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Resultado da Vertical de Esporão Reserva safras 2002/2008

Os vinhos da vertical foram servidos às cegas.

Na noite de 26.04, a confraria “Vinho & Boa Cia”. se reuniu para degustar  “Vertical de Esporão Reserva safras 2002, 2003, 2004, 2005, 006, 2007 e 2008”.  A coordenadoria do mês coube a Márcia Morais que escolheu o tema e o restaurante. Além dela, estiveram presentes: João, Roberto, Paulo, Bibe, Paulo Morais, Márcia, Flávio, Cecília, Rosely e quem escreve. 

Na vertical, o exemplar da safra 2005 foi escolhido o melhor!

A seguir a descrição e avaliação dos vinhos degustados na ordem descrescente de classificação:

7°. Esporão Reserva 2003 – álcool: 14,5% – uvas: Trincadeira, Aragonez e Cabernet Sauvignon  -  granada brilhante, taninos duros, baixa acidez, final curto e secante. Avaliação: 83/100 pts

 

6°. Esporão Reserva 2002 – álcool: 14,5% – uvas: Trincadeira, Aragonez e Cabernet Sauvignon  -  vermelho rubi com reflexo granada, pouco intenso nos aromas, taninos macios, redondos, pouca fruta, ainda palatável, auge já passou. Avaliação: 85/100 pts.

 

5°. Esporão Reserva 2008 – álcool: 14,5% – uvas: Trincadeira, Aragonez e Cabernet Sauvignon  -  cor profunda, nariz fechado, taninos presentes, final secante. Avaliação: 86/100 pts.

 

4°. Esporão Reserva 2004 – álcool: 14,5% – uvas: Trincadeira, Aragonez e Cabernet Sauvignon  - violáceo com halo granada em formação, muito macio, madeira aparecendo, final longo, intenso. Avaliação: 87,5/100 pts.

 

3°. Esporão Reserva 2007 – álcool: 14,5% – uvas: Trincadeira, Aragonez e Cabernet Sauvignon  -  violáceo intenso, frutado, rico e profundo no paladar. Avaliação: 88/100 pts.

 

2°. Esporão Reserva 2006 – álcool: 14,5% – uvas: Trincadeira, Aragonez e Cabernet Sauvignon  - violáceo sem halo, aromas complexos, macio, denso e redondo. Avaliação: 88,5/100 pts.

 

1°. Esporão Reserva 2005 – álcool: 14,5% – uvas: Trincadeira, Aragonez e Cabernet Sauvignon - violáceo com leve halo, aromas complexos, rico, denso e aveludado no paladar. Avaliação: 89/100 pts.+

 

Conclusão

A vertical de Esporão Reserva não foi tão óbvia quanto se pode supor. Para que o leitor possa ter idéia, os quatro primeiros colocados eram vinhos praticamente idênticos  entre si e o julgamento foi extremamente difícil, sendo resultado de uma média aritmética, eis que os vinhos da safras 05, 06, 07  tinham mais semelhanças do que diferenças entre si. À partir do 2004, 2002 e 2003 as coisas começaram a mudar e aqui tivemos vinhos produzidos em safras mais difíceis como 2002 e 2003, por exemplo. O 2004 ficou num meio termo e se mostrou um vinho fresco que ainda pode supor tar mais algum tempo; já os vinhos 2003 e 2002 deram sinais de declínio. Um vinho que despertou curiosidade foi o 2008, por seu desempenho abaixo do esperado, última safra disponível para venda no mercado brasileiro. Ficou na 5a. colocação. Não exibiu a fruta esperada desse vinho. Para tirar essa dúvida, será necessário provar outro exemplar dessa safra, fato que não foi possível na noite da degustação. Enfim, o Esporão Reserva confirmou sua fama e exibiu bom desempenho sob a perspectica do tempo, principalmente o exemplar da safra 2005, o  que mais se destacou, na acirradíssima disputa. Sinal de que a qualidade realmente é constante. E nenhuma garrafa estava defeituosa.

