Os festejados vinhos da vinícola italiana Podere Castorani voltaram ao Brasil em 2017 pela Futura Importadora, em parceria entre os empresários e chefs Bruno Stippe, Victor Stippe e Luzia Stippe, com a criação de uma linha especial de acordo com a tendência do paladar brasileiro. Essa parceria foi comemorada no último dia 28.08.2018 em São Paulo, na famosa Cantina C Que Sabe!

As uvas são produzidas de forma orgânica e as variedades de maior cultivo são: Montepulciano, Trebbiano D’Abruzo, Malvasia e Glera. A vinícola existe desde 1793 e está localizada na região de Abruzzo e também possui vinhedos também na Sicília e Puglia.

Um dos sócios da vinícola é o ex-piloto da Formula 1 Jarno Trulli, por isso desenvolveu-se um vinho com seu nome (branco e tinto Jarno) bem recebido pela crítica, além de prêmios conquistados, como a Medalha de Ouro, na categoria melhor do mundo pela London Wine Competition 2018, entre outros destaques. A apresentação foi cuidadosamente preparada pelo Chef Bruno Stippe:

Aiananera Prosecco – blogdojeriel.jpg

 

Bruschetta di Salmone – Cantina C Q Sabe – BlogdoJeriel.jpg

Primeira harmonização – Bruschetta di Salmone e Aianera Prosecco Extra Dry DOC – este delicioso Prosecco exibiu cor palha claro, quase translúcida. Aromas florais e de fruta de polpa branca. Na boca seu frescor e corpo médio facilitaram na harmonização com a Bruscheta de Salmão.

Segunda harmonização – Turbantino di pesce e calamari in salsa di capperi com Ainera Espumante – BlogdoJeriel.jpg

Segunda harmonização – Turbantino di pesce e calamari in salsa di capperi com Ainera Espumante Gran Cuvée IGT – Álcool: 11% – Variedades: Trebbiano e Chardonnay – Aqui também a compatibilização entre vinho & comida foi bem sucedida, eis que aromas, estrutura, acidez e cremosidade do espumante italiano não interferiram no sabor delicado do prato. Ao contrário, o leve e discretíssimo amargor do espumante praticamente desapareceu na harmonização.

Volparo Bianco 2017 – Blogdojeriel.jpg

Terceira harmonização – Cozze in Crosta di Mollica di Pane com Volparo Bianco 2017 – Álcool: 12% – aqui os aromas minerais e cítricos do vinho ajudaram na harmonização. Um Trebbiano rico, salino, de boa estrutura, macio, repleto de frescor e dotado de boa acidez.

Volparo Rosé 2017 harmonizado com fettuccine com bacalhau – Blogdojeriel.jpg 

Quarta harmonização – Fettuccine con Baccalà harmonizado com Volparo Rosé 2017 – Variedade: Montepulciano d’Abruzzo – Álcool: 12,5% – a cor de tonalidade casca de cebola já é um prenúncio da tipicidade deste rosé, de aromas frutados sobre um fundo mineral. A sua boa estrutura, seu sabor adocicado permitiu uma harmonização por contraste ao gosto pronunciado do bacalhau.

Volparo tinto 2017 – Blogdojeriel.jpg

Quarta harmonização – Taglierini con Ragú Alla Bolognese com Volparo Montepulciano D’Abruzzo 2017 – Álcool: 12,5% – aqui verificamos uma das mais tradicionais harmonizações: vinho tinto com massa de molho vermelho. É do tipo “todos ganham” eis que até os aromas complexos do vinho são um convite à arte de combiná-lo com o prato que tem peso. Os taninos e a acidez fazem contraponto aos sabores do prato que tem o molho como definidor do sabor. O fim-de-boca também é agradável e confirma o sucesso da harmonização.

Volparo Cabernet Sauvignon 2014 – Blogdojeriel.jpg

Quinta harmonização – Fusilli com molho gorgonzola harmonizado com Volparo Cabernet Sauvignon 2014 – Álcool: 13% – outra harmonização clássica. O molho gorgonzola tende a se sobrepor ao vinho, mas por se tratar de um cabernet de sabor concentrado, repleto de taninos de boa qualidade houve o esperado equilíbrio.

