Category Archives: Esvaziando a Adega

Esvaziando a Adega – tintos surpreendentes safras 2000 – 2002 (segunda parte)

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O terceiro Esvaziando a Adega de 2013 teve por tema vinhos variados das safras 2000 a 2002. A maior parte das garrafas procedentes de Portugal (1), Espanha (1), França(1), Chile (2) e Argentina (2 – primeiro e segundo lugares respectivamente). Nenhum vinho bouchonée. Estiveram presentes os Confrades  Clóvis, Rubão, Lucas e quem escreve.

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Merlot que já derrou Chateau Petrus às cegas foi um dos destaques da degustação: Coldstream Hills

O pódio desta vez foi ocupado respectivamente por um português, um espanhol e um italiano.

O pódio desta vez foi ocupado respectivamente por um português, um espanhol e um italiano.

O Rubão levou um redondíssimo Catena Alta Malbec 2007 adquirido em Londres por 20 libras esterlinas.

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A seguir um Santa Helena Borgoña 2001 que decepcionou porque estava em declínio….Borgoña, isso mesmo, veja abaixo:

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Um delicioso Moscatel Roxo foi levado pelo Clóvis:

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Aqui verificamos que uma das dicas mais elementares de harmonização foi confirmada: a cor âmbar  na transição para caramelo combinou com a cor do pudim de leite condensado e no paladar o Moscatel prolongou o sabor do pudim e harmonização beirou a perfeição!

Aqui verificamos que uma das dicas mais elementares de harmonização foi confirmada: a cor âmbar na transição para caramelo combinou com a cor do pudim de leite condensado e no paladar o Moscatel prolongou o sabor do pudim e harmonização beirou a perfeição!

9.- Domingos Soares Franco Vinho Regional Terras do Sado Coleção Privada Syrah 2000 – álcool: 13,5% – importador: Mistral – preço: US$ 23,75 -  turvo com muitas partículas em suspensão. Fruta em compota predomina nos aromas (goiabada) sobre uma nota de especiarias. Na boca deu inequívocos sinais de declínio, acidez elevada, taninos macios. Não foi desclassificado porque apresentou razoável evolução na taça: mesmo na descendente apresentou alguma fruta e o desequilíbrio inicial desapareceu. Avaliação: 78/100 pts.

8.- Santa Helena “Gran Vino Borgoña” Vale Central 2001 – álcool: 13% – adquirido no Chile – vermelho rubi com reflexo granada. Começou desequilibrado nos aromas para depois apresentar notas de chá preto. Na boca exibiu doçura um pouco além da conta, álcool elevado e nenhuma fruta. Também melhorou na taça após quinze minutos. Um vinho cujo auge já passou. Avaliação: 79/100 pts.

7.- Caves Primavera Vinho Regional Beiras 2002 – álcool: 12,5% – uva: Baga – importador: Sonae Distribuição Brasil S/A – preço: R$ 19,90 -  Castanho com reflexo granada.  Aberto nos aromas com notas de bala de cevada, tintura de iodo sobre discreto herbáceo. Na boca exibiu taninos macios, redondos, persistência curta, sem amargor. Avaliação: 80/100 pts.

6.- Maria Mansa Douro DOC VQPRD 2001 – álcool: 13,5% – uvas: Tinta Roriz, Touriga Franca e Tinta Barroca – importador: Grand Cru – preço: R$ 59 - vermelho rubi com reflexo violáceo e discretíssimo halo granada nas bordas. Aromas finos e complexos com notas de licor de cassis, geléia de frutas vermelhas sobre especiarias. Na boca confirmou os aromas, mas perdeu fôlego muito rapidamente, indicando que foi aberto após seu auge, mesmo assim não decepcionou. Final delicado, sem amargor. Avaliação: 86/100 pts. 

5.- Parallèle “45″ Côtes du Rhône Paul Jaboulet Aîne 2000 – álcool: 13,5% – uvas: Grenache (60%) e Syrah (40%) – importador: Mistral – preço: US$ 17,90 (R$ 50,84 em 24.01.2004) - granada com reflexo castanho brilhante. Nos aromas notas empireumáticas, toques de farmácia sobre bala de cevada (produzida pelo extinto Chocolate Sönksen). Mais agradável no paladar, com taninos macios, boa acidez, alguma reminiscência de fruta negra e final de boca elegante, macio. Avaliação: 86,5/100 pts.

4.- Coldstream Hills Merlot 2000 – álcool: 14% – importador: Mistral – região: Yarra Valley/Austrália – preço: US$  36,75 (R$ 91,51 em 20.07.2003) – A Coldstream Hills é uma vinícola-boutique fundada pelo célebre James Halliday. O Merlot ficou famoso no Brasil quando, em uma degustação às cegas, bateu o Château Petrus e outros grandes (e caros) Merlots. Macio, elegante e muito saboroso, com bela presença de fruta e um longo final de boca (portal da Mistral). As uvas são originárias de vinhedos situados na melhor região fria australiana, a de Yarra Valley, no estado de Victoria.Vinificação: A vinificação é realizada em cubas abertas. O amadurecimento é realizado em barricas de carvalho francês, 50% novas, por 14 meses. Análise organoléptica: vermelho rubi profundo com reflexo granada. Aromas abertos com muita fruta vermela e negra sobre uma nota balsâmica. A boca praticamente repete o nariz: um vinho macio (taninos finos), com tudo no lugar certo: álcool, madeira, acidez e fruta. Final longo, macio e persistente, sem arestas.  Merlot exemplar, que tem na tipicidade sua qualidade maior. Avaliação: 89/100 pts.

3.- Lagrein Dunkel Abazzia di Novacella 2000 – álcool: 12,5% – região: Südtiroler/Varna/Bolzano/S. Quirino/Itália – importador: World Wine – preço: R$ 81 – vermelho rubi medianamente concentrado com halo granada. Aberto os aromas com fruta em compota e muita especiaria. Boca exibindo taninos finos, sofisticados complementados pela boa concentração de sabor com toques de chocolate, ameixa e leve mineralidade. Acidez compatível, final macio, longo e levemente adocicado. Avaliação: 89/100 pts.

2.- Castillo de Liria DOC Valencia 2000 – álcool: 12,5% – importador: Proalbe do Brasil Ltda. – R$ 9,90 – adquirido numa promoção do Supermercado Pão de Açúcar já encerrada – vermelho rubi intenso com halo granada. Aroms típicos dos vinhos espanhóis tradicionais com toques de caramelo, bala toffee sobre um fundo defumado. A sua entrada no paladar revelou um vinho de taninos bem macios que encontraram contraponto na acidez  tipicamente gastronômica que conferiu frescor ao vinho. Medianamente concentrado, com boa fruta e final de prova empolgante o suficiente para na média aritmética ter ficado na segunda colocação. Avaliação: 89,5/100 pts. 