Primeiras impressões – Vertical de Esporão Reserva (2002-2008) na Confraria Vinho & Boa Cia

 Na noite de 26.04, a confraria “Vinho & Boa Cia. se reuniu para degustar  “Vertical de Esporão Reserva safras 2002, 2003, 2004, 2005, 006, 2007 e 2008”. Os confrades se reuniram no Dressing (serviço do vinho digno de menção sob o comando da sempre atenta Sommeliére Júlia), sito à  Rua Amauri, 327 – Itaim Bibi /  São Paulo, (0xx)11 3167-5347. A coordenadoria do mês coube a Márcia Morais que escolheu o tema e o restaurante. Além dela, estiveram presentes: João, Roberto, Paulo, Bibe, Paulo Morais, Márcia, Flávio e quem escreve.

Desta vez não houve nenhuma ausência

 A seguir a relação dos vinhos degustados:

Esporão Reserva 2002 – álcool: 14,5% – uvas: Trincadeira, Aragonez e Cabernet Sauvignon

Esporão Reserva 2003 – álcool: 14,5% – uvas: Trincadeira, Aragonez e Cabernet Sauvignon

Esporão Reserva 2004 – álcool: 14,5% – uvas: Trincadeira, Aragonez e Cabernet Sauvignon

Esporão Reserva 2005 – álcool: 14,5% – uvas: Trincadeira, Aragonez e Cabernet Sauvignon

Esporão Reserva 2006 – álcool: 14,5% – uvas: Trincadeira, Aragonez e Cabernet Sauvignon

Esporão Reserva 2007 – álcool: 14,5% – uvas: Trincadeira, Aragonez e Cabernet Sauvignon

Esporão Reserva 2008 – álcool: 14,5% – uvas: Trincadeira, Aragonez e Cabernet Sauvignon

 

Confraria é coisa séria e nesta imagem temos uma prova disso, eis que a Coordenadora do mês, Márcia Morais, elaborou uma ficha técnica simplificada e presenteou a todos com uma garrafinha de chocolate. Para que uma Confraria tenha viabilidade, as reuniões devem ser mensais e o mais importante: que todos compareçam e que cheguem sempre no horário marcado para não haver atraso.

Nenhum vinho apresentou defeito.

Oportunamente, divulgaremos  o ranking dessa degustação e algumas informações que julgamos relevantes sobre esse consistente vinho Alentejano, cuidadosamente armazenado ao longo dos anos na adega de quem escreve estas linhas.

Pinot Noir do Novo Mundo na Confraria Vinho & Boa Cia.

Na noite de 23.03, a confraria “Vinho & Boa Cia. se reuniu para degustar  “Pinot Noir do Novo Mundo”. Os confrades se reuniram no North Grill Vila Nova Conceição (serviço do vinho digno de menção, cozinha idem), sito à  Rua Jacques Félix, 365 – Moema / Ibirapuera  São Paulo, (0xx)11 3044-4885. A coordenadoria do mês coube a Rosely Zambaldi que escolheu o tema e o restaurante. Além dela, estiveram presentes: Paulo e Bibe, Paulo Morais e Márcia, Flávio e quem escreve.  

 

A seguir a descrição e avaliação dos vinhos na ordem decrescente de classificação:

5° lugar – Pegasus Bay 2009 - álcool: 13,5% – região: Canterbury – importado por Premium Wines – preço: R$ 220 (essa garrafa curiosamente foi trazida da Nova Zelândia por Rosely) – cor típica sem muita concentração mas com bom brilho. Aromas unidimensionais com uma forte nota de geléia de frutas vermelhas dominando o conjunto. Na boca taninos evidentes, boa acidez, madeira encobrindo um pouco a fruta e final limpo e persistente. Avaliação: 87/100 pts.

 

 

4° lugar – Cloudy Bay 2007 – alcool: 14% – região: Malborough (NZ) – importado por LVMH – preço médio: R$ 130 – vermelho rubi intenso, brilhante. Média complexidade olfativa, álcool generoso. Na boca um pouco melhor, razoavelmente estruturado e com alguma expressão de fruta. Persistente e de final complexo. Avaliação: 88/100 pts.

