Author Archives: Jeriel da Costa

O robusto Nieto Senetiner Chardonnay Reserva 2005

Fundada em 1888 por imigrantes italianos, a vinícola teve diversos proprietários até que em 1969 foi adquirida pela família Nieto Senetiner, que a modernizou e a ampliou para um novo ciclo de crescimento. Em 1998 foi adquirida pelo grupo Pérez Companc, um dos maiores grupos econômicos da Argentina, que trata de manter e ampliar os valores de curiosidade, inovação e experimentação em sua busca de excelência nos vinhedos. Em 2002 foi a primeira vinícola argentina a ser certificada pela ISO 9002. Seus 300 hectares de vinhedos situados a 900 metros acima do nível do mar, são o berço de seus vinhos que se orientam à máxima expressão de seus varietais. Além da superioridade do Syrah e Malbec em sua linha Cadus, a Nieto Senetiner se destaca com seus vinhos elaborados a partir da uva Bonarda, uma variedade a pouco esquecida e que hoje, redescoberta, se consolida como uma nova estrela argentina. Importador: Casa Flora.

O vinho estava esquecido, num local quente porém mal iluminado.Resistiu ao tempo e estava potável.

Degustação

Nieto Senetiner Chardonnay Reserva 2005 – álcool: 13,5% – região: Mendoza – importador: Casa Flora – preço médio: R$ 30 – Amarelo intenso com reflexo dourado denunciando o peso dos anos. Aromas pouco intensos mas delicados com notas de favo de mel, leve floral e fruta tropical madura. Na boca subscreveu os aromas ostentando algum frescor e sabores finos com fruta madura, corpo magro e ausência de amargor. Madeira integrada ao conjunto que se destaca por sua harmonia, tipicidade e robustez, eis que não estava em local apropriado para sua conservação, mas mesmo assim suportou bem, o que derruba o mito de que os vinhos brancos Sul-Americanos não são longevos. Um ledo engano! Avaliação: 85/100 pts.

Mais um Supertoscano: Tenuta di Castiglioni Frescobaldi IGT 2008

“O nome Frescobaldi representa  uma venerável tradição de envolvimento, não só na elaboração de vinhos, mas também nas áreas de arte, da cultura e da história da Toscana, que remonta a mais de 700 anos.  A história do vinho na família começa com Frescobaldi Berto que adquiriu  para seus filhos, propriedades rurais, entre elas casas, moinhos, vinhas, pomares e fazendas. Nos séculos 15 e 16, a família florentina era uma  fornecedora de vinhos que vendia  para o Inglês Royal Court e muitos outros estabelecimentos de familia real em toda a Europa, incluindo a corte papal. Mas foi no século 19, que Marchese Vittorio degli Albizzi, herdando as propriedades na Toscana, veio da Borgonha  para assumir o negócio. Com sua experiência, ele estava entre os primeiros na Itália a propor o cultivo da vinha e plantações especializadas monovarietais, mesmo em altitudes até então não utilizadas para vitivinicultura. Em cada época, Frescobaldi conseguiu se adaptar e antecipar mudanças nas condições impostas pela história e casar experiência com inovação. Em particular, a partir do final do milênio passado, os Frescobaldi tornaram-se figuras importantes no desenvolvimento da viticultura de qualidade em todo o mundo, assumindo o papel do produtor de vinhos de maior prestígio na Toscana. Marchesi de Frescobaldi hoje desfruta de um papel  de liderança entre as vinícolas da Itália e seus vinhos estão disponíveis em mais de 80 países. A paixão, comprometimento e perseverança são valores que sempre  acompanharam os Frescobaldi  por mais de 30 gerações. O profundo respeito pelo terroir local,  pelo clima, meio ambiente, uva, e a mão do homem, unida com uma inclinação determinada para a inovação  são os pilares da filosofia de produção que dirige esta vinícola familiar”.

