Category Archives: Confraria

Primeiras impressões: Pinot Noir do Novo Mundo na Confraria

 

Na noite de 23.03, a confraria se reuniu para degustar  “Pinot Noir do Novo Mundo” Confraria. Os confrades se reuniram no North Grill Vila Nova Conceição (serviço do vinho digno de menção, cozinha idem), sito à  Rua Jacques Félix, 365 – Moema / Ibirapuera  São Paulo, (0xx)11 3044-4885. A coordenadoria do mês coube a Rosely Zambaldi que escolheu o tema e o restaurante. Além dela, estiveram presentes: Paulo e Bibe, Paulo Morais e Márcia, Flávio e quem escreve. 

Na foto acima: Peito de Pato Grelhado (magret de canard) servido com o próprio molho (agridoce), acompanha risotto de funghi porcini Raviólis recheados com mussarela de búfala e tomate fresco do North Vila Nova.

 Os vinhos degustados:

Greywacke Pinot Noir 2009 – região: Malborough - álcool: 14% – Casa Flora – R$ 132,91

Sea Smoke Southing Pinot Noir 2006 – região: Santa Barbara County California – álcool: 14,7% – sem importador - US$ 120  

Casa Marin Litoral Pinot Noir 2006 – região: Vale San Antonio – álcool: 15% – importador: Vinea – preço: R$ 180

Cloudy Bay 2007 – alcool: 14% – região: Malborough – importado por LVMH – preço médio: R$ 130

Pegasus Bay 2009 - álcool: 13,5% – região: Canterbury – importado por Premium Wines – preço: R$ 220

Greywacke – o grande destaque da degustação, importado por Casa Flora

 

Os confrade se reuniram no North Vila Nova para degustar Pinots do Novo Mundo.

 Nos próximos dias: a descrição, avaliação e o ranking dos vinhos degustados.

Paulo Iasz (Bela Sintra), David Baverstock (Diretor de Enologia – Esporão), Paulo Guerra, Jeriel e Flavio Siqueira no North Vila Nova.

Bordeaux – Margem esquerda na Confraria – resultado: Château Duhart-Milon Rothschild 2000 venceu a peleja

O tema escolhido pelo Coordenador da Confraria para a última reunião de 2.011 foi  Bordeaux - Margem Esquerda e os confrades não deixaram por menos. Isso pôde ser notado pela acirrada peleja dos vinhos escolhidos criteriosamente por  Paulo Guerra, Flávio Siqueira e Rosely, tanto é que houve um rigoroso equilíbrio nas notas atribuídas, havendo pequenas diferenças de pontuação. É bom lembrar que na margem esquerda pontifica a Cabernet Sauvignon, onde o solo é composto basicamente por cascalho. Margaux, Pauillac, Saint-Estéphe e Saint-Julién, no Médoc e mais ao sul em Graves são regiões cujo terroir possibilita a expressão máxima desta cepa. Os vinhos são sólidos, complexos, firmes e têm excelente potencial de envelhecimento, principalmente nos melhores château.

Vinhos Bordeaux da margem esquerda

Os rios Garonne e Dordogne cortam Bordeaux em sentido noroeste rumo ao  Atlântico, dividindo a região em três segmentos: a oeste do Garonne ficam os vinhedos da margem esquerda de Médoc, Graves e Sauternes; a leste do Dordogne fica a área da margem direita, incluindo St-Émilion, Pomerol e Fronsac; no meio fica a faixa de terra chamada “entre-deux-mers”, literalmente “entre dois mares”.

Duhart-Milon 2000: o campeão da peleja, foi adquirido em 2003 e conservado na adega climatizada desde então.

Chateau Duhart-Milon Rothschild 2000 – Domaine Barons de Rothschild (Lafite) – Quatrième Grand Cru Classé - Vizinho do  Château Lafite, sob mesma direção. Maior precisão à partir de 2002; melhora constante da qualidade e reputação. Segundo rótulo: Moulin de Duhart. A safra 2000 recebeu 3 estrelas na Decanter de julho de 2005 (15,25/20), com a descrição ” buque concentrado e potente, frutas escuras e cedro, alta porcentagem de CS, amadurecerá bem nos próximos 5-15 anos, preço £30. Avaliações: 90/100 RP (30.04.2003)  e WS 89/91 – 28.04.2011, Decanter 4/5 – 28.09.2011, 16/20 Bettane et    Dessauve . Jean-Marc Quarin© 15.5-16/20 – 87-89/100 – Intternational Wine Cellar© e