1.- Prazo de Roriz Douro DOC 2001 – uvas: Tinta Roriz (43%), Touriga Franca (32%), Tinta Barroca (14%) e Touriga Nacional (11%) – álcool: 13% – importador: Mistral – preço: US$ 22,50 (R$ 44,50 em 08.12.2004) – o campeão da degustação logo se impôs ao exibir bonita cor vermelho rubi brilhante com discretíssimo halo granada. Complexos nos aromas com notas de frutas vermelhas e negras, licor de cassis, tabaco, fumo-de-corda sobre leve defumado. Na boca a sua entrada revelou um vinho de taninos de textura fina, ótima concentração de sabor  com a fruta sendo a protagonista e a madeira coadjuvante. Muito longo com final frutado. Avaliação: 90/100 pts.

Comentários

O vinho que ficou em 2º lugar, curiosamente não obteve nenhum voto dos confrades nesta colocação (os votos foram: 3 confrades o colocaram em 3º lugar e 1 confrade em 4º lugar). Total de pontos 13. O mesmo aconteceu com o vinho que obteve o  3º lugar (3 confrades colocaram em 4º lugar e 1 confrade em 1º lugar). Total de pontos: 13.

Esvaziando Adega: tintos surpreendentes das safras 1997 a 2002

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O segundo Esvaziando a Adega de 2013 teve por tema vinhos variados das safras 1997 a 2002. A maior parte das garrafas procedentes de Portugal (1), Espanha (1), França(1), Chile (2) e Argentina (2 – primeiro e segundo lugares respectivamente). Somente um vinho apresentou-se bouchonée.  O serviço do vinho, atencioso e eficiente, coube ao competente garçon Celso, supervisionado pelo maître Robério. Estiveram presentes os Confrades José Luiz, Lucas, Clóvis, Romeu e quem escreve.

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“Parente” do Toro Loco foi um dos destaques da degustação:

Enterizo Reserva DOC Utiel-Requena 2000 – Coviñas – álcool: 13,5% – importador: Expand - preço: R$ 55 - vinho produzido pela Coviñas, mesmo produtor do famoso Toro Loco. O estilo é parecido e o vinho exibiu bom frescor apesar de seus treze anos, denunciados pela cor granada brilhante, límpida. No nariz ainda ostentava frutas vermelhas (geléia), taninos macios, acidez e álcool elevados. Seu final não é muito persistente, mas termina limpo, sem amargor, deixando uma nota tostada no paladar. Avaliação: 85/100 pts.

Este vinho é do mesmo produtor do Toro Loco. De fato, seu sabor é parecido. Mas o principal detalhe é sua safra: 2000. Ainda tinha fruta e algum frescor.

Este vinho é do mesmo produtor do Toro Loco. De fato, seu sabor é parecido. Mas o principal detalhe é sua safra: 2000. Ainda tinha fruta e algum frescor.

Santa Helena Reservado Cabernet Merlot Vale Central 2001- álcool: 13%  – desclassificado (bouchonée)

10.- Lost Horizons 1997 – álcool: 12% – região: Western Cape/África do Sul – importador: Expand – granada brilhante. Sem expressão aromática. Na boca exibiu a delicadeza de um vinho cujo auge já passou, mas que ainda não está decrépito. Curto, sem fruta, dividiu opiniões, mas a decisão final foi a de considerá-lo, eis que não exibiu nenhum defeito. Avaliação: 80/100 pts.

9.- Porca de Murça Reserva Douro DOC 2001 – álcool: 13,5% – importador: Barrinhas  - granada de média concentração. Nariz unidimensional. Na boca um vinho macio, redondo e de pouca persistência. Avaliação: 84/100 pts.

8.- JP Garrafeira VQPRD Palmela 2000 – álcool: 13% – importador: Expand – granada brilhante. Aroma de fruta decadente e sous bois. Boca simples mas em forma, com algum frescor. Final com alguma rusticidade. Avaliação: 84,5/100 pts.

7.- Enterizo Reserva DOC Utiel-Requena 2000 – Coviñas – álcool: 13,5% – importador: Expanddescrito acima

6.- Santa Carolina Barrica Selection Syrah 2000 – álcool: 12,5% – importador: Casa Flora – R$ 34,80 - vermelho rubi intenso com reflexo acastanhado. Aromas característico dos tintos chilenos com fruta em compota (goiabada). Na boca um vinho ainda em forma, denso, potente, de taninos musculosos, álcool integrado e boa acidez. Final de média persistência, sem arestas. Avaliação: 86/100 pts.

5.- Norton Malbec DOC 2000 – álcool: 14% – importador: Expand – região: Mendoza – granada brilhante. Aromas evoluídos com ênfase nas notas animais, tabaco e tostado. Na boca um vinho macio, equilibrado e que envelheceu bem. Final redondo. Avaliação: 87/100 pts.

4.- Tinto da Ânfora Vinho Regional Alentejano 2002 – álcool: 13% – uvas: Aragonez, Trincadeira, Alfrocheiro, Touriga Nacional e Cabernet Sauvignon – região: Arraiolos/Alentejo – importador: Portuscale

Aqui temos o pódio: primeiro e segundo lugares argentinos. Na terceira posição um Côtes-du-Rhône de ótima procedência

Aqui temos o pódio: primeiro e segundo lugares argentinos. Na terceira posição um Côtes-du-Rhône de ótima procedência

A seguir, o pódio – dois argentinos e um francês:

3.- Château Signac Cuvée Terra Amata Côtes du Rhône Villages 2001 – álcool: 14% – uvas: Grenache (50%), Syrah (40%) e Mourvèdre (10%)  – importador: Grand Cru – preço: R$ 87 - vermelho rubi com discreto halo de evolução. Nos aromas toques de grafite, frutas vermelhas sobre leve defumado. Na boca taninos macios, boa acidez, álcool integrado e razoável complexidade gustativa. Avaliação: 89/100 pts.

2.- Gusto Vista 2000 – álcool: 13% – uvas: Malbec, Cabernet Sauvignon e Syrah – importador: Camargo Pace Logística para Aconcágua Premium Wines – vermelho rubi de média intensidade com halo granada.Aromas artos com notas terrosas, animais (couro) e discreta fruta em compota. Na boca é macio, potente e de ótima acidez. Termina longo, persistente, com om frescor sem denunciar o peso dos anos. Ainda aguentaria alguns anos na garrafa. Avaliação: 90/100 pts.

1.- Balbi Reserve Malbec 2000 – álcool: 13% – importador: Allied Domecq Brasil. Ind. e Com. Ltda. – região: Mendoza – preço: R$ 9,90 (Promoção Supermercado Carrefour Shopping Taboão – SP – esgotado) – vermelho rubi brilhante com halo granada. Aberto nos aromas ainda ostentando fruta em compota (ameixas), chocolate e leve toque animal. Na boca taninos presentes de ótima qualidade, acidez compatível, álcool saliente e muita concentração de sabor. Longo, quase interminável, com muita vida pela frente. Avaliação: 91/100 pts.+ 

