O crítico português João Paulo Martins assim descreve os dois vinhos no seu festejado guia 2012: “1999 – Ainda bastante austero, toques vegetais, fruta ainda escondida, parece ter condições para evoluir muito bem, está fino, está cheio de caráter, com um perfil musculado na boca, sem ceder a modismos, sem gordura a mais, sem compotas. Taninos perfeitos – 17,5/20 pts.
“2009 - Muito bem no aroma, vigor, fruta madura, barrica bem integrada, todo ele com pujança, muito bem na boca, nota-se a barrica de excelente qualidade, as notas de sobrematuração estão muito bem disfarçadas, todo ele está com um corpo ginasticado. Muito bom no estilo, capaz de longa vida em garrafa – 17/20 pts.
“O Mercado”, evento que reuniu ontem de madrugada alguns dos chefs badalados de São Paulo, parou o trânsito na região de Higienópolis.
À meia-noite, horário previsto para a abertura, o intenso fluxo de veículos naquela direção travou as ruas próximas. Os estacionamentos estavam lotados, e quase não havia vagas nas ruas.
Ao mesmo tempo, o trecho entre as avenidas Angélica e Dr. Arnaldo foi tomado por pedestres rumo à Galeria Vermelho, na qual chefs comandavam barraquinhas de comida de rua. Às 22h, um burburinho já ganhava forma.
Na primeira hora de evento, seguranças tiveram de interromper a entrada de pessoas -o espaço ao ar livre comportava 150 pessoas por vez, segundo a organização.
A noite correu assim: só se entrava quando alguém saía. Mesmo numa fila que caminhava lentamente, o mundaréu de pessoas não desanimou -nem sob a chuva.
“A gente não tinha ideia que ia repercutir tanto. Esperávamos, no máximo, mil pessoas”, disse Lira Yuri, uma das organizadoras.
A aglomeração não afrouxou até a alta madrugada, e o evento, que acabaria às 5h, foi até as 6h. Segundo a organização, entraram 1.100 pessoas. Não há estimativa sobre quantas pessoas não conseguiram entrar.
ESTRUTURA
No pátio da galeria, em uma pequena área ao ar livre, estavam dispostas cerca de 13 barraquinhas nas quais chefs de cozinha serviam quitutes com preços entre R$ 5 e R$ 20.
Entre os comes, sanduíche de copa lombo (corte do pescoço do porco) e vinagrete de maçã de Henrique Fogaça (do Sal), e “arepas” (discos de canjica) colombianas feitas em grelha de carvão, de Dagoberto Torres (do Suri).
Os visitantes também provaram as costeletas picantes da mexicana Lourdes Hernández (da Casa dos Cariris). Janaina Rueda, do Dona Onça, serviu o arroz de puta rica, com linguiça, carne bovina, frango e legumes.
Para beber, vinhos selecionados pela sommelière Daniela Bravin, a R$ 10 a taça, em média, e cervejas.
Para a segunda edição do Mercado, a organização pretende mudar para um espaço maior ou diminuir a periodicidade, atualmente mensal, para quinzenal.
Luíza Fecarotta – Folha de S. Paulo. Colaborou Iuri de Castro Tôrres – Cotidiano C9 – 23.04.2012
O Château Gazin dispõe de 23 hectares de videiras (mais de 3% da appellation) bem no platô do Pomerol – Bordeaux.
O Confrade Flávio degustou e aprovou. Custa apenas US$ 30 em N. Y.