 

 

3° lugar – Casa Marin Litoral Pinot Noir 2006 – região: Vale San Antonio  – álcool: 15% – importador: Vinea – preço: R$ 180 – Cor típica com halo granada em formação. Fechado nos aromas, depois de algum tempo na taça exibiu os típicos aromas de alguns tintos chilenos com leve fruta em compota (goiabada). Na boca um degrau a mais com a expressão de fruta assumindo o papel de protagonista ao lado da boa acidez e de taninos de fina textura. Vinho gostoso no auge da evolução. Avaliação: 88,5/100 pts.

 

 

2° lugar – Sea Smoke Southing Pinot Noir 2006 – região: Santa Barbara County/California – álcool: 14,7% – sem importador - US$ 120 – Vermelho rubi intenso com alguma profundidade. Aromas que não remetem à casta com fruta em compota. Depois de algum tempo sugestões tostadas. Na boca perfil diametralmente oposto ao sinalizado pelo nariz, eis que exibiu taninos macios e frescor dignos de um vinho da Borgonha.  Acidez gastronômica. Seu sabor concentrado evoca um bom Pommard. Final persistente, sem arestas. Avaliação: 89/100 pts.

 

 

Confraria reunida no North Grill Vila Nova

 

1° lugar – Greywacke Pinot Noir 2009 – região: Malborough - álcool: 14% – Casa Flora – R$ 132,91 – o vencedor da peleja foi o que teve tipicidade mais próxima de um vinho da Borgonha, p. ex. Savigny-les-Beaune. A boa tipicidade começou na cor esmaecida, brilhante com halo granada nas bordas. Nos aromas morangos e cerejas em profusão sobre notas de especiarias. Na boca taninos macios e todos elementos em sintonia: fruta, madeira, álcool, acidez e taninos. Logo, termina remetendo o degustador às sensações olfativas iniciais. Delicioso por preço relativamente acessível! Avaliação: 90/100 pts.+

Sul da Itália na Confraria Vinho & Boa Cia: Don Antonio Nero D’Ávola ganhou de ponta a ponta

Na noite de 29 de fevereiro de 2.012, a Confraria Vinho & Boa Cia   se reuniu pela primeira vez neste ano para degustação de vinhos do Sul da Itália. Os vinhos levados foram os seguintes: Don Antonio Nero D’Ávola safras 2005 e 2006 (totalizando três garrafas), Tenute delle Terre Nere Etna Rosso Santo Spirito 2008, Harmonium Firriato Nero D’Ávola 2007 e Passo Delle Mule IGT 2007. O local escolhido foi o novo restaurante Mangiare, estabelecido na  Avenida Imperatriz Leopoldina n° 681, Vila Leopoldina, São Paulo, telefone: (11) 3034- 7054. Vila Leopoldina – São Paulo. 

Sobre o Sul da Itália 

O propalado potencial vitícola do Sul da Itália foi comprovado, uma vez que livre de diversas restrições legais sobre uvas permitidas que pesam principalmente sobre outras regiões italianas, o vinhateiros estão sabendo explorar o potencial da região que deu um enorme salto qualitativo.  O único “senão” é que aqui no Brasil alguns “agentes de mercado” praticam preços exagerados para esses vinhos os quais ao menos em tese deveriam ser mais baratos do que os de outras regiões vinícolas italianas. 

Tenute Delle Terre Nere elaborado somente com Nerelo Mascalese

A seguir a descrição e avaliação dos vinhos degustados:

6° lugar – Don Antonio Nero D’Ávola IGT 2005 (14% álcool – Expand – R$ 148) – Vermelho rubi intenso com nítido halo granada. Aromas herbáceos, fruta cozida sobre leve oxidação. Boca que subscreve integralmente o olfato, taninos um pouco rústicos, acidez elevada e sobra de álcool. Persistente, seu auge já passou. Levado pelo Paulo Guerrra. Avaliação: 86/100 pts.   

