Category Archives: Restaurantes

Mais um jantar enogastronômico bem sucedido no Zeffiro

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Na noite de 25 de abril, realizou-se o segundo jantar enogastronômico do Zeffiro, restaurante de inspiração Toscana localizado na Rua Frei Caneca n° 669, Bela Vista, São Paulo (tel. 011 3259-0932), com a presença de Vera Damaso (Zeffiro) e convidados. Foram servidos os seguintes pratos:

Couvert –  pães variados, azeitonas temperadas e manteiga.

Açorda, preparada com bacalhau, pão de miga, azeitona e azeite.

Cordeiro à portuguesa com batatas.

Baba de caramelo, elaborada com doce de leite e ganache  de chocolate.

Deliciosa Açorda do Zeffiro

Deliciosa Açorda do Zeffiro

Compatibilizados com os  vinhos a seguir:

Encostas da Pedra Alta, Douro D.O.C., branco 2011.

Encostas da Pedra Alta, Douro D.O.C., 2010.

Encostas da Pedra Alta Reserva, Douro D.O.C., 2009.

Encostas da Pedra Alta – Fine Tawny Porto.

Flagrante do terraço do Zeffiro na noite da degustação, que mensalmente realiza um jantar harmonizado

Flagrante do terraço do Zeffiro na noite da degustação, que mensalmente realiza um jantar harmonizado

Conclusão

O segundo jantar do Zeffiro, restaurante paulistano de inspiração Toscana comandado por Vera Damaso e seu marido, com vinhos Durienses (Portugal) da importadora TW Wines (tel. 11 2861 7350 – 11 81650158 – Ailson Loiola), na senda do primeiro também  foi  sucesso de público. Não somente pelos vinhos escolhidos para essa finalidade, mas principalmente pela qualidade superlativa dos pratos, preparados sob supervisão direta de Vera, que aproveitou a oportunidade para fazer uma incursão pela culinária portuguesa com pleno êxito. Além disso, destaque-se a qualidade do serviço digna de reconhecimento. Em maio haverá outro jantar, fique atento porque assim que soubermos a data divulgaremos. Vá ao Zeffiro. Você não irá se arrepender!

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Academia da Grelha – Dinho’s Steak House abre novas turmas para aula de churrasco

Na última segunda-feira, dia 15 de abril, através de convite da CH2A Assessoria de Imprensa, tivemos a oportunidade de participar da aula inaugural da “Academia da Grelha”, comandada por Paulo Zegaib, o “Paulão”, do Dinho’s Steak House da Rua Jerônimo da Veiga 153, Itaim-Bibi, tel. 011 3253 7052, Capital – São Paulo.

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Sobre a Academia da Grelha

Um churrasco é sempre um bom argumento para reunir a família e os amigos, mas nem todos sabem lidar com os elementos que o envolvem: a churrasqueira, garfos e facas maiores, carnes ainda sem corte, sal grosso. Pensando nisso, o Dinho’s Steak House, restaurante especializado em carnes de qualidade excepcional em São Paulo, abre nova temporada do projeto Academia da Grelha.

Carne Marmorizada nível 5

Carne Marmorizada nível 5

A ideia é reunir os interessados na arte do churrasco para uma aula prática, sob o comando do chef Paulo Zegaib, que ensinará os segredos e as técnicas de um bom churrasco. “Os participantes irão receber orientações desde o acendimento da churrasqueira até a degustação da carne”, explica o chef.

Destaque também para a receita de arroz na grelha e saladas, além das dicas da sommèliere Gabriela Bigarelli sobre vinhos para harmonizar com churrasco.

Aqui tem o bife de tira que é um corte tirado do centro da picanha

Aqui tem o bife de tira que é um corte tirado do centro da picanha

Haverá duas aulas: uma no dia 20 de maio e outra no dia 17 de junho, cada uma para até 12 participantes. Elas acontecem no salão do Dinho’s Steak House, das 19 às 22 horas. Os interessados em participar devem fazer sua reserva no telefone (11) 3079-1049 ou e-mail cassia@dinhossteak.com.br. O valor por pessoa é R$ 190 e inclui aula, jantar e degustação de vinhos. Para colocar em prática as receitas e técnicas ensinadas, os alunos recebem de presente um conjunto de garfo e faca para churrasco personalizado.

Paulo Zegaib ensinou passo-a-passo para um churrasco de sucesso com a expertise Dinho’s

Paulo Zegaib ensinou passo-a-passo para um churrasco de sucesso com a expertise Dinho’s

Paulo Zegaib

O empresário e chef Paulo Zegaib costuma dizer que “nasceu dentro da cozinha”. Filho de Fuad Zegaib, fundador da churrascaria Dinho’s Place, começou a trabalhar oficialmente com o pai aos 15 anos. A paixão pela culinária o levou à França, onde estagiou na rede hoteleira Accor, e depois para a Itália, onde viveu um ano trabalhando em diferentes cozinhas.