Podere Castorani 2010 harmonizado com cabrito ao vinho – Blogdojeriel.jpg

Sexta harmonização – Capretto Al Vino Crostini con Crema di Gorgonzola e Frutta harmonizado com Podere Castorani 2010 – Álcool: 14% – Variedade: Montepulciano – a carne de cabrito pede um tinto potente, concentrado, tânico, acídulo e tais características foram encontradas neste poderoso Montepulciano.

Bianco Terre di Chieti IGT 2017 – Álcool: 12% – Variedade: Trebbiano – Palha claro brilhante. Aromas florais, lavanda sobre um fundo salino. No paladar um toque de amêndoas que o distingue. Termina fresco, com boa persistência. Avaliação: 89-90/100 pts.

Podere Castorani Dieci Inverni 2006 – Blogdojeriel.jpg

Podere Castorani Dieci Inverni 2006 – Álcool: 17% – Variedade: Montepulciano 100% – O vinhedo fica dentro da propriedade, distrito de Alanno, a 340 m/s/n/m, exposição sul, sudeste. Sistema de condução de treliça horizontal. Rendimento por hectare: 10t/ha. Solos profundos e argilosos, ricos em rochas subterrâneas. Colheita à mão em meados de outubro, seleção precisa das uvas. Appassimento: as uvas são secas em cem dias a baixa temperatura numa sala especial de dessecação. Na vinificação fermenta-se com peles a 30ºC em tanques de concreto, pump-over manual e “delestages”. Maceração prolongada até 40 dias. Amadurecimento de 48 meses em barricas de carvalho de 500 litros acrescido de mais 48 meses de afinamento na garrafa. Análise organoléptica: retinto na cor. Pouco aromático com notas de ameixas, figos e ervas sobre um fundo mentolado. No paladar a sua entrada revelou um tinto quente, concentrado, que mostra perfeito equilíbrio entre os poderosos taninos, o alto teor alcoólico e a refrescante acidez. Longa persistência num vinho que continuará a evoluir nos próximos dez anos. Ou mais! Avaliação: 92/100 pts.++

Jarno Bianco Colline Pescaresi IGT 2013 – Variedades: Trebbiano (70%), Malvasia (20%) e Cococciola (10%) – Álcool: 13,5% – Colheita manual, com seleção cuidadosa de cachos de uvas no mês de setembro. As uvas são desidratadas em câmaras de secagem durante o período de 60 dias, com temperatura e umidade controladas. Vinificação: fermentação a 18ºC com maceração breve das peles e finalização da fermentação em barricas de madeira de 500 lt de capacidade. Fermentação maloláctica parcial. Amadurecimento de 12 meses em barris de madeira “sur lies”. Afinamento por seis meses na garrafa. Análise organoléptica: palha com reflexo na transição para dourado, límpido, brilhante. Aromas abertos, complexos, com notas florais, cítricas (doce de laranja em calda) e leve baunilha. No paladar é um branco rico, volumoso, amendoado, estruturado, suculento, cheio de camadas, untuoso e mineral. Final longo, persistente, marcante, remetendo o degustador às sensações gustativas iniciais. Avaliação: 92/100 pts.+

CONCLUSÃO –

Vinhos de nítida feição gastronômica, bem feitos e de excelente tipicidade. Alguns são verdadeiras joias líquidas, como o Jarno Bianco Colline Pescaresi IGT, um branco rico em aromas e sabores e o Podere Castorani Dieci Inverni, um expressão muito especial da Montepulciano. Os espumantes e demais vinhos também não decepcionaram. Na apresentação do Chef Bruno Stippe, ficou evidente que todos harmonizam com os pratos do extenso cardápio da tradicional cantina paulistana C Que Sabe! Assim, o que se infere, é que o cuidado na escolha revela uma preocupação em proporcionar aos comensais um experiência enogastronômica única. Portanto, fica a nossa recomendação para o leitor visitar essa cantina e provar os vinhos de importação própria harmonizando-os com pratos do cardápio.

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