 

Análise organoléptica - vermelho rubi com reflexo violáceo com discreto halo granada. Nariz fino e aberto com notas de especiarias, frutas vermelhas e negras, couro, tabaco sobre notas balsâmicas. Na boca taninos presentes de textura finíssima, acidez conferindo frescor, madeira e fruta plenamente integradas e muita fruta tornando esse vinho singular, concentrado e sobretudo prazeroso. Álcool elevado sem incomodar conferindo maciez. Fim-de-boca com ligeiro dulçor. Longo, profundo, ainda vai evoluir na garrafa nos próximos cinco/dez anos.Tornou-se campeão da degustação logo no início abrindo larga vantagem sobre os outros vinhos, também Bordeaux da margem esquerda. Avaliação: 93/100 pts.++ 

 

Pauillac - margem esquerda

Château Hautes-Bages Libéral, Cinquième Cru menos conhecido de Pauillac, de 28 ha (vizinho à Latour), do mesmo plantel de La Gurge. Os resultados são excelentes, cheios de vigor (Hugh Johnson). Análise organoléptica – safra 2003: vermelho rubi intenso brilhante com halo granada. Aromas típicos com notas de frutas negras, especiarias sobre um fundo herbáceo que domina o conjunto. Taninos presentes de qualidade muito boa, vinho macio, equilibrado, persistente e de final longo, sem arestas com toques de caramelo. Avaliação: 89/100 pts.

Champagne servido antes da degustação

Hugh Johnson assim define o Champagne acima: “barato e com sabor à altura do preço”.


Château Smith-Haut Lafite  Pessac-Leógnan

“Não se fez economia para melhorar essa antiga propriedade desde sua aquisição por Florence e Daniel Cathiard, em 1990. Reestruturou-se todo o vinhedo, reduziram-se as safras e aplicaram-se métodos orgânicos. As adegas foram renovadas e os novos tanques de fermentação de madeira foram introduzidos e foi montada uma tanoaria que fornece 50% dos barris. O aromático Sauvignon Blanc do château foi o primeiro a se beneficiar, mas desde 1994 o vinho tinto, mistura tradicional de Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Merlot, adquiriu densidade, corpo e fineza “. Adega Veja do Vinho – volume 2 – Análise organoleptica do exemplar da safra 2003: vermelho rubi com halo granada. Aromas abertos de média intensidade e destacada complexidade com sugestões de café torrado, fruta madura, mentol sobre leve herbáceo. Na boca praticamente confirmou as sensações olfativas. Exibiu taninos pulsantes, sedosos e macios. O conjunto é elegante e encontra sustentação na fruta e na madeira integradas. Profundo, instigante, persistente, deixa uma nota de chocolate no fim-de-boca limpo, sem arestas e com grande possibilidade de evolução na garrafa. Avaliação: 91/100 pts.+    Château Larrivet-Haut-Brion Pessac-Léognan 2000 – propriedade em Léognan com padrões perfeccionistas, com consultoria de Michel Rolland. Vinho tinto rico e moderno. Também produz 4.500 garrafas de um branco fino, fermentado em barril. Novas instalações em 1999 (Hugh Johnson). Análise organoléptica: o vice-campeão da degustação mostrou porque a safra 2.000 é considerada uma das melhores de Bordeaux. Apresentou linda cor violácea brilhante com leve halo de envelhecimento. Aromas clássicos com sous-bois, couro, frutas negras em compota sobre notas de vermute. Na boca taninos poderosos, polidos e de textura finíssima. Denso, profundo, estruturado com camadas e camadas de sabores. Ainda vai ganhar complexidade. Só perdeu para o Duhart-Milon na persistência gustativa mas ganhou na complexidade dos aromas. Vinho que só tende a ganhar refinamento com o tempo. Avaliação: 92/100 pts.++ 

 

O ranking da degustação:

Château Hautes-Bages Libéral 2003 Pauillac - Avaliação: 89/100 pts. – Flávio 

Château Smith-Haut Lafite  2003 Pessac Leógnan – Avaliação: 91/100 pts. – Paulo

Château Larrivet-Haut-Brion 2000 Pessac-Léognan - Avaliação: 92/100 pts. – Rosely