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Em 1989, abriu o seu primeiro restaurante, a churrascaria Rose Bif. A esse empreendimento seguiram-se outros, como os restaurantes Narciso, Público e Casa Pizza. Atualmente, Paulo está no comando do Dinho’s Steak House, que abriu suas portas em outubro de 2012 para reformular o conceito do então Mabella

A seleção de vinhos ordenou os vinhos por ordem decrescente de preços e qualidade crescente

A seleção de vinhos ordenou os vinhos por ordem decrescente de preços e qualidade crescente

O serviço do vinho

Executado com habilidade pela experiente Sommeliére Gabriela Bigarelli, que escolheu três vinhos de preços acessíveis que harmonizaram muito bem com os diversos tipos de carnes servidos.

A sommeliere Gabriela Bigarelli executa o serviço do vinho competentemente porque escolheu criteriosamente os vinhos da harmonização.

A sommeliere Gabriela Bigarelli executa o serviço do vinho competentemente porque escolheu criteriosamente os vinhos da harmonização.

Nossas impressões

A aula começou com  a explicação de Paulo sobre como utilizar a grelha. Antes, porém, foi servida uma delicosa Pancetta como tira-gosto. Paulo explicou que o calor pode ser abafado com as cinzas do churrasco anterior e que também pode-se controlar a temperatura da churrasqueira com elas. O fogo deve ser aceso preferencialmente com álcool gel ou adição de álcool a pão velho. Logo em seguida, os presentes foram convidados a retomar seus lugares  para experimentarem  deliciosos “mini-hamburguinhos com maionese de wasabi”. Paulo explicou que para elaboração do arroz à carreteiro a melhor carne bovina é o traseiro. Alguns detalhes foram explicados por Paulo que em nenhum momento se furtou a responder às indagações quelhe foram feitas pelos presentes: por exemplo, para picar a cebola, a fica tem que estar virada para o lado de fora para evitar acidentes; Paulo também explicou que  tempera o churrasco apenas com sal grosso triturado no liquidificador e que as carnes ao serem colocadas no espeto devem estar todas do mesmo lado guardando alguma distância entre si. Quanto às linguiças para churrasco duas marcas foram recomendadas. Sadia e Aurora, sem exclusão das demais. A aula é dinâmica e vez por outra os comensais são instados a retornar para suas mesas para saborear as carnes na medida que vão grelhando. A “fraldinha”, segundo Paulo, é uma das carnes mais apropriadas para churrasco, eis que pode ser cortada em pequenos bifes ou a peça toda poderá grelhada. Paulo ainda ensinou a fazer molho Vinagrete, Salada Caesar, Farinha torrada na manteiga  e o delicioso Arroz à Carreteiro, tudo detalhadamente “passo a passo”.  Quanto à onipresente Picanha, foi salientado que o Contra-Filet, nas suas duas modalidades: bife ancho e bife-de-chorizo está ganhando espaço. Com relação à Picanha, Paulo explicou que a chamada “Picanha Nobre” ou “Bombom de Picanha” é uma ponta dessa peça de carne, em formato triangular que se destaca por sua maciez. O encerramento se dá com o preparo de um “espetinho de frutas com sorvete de creme e redução de aceto balsâmico” Enfim, a aula é completa e o interessado sairá de lá com importantes subsídios que serão úteis para elaboração de churrasco, eis que ao final, o comensal recebe uma apostila com dicas importantes.

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Vinhos degustados, escolhidos criteriosamente pela Sommeliére  do Dinho’s. A seguir nossa descrição e avaliação de cada um deles:

Chianti Colli Senesi Palagetto 2007 – álcool: 14% – importador: Vinea – exibiu a cor tradicional dos Chiantis, vermelho rubi acastanhado brilhante. Aberto nos aromas com  notas terrosas, cogumelos e um pouco de madeira tostada. Na boca sua entrada revela um vinho tânico (boa qualidade), de acidez elevada, gosto marcante por conta de suas notas picantes. Enfim, um bom Chianti, que não custa muito e bom para harmonizar com carnes por conta de sua estrutura e acidez elevada. Avaliação: 86/100 pts.

Paulo Zegaib explicando as diferenças entre a carne Wagyu das normais

Paulo Zegaib explicando as diferenças entre a carne Wagyu das normais

Joffré e Hijas Gran Bonarda  2008 – álcool: 13% – região: Mendoza/Vale de Uco – vermelho rubi intenso com alguma profundidade.  Nariz expressivo com frutas negras em profusão, especiarias e uma ponta de madeira fina (semelhante a cedro). Na boca é um vinho expansivo, de taninos de boa qualidade, com a fruta e  a madeira em integração. Concentrado, de bomo corpo, deixa no fim-de-boca uma nota de chocolate. Avaliação: 87/100 pts.