Sobre o vice-campeão da degustação “Gusto Vita” safra 2000

Os vinhedos da “Davis Family” estão localizadas no topo de uma cordilheira no centro do “Russian River Valley” na  Califórnia. Nesses vinhedos, há vinhas de Zinfandel que foram plantadas em 1896, e as plantações nas encostas são mais jovens das seguintes variedades: Pinot Noir, Syrah e Chardonnay. Alguns lotes  de Chardonnay e Cabernet Sauvignon são elaborados com uvas de amigos como a família Dutton, que têm vinhas distintas que produzem vinhos deliciosos. A “Davis Family” é uma pequena vinícola familiar que pensa em tudo e até  importa garrafas. Os vinhos são produzidos artesanalmente em pequenos lotes. A filosofia da famíliase resume em “acreditar que o vinho é um elemento essencial para uma vida rica e maravilhosa — adicionando uma camada deliciosa de aromas e sabores para refeições com os amigos. Para adquirir vinhos, necessário encomendá-los previamente on-line. O Gusto Vita 2000 obteve 89/100 pts. da Wine Spectator

Esvaziando a Adega – Merlot

O primeiro Esvaziando a Adega de 2013 teve por tema vinhos da variedade Merlot  das seguintes procedências: Itália, Chile e Argentina. O local escolhido foi a Livraria e Enoteca do  Zé na Rua Frei Caneca. Estiveram presentes os Confrades José Luiz, Lucas, Romeu, Eduardo Jorge, Christian  e quem escreve. A seguir a lista dos vinhos degustados:

Espumante Brut Rosé “Duc de Raybaud” Pinot Noir 2009 “Vin Mosseux de Qualité” – álcool: 11,5% – importador: k-b vinrose.com - cor âmbar brilhante. Aromas com notas de evolução, fruta cozida (morango e cereja). Boca macia, suave, mineral com boa concentração de sabor e médio frescor. Leve toque de especiaria. Termina sem amargor. Avaliação: 86/100 pts. 

Este espumante francês de Pinot noir abriu os trabalhos!

A seguir os vinhos degustados na ordem decrescente de classificação:

7.- Trio Merlot 2002 – uvas: Merlot (65%), Carménère (20%) e Cabernet Sauvignon (15%) – álcool: 14,5% – região: Vale do Maipo – importador: Expand - vermelho rubi com reflexo granada. Aromas abertos com notas tostadas, café torrado, pimentão sobre uma nota herbácea, muito mais próximo do perfil de um Carménère do que de Merlot. Na boca taninos dando sinais de cansaço, acidez média e persistência curta. Como sabemos, 2002 foi uma safra ruim no Chile. Avaliação: 83/100 pts. 

6.- Terre Magre Merlot Friuli Grave DOC 2007 – Álcool: 13% – Importador: Vínea (tel. 011 3059 5200) – Região: Friuli-Venezia Giulia – Preço: R$ 79,00 -  vermelho rubi violáceo intenso com halo de evolução. Nariz unidimensional com notas herbáceas. Expansivo na boca, com fruta madura, médio frescor, persistência curta e acidez mediana. Faltou-lhe um pouco mais de concentração de sabor. A tipicidade é boa. Avaliação: 85/100 pts. 

5.- Santa Emiliana Merlot 2002 – álcool: 13% – região: Rapel – importador: Decanter – vermelho rubi com reflexo violáceo. Aromas frutados com cereja, ameixa e  groselha. Na boca taninos macios, corpo magro, acidez moderada e final curto, sem arestas. A tipicidade se mostrou apenas nos aromas.  Avaliação: 86,5/100 pts.

 4.- Santa Carolina Reserva Merlot 2005 – álcool: 14% – região: Colchágua – importador: Casa Flora – vermelho rubi granada brilhante. Nos aromas notas de pimentão, café torrado e toques terrosos a lembrar Carménère. Na boca um vinho macio, equilibrado, cujos aromas foram confirmados, isto é, mas parece um bom Carménère do que Merlot. Álcool integrado, madeira sem incomodar, pouca fruta, final macio. Faltou tipicidade, mas é um bom vinho. Avaliação: 87/100 pts. 

O Cousiño-Macul é um velho conhecido por que sempre se destaca nas degustações.

3.- Cousiño-Macul Merlot Reserva 2004 – álcool: 14% – região: Vale do Maipo – importador: Santar – vermelho rubi com halo granada nas bordas. Nos aromas toques de evolução com leve couro e um toque animal que cederam espaço para figos e ameixas. Na boca taninos maduros, macios e de boa qualidade. Leve sobra de álcool. Acidez média. Final herbáceo. Avaliação: 88/100 pts. 

Ruca Malen Merlot 2004 – bem conservado, seus 15,1% de álcool devem tê-lo ajudado a enfrentar o tempo.

2.- Ruca Malen Merlot 2004 – álcool: 15,1% – região: Mendoza -  granada com reflexo atijolado brilhante. Aberto nos aromas com toques medicinais, leve herbáceo, ameixa sobre bala toffee. Na boca um vinho denso, alcoólico, de boa acidez e sobretudo concentrado ostentando boa fruta. A madeira está presente e o final é seco, com leve tostado. Boa tipicidade. Avaliação: 88,5/100 pts.  

O Morandé Terrarum Merlot nem parecia um vinho da safra 2001 porque exibiu bom frescor e maciez.

 

1.- Morandé Terrarum Reserva 2001 – álcool: 13% – região: Vale do Maipo – importador: Morandé Brasil Ltda. (atual importador: Expand) - preço: R$ 41 – garrafa adquirida dia 13.08.2004. Obteve a nona colocação em degustação realizada pela revista Prazeres da Mesa de agosto de 2004, número 15, que o descreveu da segte. forma: “passa por carvalho americano e mostrou-se com boa concentração e aromas de goiaba e eucalipto. Corpo médio”. Análise organoléptica: vermelho rubi com halo granada brilhante sem turbidez. Aromas complexos com notas de ameixas, tabaco, couro sobre uma nota de goiabada. Na boca um vinho de taninos extremamente macios formando um conjunto sem arestas. Longo, de final marcado pela baunilha. Avaliação: 89/100 pts.

Esvaziando a Adega: St. Michelle Riesling Columbia Valley e um Grechetto 1998 Arnaldo Caprai se destacaram

O último Esvaziando a Adega de 2012  teve por tema vinhos brancos antigos de qualquer procedência (Austrália, EUA, Itália e Portugal).  O serviço do vinho, atencioso e eficiente, coube ao competente garçon Pereira, supervisionado pelo maître Robério. Estiveram presentes os Confrades José Luiz, Lucas, Clóvis, Romeu e quem escreve. A seguir a lista dos vinhos degustados:

A seguir os vinhos na ordem decrescente de classificação: 

Célestin Planchon Blanc de Blancs “Vin de Table de France” sem safra – álcool: 12% – região: Blace – importador: Expand – preço: R$ 20 – desclassificado

Château Carbonnieux  “Grand Cru Classé de Graves” 1999, Appellation Pessac-Léognan Contrôlée - álcool: 12% – uvas: Sauvignon Blanc, Sémillon e Muscadelle – importador: Carrefour – preço: R$ 179 - desclassificado

7° lugar  - Redoma Douro DOC Niepoort 2005 – álcool: 13% – uvas: – região: Douro – importador: Mistral – preço: US$ 39,90 – cor palha claro. Aromas cítricos. Na boca deu sinais de cansaço, pesado, pouco fresco, mas de final limpo, sem amargor. Avaliação: 85/100 pts.