O vinhedo tem Merlot (90%), Cabernet Sauvignon (7%) e Cabernet Franc (3%). No final, o vinho tem potência e o delicioso frescor da menta, criando a marca elegante e clássica do Pomerol, que o proprietário Nicolas de Baillencourt procura. O prédio do Château impressiona e apresenta uma vinícola equipada com pequenos tanques de concreto. Existe um segundo vinho excelente, o L’Hospitalet de Gazin. Fonte: O Grande Livro dos Vinhos, edição 2012
O Clarete é uma especialidade de Bordeaux que vem conquistando popularidade. Ele homenageia o vinho que era exportado ao Reino Unido na Idade Média e inspirou o termo inglês claret, usado para descrever o bordeaux tinto. Tem mais personalidade e vigor que um vinho rosé, mas é menos tânico que um tinto. Tem cor rosa-escura, é frutado e fácil de beber, ideal como aperitivo ou entradas e grelhados. A cepa preferida é a Merlot, mas usam-se as duas Cabernet. As peles das uvas são maceradas com o sumo por até dois dias em vez das 4 ou 5 horas usadas no rosé e às vezes o vinho é ligeiramente amadurecido em barris de carvalho (barriques). É melhor se for consumido gelado no ano seguinte à safra. Fonte: Adega Veja do Vinho volume 2
Os conceitos são relativamente semelhantes nos fundamentos, já que ambos representam um ano agrícola em particular, sendo vinhos de uma só colheita. Porém, enquanto os Vintage são obrigatoriamente engarrafados entre o segundo e o terceiro anos após a vindima, os Colheita só poderão ser engarrafados depois de decorridos pelo menos sete anos após a data de vindima. O que não impede que a maioria dos Porto Colheita seja engarrafada sensivelmente mais tarde, por vezes já com 20 anos de estágio em madeira, chegando, em alguns casos extremos, a ser engarrafados após um século de descanso em madeira. Fonte: Revista Wine - Portugal
A Herdade da Malhadinha Nova é uma das vinícolas mais modernas do Alentejo, uma propriedade tipicamente Alentejana localizada em Albernoa dedicada à produção de vinhos da mais alta qualidade, os quais sucessivamente recebem avaliações positivas da respeitada crítica de vinhos de Portugal, principalmente da conhecida “Revista de Vinhos”. A propriedade possui 20 hectares de vinhedos e está em total harmonia com a natureza e também são criados na propriedade animais com certificação de qualidade como o porco preto alentejano e a vaca de raça alentejana em linha pura. A adega da Malhadinha Nova, com uma capacidade, com uma capacidade de produção de 150.000 litros por ano, reúne um conjunto de características únicas, favoráveis à obtenção de vinhos distintos e da mais elevada qualidade. Os vinhos são elaborados e engarrafados na propriedade sob orientação do renomado enólogo português Luís Duarte, como consultor e de Pedro Garcia como enólogo residente.
A seguir vídeo que nos foi gentilmente enviado por Regiane, enóloga-consultora da importadora Épice de São Paulo:
O vinho da foto abaixo já fez muito sucesso na década de 1990. Está guardado na adega do hotel onde ficamos hospedados por ocasião de nossa visita ao município de Garibaldi – RS, quando fomos convidados para conhecer a Cooperativa Vinícola de Garibaldi, que por sinal faz espumantes que se destacam na relação preço-qualidade. O Marcus James já teve seus dias de glória, um vinho que não custava tanto e entregava muita qualidade. O da foto é um Cabernet, provavelmente Cabernet Franc, cepa que ao lado da Merlot dividia as preferências do público brasileiro.
1991 foi uma safra extraordinária na Serra gaúcha. O Marcus James foi exportado para vários países, inclusive EUA
O tinto Valbuena tem um amadurecimento mais curto do que o Vega SiciliaÚnico. Trata-se de um vinho que procede de vinhas mais jovens e em sua composição, se encontra majoritariamente Tempranillo e mais Merlot do que Cabernet Sauvignon. Tem de seu irmão maior a cor cereja granada com reflexo alaranjado, a expressão etérea de sua graduação alcoólica e o acento de sua excelente evolução oxidativa, fruto de carvalho bem curtido, traço característico dos tintos Vega Sicilia. De sua própria personalidade destaca os traços de suas variedades, com um matiz de frutas vermelhas maduras. Na boca, tem uma estrutura mais magra do que o Vega Sicilia Único mas com a complexidade da associação vinosa-frutada.