 

5° lugar – Don Antonio Nero D’Ávola IGT 2006 (14% álcool – Ravin – R$ 188) – Vermelho rubi intenso e concentrado, nariz com  frutas negras e chocolate. Boca que subscreve o olfato, taninos finos, fruta presente, madeira na medida, bom equilíbrio gustativo e persistência média. Vinho com boa sobrevida  pela frente.  Um “Supersiciliano” levado por quem escreve essas linhas. Avaliação: 87/100 pts.  

 4° lugar – Harmonium Firriato Nero D’Ávola 2007 (15% álcool – Expand – R$ 198) – vermelho rubi intenso. Nos aromas boa complexidade com notas de cereja, ameixa, amora, fumo, especiarias, noz moscada sobre uma sugestão de chocolate. No paladar é potente, elegante e com taninos vivos e álcool sobrando. Possui alguma harmonia entre fruta e madeira e termina persistente. Levado por Paulo Morais. Avaliação: 87,5/100 pts.

 

 

3° lugar - Tenute delle Terre Nere Etna Rosso Santo Spirito 2008 (14% álcool – Mistral – US$ 89,90) - vermelho rubi de média intensidade. Aromas terrosos, notas herbáceas e frutas negras. Na boca é potente, taninos vigorosos, um pouco ásperos, acidez plena, acento mineral, persistente, alcoólico e encorpado. Avaliação: 88/100 pts.

 

2° lugar -  Passo Delle Mule IGT 2007 (14% álcool – Bruck – R$ 89) – vermelho rubi intenso. Aromas finos com notas de especiarias, fruta em compota sobre uma nota defumada. Na boca apresentou discreta sobra de álcool, taninos de qualidade muito boa, acidez nitidamente gastronômica e final longo, complexo. Destacou-se na relação preço-qualidade e pode até ser encontrado em alguns supermercados de SP. Avaliação: 89/100 pts.+ 

 

 

1° lugar - Don Antonio Nero D’Ávola IGT 2006 (14% álcool – Ravin/Ville du Vin – R$ 188) – Vermelho rubi intenso, concentrado, nariz com notas lácteas, madeira fina, frutas negras e chocolate,  tudo muito elegante. Boca subscrevendo integralmente o olfato, taninos muito finos, fruta em profusão, madeira na medida, perfeito equilíbrio do tripé álcool, acidez e taninos, longo, profundo e de estilo francês com muita elegância,  força e ainda com muitos anos de vida pela frente.  Um “Supersiciliano” levado pelo Confrade Roberto. Avaliação: 90/100 pts.+  

Nebbiolos na Confraria

Nebbiolos e Barolos degustados na noite de sexta, 20.04

A Confraria do Mendez reuniu-se no North Vila Nova para degustar  vinhos elaborados com a cepa piemontesa Nebbiolo. A reunião ocorreu na noite de 20 de abril e contou com a participação de nove integrantes. A seguir os vinhos que participaram da degustação:

Vilasar Nebbiolo Carrau (Uy) 2000 – álcool: 13,5% – importador: Vinhos do Mundo

Barolo Tenuta Rocca DOCG 2003 – álcool: 14% -  Épice

Langhe Nebbiolo Vietti Perbacco DOC 2008 – álcool: 14% – Mistral

Nebbiolo d’AlbaValmaggiore DOC 2007 – álcool: 13,5% – Mistral

Nebbiolo d’Alba Prunotto Occhetti DOC 2007 – álcool: 13,5% –  Winebrands

Langhe Bricco Manzoni DOC 2000 – álcool: 14% – Interfood 

Langhe Nebbiolo Borgogno DOC 2008 – álcool: 13,5% – Bruck

Barolo “Antiche Cantine dei Marchesi di Barolo” DOCG 2004 – álcool: 14% -Magna Import

Barolo Renato Ratti Conca DOCG 2007 – álcool: 15% – Expand

 

Importador por Interfood, o Bricco manzoni 2000 foi o vencedor da degustação

Primeiras impressões: Pinot Noir do Novo Mundo na Confraria

 

 