6° lugar – Alvarinho Rolan Colheita Selecionada 2009 – álcool: 12,5% – importador: Adega Alentejana – Amarelo limão com reflexo esverdeado. Intenso aroma floral, com notas cítricas e uma lembrança a flor de maracujá. Na boca sua entrada é macia, corpo médio, acidez razoável e alguma complexidade gustativa. Menos complexo do que o esperado, revelou boa tipicidade. Avaliação: 86/100 pts.

 

5° lugar – Xanadu Semillón Margareth River 2000 – álcool: 13,5% – região: Margareth River – importador: La Pastina – preço: n/c -  contra-rótulo: “Each year we take a parcel of hand selected fruit from mature, low yielding Margareth River vineyards. Whole bunch pressing, partial malolactic fermentation and ageing in barrels are the foundations of a genuine Margareth Rive Style.  A terrific food wine on release, this Sémillon will cellar for at least 10 years.” – Amarelo com reflexo dourado brilhante. Nos aromas um toque de frutas secas com nozes sobre um discreto toque floral. Na boca é um vinho gostoso, fresco, profundo e de ótima acidez, sem denunciar o peso dos anos. Avaliação: 89/100 pts.

4° lugar – Arnaldo Caprai Grechetto Colli Martani (Vigna Belvedere) Grecante 1998. Itália. Álcool 12,5%. Importadora World Wine -  exibiu cor palha na transição para o dourado com alguma evolução. Aromas complexos com leves notas amanteigadas, marmelo e damasco maduros com um ligeiro aroma secundário vegetal. O vinho não passou por madeira, eis que estagiou durante  4 meses em aço inox e 2 meses em garrafa antes de sua comercilização. Na boca, sua complexidade se revela, destacando-se a mineralidade, secundada por maçã verde, um delicado toque de mel e castanhas tudo envolto na sua delicada acidez não tão marcada, já devido à idade. Notinhas históricas (André Schmid): “Durante o Renascimento, muitos vinhos eram conhecidos como ‘Greco’, ‘Grecante’ e ‘Grechetto’. O Grecante da região de Montefalco era um dos mais apreciados. Na época, o mandatário da municipalidade enviava esses vinhos como valiosos presentes a príncipes e clérigos influentes”. Um vinho que bravamente resistiu ao tempo, prova de que a bota também produz brancos invejáveis. Avaliação: 90/100 pts.

 

3° lugar – Villanova Uve Nostre Ribolla Gialla 2009 DOC Collio – álcool: 13% - preço: R$ 65 – importador: tel 3257 4363 -  A Ribolla Gialla se presta à elaboração de vinhos de diversos estilos diversos. Como vinho jovem, é delicado, floral e de ótima acidez. Utilizando-se a maceração das cascas e envelhecimento em carvalho, o produtor pode elaborar vinhos profundos, complexos e intrigantes. A versátil Ribola Gialla, pode, finalmente, ser utilizada para a elaboração de espumantes, resultando em perlage finíssima com excelente potencial de guarda. Análise organoléptica: palha na transição para o dourado brilhante. Pouco expressivo nos aromas com leves toques florais. Na boca um degrau a mais. Denso, potente, encorpado, mineral, exibindo nos de frtuas brancas no seu longo e marcante final. Avaliação: 90/100 pts.

 

2° lugar – Garda DOC Classico Rosso Selezione Fabio Contato 2007 – uva: Trebbiano di Lugano (Verdicchio) – álcool: 13% - Amadurecido durante seis meses em barrica francesa, exibiu cor amarelo com reflexo dourado, aromas sérios com elegantes notas de frutas maduras (carambola, marmelo e toranja) sobre perfumadas notas de favo de mel e especiarias. Na boca sua entrada revela um sabor suave, envolvendo o paladar com sua untuosidade potenciador e frescor. Profundo, glicérico, escorregadio, é um vinho sofisticado que está no auge da evolução. Perfil gastronômico. Avaliação: 90,5/100 pts.

 

1° lugar – St. Michelle Riesling 2006 – álcool: 12,5% – região: Columbia Valley, Washington – imp.: Expand – preço: R$ 64,90 – Trata-se de um clássico Riesling de Washington: demi-sec, versátil e fácil de beber, com notas de pêssego, pêra e melão. Acompanha frutas frescas e queijos. Elegante, delicado, daqueles vinhos que acariciam o paladar de tão sedodo que é. Acento mineral, ótimo frescor e final frutado, longo e delicado. Avaliação: 91/100 pts.

Degustação especial – Cabernet Sauvignon até R$ 25 nos principais supermercados de São Paulo

Desta vez a Confraria “Esvaziando a Adega” teve por tema “Vinhos do Novo Mundo à base de Cabernet Sauvignon encontrados no principais supermercados  da zona oeste de SP nos meses de setembro e outubro de 2012 (Carrefour, Extra, Pão de Açúcar e Walmart p. ex.) cujo preço máximo não ultrapassasse a casa dos R$ 25″. Apenas três vinhos não foram comprados: Aurora Reserva, Gordo Ravin e Sorimaglio “Il Matto” Barbera del Monferrato DOC 2008.  Os degustadores escolhidos para essa degustação são os membros da Confraria a saber: Clóvis, Lucas, José Luiz e quem escreve. Ausentes justificadamente RomeuPaulo Guerra.   A seguir a  descrição dos vinhos degustados (houve dois “espiões”) em ordem decrescente de classificação:

Moscato D’Asti degustado ao final da degustação

12°) Lavaque Cabernet Sauvignon 2011 – I. P. Mendoza – Walmart – álcool: 13% – preço: R$ 10 - intenso na cor, fechado no nariz e magro na boca, sem amargor nem tipicidade. 

11°) Gordo by Ravin Cabernet Sauvignon 2011 (Viña Maipo – grupo VCT) Vale Central – Chile – álcool: 12% – preço: R$ 22 – vermelho rubi sem concentração. Nos aromas frutas vermelhas e leve especiaria. Boca magra, baixa acidez e persistência curta. Pouca tipicidade, final suave, sem amargor ou aspereza. 

10°) Sorimaglio “Il Matto” Barbera del Monferrato DOC 2008 – álcool: 13% – preço: R$ 15 - pouco concentrado na cor, compota nos aromas, boca macia, redonda, boa acidez, fácil de beber, curto.

9°) Cremaschi Furlotti CS 2011 – Vale Central – Chile – preço: R$ 18,89 (Carrefour) – álcool: 13% – intenso e jovem na cor, tutti-fruti nos aromas sobre uma pontinha de licor de cassis. Na boca um vinho que chama atenção pela quantidade de madeira (aduelas?) a ofuscar a fruta. Toque picante, final intenso, novamente marcado pela madeira. 

8°) Oak Leaf California Cabernet Sauvignon – não indica safra – Walmart – álcool: 12,5% – preço: R$ 16 – vermelho rubi claro. Aromas abertos com groselha e tutti-fruti com boa sustentação na taça. Boca macia, taninos leves e final marcado pela doçura e fluidez. 

7°) Club des Sommeliers Cabernet Sauvignon 2011 – Vale do Maule – álcool: 13% – preço: R$ 19,90 (Pão de Açúcar) – vermelho rubi, simples nos aromas com fruta vermelha e nada mais. Macio, curto, adocicado. 