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O vinho que se destacou foi o Otero Ramos “Suipacha” Cabernet Sauvignon 2008, álcool: 13,5%, Mendoza, importado por Vinea – Vermelho rubi brilhante de média intensidade. Aberto nos aromas com fruta vermelha em profusão (cereja principalmente) sobre leves tons balsâmicos. Na boca impressiona por sua fluidez no paladar, eis que seus taninos são macios, a acidez é compatível, a madeira e o álcool que costumam sobrar em alguns vinhos mendocinos aqui estão rigorosamente na medida certa. Na harmonização com as carnes foi, de longe, o vinho mais elogiado!  Avaliação: 88/100 pts.

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Conclusão

 O preço cobrado para participar a “Academia da Grelha” apesar de elevado (R$ 190 por pessoa), acaba por se justificar porque o serviço do restaurante é de primeira, as carnes são selecionadas, guarnições, saladas, etc.. também  são de elevada qualidade e a “aula” é extensa, com explicações a todo momento, num ambiente no qual a descontração impera. Além do contato direto que o comensal terá com o Paulão, que é um especialista na arte de cozinhar, preparar e grelhar carnes,  a aula é seguida de um generoso jantar, contando com a simpatia da Sommeliére Gabriela que, ao menos na aula inaugural, acertou (com louvor) na escolha dos três vinhos (um italiano e dois argentinos, vide avaliações acima) para harmonização com as deliciosas carnes do Dinho’s, eis que cada vinho foi escolhido combinar com cada corte de carne. Participar de uma aula da “Academia da Grelha” é uma experiência que vale à pena.

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Dinho’s Steak House

Rua Jerônimo da Veiga, 153 – Itaim Bibi

Horários de funcionamento: de segunda a quinta das 12 às 15 horas e das 19 às 23 horas | Sexta e sábado das 12 horas à meia-noite | Domingo das 12 às 18 horas

Telefone: 3079.1049 | Portal: www.dinhos.com.br

Estacionamento: R$ 18,00

Degustação no Via Imperatore: boa opção de churrasco em Porto Alegre

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Após conhecermos as principais vinícolas da região da Campanha Gaúcha, encontramo-nos com o leitor Jacques Martins para uma degustação em Porto Alegre, na noite de 9 de março.  O local escolhido foi o  Via Imperatore, restaurante localizado na Rua República  509, Cidade Baixa, tel 51 3026 3071, www.viaimperatore.com.br. Presentes além de quem escreve e do leitor Jacques: Moacir Biasibeti,  Ulisses, Márcio e Luiz, para degustação dos vinhos cuja lista segue:

Vinhos degustados

Vinhos degustados

Parallèle “45″ Côtes du Rhône Paul Jaboulet Aîne 2009 – Mistral – US$ 39,90

Nemorino – Syrah (60%), Sangiovese (20%) e Merlot (20%) – IGT Toscana 2007 – Cantu – R$ 69

Roche Costamagna Annunziata Barbera D’Alba DOC 2008álcool: 13,5% – região: La Morra/Piemonte – Ravin – preço: R$ 59

Marqués de Cáceres Reserva 2004, Região: Rioja Alta, Álcool: 13,5%, uvas: Tempranillo (85%), Garnacha Tinta e Graciano (15%), Preço médio: R$ 160 – Importador: Mr. Man

Angélica Zapata Merlot 2005 – 14,5% álcool – Mendoza/Agrelo – Luján de Cuyo - preço US$ 45,90 (Mistral)

Angélica Zapata Cabernet Sauvignon 2006 – 14% álcool – Mendoza/Agrelo – Luján de Cuyo – preço US$ 45,90 (Mistral)

Tannat Viejo H. Stagnari 2008 – 14,2% álcool – Cantu

Picanha borboleta - uma das especialidades do Via Imperatore de Porto Alegre

Picanha borboleta – uma das especialidades do Via Imperatore de Porto Alegre

Parallèle “45″ Côtes du Rhône Paul Jaboulet Aîne 2009 – álcool: 14% – uvas: Grenache (60%) e Syrah (40%) – importador: Mistral – preço: US$ 17,90 (R$ 50,84 em 24.01.2004) - intenso na cor violácea com reflexo púrpura. Nos aromas notas de madeira, especiarias sobre framboesa. Depois de algujm tempo tabaco e fumo-de-corda. No paladar um degrau a mais, com taninos presentes de boa qualidade, alguma sobra de álcool, reminiscência de frutas negras e final de boca longo, macio. Avaliação: 88,5/100 pts.

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Roche Costamagna Annunziata Barbera D’Alba DOC 2008álcool: 13,5% – região: La Morra/Piemonte – preço: R$ 59 – Ravin - Tel.: (011) 5574-5789 - Vermelho-rubi de média intensidade com reflexo violáceo. Aromas abertos com predomínio de notas florais  sobre um fundo discretamente terroso. Leve toque de especiarias. Na boca é um vinho de taninos macios, boa acidez e corpo médio para bom. Um Barbera de perfil moderno,  fácil de beber e que pode ser considerado um “best buy”. Cresceu à mesa. À conferir. Avaliação: 88/100 pts.