Chateau Duhart-Milon Rothschild 2000 Pauillac – Avaliação: 93/100 pts. – Jeriel

PONTUAÇÕES – ROBERT PARKER e WINE SPECTATOR

Château Hautes-Bages Libéral 2003 Pauillac -  87/100 pts. RP e 91/100 pts. WS 

Château Smith-Haut Lafite  2003 Pessac Leógnan - 92/100 pts. RP e 93/100 pts. WS 

Château Larrivet-Haut-Brion 2000 Pessac-Léognan - 90/100 pts. RP e 91/100 pts. WS 

Chateau Duhart-Milon Rothschild 2000 Pauillac - 90/100 pts. RP e 90/100 pts. WS 

Resultado da degustação de Alentejanos na Confraria

Os vinhos Alentejanos fizeram bonito na reunião da Confraria realizada em 25.10.2011. Estiveram presentes: Paulo Morais e Márcia (Coordenadores do mês), Paulo, Bibe, Cláudio, esposa, Flávio, Cecília, Jeriel e Núbia. A seguir a lista dos vinhos degustados, no  restaurante Trindade, da Rua Amauri, SP.

Lista dos vinhos degustados na ordem decrescente de preferências:

Scancio Reserva 2008 – Vinissimo 

Cartuxa 2006 – Adega Alentejana

Cortes de Cima Reserva 2003 – Adega Alentejana

Quinta do Carmo Reserva  2005 – Mistral 

Esporão Garrafeira 2001 – Qualimpor

  
 

Na foto acima o placar. O primeiro colocado foi o Esporão Garrafeira 2001

 Scancio Reserva VRA 2008 - 5° lugar

 

 

 

Cartuxa 2006 ficou em 4° lugar

 

Cortes de Cima Syrah 2003 ficou em 3° lugar na ordem de preferências

 

 

Quinta do Carmo Reserva 2005, o segundo na ordem de preferências

 

 

O campeão da peleja ainda tem muita vida na garrafa pela frente

 

O Casal Paulo e Márcia foram os anfitriões do mês. não deixaram por menos. Escolheram o Trindade, localizado nos Itaim-Bibi, na Rua Amauri.

 

O delicioso Quinta da Bacalhôa 2008 foi oferecido pelos anfitriões como vinho do jantar.

Alentejanos na Confraria – primeiras impressões

Os vinhos Alentejanos fizeram bonito na reunião da Confraria de ontem. Estiveram presentes: Paulo Morais e Márcia (Coordenadores do mês), Paulo, Bibe, Cláudio, esposa, Flávio, Cecília, Jeriel e Núbia. A seguir a lista dos vinhos degustados, no badalado restaurante Trindade, da Rua Amauri, SP.

Lista dos vinhos degustados:

Cortes de Cima Reserva 2003 – Adega Alentejana

Quinta do Carmo Reserva  2005 – Mistral

Cartuxa 2006 – Adega Alentejana

Scancio Reserva 2008 – Vinissimo

Esporão Garrafeira 2001 – Qualimpor

 

Os vinhos Alentejanos deram um show na degustação porque esbanjaram tipicidade

 

Ao casal Paulo Morais e Márcia coube a coordenação do mês. Não deixaram por menos. Escolheram Trindade da Rua Amauri para a realização do encontro, que foi muito legal.

 MATÉRIA COMPLETA EM NOVEMBRO.

Resultado da degustação de vinhos do Rhône na Confraria

Na noite de 13 de setembro a Confraria “Vinho & Boa Cia.” se reuniu para degustar, às cegas,  seis vinhos do Rhône. O coordenador do mês foi o João. Estiveram presentes, além de quem escreve essas linhas, Paulo, Bibe, Flávio, Cecília, Silvia e Rosely. Abaixo a lista dos vinhos degustados:

Châteauneuf-du-pape Clefs des Papes Gigognan 2006 – 14,5% álcool: Interfood – R$ 140,90

Châteauneuf-du-pape Domaine de Janasse Vieillles Vignes 2004 – 14% álcool – sem importador

Châteauneuf-du-pape Château Cabrières 2007 – 14,5% álcool - sem importador

Châteauneuef-du-pape  La Bernardine 2008 – 14% álcool – Mistral – R$ 214,60

Crozes-Hermitage Jean-Luc Colombo “La Tuiliere” 2008 – 13% álcool – Decanter  (que importa o “Lee Fées Brunes” – R$ 174,20)

Château de La Gardine Côtes-du-Rhône Villages 2006 – 14% álcool – Decanter – R$ 103,95

 

A degustação teve tema livre dentro do Rhône: 4 Chateauneuf-du-pape foram levados pelos Confrades