 

Degustação

Tenuta di Castiglioni Frescobaldi IGT 2008 – álcool: 13,5% – uvas:  Cabernet Sauvignon (50%),  Merlot (30%),  Cabernet Franc (10%) e  Sangiovese (10%)  - região: Toscana – importador: Ravin (www.ravin.com.br ou 5574 5789) – preço: R$ 159  - vermelho rubi brilhante de média intensidade. Aromas abertos com notas balsâmicas, frutas negras sobre um fundo mentolado. Na boca a sua entrada revela um vinho rico, de taninos macios e de boa concentração de fruta. Acidez de perfil gastronômico. Vinho equilibrado, elegante, redondo e de final longo, persistente, praticamente sem arestas. Um bom exemplo de “Supertoscano” de preço relativamente acessível. Jovem, vai apresentar uma boa evolução na garrafa.  Bebido pela terceira vez consecutiva, demonstrou consistência. Avaliação: 89,5/100 pts.+ 

Imp. Decanter trouxe Patrick León que apresentou novas safras: Memorias e El Principal

A Importadora Decanter, convidou jornalistas e formadores de opinião para a degustação seguida de almoço com Patrick León no último dia 10 de maio, da vinícola chilena El Principal. Por parte da importadora se fizeram presentes o Sr. Adolar Hermann, Edson … Read more »

Salentein Primus Merlot 2003 x Chateau Los Boldos Veilles Vignes Merlot 2004: mais um confronto Argentina x Chile

Mais um embate viníco Argentina x Chile. A seguir algumas linhas sobre a vinícola produtora de cada um dos vinhos:     Sobre a Salentein Esta vinícola construída em formato de cruz tem seus vinhedos em terras que antes abrigavam … Read more »

Onze linhas para a Pinot Noir na Califórnia

Os admiradores dessa cepa dificílima adoram discutir que região californiana produz o melhor Pinot Noir. Não há resposta definitiva, mas os principais concorrentes são Sonoma Coast, Carneiros e Russian River Valley. Os vinhedos da primeira são novos demais para provar seu potencial, mas o Pinot Noir pode ter perfume delicioso e bastante fineza e pureza; o de Carneros é fresco e frutado, porém, raramente complexo ou longevo; o de Russian River Valley apresenta mais camadas, com nuances borgonhesas e capacidade de envelhecer a médio prazo. Vale notar também áreas das regiões Centro e Sul, mas a costa Norte tem currículo maior. O Pinot Noir californiano raramente emula o borgonhês, mas a combinação de zonas, clones e cuidadosa vinificação está começando a produzir exemplares de nível mundial. Fonte: Vinhos do Mundo – Adega Veja – volume 12 – Estados Unidos. 

Onze linhas para César Pisano e Hijos – Progreso – Uruguay

A vinícola Pisano foi instalada sobre solo calcário, no coração da região de Rio de  la Plata. A proximidade da propriedade com o mar se traduz em grande diferença entre as temperaturas diurnas e noturnas; em compensação, isso dá muito mais intensidade ao sabor dos vinhos. A Pisano produz 380 mil garrafas por ano em pequenos lotes e o seu objetivo é elaborar vinhos com de perfil europeu. O carro-chefe é o Arretxea Premium Grande Reserve – um corte de Tannat, Cabernet Sauvignon e Merlot, de colorido profundo, com espinha dorsal de taninos e toques intensos e complexos da fruta. Importante agente no desenvolvimento da imagem do Uruguai no exterior como produtor de vinhos, a Pisano coloca seus premiados produtos em mais de 35 países. Fonte: O Grande Livro dos Vinhos – Publifolha – Edição 2012  - Importador: Mistral

Guia chileno “Mujer y Vino” 2012 de Ana María Barahona

A dinâmica jornalista chilena  Ana María Barahona apresentou a nova edição de seu guia, na qual destacaram-se  alguns vinhos ícones com 95/100 pts.

A jornalista especializada Ana María Barahona, diretora da Revista chilena LA CAV, apresentou a sétima edição de seu guia orientada ao público feminino. Trata-se do  Guia “Mujer y Vino 2012″, um livro com mais de 700 rótulos degustados de mais de 100 vinícolas chilenas.

Entre setembro e outubro passado, Ana María degustou, sozinha e às cegas mais de  mil vinhos, a um ritmo de 50 vinhos diários. Essa extensa prova deu como resultado os 700 vinhos que aparecem nesta publicação, provenientes de 120 vinícolas chilenas. Guia “Mujer y Vino 2012″ oferece uma singular ordem de escolhas. Desde os melhores vinhos detentores de “relação preço-qualidade, os melhores brancos e tintos abaixo de US$ 10, os mais destacados vinhos de alta gama, mais uma classificação dos melhores vinhos de acordo a sua simplicidade ou complexidade, em tintos ou em brancos.