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Marqués de Cáceres Reserva 2004, Região: Rioja Alta, Álcool: 13,5% , uvas: Tempranillo (85%), Garnacha Tinta e Graciano (15%), Preço médio: R$ 160 – Importador: Mr. Man – vermelho-rubi com reflexo púrpura sem halo de evolução. Nariz complexo a lembrar geléia de frutas vermelhas, especiarias, madeira fina (cedro) sobre um discreto fundo vegetal. Boca complexa, expansiva, de taninos finos e bem presentes sem incomodar, bom entrosamento entre barrica e fruta com livre expressão dessa última. Álcool e acidez generosos, porém, integrados. Finaliza aveludado deixando uma nota frutada no longo e persistente  fim-de-boca. Ótima perspectiva de evolução na garrafa. Vinho de ótima tipicidade que recebeu 87/100 pts. da WS em 11/2009Avaliação: 90/100 pts.++

Salão superior do Via Imperatore

Salão superior do Via Imperatore

Nemorino IGT 2007 – Syrah (60%), Sangiovese (20%) e Merlot (20%) – 14% álcool – R$ 69 – importador: Cantu – Vermelho rubi com nítido halo granada. Nariz floral, herbáceo. Boa acidez, leve sobra de álcool. Boca adstringente, um pouco rústica. Leve prevalência da acidez sobre os taninos. Fruta e madeira em integração. Álcool generoso. Termina secante. Amadurece seis meses em barrica de carvalho francês e mais seis meses na garrafa. Avaliação: 85/100 pts. 

Catena Angelica - a tipicidade é o maior atributo desses vinhos

Catena Angelica – a tipicidade é o maior atributo desses vinhos

Angélica Zapata Merlot 2005 – 14,5% álcool – Mendoza/Agrelo – Luján de Cuyo – preço US$ 45,90 (Mistral) – este Catena afinou por 16 meses em barricas de carvalho francês, 40% novas. A Merlot sempre tropeçou na Argentina, principalmente por desinteresse da maior parte dos produtores do que por seu perfil aromático e gustativo, eis que normalmente os Merlots são facílimos de beber. É o tipo de vinho gostoso que costumamos indicar para quem está a se iniciar no mundo do vinho. Os vinhateiros platinos sempre utilizaram-na nos cortes e raramente fazem varietais. Este, como bem anotado na sua ficha técnica do importador, durante muito tempo foi produzido em pequena escala e somente vendido na Argentina. Os vinhedos são de altitudes diferentes: La Pirámide, Nicásia e Adrianna. Análise organoléptica: púrpura intenso com reflexos arroxeados. Aberto nos aromas com notas florais (violetas)  com discreta fruta vermelha sobre um fundo de baunilha. Na boca é um vinho denso, alcoólico, de taninos presentes de fina textura e média acidez. A concentração impressiona, com muita fruta vermelha e madeira por integrar. Intenso e profundo, termina secante e no retrogosto confirma a fruta vermelha. Apresenta longo potencial de guarda e recomenda-se decantá-lo por uma hora antes de consumir. Bom para carnes grelhadas. Avaliação: 88/100 pts. +

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Angélica Zapata Cabernet Sauvignon 2006 – 14% álcool – Mendoza/Agrelo – Luján de Cuyo – preço US$ 45,90 (Mistral) – este Catena afinou por 18 meses em carvalho francês (85 % – 30% novos) e 15% em barricas americanas. Análise organoléptica: púrpura intenso profundo com reflexos arroxeados. Aberto nos aromas com licor de cassis,  groselha, cereja e ameixa em profusão sobre um fundo de baunilha. Na boca é um vinho denso, potente, alcoólico, de taninos presentes de  textura fina e boa acidez. A concentração de sabor é adequada com muita fruta vermelha e madeira  integrada. Intenso e profundo, termina aveludado e no retrogosto confirma a fruta vermelha. De tipicidade invejável, apresenta longo potencial de guarda e recomenda-se decantá-lo por uma hora antes de consumir. Bom para carnes grelhadas. Avaliação: 90,5/100 pts. +

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Sobre o Via Imperatore

A grelha utilizada é tipo uruguaia com distância mínima de 30 cm da carne, sendo a picanha “borboleta” sua especialidade. O serviço do vinho é bom, atencioso e a carta tem boas opções de vinhos Sul-Americanos e do Velho Mundo das importadoras Mistral e Vinhos do Mundo. O salão é amplo e o espaço entre as mesas é razoável. E o melhor de tudo: os preços praticados pelo Via Imperatore de Porto Alegre (Rua República  509, Cidade Baixa, tel 51 3026 3071, www.viaimperatore.com.br.) são realistas, nada exagerados.