Sobre o Vale do Rhône: É uma região produtora francesa de grande disparidade climática. Enquanto que o Norte é mais frio (clima temperado de influência continental com bruscas mudanças de temperaturas) e uma única cepa responde por sua produção (Syrah), o Sul é quente, fértil e nele pontificam diversas castas como a própria Syrah, Grenache, Mouvèrdre, etc. No Norte o solo é predominantemente rochoso e por conta do declive e da erosão, são necessários terraços de rocha e estacas de madeira para as treliças. A Syrah, como supramencionado, é a cepa protagonista e o seu cultivo se dá nos cinco “Crus”, a saber:  Côte-Rôtie, Hermitage, Cornas, St-Joseph  e Crozes-Hermitage. Ela apresenta nuances específicas de acordo com a denominação. Na ala das brancas, as principais uvas são a Viognier, Marsanne e Roussanne.  Já o Sul do Rhône responde por 95% da produção e a principal apelação é Châteauneuf-du-Pape, seguida por Gigondas, Vacqueyras, Tavel, Lirac e em nível de produção Cotes-du-Rhône e Cotes-du-Rhône Villages se destacam, assim como Cotes-de-Ventoux. Os vinhos são marcados pelo estilo vigoroso, cálido e se assemelham aos do Languedoc-Roussilon e Provence do que propriamente aos elegantes vinhos do Norte. O clima é mediterrâneo e os verões são secos, quentes e os invernos chuvosos. A Grenache é a base dos tintos em parceria com diversas outras uvas (supracitadas). Os brancos tem menor participação e costumam ser cheios e frutados.

Nesta foto os vinhos na ordem de classificação da esquerda para direita; abaixo o nome completo dos vinhos degustados:

1° lugar – Châteauneuf-du-pape Château Cabrières 2007 – 14,5% álcool - sem importador – Flávio

2° lugar – Châteauneuf-du-pape Domaine de Janasse Vieillles Vignes 2004 – 14% álcool – sem importador – Rosely

3° lugar – Crozes-Hermitage Jean-Luc Colombo “La Tuiliere” 2008 – 13% álcool – Decanter  (que importa o “Lee Fées Brunes” – R$ 174,20) – Paulo Guerra

4° lugar – Châteauneuf-du-pape Clefs des Papes Gigognan 2006 – 14,5% álcool: Interfood – R$ 140,90 - João

5° lugar – Châteauneuef-du-pape  La Bernardine 2008 – 14% álcool – Mistral – R$ 214,60 – Mistral – Silvia

6° lugar –  Château de La Gardine Côtes-du-Rhône Villages 2006 – 14% álcool – DecanterR$ 103,95 – Jeriel

 

O campeão da degustação não conta com importador no Brasil

 

Joõ, coordenador do mês, lado direito da foto

Respectivamente os 1° e 2° lugares

 

Champagne levado pelo coordenador João

 

Tokay levado pelo Coordenador do Mês, João

Primeiras impressões sobre a degustação de vinhos do Rhône na Confraria

Na noite de ontem a Confraria se reuniu para degustar, às cegas,  seis vinhos do Rhône. O coordenador do mês foi o João. Estiveram presentes, além de quem escreve essas linhas, Paulo, Bibe, Flávio, Cecília, Silvia e Rosely. Abaixo a lista dos vinhos degustados:

Châteauneuf-du-pape Clefs des Papes Gigognan 2006 – 14,5% álcool: Interfood – R$ 140,90

Châteauneuf-du-pape Domaine de Janasse Vieillles Vignes 2004 – 14% álcool – sem importador

Châteauneuf-du-pape Château Cabrières 2007 – 14,5% álcool - sem importador

Châteauneuef-du-pape  La Bernardine 2008 – 14% álcool – Mistral – R$ 214,60

Crozes-Hermitage Jean-Luc Colombo “La Tuiliere” 2008 – 13% álcool – Decanter  (que importa o “Lee Fées Brunes” – R$ 174,20)

Château de La Gardine Côtes-du-Rhône Villages 2006 – 14% álcool – Decanter – R$ 103,95

 

 

O tema deste mês foi qualquer região do Rhône. Os vinhos se mostraram frutados e alguns um pouco alcoólicos.

 

Este raro champagne foi levado pelo João, Coordenador do mês. Trata-se do "Comte Audoin de Dampierre"

 

 

Cecília e Flávio Siqueira

 

 

MATÉRIA COMPLETA COM A CLASSIFICAÇÃO DOS VINHOS SERÁ

PUBLICADA NOS PRÓXIMOS DIAS.

