos. De boa persistência, termina longo com toques de café. Uma curiosidade sobre este vinho produzido com uvas do Douro Superior: antigamente ele amadurecia nas barricas usadas do ícone “Barca Velha”, o que acabou levando os consumidores a apelidá-lo de “O Barca Velha dos Pobres”. Avaliação: 89-90/100 pts.+

Quinta da Leda 2015 – a safra 2015 foi excelente no Douro. Blogdojeriel.jpg

Casa Ferreirinha Quinta da Leda DOC Douro 2015 – Álcool: 13,5% – variedades: Touriga Franca (60%) e Touriga Nacional (40%) – Preço: R$ 746 (2014) – vinho amadurecido durante dezoito meses em barricas novas francesas (50%) e usadas (50%) – cor vermelho-rubi profundo com reflexo violáceo e halo púrpura. Paleta de aromas finos, complexos e sofisticados, com ampla sustentação na taça, dominado por frutas negras (amora, ameixa e figo), tons balsâmicos, caixa de charutos, madeira nobre (cedro), algo resinoso sobre especiarias (canela e pimenta) e mentol, tudo em perfeita integração. Na boca é um vinho harmônico com taninos finos, firmes que lhe garantem um sólido futuro pela frente; denso, estruturado, volumoso, acídulo, salivante, seu final é longo, persistente, subscrevendo as sensações olfativas iniciais. Um autêntico “primus inter pares”, pena que nas últimas safras seu preço tenha subido quase que exponencialmente… Avaliação: 92/100 pts.+

Porto Tawny Sandeman – Álcool: 19,5% – Preço: R$ 148,00 – vermelho-rubi intenso, apresenta um nariz harmônico entre fruta e madeira e depois marmelada. Boca potente, fresca, volumosa, elegante, com boa concentração de frutas. No paladar é um Tawny estruturado, equilibrado, de taninos macios e de persistência prolongada, com um toque de complexidade dado pelo envelhecimento em madeira, terminando viscoso num bom final. Avaliação: 89/100 pts.

O Barca Velha é o vinho ícone da Casa Ferreirinha produzido há 67 anos, já teve 19 edições. A primeira safra foi 1952 e  a mais recente liberada ao mercado 2008 – BlogdoJeriel.jpg
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