Primeiro jantar enogastronômico do Zeffiro com vinhos da Decanter

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Na noite de 28 de fevereiro, realizou-se o primeiro jantar enogastronômico do Zeffiro, restaurante de inspiração Toscana localizado na Rua Frei Caneca n° 669, Bela Vista, São Paulo, com a presença de Vera Damaso (Zeffiro), Luiz Henrique Schmittd (Decanter) e convidados. Foram servidos os seguintes pratos:

Couvert – Canapés

Bruschetta com Brie e Parma com toque de mel

Nhoque de Batata com Ragú de Cordeiro

Escalopinho de Alcatra ao molho suave de Gorgonzola com Risoto de Legumes

Petit Gateau de limão siciliano com sorvete de creme

Compatibilizados com os  vinhos a seguir:

Espumante Brut Lírica – Vinícola Hermann – R$ 41

Quinta de Gomariz Loureiro 2011 – R$ 47

Aliotto Podernovo IGT Toscana 2009 – R$ 58

Luigi Bosca Malbec 2010 – R$ 60

Chateau des Tours Apellation Sainte-Croix-du-Mont 2007  – R$ 63 (375 ml) 

 

Schmitt e Vera Damaso

Schmitt e Vera Damaso

 A seguir algumas imagens do evento:

O maître Chagas servindo o vinho de sobremesa

O maître Chagas supervisionou, com competência, o serviço do vinho.

 

 

O espumante Lírica, corte de Chardonnay com Gouveio exibiu um frescor delicioso

O espumante Lírica, corte de Chardonnay com Gouveio exibiu um frescor delicioso

Cave Hermann Lírica Brut – Champenoise – álcool: 12% – uvas: Chardonnay (75%) e Gouveio (25%) – região: Serra do Sudeste – Pinheiro Machado (RS) – preço: R$ 48 - palha intenso com reflexo esverdeado. Aromas complexos com uma ponta de leveduras se destacando. Boca no mesmo diapasão, fresca, fluída e expansiva. Seco, de boa concentração é um espumante para ser levado a sério e que vale o preço. Ótimo acompanhamento para aperitivos.

Harmonização perfeito: as notas de mel do Quinta de Gomariz Loureiro com as pinceladas de mel sobre o queijo brie da Bruschetta

Harmonização perfeita: as notas de mel do Quinta de Gomariz Loureiro com as pinceladas de mel sobre o queijo brie da Bruschetta

Quinta de Gomariz Loureiro Colheita Selecionada 2011 – álcool: 11,5% - palha claro com reflexo esverdeado. Aromas complexos com toques florais (jasmim), frutas cítricas sobre uma nota mineral, confirmada no paladar de acidez na medida certa sem subjugar a fruta. Expansivo, longo é um vinho consensual, fácil de beber, fácil de gostar, com delicosos toques de mel, que harmonizaram perfeitamente com Bruschetta com brie, parma com toque de mel. Aqui tivemos harmonização por similaridade ou aproximação.   

Aliotto, um Toscano elaborado com Sangiovese e CS, Merlot . Produzido pelos espumantes Ferrari, exibiu boa relação preço-qualidade

Aliotto, um Toscano elaborado com Sangiovese e CS, Merlot . Produzido pelos espumantes Ferrari, exibiu boa relação preço-qualidade

Aliotto Toscana IGT  2009 – Tenua Podernovo – região: Pisa/Toscana – álcool: 13% – Uvas: Sangiovese (60%), Cabernet Sauvignon, Merlot  e outras uvas da região – preço: R$ 53 – vermelho rubi com halo granada em formação. Aberto nos aromas com uma forte nota terrosa dominando o conjunto, para depois dar espaço para discretos toques herbáceos. Na boca a sua entrada revelou um vinho de taninos macios, equilbrados tendo na acidez e na boa concentração de sabor seus maiores apelos. Como não poderia deixar de ser, cresceu na harmonização com nhoque de batata com ragú de cordeiro, eis que sua acidez “vigorosa e gastronômica” se encarregou de suavizar o ragú de cordeiro. Acresça-se a isso o preço acessível do vinho desempenhando um papel que somente caldos mais caros conseguem proprocionar uma harmonização tão feliz.

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Luigi Bosca Malbec 2010 – álcool: 14% – preço: R$ 60 – vermelho rubi violáceo com nítido halo púrpura. Nos aromas leve acento floral com notas de violetas sobre um fundo tostado e alguma ameixa preta. Na boca a sua entrada revelou um vinho solidamente estruturado, de taninos perceptíveis sem destoar do conjunto que tem no equilíbrio  de seus componentes a sua maior virtude, eis que a madeira é facilmente notada sem incomodar. Também foi bem na harmonização tanto com o molho suave de gorgonzola quanto com o escalopinho de alcatra, eis que o Luigi Bosca  é reconhecidamente um vinho de estrutura marcante, mas não houve incompatibilidade, eis que um prato untuoso pede efervescência ou potência tânica para harmonizar e no caso, o vinho tem potência de sobra, álcool integrado assim como a madeira que se apresenta apenas no fim de boca.