 

Resultado: Supertoscanos na Confraria do Jeriel

1° lugar: Guado Al Tasso 2005, 2° Geremia Rocca di Montegrossi e 3° Moresco IGT Toscana

 

A Confraria se reuniu dias atrás no ótimo Restaurante Santa Colomba para degustar os deliciosos Supertoscanos. A degustação ocorreu às cegas e cada confrade trouxe seu vinho embalado em papel alumínio. Estiveram presentes, além de quem escreve, João Cury, Paulo Guerra, Bibe, Paulo Iasz,  Márcia, Flávio, Cecília, Núbia e Rosely. A seguir a relação dos vinhos degustados, em ordem decrescente, de acordo com a escolha dos participantes, destacando que nenhuma amostra apresentou qualquer defeito:

 

6° lugar – Vignamaggio Toscana IGT Cabernet Franc 2006 – Cellar -  R$ 190 – esse delicioso Cabernet Franc foi levado por Rosely. Exibiu cor vermelho rubi intenso. Aberto nos aromas frutados, com ameixa, uva-passa sobre um fundo terroso. Depois de algum tempo surgiu uma nota de mentol. Na boca é um vinho macio, de taninos largos e de boa textura. boa acidez, média persistência.  

 

5° lugar – Tua Rita Rosso Dei Notri Toscana IGT 2007 – uvas: Sangiovese (50%), Merlot (30%), Cabernet Sauvignon e Syrah (10%  cada) – Expand – R$ 98 - Vermelho rubi intenso com alguma profundidade. Aromas de frutas negras (ameixas e amoras) sobre um fundo mentolado. Na boca  apresentou taninos presentes (boa qualidade), bom equilíbrio gustativo com alguma austeridade. Leve nota de fruta madura. Madeira perceptível sem incomodar. Um vinho bem feito com tudo no sítio certo. Fim de prova sem arestas, com pendor gastronômico. 

 

Tassinaia IGT 2005 – uvas: Sangiovese, Cabernet Sauvignon e Merlot – Mistral – R$ 150 – Vermelho rubi com halo granada em formação. Tímido e unidimensional nos aromas com leve tostado. Boca simples, franca, sem  a sofisticação dos outros supertoscanos eis que seus taninos provocaram secura na boca e uma austeridade um pouco negativa. Escasso na fruta, tem média persistência e boa acidez. 

 

I Mori Moresco Toscana IGT 2006 – uvas: Sangiovese (40%), Cabernet Sauvignon (30%) e Merlot (30%) - GAM Affari Imports – R$ 180 - uma das surpresas da degustação, eixibiu cor vermelho rubi intenso sem evolução. No olfato aromas terrosos cedem espaço para um frutado copioso (frutas vermelhas),  toque de especiarias sobre uma nota herbácea. Na boca é um vinho  de taninos finos, sem sobra de álcool, de ótima integração de seus elementos e com destaque para sua acidez e frescor. Um vinho que apresentou alguma exuberância no seu final macio e frutado. À conferir.

 

 

 

Rocca di Montegrossi Geremia IGT 2005 – uvas: Merlot (60%) e Cabernet Sauvignon (40%) – Interfood – R$ 263,90 – quase retinto na cor, aromas abertos com notas balsâmicas, cereja, mentol sobre um fundo tostado. Na boca tudo dentro do contexto: taninos sólidos, firmes e poderosos entrosados com a fruta e a madeira. Ótima concentração de sabor, que chega a lembrar um bombom de cereja ao licor de tão gostoso que é.  Intenso e profundo dura pouco tempo na taça. Um belo vinho para mesa.  Persistente, termina sem arestas prometendo evoluir na garrafa no próximos cinco anos. Ou mais.

  

 

Guado Al Tasso DOC Bolgheri Superiori 2005 – uvas: Cabernet Sauvignon (50%), Merlot (45%) e Syrah (5%) - comprado em NY - o campeão da peleja exibiu cor profunda, quase retinta sem halo de evolução. Muito boa presença aromática com especiarias (pimenta e noz moscada), frutas negras sobre um fundo defumado. Boca volumosa,  taninos que exibem perfil sólido, entre austero e elegante, bom frescor, muita afinação no equilíbrio entre fruta e barrica.  Fim de prova empolgante, persistente, elegante, interminável. Um vinho de ampla aptidão gastronômica, completo e vigoroso. Ótima perspectiva de evolução na garrafa nos próximos anos.