6°) Reservado Santa Helena Cabernet Sauvignon 2011 – Vale Central – álcool: 12,5% – preço: R$ 15,90 (Interfood/Dia) - vermelho rubi, aromas com alguma definição com enfase nas frutas vermelhas e reminiscências de madeira. Corpo bom com média expansão no paladar, final limpo. Flui bem na boca, fácil de beber, consegue lembrar Cabernet Sauvignon mas já foi melhor no passado. 

5°) Toro Loco Tempranillo 2011 – Utiel-Requena – Espanha – preço: R$ 25 – álcool: 12,5% – cor intensa, nariz frutado (lembra maceração carbônica), boca simples, franca, sem defeitos graves. Vinho honesto de qualidade compatível com o preço. Avaliação: 85/100 pts.

4°) Los Perros Viña Requingua Cabernet Sauvignon 2010 – Vale de Curicó – Orion Vinhos (Supermercado Sonda) - preço: R$ 17,90 – álcool: 13,9% - o exemplar da vinha Requingua exibiu cor intensa, toques de licor de cassis, ameixas sobre baunilha nos aromas. Taninos gentis, conjunto razoavelmente equilibrado com uma nota de fruta doce no retrogosto. Persistente, termina com boa persistência, sem adstringência ou aspereza. Boa tipicidade. Avaliação: 85,5/100 pts.

 

3°) Aurora Reserva Cabernet Sauvignon 2008 – Serra Gaúcha – preço: R$ 23,90 – álcool: 12,5% – o representante nacional exibiu bom desempenho na degustação às cegas e fez bonito. Levou a medalha de bronze numa peleja disputadíssima. Vermelho rubi na cor, aromas típicos com licor de cassis, jabuticaba e uma pontinha de baunilha. Boca macia, redonda com final um pouco adocicado. Exibiu boa tipicidade da casta, o que não é fácil de conseguir na Serra Gaúcha. Avaliação: 86/100 pts.

2°) Michel Torino Cabernet Sauvignon 2011 – Vale de Calchaqui – Mendoza – preço: R$ 24,90 (Bruck/Carrefour) – álcool: 13,5% -Vermelho rubi intenso. Aberto nos aromas com boa fruta. Lembra Pinot Noir chileno. Depois de algum tempo notas de mentol. Uma pontinha de cravo.  Taninos macios, boa persistência e confirmação da fruta sinalizada no olfato. Cabernet Sauvignon frutado. Avaliação: 86,5/100 pts.

 

1°) Reservado Don Arturo 2009 – Vale Central – preço: R$ 21,80 – álcool: 13,5% – preço: R$ 21,80 – Expand – o campeão da degustação exibiu cor intensa e foi o único que recebeu o adjetivo “complexo” para os aromas com as típicas notas da Cabernet Sauvignon no Chile: licor de cassis, especiarias, pimenta vermelha, leve terroso sobre uma nota mentolada. Boca viva, taninos macios, álcool, acidez e fruta em sintonia. Termina persistente e deixa uma gostosa nota picante no fim-de-boca. Além de ser detentor de equação preço-qualidade, às cegas, se degustado com vinhos mais caros irá surpreender. Avaliação: 87/100 pts. 

 Conclusão

A degustação realizada às cegas revelou algumas surpresas. De maneira geral, os vinhos se mostraram alcoólicos, pouco concentrados, taninos macios, baixa acidez e tipicidade aquém do esperado. O Chile sempre se destacou por produzir vinhos de baixo custo de boa qualidade, mas se considerarmos apenas os cinco primeiros colocados apenas dois chilenos se destacaram e um deles foi o grande vitorioso da peleja. O Reservado Don Arturo Cabernet Sauvignon 2009, produzido pela gigante Bodegas Corpora, importado por Expand, é uma prova de que mesmo em grandes quantidades dá para manter um nível mínimo de qualidade. O vinho realmente honra a tradição chilena sempre lembrada por Hugh Johnson: “Cabernet Sauvignon permanece o trunfo – que outro país oferece mais consistência no nível inicial?”  O outro, o quase desconhecido “Los Perros” exibiu algum “pedigree”: produzido pela Viña Requingua, conhecida por seu consistenye “Toro de Piedra”, um denso e típico Cabernet Sauvignon do Vale de Curicó, pode ser encontrado no Supermercado Sonda e Padrão. Sem dúvida, um exemplar andino de baixo custo e boa qualidade.

As surpresas

Michel Torino Cabernet Sauvignon, Aurora Reserva Cabernet Sauvignon e Toro Loco Tempranillo (incluído na degustação na qualidade de “intruso”) surpreenderam. Vinhos bem feitos, de boa tipicidade e de preços justos. O argentino exibiu rara tipicidade, principalmente se se considerar que é um vinho de Salta, bem distante da principal região produtora da Argentina que é Mendoza. Importado pela Bruck, pode ser encontrado no Carrefour e na internet sem muita dificuldade. O Toro Loco confirmou seu desempenho e o Aurora Cabernet Sauvignon Reserva também mostrou virtudes na taça. Prova de que a Cabernet Sauvignon se bem tratada dá bons frutos na Serra Gaúcha. Para encerrar, esses três vinhos foram harmonizados com as carnes do restaurante e o resultado foi positivo. São vinhos aptos à mesa, mas poderão ser desfrutados sem comida também.

 

As decepções

Desta vez resolvemos abrir mão das pontuações do 6° ao 12° porque os vinhos eram muito semelhantes entre si. Para que o leitor possa compreender, apenas um vinho obteve 79/100 pts. – Regular. Todos os demais tiveram notas entre 84 a 80/100 pts – Bom. Esperavamos mais do Club dos Sommeliers (produzido por Carta Vieja e comercializado no Extra e Pão de Açúcar), Cremaschi Furlotti (importado pelo Carrefour) e Gordo Ravin (produzido pela Viña Maipo que integra o conglomerado Concha y Toro, importado por Ravin). O californiano Oak Leaf (importação do Walmart), na média de notas ocupou a oitava colocação, mas agradou este degustador. Apesar de não indicar safra e sua garrafa não seguir o padrão da categoria, é um vinho leve, fluído, fácil de beber e que vale o preço (R$ 16,00). Tem aromas de groselha, taninos leves, fresco e de boa expressão no paladar, faltando-lhe corpo e persistência. Os vinhos que decepcionaram tropeçaram na tipicidade, na falta de expressão gustativa, concentração, frescor e doçura excessiva. Prova disso que às cegas nenhum dos degustadores conseguiu afirmar que se tratava de Cabernet Sauvignon. Enfim, o objetivo dessa degustação não é o de depreciar qualquer marca, mas a exemplo de outros posts acessadíssimos neste blog, pretendemos

http://blogdojeriel.com.br/2011/08/selecao-de-vinhos-bons-e-baratos/ e

http://blogdojeriel.com.br/2012/02/segunda-selecao-de-vinhos-bons-baratos/

orientar os leitores na hora da aquisição de vinhos de sua preferência. Faremos uma terceira seleção de “vinhos bons e baratos” e mais duas degustações como essa: Malbec e Carménère existentes nos supermercados até uma determinada faixa de preços. Por fim, cabe esclarecer que alguns vinhos poderão custar mais do que R$ 25 na data da publicação deste artigo, em razão da flutuação dos preços nos supermercados que praticamente alteram diariamente os preços de seus produtos pura simplesmente por majorações ou promoções.