“Trata-se de uma guia escrito por uma mulher mas para homes e mulheres. Além de sua iconografia e linguagem feminina é um guia de recomendação para o público em geral, onde a mulher é importante porque ainda há mais de  50 por cento delas que não consomem nem sabe sobre vinhos e diretamente responsáveis por sua compra”, afirmou Ana María Barahona, ademais nessa edição se incluiu um ABC sobre os espumantes, somando dados elementares relativos ao ótimo consumo de sua garrafa preferida.

Guia “Mujer y Vino 2012″, editado por LA CAV, se encontra nas melhores livrarias chilenas, na loja LA CAV Mirador Alto Las Condes e no portal www.lacav.cl a um preço  referência de US$ 20 -

Guia Mujer y Vino – Ana Maria Barahona

Melhores Brancos Simples: (90/1oo pts.)

 

Via Wines Chilcas Single Vineyard Sauvignon Blanc 2011. Vale de Casablanca. (US$ 8)

 

Concha y Toro Trio Reserva Sauvignon Blanc 2011. Vale de Casablanca. (US$ 9)

 

Cono Sur Sauvignon Blanc 2011. Vale de San Antonio. (US$ 9)

 

Misiones de Rengo Reserva Sauvignon Blanc 2011. Vale de Casablanca. (US$ 7,90)

 

Morandé Pionero Chardonnay 2010. Vale de Casablanca. (US$ 6,60)

 

Santa Carolina Estrella de Oro Reserva Sauvignon Blanc 2011. Vale de Leyda. (US$ 7,30)

 

Santa Rita Medalla Real Reserva Sauvignon Blanc 2011. Vale de Casablanca. (US$ 7,80)

William Fèvre Espino Chardonnay 2010. Vale de Maipo. (US$ 7,80)

Melhores Brancos Complexos: (93/100 pts.)

 

Viña Matetic EQ Coastal Sauvignon Blanc 2011. Vale de Casablanca. (US$ 20)

 

Viña Tabalí Talinay Camanchaca Vineyard Chardonnay.  Vale de Limarí. (US$ 25)

Melhores Tinto Simples: (90/100 pts.)

 

Viña Valdivieso Winemaker Reserva Cabernet Sauvignon 2010. Vale Central. (US$ 7)

 

Viña Vistamar Sepia Reserva Syrah 2010. Vale de Cachapoal.

Melhores Tintos Complexos: (93/100  pts.)

 

Viña Errázuriz Single Vineyard Syrah 2010. Vale de Aconcágua. (US$ 25)

 

Viña Ribera del Lago Laberinto Pinot Noir 2010. Vale do Maule. (US$ 26,40)

Melhores Mesclas Tintas: (92/100 pts.)

 

Viña Montgras Reserva (CS-SY) 2010. Vale de Colchagua. (US$ 13)

 

Viña Ninquén Antu Ninquén (CS-CA) Vale de Colchagua. (US$ 23)

 

Melhor Mesclas Brancas: (91/100 pts.)

Viña Emiliana Signos de Origen La Vinilla 2010. Vale de Casablanca. (US$ 18)

 

Melhor Late Harvest (91/100 pts.)

 

Morandé Edición Limitada 16 Barricas Sauvignon Blanc 2007. Vale de Casablanca. (US$ 20)

 

Melhor espumante: (91/100 pts.)

 

Viña Undurraga Titilium Pinot Noir. Vale de Leyda (US$ 38)

 

Melhor Rosé (90/100 pts.)

 

Viña Quintay Q Pinot Noir 2011. Vale de Casablanca. (US$ 16)

Melhor Premium tinto: (94/100 pts.)

 

Viña Santa Rita Triple C (CF-CS-CA) 2007. Vale do Maipo. (US$ 53)

 

Melhor Premium Branco: (92/100 pts.)

 

Viña Aquitania Sol de Sol Chardonnay 2008. Valle de Malleco. (US$ 38)

 

Melhores Ícones  (95/100 pts.)