 

Preferências deste degustador, em ordem descrescente:

 

6° lugar) Tassinaia IGT 2005 – Avaliação: 86/100 pts.

5° lugar) Tua Rita Rosso Dei Notri Toscana IGT 2007 – Avaliação: 87,5/100 pts.

4° lugar) Vignamaggio Toscana IGT Cabernet Franc 2006 – Avaliação: 89/100 pts.

3° lugar) I Mori Moresco Toscana IGT 2006 – Avaliação: 90/100 pts.+

2°lugar) Rocca di Montegrossi Geremia IGT 2005 – Avaliação: 91,5/100 pts.+

1° lugar) Guado Al Tasso DOC Bolgheri Superiori 2005 – Avaliação: 92/100 pts.++

  

Os Supertoscanos na ordem de escolhas

 

O contra-rótulo do campeão, blend de Cabernet Sauvignon (50%), Merlot (45%) e Syrah (5%)

 

Márcia, Paula, João e Jeriel no Santa Colomba

 

Flávio, Cecília, Rosely e Paulo

 

Bibe, Márcia, Paulo e João

 

João, Alencar e Jeriel

 

Geremia 2005, supertoscano da Rocca di Montegrossi, obteve um honroso segundo lugar: Merlot (60%) e Cabernet Sauvignon (40%), importado por Interfood

 

Cabernet Franc de ótima tipicidade

 

 

Supertoscanos na Confraria: I Mori Moresco Toscana IGT, Geremia Rocca di Montegrossi, etc.

Para Eduardo Viotti (Coleção Folha o Mundo do Vinho), “Os Supertoscanos são alguns dos vinhos mais reputados da Itália. São também fruto da rebeldia de homens que se levantaram contra rigidez das leis da DOC que os impedia de fazer os melhores vinhos da Itália, e certamente alguns dos mais importantes vinhos do mundo. Na verdade, a concorrência dos vinhos tradicionais italianos diante dos grandes vinhos do Novo Mundo, em que toda aventura enológica era possível, estava ficando difícil em termos de qualidade – com a Itália perdendo terreno e tendo que destilar hectolitros de vinho. Além de concorrer cara a cara nos mercados internacionais, os orgulhosos vinhateiros toscanos queriam provar ser também capazes de elaborar, em seu terroir, maravilhas líquidas tão boas como aquelas – e tão sofisticadas quanto os melhores vinhos dos eternos rivais franceses. Parte dessa idéia decorre da concepção européia segundo a qual não importa tanto a uva de que é feito o vinho, mas sim a região de onde provém. A solução foi abrir mão do uso da DOC e elaborar o vinho da maneira como bem lhes aprouvesse, usando apenas a indicação Vino di Tavola ou IGT – Indicação Geográfica Típica, no máximo. O estilo bordalês não é o único adotado pelos supertoscanos; ao contrário, ele é hoje minoritário. A maioria dos orgulhosos e ricos vinhateiros modernos da Toscana fazem vinhos especiais com a própria Sangiovese local, em pureza ou em corte com outras variedades tintas. Por fim, fato é que quase todos grandes produtores da região de Chianti têm hoje seu supertoscano. Além disso, ter um supertoscano ajuda a vender Chianti, pela força do bom nome”.

 

Paulo Iasz, João Cury, Núbia e Jeriel: confraria é coisa séria e comparecer nas reuniões mensais é a forma mais nobre de prestigiar os demais confrades.

 

João Cury, Chef Alencar e Jeriel: o Santo Colomba é um dos poucos restaurantes paulistanos especializados no atendimento de confrarias, portanto, o serviço do vinho é perfeito e a comida ótima.

A Confraria se reuniu na noite de ontem no ótimo Restaurante Santa Colomba para degustar os deliciosos Supertoscanos. A degustação ocorreu às cegas e cada confrade trouxe seu vinho embalado em papel alumínio. Estiveram presentes, além de quem escreve, João Cury, Paulo Guerra, Bibe, Paulo Iasz,  Márcia, Flávio, Cecília, Núbia e Rosely. A seguir a relação dos vinhos degustados:

Vignamaggio Toscana IGT Cabernet Franc 2006 – Cellar

Rocca di Montegrossi Geremia IGT 2005 – Interfood

I Mori Moresco Toscana IGT 2006 – GAM Affari Imports

Guado Al Tasso DOC Bolgheri Superiori 2005 – Adquirido em NY 

Tassinaia IGT 2005 – Mistral

Tua Rita Rosso Dei Notri Toscana IGT 2007 – Expand

No próximo post: os vinhos escolhidos, descrições, preços e mais fotografias!

