Sobre o Vinho Periquita:

O Periquita é conhecido como o primeiro vinho tinto engarrafado em Portugal. Essa inovação traduz a sua originalidade e, o reflexo da Portugalidade surge da sua presença na mesa dos portugueses – de todos nós – desde 1850. À nossa, ao estilo de vida Português! A história do Periquita remonta ao início da própria história da José Maria da Fonseca, quando o fundador da empresa, o Senhor José Maria da Fonseca comprou, por volta de 1846, a propriedade Cova da Periquita. Foi nessa propriedade, hoje em dia quase engolida pelo desenvolvimento urbano, que José Maria da Fonseca plantou as primeiras uvas da casta Castelão, que ele próprio havia trazido, muito provavelmente, da província do Ribatejo.  O vinho produzido na Cova da Periquita desde logo provou ser o melhor da região dando origem a que os outros proprietários pedissem a José Maria da Fonseca varas daquela casta para plantarem nas suas próprias propriedades. Desta forma, o vinho tornou-se conhecido em Azeitão como o vinho da Periquita, passando a ser comercializado pela José Maria da Fonseca como Periquita.

Embora não possa ser avançada com exatidão a data em que a primeira colheita foi produzida, é, porém, certo que o Periquita já estava a ser produzido em 1850, tendo a colheita de 1886 recebido a medalha de ouro na Exposição de Vinhos de Berlim em 1888. José Maria da Fonseca registou a marca Periquita em 1941. Por este motivo, o Periquita é na atualidade a mais antiga marca Portuguesa de vinho de mesa comercializada tendo adquirido, ao longo do tempo, uma crescente popularidade em Portugal e uma considerável notoriedade em mercados tais como a Suécia, o Brasil, Reino Unido, Estados Unidos da América, Canadá, Dinamarca e Noruega.

Novos rótulos dos vinhos Periquita –

Nesta renovação de imagem da gama Periquita – Periquita Tinto, o Periquita Reserva, o Periquita Branco e o Periquita Rosé – existem várias novidades nos elementos visuais presentes no rótulo: a marca “umbrella” José Maria da Fonseca surge reforçada, como símbolo de mérito e qualidade; a assinatura do enólogo Domingos Soares Franco no rótulo concede ao Periquita mais legitimidade e relevância; os acabamentos reforçados no rótulo enobrecem a marca e a recuperação do brasão da Ordem da Torre e Espada (distinção atribuída pelo rei D. Pedro V a José Maria da Fonseca em 1856 pelo Valor, Lealdade e Mérito no âmbito da indústria portuguesa) no rótulo é um regresso às origens da marca.

Com o Primeiro Capítulo realizado a 31 de Maio de 1993, a Confraria do Periquita reúne-se atualmente em anos pares para “promover o Prestígio e a Tradição do Vinho do mesmo nome, divulgar as suas características singulares de Aromas e Sabores, e proporcionar Momentos de Glória a todos os seus apreciadores”.

A noite encerrou com um concerto da fadista Diamantina, que fez um dueto com a Confreira brasileira Fafá de Belém.

Atualmente, a Confraria conta com mais de 240 membros já entronizados, incluindo Jorge Sampaio, Ana Maria Braga, Fafá de Belém, Ricardo Pereira, os chefs Leonel Pereira, Rui Paula, Marlene Vieira e Hélder Chagas.

Degustação – vinho do mês de setembro 2018:

Periquita Reserva Vinho Regional da Península de Setúbal 2016 – álcool: 13% – Variedades: Castelão (56%), Touriga Nacional (22%) e Touriga Francesa (22%) – Região: Setúbal/Algeruz – oito meses em carvalho francês – Preço: R$ 82 – vermelho-rubi intenso com reflexo violáceo nas bordas. Nariz aberto com notas florais (violetas), frutas vermelhas e negras, especiarias, tudo sem interferência da madeira que está no lugar certo, qual seja, o de coadjuvante. No paladar subimos mais um degrau. Taninos firmes, rugosos, texturados e assertivos, acidez “ajustada” promovendo uma agradável sensação de boca fresca, álcool integrado, ótima concentração de fruta sem interferência do carvalho; o sabor de fato lembra  a variedade Castelão. Rústico, equilibrado, corpo médio/pleno, final franco, persistente, num tinto detentor de relação preço-qualidade. Degustado pela terceira vez mostrou consistência. Avaliação: 89/100 pts.

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