 

O Château de Tours, "Grand Vin de Bordeaux" exibiu equilíbrio entre acidez e doçura

O Château de Tours, “Grand Vin de Bordeaux” exibiu equilíbrio entre acidez e doçura

Château des Tours Apellation Sainte-Croix-du-Mont 2007 – aqui tivemos uma das melhores harmonizações da noite, eis que o vinho, de cor amarelo dourado, aromático com sugestões  nitidamente cítricas com pinceladas de mel e forte mineralidade nos aromas, exibiu na taça o esperado equilíbrio entre açúcar e acidez, resultando num conjunto cítrico, fresco e untuoso, que harmonizou perfeitamente  com o petit gateau de limão siciliano com sorvete de creme, com o prolongamento do sabor deste. Ressalte-se que o vinho não tem amargor e nem doçura excessiva.

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Conclusão

O primeiro jantar do Zeffiro, restaurante paulistano de inspiração Toscana comandado por Vera Damaso e seu marido, com vinhos da Decanter  foi um absoluto sucesso. Não somente pela elevada qualidade dos vinhos escolhidos para essa finalidade, mas também pela qualidade dos pratos, preparados sob supervisão direta de Vera. Prova disso que somente trinta pessoas puderam participar, mas houve lista de espera com quase dez pessoas. Além da qualidade da comida, destaque-se a qualidade do serviço digna de reconhecimento. Recentemente, o restaurante foi elogiado por um jornal de grande circulação por servir água em jarra sem cobrar nada de seus clientes. Este foi o primeiro jantar harmonizado. A nossa torcida é para que outros jantares harmonizados se sucedam (ainda no mês de março) na esteira do sucesso do evento ocorrido na noite de 28 de fevereiro de 2013. Vá ao Zeffiro. Você não irá se arrepender…

Atodos, Saúde!

Dois vinhos uruguaios da excelente safra 2006 numa noite de sábado

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No último sábado, tivemos oportunidade de degustar no Ráscal da Alameda Santos, dois vinhos uruguaios daqueles de ficar na memória por muito tempo: o primeiro foi o Pisano Petit Verdot 2006 e o segundo o blend De Lucca Rio Colorado 2006. O serviço do vinho coube ao eficiente Sommelier Mauro Torquato, que cuidou da decantação dos dois tintos e o resultado não poderia ter sido melhor: ambos em excelente estado de conservação. Gustavo Magariños, Diretor da Wines of Uruguay ficou satisfeito ao saber que o Ráscal possui dois vinhos cisplatinos na carta: além do Delucca, o restaurante também trabalha com os vinhos Marichal. Também elogiou o serviço do vinho.

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O rótulo do Pisano Petit Verdot 2006 (Mistral)  estava danificado, mas o vinho não decepcionou, ao contrário esbanjou tipicidade, força e sabor. Merecia ter sido decantado eis que apresentou evolução favorável na taça, com os traços vegetais da casta no Novo Mundo, taninos fortes sem agredir o paladar e uma acidez que contradiz aqueles que exorcizam  os vinhos do Novo Mundo. Concentrado (com fruta),  seu final é longo, macio, marcado por notas defumadas. Já o Delucca Rio Colorado Reserva 2006 (Premium) é um blend de Tannat, Cabernet Sauvignon e Merlot. Mais evoluído na cor do que o primeiro, exibiu aromas balsâmicos, bala toffee, ervas aromáticas sobre um toque de ameixas. Amadurecido em barricas de carvalho francês durante dezoito meses antes de ser engarrafado, apresentou perfeito entrosamento da madeira que não subjugou a fruta.  Longevo, sofisticado, profundo, às cegas facilmente passaria por um caldo do Velho Mundo. O próprio produtor  salienta que se trata de um vinho tão prazeroso que pode ser degustado sem comida. Aclamado pela crítica especializada brasileira, essa foi a primeira oportunidade que tivemos de provar esse caldo delicioso. E confirmar os prognósticos anteriores.

Gustavo Magariños e Mauro Torquato

Gustavo Magariños e Mauro Torquato, Sommelier do Ráscal Alameda Santos

 

Tannat Premium Gimenez Mendez 2009

No dia 22 de fevereiro, tivemos oportunidade de almoçar com Gustavo Magariños, Diretor  da Wines of Uruguay em São Paulo, no restaurante Zeffiro, sito à Rua Frei Caneca n° 669, Bela Vista. Na oportunidade, Gustavo mencionou que a Wines of Uruguay vai participar da Expovinis 2013 com um estande no qual diversos produtores  promoverão degustações de vinhos uruguaios.