Saúde!

Esvaziando a Adega – Safra 2002: Novo Mundo. Argentina ganhou

O Esvaziando a Adega deste mês teve por tema vinhos da Safra 2002 (Argentina, Chile e Uruguai e um “intruso” italiano).  O serviço do vinho, atencioso e eficiente,  coube ao competente garçon Pereira, supervisionado por Robério. Estiveram presentes os Confrades José Luiz, Lucas, Clóvis, Romeu e quem escreve. O leitor deste blog Rubão Maturana participou da degustação e mais uma vez fez observações pertinentes.  A seguir a lista dos vinhos degustados:

Rubão, Jeriel, Pereira e José Luiz

O ranking, na ordem decrescente de classificação:

Dolium Malbec Reserva 2002 – álcool: 14% – Mendoza – Premium Wines – dolium@dolium.com - desclassificado por estar bouchonée

7. El Preciado 2002 – álcool: 13,5% – uvas: Cabernet Franc (56%), Merlot (20%), Tannat (18%), Cabernet Sauvignon (6%) – região: Las Piedras/San José – Uruguai – importador: World Wine

6. Nieto Senetiner Bonarda 2002 – álcool: 13% – Mendoza – Casa Flora

5. Lagrein Terlano 2002 – álcool: 1% – Südtirol – Alto Adige – Mistral

4. Casa Tamaya Blend Reserve 2002 – álcool: 13,5% – uvas: CS (50%), CA e Sy em partes iguais (25% cada) – Vale do Limarí/Chile – importador: Del Maipo

3.- Morandé Edición Limitada Malbec 2002 – álcool: 13% – Vale do Maipo

2.- Finca La Celia Cabernet Franc 2002 – álcool: 14% – Vale de Uco – Mendoza

1.- Luigi Bosca Syrah Reserva 2002 – álcool: 14% – Decanter

O pódio da esquerda para a direita. Os dois primeiros lugares couberam à Argentina, com dois Syrahs de ótima qualidade. Em terceiro, um Malbec chileno: Morandé Edición Limitada.

 

A Confraria “Esvaziando a Adega” reuniu-se em São Paulo, Capital

O campeão da peleja foi o excelente Luigi Bosca Syrah 2002 (Decanter), um vinho no auge de sua evolução, de rara tipicidade vista nos solos platinos, eis que se destacou na degustação e demonstrou consistência. O segundo lugar também ficou para outro Syrah 2002 argentino: Finca La Celia que também brilhou por conta de seu frescor e tipicidade. Na terceira colocação, uma aparente contradição. Um Malbec chileno de estirpe, produzido por ninguém menos do que Pablo Morandé: Edición Limitada. O vinho, a exemplo dos anteriores, também não denunciou o peso dos anos e também se destacou por sua tipicidade em solo andino. Os demais, todos atingiram 10 anos em boas condições, exceto o Dolium Malbec 2002, que estava bouchonée. O vinho “intruso” foi o italiano Lagrein da Cantina Terlano (Mistral – última safra importada 2003 por US$ 32,90), que exibiu boa harmonia e maciez.

Esvaziando a Adega Especial – vinhos da importadora Best Wine

O Esvaziando a Adega deste mês teve por tema vinhos da extinta importadora Best Wine, especializada em vinhos do Novo Mundo, que fez muito sucesso no final da década de 1990 até 2005. Seu último endereço conhecido foi no Butantã, na Rua Augusto Perrone n° 254, São Paulo, aonde foram adquiridos os vinhos dessa degustação. Estiveram presentes os Confrades José Luiz, Lucas, Clóvis, Romeu e quem escreve. O leitor deste blog Rubão Maturana participou da degustação e fez observações pertinentes.  A seguir a lista dos vinhos degustados na ordem decrescente de classificação:

2) In Situ Reserva Chardonnay 2005 – álcool: 13,5% – região: Aconcagua – típico Chardonnay chileno, com uma boa carga de madeira, mas ainda fresco com notas de frutas tropicais maduras (abacaxi principalmente), pêssego e uma pontinha de maçã verde. Apesar de contar com 7 anos, sentiu pouco o peso do anos. Avaliação: 85/100 pts.

1) Diemersdal Chardonnay 2003 – álcool: 13% – região: Durbanville - a cor não denunciou o peso de seus nove anos, porque era menos intensa do que o vinho anterior. Nos aromas toques florais sobre um fundo cítrico e mineral. Boca no mesmo diapasão com  acidez delicada a fazer sua parte. Fresco, macio, com alguns toques amanteigados confirmando sua passagem por barrica. Um vinho gostoso, longevo e, principalmente,  de grande tipicidade. Avaliação: 88/100 pts.

Desclassificado: In Situ Reserva Sauvignon Blanc 2005 – álcool: 13,5% – região: Aconcagua - a rolha de plástico saiu com facilidade e o vinho já estava em declínio. 

Rutherglen Shiraz 2004 – o campeão da degustação foi um vinho australiano

TINTOS

6) Andrew Peace Mighty Murray Durif 2004 – álcool: 14% – South Eastern Australia – e-mail: andrewpeace@apwines.com - vermelho rubi com halo granada. Muito alcoólico no nariz a lembrar um vinho fortificado – Porto. Na boca é quente, macio, tânico, média persistência  e de final adocicado. Avaliação: 84/100 pts. 

5) Viu Manent San Carlos Gran Reserva Cabernet Sauvignon 2001 – álcool: 13,5% – Vale de Colchágua -  vermelho turvo com halo granada. Perfil aromático unidimensional com um toque de café torrado. Boca franca, simples, equilibrada, sem fruta. Final curto. Avaliação: 85/100 pts.

4) Eral Bravo Malbec 2004 – álcool: 14,5% – região: Mendoza/Luján de Cuyo – um dos vinhos de cor mais evoluída do painel, granada brilhante. Nos aromas muito chocolate sobre leve herbáceo. Boca alcoólica, macia, um pitada de fruta preta (ameixa), acidez mediana e final limpo, persistente e redondo. Avaliação: 86/100 pts.

3) In Situ Winemakers Selection Merlot 2004 – álcool: 13,5% – Vale de Aconcágua - vermelho rubi com reflexo granada. Pouco intenso mas de aromas complexos com frutas negras e mentol. Na boca exibiu taninos macios e tudo no lugar certo. Boa tipicidade. Final redondo. Avaliação: 87/100 pts.

2) Viu Manent San Carlos Gran Reserva Malbec 2002 – álcool: 14% – Vale de Colchágua - bastante evoluído na cor, este Malbec chileno exibiu aromas mentolados sobre uma convidativa nota de chocolate. Na boca taninos ainda presentes de qualidade muito boa, fruta e madeira integradas, notas de chocolate num final longo, persistente e redondo. Avaliação: 88/100 pts.