Na noite de 23.03, a confraria se reuniu para degustar  “Pinot Noir do Novo Mundo” Confraria. Os confrades se reuniram no North Grill Vila Nova Conceição (serviço do vinho digno de menção, cozinha idem), sito à  Rua Jacques Félix, 365 – Moema / Ibirapuera  São Paulo, (0xx)11 3044-4885. A coordenadoria do mês coube a Rosely Zambaldi que escolheu o tema e o restaurante. Além dela, estiveram presentes: Paulo e Bibe, Paulo Morais e Márcia, Flávio e quem escreve.  Abaixo o menu da noite:

Couvert

Pães, manteiga e patês

 

Entrada

Salada Vila Nova (folhas verdes, shimeji , shitake e salmão defumado) ou Salada Caprese

 

Prato Principal

 

Peito de Pato Grelhado (magret de canard) servido com o próprio molho (agridoce), acompanha risotto de funghi porcini ou

Raviólis recheados com mussarela de búfala e tomate fresco ou

Medalhão de Filet Grelhado com molho rôti, acompanha purê de batatas  

 

Sobremesa

Creme-brûlée ou frutas da estação

 

Bebidas

Águas e café

 Os vinhos degustados:

Greywacke Pinot Noir 2009 – região: Malborough - álcool: 14% – Casa Flora – R$ 132,91

Sea Smoke Southing Pinot Noir 2006 – região: Santa Barbara County California – álcool: 14,7% – sem importador - US$ 120  

Casa Marin Litoral Pinot Noir 2006 – região: Vale San Antonio – álcool: 15% – importador: Vinea – preço: R$ 180

Cloudy Bay 2007 – alcool: 14% – região: Malborough – importado por LVMH – preço médio: R$ 130

Pegasus Bay 2009 - álcool: 13,5% – região: Canterbury – importado por Premium Wines – preço: R$ 220

Greywacke - o grande destaque da degustação, importado por Casa Flora

 

Os confrade se reuniram no North Vila Nova para degustar Pinots do Novo Mundo.

 Nos próximos dias: a descrição, avaliação e o ranking dos vinhos degustados.

Paulo Iasz (Bela Sintra), David Baverstock (Diretor de Enologia - Esporão), Paulo Guerra, Jeriel e Flavio Siqueira no North Vila Nova.

Bordeaux – Margem esquerda na Confraria – resultado: Château Duhart-Milon Rothschild 2000 venceu a peleja

O tema escolhido pelo Coordenador da Confraria para a última reunião de 2.011 foi  Bordeaux - Margem Esquerda e os confrades não deixaram por menos. Isso pôde ser notado pela acirrada peleja dos vinhos escolhidos criteriosamente por  Paulo Guerra, Flávio Siqueira e Rosely, tanto é que houve um rigoroso equilíbrio nas notas atribuídas, havendo pequenas diferenças de pontuação. É bom lembrar que na margem esquerda pontifica a Cabernet Sauvignon, onde o solo é composto basicamente por cascalho. Margaux, Pauillac, Saint-Estéphe e Saint-Julién, no Médoc e mais ao sul em Graves são regiões cujo terroir possibilita a expressão máxima desta cepa. Os vinhos são sólidos, complexos, firmes e têm excelente potencial de envelhecimento, principalmente nos melhores château.

Vinhos Bordeaux da margem esquerda

Os rios Garonne e Dordogne cortam Bordeaux em sentido noroeste rumo ao  Atlântico, dividindo a região em três segmentos: a oeste do Garonne ficam os vinhedos da margem esquerda de Médoc, Graves e Sauternes; a leste do Dordogne fica a área da margem direita, incluindo St-Émilion, Pomerol e Fronsac; no meio fica a faixa de terra chamada “entre-deux-mers”, literalmente “entre dois mares”.

Duhart-Milon 2000: o campeão da peleja, foi adquirido em 2003 e conservado na adega climatizada desde então.