 

Flávio, Cecília, Rosely e Paulo

Degustação da Confraria: Pinot Noir

Para comemorar a “Queda da Bastilha”, a Confraria se reuniu na noite de 14 de julho para degustar vinhos elaborados com Pinot Noir. O tema foi esse, apenas com o preço mínimo de US$ 150. Dos quatro vinhos levados, dois eram franceses, um chileno e outro americano. A seguir a lista dos vinhos degustados na ordem das escolhas:
1° .- Nuits-St-Georges Domaine Georges Chicolot 2006 – álcool: 13%
2° lugar: Casa Marin Lo Abarca Pinot Noir 2006 – álcool: 15,5%
3° lugar: Domaine Drouhin Pinot Noir Oregon 2007 – álcool: 13,9%
4° lugar: Michel Picard Pommard 1er Cru 2004 – álcool: 13%
 
 
 
 
 
Abaixo o ranking escolhido por quem escreve:
1° .- Nuits-St-Georges Domaine Georges Chicolot 2006 – álcool: 13%
Cor típica, vermelho rubi brilhante sem muita concentração. Aromas típicos com muita fruta: morango, cereja e framboesa. Notas defumadas. Boca gentil, taninos amáveis, ótima acidez, final longo, persistente e duradouro com muita elegância e leveza. Avaliação: 92,5/100 pts.+
 
 
2° lugar: Domaine Drouhin Pinot Noir Oregon 2007 – álcool: 13,9%
Cor semelhante à do vinhos anterior. Nariz típico de um verdadeiro borgonha: fruta vermelha em profusão com ótima sustentação na taça, onde apresentou ótima evolução. A boca confirmou o nariz. Álcool generoso. Ótima acidez, taninos finíssimos e de bom cumprimento. Termina persistente, sem arestas. Difícil, às cegas, identificá-lo como vinho do Novo Mundo, porque seu estilo é sofisticado e talvez seja o melhor vinho dessa casta produzido no Novo Mundo à venda no Brasil. Avaliação: 91/100 pts. 
 
 
3° lugar: Michel Picard Pommard  1er Cru 2004 – álcool: 13%
Cor mais evoluída do que os exemplares anteriores. Nariz fechado com leve toque de “sous-bois” sobre uma discreta nota herbácea. Fino, delicado, elegante e evoluído na boca. Já da sinais de cansaço, mesmo assim, é um vinho prazeroso. Pommard é uma das apelações prediletas dos diretores norte-americanos, basta observar alguns filmes exibidos na tv ou cinema para comprovar. Avaliação: 90/100 pts.
 
 
4° lugar: Casa Marin Lo Abarca Pinot Noir 2006 – álcool: 15,5%
Vermelho rubi intenso com alguma turbidez. Aromas frutados com a compota se destacando. Perfil unidimensional. Na boca é elegante, taninos finos, boa acidez e álcool sobrando provocando uma sensação de doçura. Boa integração entre fruta e madeira. Facilmente identificado às cegas como oriundo do Novo Mundo, seu estilo ainda o distancia dos vinhos franceses. Mesmo assim não deixa de ser um bom vinho do Novo Mundo. Avaliação: 88/100 pts.
 
 

No meio de dois borgonhas, inclusive um 1° Cru, foi incluído um Pinot chileno e um Drouhin do Oregon (EUA), sendo que este realmente apresentou tipicidade raramente vista no Novo Mundo

 

Flávio, Cecilia, Bibe, Paulo na degustação realizada na quinta, dia 14, no Rosmarino

Nesta foto, a primeira da direita para esquerda é a coordenadora do mês, Silvia Cintra Franco, que escolheu o tema, o lugar e os convidados.