 

Viña Concha y Toro Don Melchor Cabernet Sauvignon 2008. Vale do Maipo. (US$ 120)

 

Viña Chadwick Cabernet Sauvignon 2008. Vale do Maipo. (US$ 360)

 

Viña Von Siebenthal Tatay de Cristóbal Carmenère 2007. Vale de Aconcágua. (US$ 260)

Texto publicado no portal chileno “planetavino” e vertido para o português por Jeriel.

Vinhos gregos “Domaine Sigalas” da Decanter apresentados por Guilherme Correia

No último  dia 27 de março, com a presença de Guilherme Corrêa, na Enoteca Decanter de São Paulo, sita à Rua Joaquim Floriano – 838,  realizou-se uma degustação dos vinhos gregos Domaine Sigalas. “Da  ilha de Santorini, chegam na Decanter … Read more »

O excepcional Bogle Pinot Noir 2008

Seis gerações da família Bogle cultivaram o solo rico do delta dos rios Sacramento e San Joaquin, ao sul de Sacramento, mas apenas em 1968 começaram a plantar uvas. Essa experiência num lote de 8 ha cresceu para 485 ha, que contribuem para aproximadamente 14,5 milhões de garrafas de vinho produzidas por ano. Os Bogle criaram um mercado internacional quase totalmente com os acessíveis Petite Sirah e um frutado Merlot. Seu Chardonnay é suave e muito procurado, enquanto a produção de Pinot Noir e Riesling não consegue atender à demanda.  Importador: Wine Lovers - Fonte – O Grande Livro dos Vinhos – Publifolha – Edição 2012 

Bogle Pinot Noir 2008 – álcool: 14,2% – região: Russian River Valley – preço: R$ 117 – amadurecido 12 meses em barrica de carvalho francês. Exibiu cor vermelho rubi brilhante sem muita concentração. Nos aromas violetas combinadas  com notas de cerejas e morangos sobre uma gostosa nota de cacau e de carvalho tostado. Na boca taninos aveludados contrabalançados pela acidez que dá vida e frescor a este gostoso e surpreendente Pinot californiano que se destaca por sua tipicidade. Final empolgante, terroso e cheio de finesse. Muito bem feito, vale cada centavo! Avaliação: 90/100 pts.+

Wine Lovers - tel. (11) 5531-0081 / 8439-3392 ou contato@winelovers.com.br

O aveludado duriense Meandro do Vale Meão 2009

Essa quinta histórica agora está organizada como uma das pioneiras da revolução dos vinhos de mesa na região do Douro. A vinícola teve início com uma das sagazes aquisições da consagrada Dona Antonia Adelaide Ferreira. A quinta permaneceu na família e agora pertence a Francisco (Vito) Olazabal, que foi presidente da empresa A. A. Ferreira - e era para lá que as uvas iam, formando o grande volume do lendário Barca-Velha. Em 1998, Olazabal decidiu prosseguir sozinho e usar as uvas de sua propriedade para fazer o próprio vinho, com o filho (que também se chama Francisco, mas é conhecido como Xito). A propriedade  dispõe de 62 ha de videiras, com três diferentes tipos de solo, cada um contribuindo para o paladar final do vinho: ardósia, granito e cascalho de aluvião. O primeiro lançamento foi em 1999 e recebeu ótima críticas; e as estreias subsequentes mostraram-se melhores ainda e agora é apontado como um dos vinhos de mais qualidade em Portugal. O Meandro do Vale Meão, segundo vinho, também é magnífico e quase uma pechincha. Fonte – O Grande Livro dos Vinhos – Publifolha – Edição 2012  

Meandro do vale Meão 2009 – um vinho que ostenta relação preço-qualidade
Degustação
Meandro do Vale Meão 2009 – uva: Touriga Nacional, Tinta Roriz, Touriga Franca e outras – álcool: 14% – região: Douro – preço: R$ 118,12 – importador: Mistral -  Vermelho rubi intenso, profundo com reflexo púrpura nas bordas. Aromas típicos do Douro com violetas secundadas por frutas vermelhas e negras sobre uma nota de madeira tostada. Na boca sua entrada revela  um tinto intenso, concentrado e profundo, de taninos aveludados lhe proporcionando muita maciez. Enfim, um vinho de bastante classe e que traz no seu bojo o marcante estilo duriense, com a força aliada à elegância. Final de prova persistente, rugoso e levemente achocolatado. Muito boa relação preço-qualidade. Avaliação: 90/100 pts.+