Chateau Duhart-Milon Rothschild 2000 – Domaine Barons de Rothschild (Lafite) – Quatrième Grand Cru Classé - Vizinho do  Château Lafite, sob mesma direção. Maior precisão à partir de 2002; melhora constante da qualidade e reputação. Segundo rótulo: Moulin de Duhart. A safra 2000 recebeu 3 estrelas na Decanter de julho de 2005 (15,25/20), com a descrição ” buque concentrado e potente, frutas escuras e cedro, alta porcentagem de CS, amadurecerá bem nos próximos 5-15 anos, preço £30. Avaliações: 90/100 RP (30.04.2003)  e WS 89/91 – 28.04.2011, Decanter 4/5 – 28.09.2011, 16/20 Bettane et    Dessauve . Jean-Marc Quarin© 15.5-16/20 – 87-89/100 – Intternational Wine Cellar© e

 

Análise organoléptica - vermelho rubi com reflexo violáceo com discreto halo granada. Nariz fino e aberto com notas de especiarias, frutas vermelhas e negras, couro, tabaco sobre notas balsâmicas. Na boca taninos presentes de textura finíssima, acidez conferindo frescor, madeira e fruta plenamente integradas e muita fruta tornando esse vinho singular, concentrado e sobretudo prazeroso. Álcool elevado sem incomodar conferindo maciez. Fim-de-boca com ligeiro dulçor. Longo, profundo, ainda vai evoluir na garrafa nos próximos cinco/dez anos.Tornou-se campeão da degustação logo no início abrindo larga vantagem sobre os outros vinhos, também Bordeaux da margem esquerda. Avaliação: 93/100 pts.++ 

 

Pauillac - margem esquerda

Château Hautes-Bages Libéral, Cinquième Cru menos conhecido de Pauillac, de 28 ha (vizinho à Latour), do mesmo plantel de La Gurge. Os resultados são excelentes, cheios de vigor (Hugh Johnson). Análise organoléptica – safra 2003: vermelho rubi intenso brilhante com halo granada. Aromas típicos com notas de frutas negras, especiarias sobre um fundo herbáceo que domina o conjunto. Taninos presentes de qualidade muito boa, vinho macio, equilibrado, persistente e de final longo, sem arestas com toques de caramelo. Avaliação: 89/100 pts.

Champagne servido antes da degustação

Hugh Johnson assim define o Champagne acima: “barato e com sabor à altura do preço”.


Château Smith-Haut Lafite  Pessac-Leógnan

“Não se fez economia para melhorar essa antiga propriedade desde sua aquisição por Florence e Daniel Cathiard, em 1990. Reestruturou-se todo o vinhedo, reduziram-se as safras e aplicaram-se métodos orgânicos. As adegas foram renovadas e os novos tanques de fermentação de madeira foram introduzidos e foi montada uma tanoaria que fornece 50% dos barris. O aromático Sauvignon Blanc do château foi o primeiro a se beneficiar, mas desde 1994 o vinho tinto, mistura tradicional de Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Merlot, adquiriu densidade, corpo e fineza “. Adega Veja do Vinho – volume 2 – Análise organoleptica do exemplar da safra 2003: vermelho rubi com halo granada. Aromas abertos de média intensidade e destacada complexidade com sugestões de café torrado, fruta madura, mentol sobre leve herbáceo. Na boca praticamente confirmou as sensações olfativas. Exibiu taninos pulsantes, sedosos e macios. O conjunto é elegante e encontra sustentação na fruta e na madeira integradas. Profundo, instigante, persistente, deixa uma nota de chocolate no fim-de-boca limpo, sem arestas e com grande possibilidade de evolução na garrafa. Avaliação: 91/100 pts.+    Château Larrivet-Haut-Brion Pessac-Léognan 2000 – propriedade em Léognan com padrões perfeccionistas, com consultoria de Michel Rolland. Vinho tinto rico e moderno. Também produz 4.500 garrafas de um branco fino, fermentado em barril. Novas instalações em 1999 (Hugh Johnson). Análise organoléptica: o vice-campeão da degustação mostrou porque a safra 2.000 é considerada uma das melhores de Bordeaux. Apresentou linda cor violácea brilhante com leve halo de envelhecimento. Aromas clássicos com sous-bois, couro, frutas negras em compota sobre notas de vermute. Na boca taninos poderosos, polidos e de textura finíssima. Denso, profundo, estruturado com camadas e camadas de sabores. Ainda vai ganhar complexidade. Só perdeu para o Duhart-Milon na persistência gustativa mas ganhou na complexidade dos aromas. Vinho que só tende a ganhar refinamento com o tempo. Avaliação: 92/100 pts.++ 