Gustavo Magariños e Jeriel no Zeffiro. O vinho: Tannat Gimenez Mendez

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Degustação

Gimenez Mendez Tannat Premium -  região: Las Brujas – safra: 2009 – álcool: 13,5% –  Quase retinto, com reflexo púrpura. Nariz apresentando  tradicionais notas vegetais da casta secundadas por ameixas, geléia de framboesa e um toque de especiarias. As notas de barrica são notadas com facilidade nos aromas  e dão alegria ao conjunto, sólido e estruturado. Boca tânica (boa qualidade), densa, com a madeira possibilitando a expressão da fruta, num perfil elegante mais próximo do Velho do que do Novo Mundo. O álcool está controlado e o conjunto consegue manter algum equilíbrio que deverá ter seu ápice com sua evolução na garrafa nos próximos anos. Final longo, marcante. Avaliação: 88/100 pts. ++

Tannat  e massa com ragú de calabresa = uma combinação possível

Tannat e massa com ragú de calabresa = uma combinação possível

Apresentação de vinhos da importadora Cálix no Zeffiro

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Na última quinta-feira, dia 31 de janeiro de 2013, tivemos a oportunidade de participar,   da apresentação de diversos vinhos  integrantes do portfólio da importadora Cálix no restaurante Zeffiro (Rua Frei Caneca 669 – São Palo). A seguir a lista dos vinhos degustados, com a presença de Vera Damaso, Éder Peres, Fernanda Suzel (Cálix)  e do experiente Maître Chagas:

Ramón Roqueta Ull de Lebre DO Catalunya 2010 – R$ 35,60 – vermelho rubi de média intensidade. Muita fruta vermelha nos aromas simples e diretos. Na boca a sua entrada revela um vinho tânico, cuja acidez intensa e o álcool generoso completam o conjunto onde a força se destaca. O perfil é de um vinho simples, gastronômico e sobretudo bem feito, que recebeu elogios na degustação.

Éclat de Merlot 2010 – R$ 51,75 – Éclat de Merlot “Despagne” Bordeaux Rouge AOC 2008 – álcool: 13% – produtor: Cuma du Touyre 33420 – Naujan et Postiac –  vermelho rubi de média intensidade com reflexo granada brilhante. Aromas que remetem diretamente à casta estampada no rótulo com notas de ameixas maduras, especiarias sobre uma notinha de tabaco. Boca no mesmo diapasão, taninos macios, boa concentração de fruta coadjuvada por sua acidez salivante. Um Merlot típico, bom para iniciantes e iniciados, eis que a sua maior virtude é mesmo apresentar a tipicidade da variedade. Final macio e frutado.

Tierra de Salta Cabernet Sauvignon 2010 – R$ 37,30 -  Vermelho rubi intenso. Aromas de média intensidade e boa complexidade com notas terrosas, especiarias (nóz moscada) e uma ponta de frutas negras. Na boca exibiu taninos macios, acidez média, álcool generoso e boa tipicidade com notas de especiarias e chocolate confirmadas no paladar. Revelou nítido acento mineral. Termina com ligeira adstringência que certamente se dissipará com mais algum tempo de garrafa. Enfim, um vinho detentor de boa relação preço-qualidade. Deve crescer à mesa, principalmente como acompanhamento de carnes grelhadas.

Inés Carménère 2010 – R$ 41,10 – vermelho rubi intenso com reflexo púrpura. Nos aromas toques de pimentão, terra úmida e uma ponta de fruta negra. Na boca é um vinho de taninos intensos de boa textura. O álcool é generoso e a acidez mediana.  Termina seco, sem arestas e revelou discreto acento mineral sem encobrir a fruta.

Montepulciano d’Abruzzo Conviviale 2007 – R$ 49,45 - vermelho rubi intenso com discretíssimo halo de evolução. Aromas abertos com notas florais sobre especiarias (cravo-da-índia). Depois de algum tempo frutas negras. Na boca é um vinho tânico (muito boa estrutura de taninos) contrabalançado por sua acidez gastronômica. Concentrado, confirmou as sensações aromáticas com toques vinosos e alguma adstringência ao final. Recomenda-se decantar por no mínimo 15 minutos, eis que apresentou ótima evolução na taça. Sua vocação é verdadeiramente a mesa. Um verdadeiro “best value for money”

Deliciosa sobremesa do Zeffiro

Deliciosa sobremesa do Zeffiro

Inéz, um Carménère correto, sem cansativas notas herbáceas que incomodam os "experts"

 

Este Tempranillo Catalão (lá essa variedade é chamada Ull de Lebre) agradou!

Este Tempranillo Catalão (lá essa variedade é chamada Ull de Lebre) agradou!