1) Rutherglen Estates Shiraz 2004 – álcool: 14,5% – Victoria – R$ 58  – O campeão da degustação foi o vinho que exibiu cor menos evoluída: vermelho rubi com reflexo violáceo e discreto halo granada em formação nas bordas. Nos aromas frutas negras, especiarias  sobre um fundo no qual o mentol se destacou.  Na boca a sua entrada revelou um vinho de taninos potentes sem agredir o paladar, álcool elevado sem incomodar, sabor concentrado, profundo e de final seco, com uma ponta de austeridade. Um belo vinho que infelizmente não pode mais ser encontrado no mercado. Um Shiraz de notável tipicidade, potência e equilíbrio gustativo,  que em 2004 já era dotado de tampa de rosca, o que certamente contribuiu para sua conservação, eis que ainda se mostrou fresco, com possibilidade de evoluir na garrafa por mais algum tempo. Avaliação: 88,5/100 pts.

Na taça o espetacular Margan Family Winegrowers Hunter Valley Botrytis Semillón 2005 – com apenas 10,5% de álcool mostrou uma impressionante concentração de sabor

Margan Family Winegrowers Hunter Valley Botrytis Semillón 2005álcool: 10,5% – linda cor topázio brilhante. No olfato exibiu uma profusão de aromas  com garapa, damasco, amendôas, fruta confitada e geléia de laranja sobre notas florais e de mel com ampla sustentação na taça. Na boca subscreveu todas as sensações olfativas com muita maciez e uma impressionante concentração de sabor, com destaque para o equilibrio entre doçura, álcool  e acidez, que resulta num vinho fresco, profundo e sobretudo prazeroso. É impressionante como uma pequena quantidade se expande no paladar. Tivesse um pouco mais de intensidade aromática e persistência, estaria perto da perfeição. Avaliação: 93/100 pts.+ 

Este delicioso Chardonnay fez as pazes com o tempo, porque estava tão fresco e frutado que não parecia ser da já distante safra 2003…

 Conclusão

A degustação, às cegas, foi surpreendente. Os vinhos foram conservados na adega sem climatização, mas todos estavam em bom estado de conservação. Apenas o Sauvignon Blanc 2005 não estava bom, mas apresentou perda de elasticidade de sua rolha sintética, que saiu sem nenhum esforço. O vinho estava oxidado. Os demais todos bons, destaque para os chilenos San Carlos (Viu Manent, atualmente importados por Hannover)  e para o melhor vinho da degustação, um Shiraz australiano dotado de screw cap da distante safra de 2004.  O grande vinho foi o espetacular  Margan Valley Botrytis Semillón 2005, que impressionou por seu corpo e concentração de sabor. Tudo isso com apenas 10,5% de álcool!  O portfólio dessa pequena importadora era de qualidade elevada. Especializada em vinhos do Novo Mundo, a Best Wine  foi uma importadora exemplar, que se destacava nos eventos que participava. Relacionava-se muito bem com a mídia, associações e formadores de opinião (infelizmente muitas importadoras não dão importância para isso). Era um verdadeiro modelo, porque seu portfólio reunia produtores da Austrália, África do Sul, Argentina, Chile, Uruguai e distribuia até alguns rótulos de Portugal, mas seu forte mesmo era o  “vanguardismo novomundista”. Seus vinhos australianos e sul-africanos de baixo custo eram encontrados com facilidade nas grandes redes supermercadistas; já os vinhos premium eram comercializados somente na importadora. Infelizmente encerrou suas atividades. Mas essa degustação serviu como prova da qualidade dos vinhos que a saudosa Best Wine importava e comercializava. Uma pena! 

Esvaziando a Adega vinhos da safra 2002 – Abadia Retuerta Rívola venceu a peleja

Na tarde de 30 de junho de 2012, realizamos mais uma degustação “Esvaziando a Adega”. Todos Confrades estiveram presentes: André, Lucas, José Luiz, Romeu e Clóvis. Desta vez fizemos uma degustação de vinhos do Novo e do Velho Mundo da safra 2002. O restaurante escolhido foi  o Extravirgen, localizado na Vila do Jardineiro, Avenida Eliseu de Almeida 1.077, Caxingui, Butantã, São Paulo, Capital. A seguir a lista dos vinhos degustados:

Vinhos brancos da safra 2002 – todas amostras estavam boas!

Brancos:

Finca La Anita Semillón Mendoza 2002 – importador: Bodega Los Andes

Las Casas Del Toqui Semillón  Rapel 2002 – All Food

Fairhall Downs Sauvignon Blanc Malborough 2002 – Premium Wines 

Tintos do Novo e do Velho Mundo participaram da degustação

Tintos

Cousiño Macul Antiguas Reservas 2002 – Santar

Las Moras Reserva 2002 San Juan – All Food

Abadia Retuerta Rívola – Vino de La Tierra de Castilla y Leon 2002 – Sardon del Duero – Península

El Vínculo 2002 DOC La Mancha – Mistral

Familia Bianchi Cabernet Sauvignon Mendoza 2002 – Aurora

Leyda Syrah Single Vineyard  Colchagua 2002 – Hannover

Aurora 75 anos Cabernet Sauvignon – Merlot 2002 – Vale dos Vinhedos

Alto Las Hormigas Malbec Mendoza 2002 – Mistral

Este Sauvignon Blanc que não é mais importado aguentou bem o decurso de 10 anos.

 

Os degustadores – todos experientes e realizaram o serviço do vinho.

 

 

 

Da esquerda para direita o pódio: um espanhol venceu seguido por dois chilenos

 

Aqui temos um curioso espumante de uva Niágara, método champenoise, orgânico-biodinâmico, produzido em Santa Catarina. Custa menos de R$ 20, tem bons aromas que remetem à própria uva e que s
ao confirmados na boca.

O Contrarrótulo traz informações importantes.

Romeu Mattos Leite, que produz os melhores ovos de galinhas do Brasil, com certificação orgânica inclusive, é também apreciador de grandes vinhos.

A seguir o pódio da degustação – Brancos

3° –  Las Casas Del Toqui Semillón Rapel 2002 – All Food

2° – Fairhall Downs Sauvignon Blanc Malborough 2002 – Premium Wines

1° – Finca La Anita Semillón Mendoza 2002 – importador: Bodega Los Andes

Aurora 75 anos Cabernet Sauvignon – Merlot 2002 – Vale dos Vinhedos  – desclassificado – bouchonée (rolha)

8°) Las Moras Reserva 2002 San Juan – All Food – (atual importador: Calix)

7°) El Vínculo 2002 DOC La Mancha – Mistral – US$ 67,50 (2006)

6°) Carmem Carménère – Cabernet Sauvignon Maipo 2002 – Mistral – linha Reserve US$ 25,90

5°) Familia Bianchi Cabernet Sauvignon Mendoza 2002 – Aurora (atual Mr. Man)

4°) Alto Las Hormigas Malbec Mendoza 2002 – Mistral – US$ 26,90 (2011)

3°) Cousiño Macul Antiguas Reservas Cabernet Sauvignon 2002 – Santar – preço médio R$ 50

2°) Leyda Syrah Single Vineyard Colchagua 2002 – Hannover (atual Grand Cru – R$ 65)

1°) Abadia Retuerta Rívola – Vino de La Tierra de Castilla y Leon 2002 – Sardon del Duero – Península (safra 2009 – R$ 91  http://www.peninsulavinhos.com.br/p-142-abadia-retuerta-rivola.aspx” ) – uvas: Tempranillo (60%) e Cabernet Sauvignon (40%) 

 

 O único representante nacional estava bouchonée

 

 

O André incluiu um “intruso” na degustação: um vinho húngaro da safra 2009, Pinot Gris, garrafa de 500 ml, 12% de álcool. O nome do vinho é Badacsony Borvidék “Szürkebarát”. Às cegas ficou na segunda colocação entre os brancos. Agradeu por seus aromas e equilíbrio gustativo. Agora vem o melhor. Custa singelos R$ 19 no “Empório Húngaro”.