 

O ranking da degustação:

Château Hautes-Bages Libéral 2003 Pauillac - Avaliação: 89/100 pts. – Flávio 

Château Smith-Haut Lafite  2003 Pessac Leógnan – Avaliação: 91/100 pts. – Paulo

Château Larrivet-Haut-Brion 2000 Pessac-Léognan - Avaliação: 92/100 pts. – Rosely

Chateau Duhart-Milon Rothschild 2000 Pauillac – Avaliação: 93/100 pts. – Jeriel

PONTUAÇÕES – ROBERT PARKER e WINE SPECTATOR

Château Hautes-Bages Libéral 2003 Pauillac -  87/100 pts. RP e 91/100 pts. WS 

Château Smith-Haut Lafite  2003 Pessac Leógnan - 92/100 pts. RP e 93/100 pts. WS 

Château Larrivet-Haut-Brion 2000 Pessac-Léognan - 90/100 pts. RP e 91/100 pts. WS 

Chateau Duhart-Milon Rothschild 2000 Pauillac - 90/100 pts. RP e 90/100 pts. WS 

Resultado da degustação de Alentejanos na Confraria

Os vinhos Alentejanos fizeram bonito na reunião da Confraria realizada em 25.10.2011. Estiveram presentes: Paulo Morais e Márcia (Coordenadores do mês), Paulo, Bibe, Cláudio, esposa, Flávio, Cecília, Jeriel e Núbia. A seguir a lista dos vinhos degustados, no  restaurante Trindade, da Rua Amauri, SP.

Lista dos vinhos degustados na ordem decrescente de preferências:

Scancio Reserva 2008 – Vinissimo 

Cartuxa 2006 – Adega Alentejana

Cortes de Cima Reserva 2003 – Adega Alentejana

Quinta do Carmo Reserva  2005 – Mistral 

Esporão Garrafeira 2001 – Qualimpor

  
 

Na foto acima o placar. O primeiro colocado foi o Esporão Garrafeira 2001

 Scancio Reserva VRA 2008 - 5° lugar

 

 

 

Cartuxa 2006 ficou em 4° lugar

 

Cortes de Cima Syrah 2003 ficou em 3° lugar na ordem de preferências

 

 

Quinta do Carmo Reserva 2005, o segundo na ordem de preferências

 

 

O campeão da peleja ainda tem muita vida na garrafa pela frente

 

O Casal Paulo e Márcia foram os anfitriões do mês. não deixaram por menos. Escolheram o Trindade, localizado nos Itaim-Bibi, na Rua Amauri.

 

O delicioso Quinta da Bacalhôa 2008 foi oferecido pelos anfitriões como vinho do jantar.

Alentejanos na Confraria – primeiras impressões

Os vinhos Alentejanos fizeram bonito na reunião da Confraria de ontem. Estiveram presentes: Paulo Morais e Márcia (Coordenadores do mês), Paulo, Bibe, Cláudio, esposa, Flávio, Cecília, Jeriel e Núbia. A seguir a lista dos vinhos degustados, no badalado restaurante Trindade, da Rua Amauri, SP.

Lista dos vinhos degustados:

Cortes de Cima Reserva 2003 – Adega Alentejana

Quinta do Carmo Reserva  2005 – Mistral

Cartuxa 2006 – Adega Alentejana

Scancio Reserva 2008 – Vinissimo

Esporão Garrafeira 2001 – Qualimpor

 

Os vinhos Alentejanos deram um show na degustação porque esbanjaram tipicidade

 

Ao casal Paulo Morais e Márcia coube a coordenação do mês. Não deixaram por menos. Escolheram Trindade da Rua Amauri para a realização do encontro, que foi muito legal.

 MATÉRIA COMPLETA EM NOVEMBRO.