 

Nova Confraria se reúne para degustar espanhóis do Priorato

A Confraria se reuniu na última quarta-feira, dia 1° de junho no Rosmarino. Além de quem escreve, estiveram presentes: Silvia, Bibe, Gilberto, Paulo, Paulo de Morais, Flavio, Marcelo e João. Ausente justificadamente: João Cury. O tema escolhido pelo Coordenador Gilberto: Vinhos do Priorato. Abaixo a lista dos vinhos degustados na  ordem classificatória:

1. Martinet Bru 2007 – Grand Cru – Silvia – Garnacha e Syrah – R$ 135

2. Font de La Figuera 2007 – Mistral – Paulo Guerra – US$ 99,50 (RP 91/100 e WS 93/100 pts.)

3. Les Terrasses 2008 – Mistral – Paulo Iasz – US$ 88,90

4. Clos Mogador 2007 – Mistral – Flávio - US$195 (RP 96/100) 

5.  Embruix Vall Llach 2005 – Expand – Garnacha, Cariñena, Cabernet Sauvignon, Merlot e Syrah -  João – R$ 198

6. Scala Dei 2007 -  Interfood – Garnacha Tinta, Cabernet Sauvignon e Syrah – Jeriel – R$ 156,90

7. Idus Vall Llach 2005 -  Expand – Garnacha, Cariñena, Cabernet Sauvignon, Merlot e Syrah -  Marcelo – R$ 360

8. Salanques 2005 – Mistral – Gilberto – US$ 139,90 (RP 93/100 e DEC 5)

 

 

 

Do 5° ao 7° - Vall Llach Embruix 2005, Scala Dei 2007 e Idus Vall Llach 2005 

Tema: vinhos espanhóis do Priorato

A confraria se reuniu no Rosmarino

Os 4 primeiros colocados: Martinet Brut, Font de La Figueira, Les Terrasses e Clos Mogador 2007

 

 

Nesta foto o último colocado: Salanques

 

Viña Alberti Reserva 2003: um Rioja de classe que se destacou. Estilo diferente dos vinhos do Priorato.

Paulo, Carlos e Bibe

Carlos e a aniversariante, Bibe

Bibe, comemorando seu aniversário

Porto 10 anos levado pelo Coordenador Gilberto

 

Conclusão:

A Espanha possui uma forte tradição histórica na produção de vinhos e atualmente é o país com maior área plantada com vinhedos no mundo. Seu modelo de classificação segue o modelo adotado pela União Européia, com quatro classificações principais: DOC (Denominación de Origen Calificada, DO (Denominación de Origen), Vino de la Tierra e Vino de Mesa. Para os DOC e para os DO, os termos Crianza, Reserva e Gran Reserva são muito importantes porque contam com proteção legal. Esses termos referem-se a vinhos de qualidade superior, que estagiaram em madeira e que foram submetidos a envelhecimento nas caves antes de irem para o mercado. Esse tempo varia de seis meses a cinco anos. As principais uvas cultivadas são a Tempranillo, Garnacha, Cariñena e Graciano. Contudo, existe uma região produtora que foge desses padrões e que fica no nordeste da Espanha e que integra a Catalunha, que como sabemos possui forte espírito independente. Essa região é o Priorato, que apesar de ser uma das menores passa a ter muita relevância por causa de sua reputação. Lá, cepas internacionais como Cabernet Sauvignon, Merlot, Syrah e até Pinot Noir pontificam e são cultivadas ao lado de vinhedos centenários de Garnacha e Cariñena.

O relevo acidentado dificulta a mecanização e os vinhedos estão plantados em terraços que serpenteiam as íngremes encostas a 700 metros de altitude, sobre solo de base xistosa denominado licorella, que proporciona excelente drenagem para as videiras e que também se caracteriza por contribuir no forte acento mineral no gosto dos vinhos. Nesse sentido, a degustação foi interessante porque os vinhos dessa região espanhola não são muito conhecidos nessas bandas. O motivo principal é que são eclipsados pelos conhecidíssimos vinhos de Rioja e Ribera del Duero. Contudo, não podemos esquecer que são vinhos caros e de perfil forte, com muito álcool sobrando e com evidentes traços minerais que lhes conferem perfil austero. Não são fáceis de beber por conta da rusticidade das cepas locais Garnacha e Cariñena, que precisam ser muito bem vinificadas para mostrar suas virtudes. Mesmo assim o resultado da degustação foi positivo, eis que o exemplar mais barato foi detentor da primeira colocação. O famoso Clos Mogador participou da peleja e amealhou a quarta colocação, porém, era um vinho ainda jovem (2007) para o padrão da região, que tem fama de produzir caldos longevos (Hugh Johnson afirma o contrário). Sobra de álcool, taninos duros e pouca fruta são as características mais notadas. Enfim, não são vinhos para principiantes, essa foi a conclusão a que chegamos.