 

Esvaziando a Adega: degustação horizontal de Cabernet Sauvignon 2002

Na tarde de 11 de fevereiro de 2012, realizamos mais uma degustação “Esvaziando a Adega”. Presentes Lucas, José Luiz, Romeu e Clóvis. Desta vez fizemos uma degustação horizontal da safra 2002 de vinhos elaborados com Cabernet  Sauvignon. O restaurante escolhido foi o novo Extravirgen, localizado na Vila do Jardineiro, Avenida Eliseu de Almeida 1.077, Caxingui, Butantã, São Paulo, Capital. A seguir a lista dos vinhos degustados:

Cousiño Macul Don Luis Cabernet Sauvignon 2002 (Maipo/Chile)

Campo Madonna Fattoria di Cavalcaselle Cabernet Sauvignon IGT 2002 (Veneto/Itália)

Santa Carolina Cabernet Sauvignon Reserva 2002 (Colchágua/Chile)

Alamos Cabernet Sauvignon 2002 (Mendoza/Argentina)

Beaulieu Vineyards Coastal Estates Cabernet Sauvignon 2002 (Califórnia/EUA)

Os trabalhos começaram com a degustação do Cava Chatel Brut Selección

 A seguir a descrição e avaliação dos vinhos degustados:

Beaulieu Vineyards Coastal Estates Cabernet Sauvignon 2002 (Califórnia/EUA) – importador: UDV - o mais evoluído do conjunto com nítido tom granada de média concentração. Simples nos aromas e um pouco doce no paladar. Dividiu opiniões, mas ainda estava em condições de ser bebido. Final adocicado. Avaliação: 84/100 pts.

 

Alamos Cabernet Sauvignon 2002 (Mendoza/Argentina) – importador: Mistral – peço: R$ 35 – evoluído na cor, simples nos aromas com notas vegetais. Boca macia, algum equilíbrio gustativo, fruta escassa e final limpo, sem adstringência. Avaliação: 85/100 pts.

 

Santa Carolina Cabernet Sauvignon Reserva 2002 (região: Vale de Colchágua/Chile) -  importador: Casa Flora – preço médio: R$ 35 -Vermelho rubi com nítido halo granada. Aromas herbáceos, perfil unidimensional. No paladar taninos macios, redondos. Final limpo, um pouco curto. Avaliação: 86/100 pts.

 

Cousiño Macul Don Luis Cabernet Sauvignon 2002 (Maipo/Chile) – importador: Santar – preço médio: R$ 35 - Vermelho rubi com halo granada. Aromas abertos com notas herbáceas sobre leve compota (goiabada). Taninos macios. Reconhecidamente longevo, é  equilibrado e foi  aberto no momento certo. Avaliação: 87/100 pts.

 

Montresor – Campo Madonna Fattoria di Cavalcaselle Cabernet Sauvignon IGT 2002 (Veneto/Itália) – importador: Cantu – preço médio: R$ 89 – retinto com discreto halo granada em formação. Aromas pouco intensos mas complexos com notas de couro e tabaco. Boca forte, taninos vivos de qualidade muito boa, acidez compatível, acento mineral, pouca fruta e madeira presente. Vai longe. Avaliação: 88/100 pts.

 

 

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Sobre o Extravirgen

O novo  Extravirgen, localizado na Vila do Jardineiro, é um restaurante especializado em culinária mediterrânea com receitas variadas e saudáveis que está instalado num ambiente agradável. Durante a semana, serve almoço executivo ou por quilo. À noite música ao vivo. Pratos como Paella, Costela Suína, Ragú de Cordeiro são alguns de seus destaques. Seu buffet também é bastante apetecível e tem  vários itens frescos. O Extravirgen assim se define: “uma proposta criativa de gastronomia saudável e de qualidade”. Telefone: 11 3721 8430 ou www.extravirgen.com.br

Seleção de vinhos “Bons e Baratos”

É possível degustar vinhos de até R$ 35 que possam ser qualificados como muito bons -  85 a 89 pts.?  Num despretensioso churrasco de domingo promovido pelo estimado amigo Roberto A. Gomes,  que criteriosamente escolheu cada garrafa (levamos o Cava Chatel), podemos afirmar que sim, isto é, a resposta para essa questão é afirmativa. Começamos pelo chileno do Vale do Maule, Cremaschi Furlotti Sauvignon Blanc Selección de Barrica 2010, importado pelo Carrefour, custa R$ 18,90.  Exibiu aromas florais sobre maracujá maduro, muito frescor na boca e boa persistência (86/100 pts). Passamos para os tintos. O primeiro foi o onipresente Alamos Malbec 2009 (Mistral – R$ 30). O mais aromático de todos, com violeta e ameixa. Na boca taninos macios, fruta em evidencia, final suave sem aspereza (87/100 pts). Terminamos a prova com o gostoso Sul-africano Oracle Cabernet Sauvignon 2010. Aromas que realmente remetem à casta estampada no rótulo com fruta madura e um toque de pimenta-do-reino. Na boca foi o mais tímido dos vinhos degustados, com taninos leves, corpo magro e baixa concentração de sabor. A tipicidade e o seu preço são as maiores virtudes desse tinto importado pela CBD. Preço no Pão de Açúcar: R$ 26,64. Avaliação: 85/100 pts.
 

Cremaschi Furlotti Sauvignon Blanc 2010, Lucilla IGT 2004, Alamos Malbec 2009 e Oracle Cabernet Sauvignon 2010

 

Cava Chatel, da Bodega Pinord, foi o vinho mais elogiado por conta de seu frescor, estrutura e sobretudo por sua vocação "festiva". Adquirida no Carrefour no fim de 2010, custou R$ e atingiu 88/100 pts. Pena que tenha se esgotado rapidamente!

 

Conclusão

Dá para comprar bons vinhos com R$ 35! Gostamos do Sauvignon Blanc (Cremaschi Furlotti 2010) chileno também agradou, porque seu frescor se destacou. Provavelmente, as uvas devem proceder da região mais fresca do Vale do Maule. Com importação direta do Carrefour, seu preço é, em números absolutos, o menor de todos os vinhos degustados. O Alamos Malbec 2010 é um velho conhecido nosso. No quesito aromas, foi o campeão, com notas de violetas e ameixas. Esperavamos mais do Oracle Cabernet Sauvignon 2010, todavia, esclarecemos que o Shiraz é mais consistente. O vinho mais elogiado foi o Cava Chatel, produzido por Bodegas Pinord, todavia, durou pouco tempo no local em que foi adquirida: Supermercado Carrefour do Shopping Butantã.