Resultado da degustação de vinhos do Rhône na Confraria

Na noite de 13 de setembro a Confraria se reuniu para degustar, às cegas,  seis vinhos do Rhône. O coordenador do mês foi o João. Estiveram presentes, além de quem escreve essas linhas, Paulo, Bibe, Flávio, Cecília, Silvia e Rosely. Abaixo a lista dos vinhos degustados:

Châteauneuf-du-pape Clefs des Papes Gigognan 2006 – 14,5% álcool: Interfood – R$ 140,90

Châteauneuf-du-pape Domaine de Janasse Vieillles Vignes 2004 – 14% álcool – sem importador

Châteauneuf-du-pape Château Cabrières 2007 – 14,5% álcool - sem importador

Châteauneuef-du-pape  La Bernardine 2008 – 14% álcool – Mistral – R$ 214,60

Crozes-Hermitage Jean-Luc Colombo “La Tuiliere” 2008 – 13% álcool – Decanter  (que importa o “Lee Fées Brunes” – R$ 174,20)

Château de La Gardine Côtes-du-Rhône Villages 2006 – 14% álcool – Decanter – R$ 103,95

 

A degustação teve tema livre dentro do Rhône: 4 Chateauneuf-du-pape foram levados pelos Confrades

Sobre o Vale do Rhône: É uma região produtora francesa de grande disparidade climática. Enquanto que o Norte é mais frio (clima temperado de influência continental com bruscas mudanças de temperaturas) e uma única cepa responde por sua produção (Syrah), o Sul é quente, fértil e nele pontificam diversas castas como a própria Syrah, Grenache, Mouvèrdre, etc. No Norte o solo é predominantemente rochoso e por conta do declive e da erosão, são necessários terraços de rocha e estacas de madeira para as treliças. A Syrah, como supramencionado, é a cepa protagonista e o seu cultivo se dá nos cinco “Crus”, a saber:  Côte-Rôtie, Hermitage, Cornas, St-Joseph  e Crozes-Hermitage. Ela apresenta nuances específicas de acordo com a denominação. Na ala das brancas, as principais uvas são a Viognier, Marsanne e Roussanne.  Já o Sul do Rhône responde por 95% da produção e a principal apelação é Châteauneuf-du-Pape, seguida por Gigondas, Vacqueyras, Tavel, Lirac e em nível de produção Cotes-du-Rhône e Cotes-du-Rhône Villages se destacam, assim como Cotes-de-Ventoux. Os vinhos são marcados pelo estilo vigoroso, cálido e se assemelham aos do Languedoc-Roussilon e Provence do que propriamente aos elegantes vinhos do Norte. O clima é mediterrâneo e os verões são secos, quentes e os invernos chuvosos. A Grenache é a base dos tintos em parceria com diversas outras uvas (supracitadas). Os brancos tem menor participação e costumam ser cheios e frutados.

Nesta foto os vinhos na ordem de classificação da esquerda para direita; abaixo o nome completo dos vinhos degustados:

1° lugar – Châteauneuf-du-pape Château Cabrières 2007 – 14,5% álcool - sem importador – Flávio

2° lugar – Châteauneuf-du-pape Domaine de Janasse Vieillles Vignes 2004 – 14% álcool – sem importador – Rosely

3° lugar – Crozes-Hermitage Jean-Luc Colombo “La Tuiliere” 2008 – 13% álcool – Decanter  (que importa o “Lee Fées Brunes” – R$ 174,20) – Paulo Guerra

4° lugar – Châteauneuf-du-pape Clefs des Papes Gigognan 2006 – 14,5% álcool: Interfood – R$ 140,90 - João

5° lugar – Châteauneuef-du-pape  La Bernardine 2008 – 14% álcool – Mistral – R$ 214,60 – Mistral – Silvia

6° lugar –  Château de La Gardine Côtes-du-Rhône Villages 2006 – 14% álcool – DecanterR$ 103,95 – Jeriel

 

O campeão da degustação não conta com importador no Brasil

 

Joõ, coordenador do mês, lado direito da foto

Respectivamente os 1° e 2° lugares

 

Champagne levado pelo coordenador João

 

Tokay levado pelo Coordenador do Mês, João