O Vega Sicilia Unico ostenta um selo da D.O. Ribera Del Duero com a classificação "Gran Reserva"
Único (Gran Reserva)
É o vinho de referência da Vega Sicilia, ainda que compartilhe com o resto dos vinhos da bodega seu brilho especial. Procede das vinhas mais velhas da propriedade e em sua composição, além de Tempranillo, entra mais CabernetSauvignon do que Merlot. Ainda que seja antigo, o tinto mantém uma vivacidade proporcionada por sua boa acidez compensada com um importante grau alcoólico. Tem uma intensa cor cereja madura, com as bordas vivas de um vinho que sempre está na plenitude. No aroma prevalecem os toques tostados da madeira, com as notas de avelãs de sua evolução oxidativa durante seus anos em barrica. Possui amplitude de sabores de madeira velha mas limpa, com taninos secos e agradavelmente amargos do carvalho, com um leve toque de doçura. É um vinho expansivo no palato, de raça.
O tinto que não leva safra, mescla das melhores colheitas e que mostra o conceito vegasiciliano mais estável. Com este vinho, a bodega deseja continuar um costume espanhol muito antigo e conjugar também o equilíbrio entre safras.
Tradicionalmente, na Espanha, as escassísimas bodegas que contavam com um processo de engarrafamento (a maioria vendia seus caldos a granel) elaboravam dois tipos de vinhos em cada safra: o do ano em curso e outro vinho sem uma colheita específica, esse último denominava-se “Reserva Especial”. Era uma mescla de caldos das melhores colheitas da qual se destacava o vinho mais representativo da bodega.
Na Vega Sicilia, este vinho supõe a sinergia entre a nobreza do carvalho e a raça da uva. É o vinho onde se concentra o melhor de cada ano para oferecer um tinto verdadeiramente modelar. O Reserva Especial mostra um tom cereja escuro, pleno de cor, com um nariz elegante de bouquet fino e especiado. O tempo na garrafa lhe conferiu redondez, suavidade e potência para deixar um contundente rastro na via retroolfativa. Somente os melhores Único servem para produzir Reserva Especial, um blend de anos, virtudes, experiências e sentimentos. Uma eterna surpresa. Um valor sempre seguro.
Uma das maiores e bem administradas propriedades de Châteauneuf. Vinhos complexos, de colorido profundo, a serem bebidos nos dois primeiros anos ou entre sete e oito; mistura varietal incomum, composta de terço de Mourvèdre. Pequenas quantidades do maravilhoso Roussanne: guardar por 5 a 14 anos. Excelente Côtes du Rhône tinto (vive 8 ou mis anos) e branco Coudoulet de Beaucastel. Perrin, Rasteau, Vinsobres (Les Cornuds, Hauts de Julien) da melhor qualidade. Muito bom Côtes du Rhône de Perrin Nature, orgânico, Vacqueyras (ver também Tablas Creek, Califórnia). Fonte: Guia de vinhos – edição de bolso 2008 – Hugh Johnson.
O britânico Hugh Johnson é uma das maiores autoridades mundiais sobre vinhos
Brett (abreviação, mas, às vezes também chamados dekkera) pode ser descrito, de forma diversa, como atribuindo aromas carnosos ou como gesso e uma persistência metálica ao palato. Era considerada uma doença do estrangeiro (Mundo Velho ou da Califórnia), porém, níveis mais baixos de enxofre permitiram que ele povoasse os vinhos australianos. Atualmente, a “polícia Brett”, armada com brettômetros, está vigilante, atacando ferozmente qualquer vinho com a presunção de culpado, não inocente. A polícia, acompanhada da adição mais alta de enxofre, conduiziu a uma redução marcante em sua ocorrência. – Guia de Vinhos de Bolso 2008 – Hugh Johnson
96-100 pts. Espetacular
90-95 pts. Excelente
85-89 pts. Muito Bom
80-84 pts. Bom
75-79 pts. Regular
50-74 pts. Fraco
símbolo + após a nota = vinho que tem condições de envelhecer bem nos próximos 0-5 anos
símbolo ++ após a nota = vinho que tem condições de envelhecer bem nos próximos 5-10 anos ou mais