 

Wine Dinner com vinhos do Porto Taylor’s no North Frei Caneca

Na noite de 6 de dezembro de 2012, o Restaurante North Grill Frei Caneca promoveu mais um jantar harmonizado. Desta vez com  vinhos da importadora Portuscale, especializada em vinhos de Portugal. A seguir a lista, todos Porto, exceto um Douro DOC (Quinta da Romaneira Reserva):

Taylor’s Chip Dry Port – R$ 80,85

Taylor’s First State – R$ 70,35

Taylors Porto 10 anos – R$ 136,50

Taylor’s LBV 2005 – R$ 123,90

Quinta da Romaneira Reserva Douro 2005 – R$ 220

Taylor’s 20 anos – R$ 252

Preços sugeridos pelo importador.

Sobre a Taylor’s

Uma das mais prestigiadas vinícolas produtoras de Porto, a Taylor’s de 1.692 é a única empresa britância que nunca foi vendida ou mudou de comando. Atualmente é o membro mais antigo da Fladgate Partnership (junto com Fonseca, Croft e Delaforce) e produz portos vintage que sempre alcançam altos preços em leilões. Foi também a primeira empresa a popularizar os LBVs, um dos estilos de porto mais vendidos. A gama de portos vintage é ampla, os vinhos são densos e concentrados quando jovens e desenvolvem um opulento caráter floral que lembra violeta com cerca de 20 anos de envelhecimento em garrafa. Fonte: Coleção Veja Vinhos do Mundo – volume 10 – Portugal e Grécia

Os jantares harmonizados do North Grill são concorridos

A seguir os pratos que foram servidos:

Escalope de Foie Gras com mangas caramelizadas

Ossobuco de Vitela ao forno com risoto de chocolate meio amargo

Pato ao forno agridoce com figo fresco grelhado

Queijo faixa azul

 

Comentários

A harmonização foi conduzida pelo próprio Mendez (North Grill). Os comentários dos vinhos de autoria de Fernando Seixas – Export Sales Manager da Taylor’s e o Gerente Comercial da Portuscale, Vinicius Martins também esteve presente. O serviço do vinho transcorreu normalmente e considerando a qualidade dos pratos e o preço dos vinhos, o valor de R$ 165 por pessoa não se configurou exagerado. Destaques: harmonizar vinhos do Porto com pratos “salgados” não é tão fácil. Mas houve bons resultados eis que todos os pratos tinham componentes adocicados que favoreceram a combinação, aqui mais por semelhança do que por oposição. P. Ex. Ossobuco de Vitela com risoto de chocolate e dois vinhos: O Taylor’s Vintage 2003 e Taylor’s First State. O segundo pratoPato ao forno agridoce com figo fresco grelhado também foi bem o delicioso Taylor’s LBV; Já o vinho tranquilo Quinta da Romaneira Douro 2005 ficou ofuscado pela exuberância da maioria dos Portos degustados.  Mas é um vinho digno de menção, um autêntico Douro DOC. Ao final, o Taylor’s 20 anos, com toda delicadeza e profundidade gustativa de um vinhos dessa categoria, foi a estrela da noite. Um vinho de impressionante frescor e de quase  indescritível equilíbrio gustativo.

Mendez (North Grill) e Fernando Seixas (Taylor’s)

Fomos conhecer o novo Dinho’s Steak House

Fica difícil você  emitir opinião sobre um local que frequenta com habitualidade porque sua imparcialidade fica comprometida. Simplificando: se você vai é porque gosta. A dificuldade aumenta se esse lugar é um restaurante. Foi o que aconteceu dias atrás quando recebemos um convite da Alessandra Casolato da CH2A Assessoria de Imprensa. E o restaurante realmente é um daqueles que frequentamos: o Novo Dinho’s Steak House, no endereço do Mabella & Ton Ton, sito à Rua Jerônimo da Veiga n° 153, Itaim Bibi, São Paulo – SP – tel. : 3079.1049 | portal: www.dinhossteak.com.br

O novo restaurante seguiu o rumo da profissionalização e se já era bom ao tempo do Mabella, agora está superior porque incorporou no cardápio todas as carnes da matriz. A brigada continua a mesma, com dois maîtres competentes: Wanderley  e Samuca, ambos egressos da casa-mãe na Alameda Santos e sempre dispostos a ajudar. No dia de nossa visita, no almoço, a casa estava cheia e a maior parte dos clientes eram executivos que trabalham na região. No final de semana o ambiente é familiar, como convém.

Prime Rib – uma das especialidades da casa, uma carne saborosa com a maioria das outras opções do Dinho’s

Os pratos

Inicialmente foi servido um folhado de bacalhau. No farto couvert, o destaque ficou para o pão de cebola e pasta de alho. A primeira carne servida foi “entraña” (diafragma e bife de chorizo brangus) acompanhada de um delicioso creme de espinafre. A carne primou pela suculência, maciez e sobretudo por seu sabor. Logo em seguida pôde ser provado o tradicional “bife de tira” e “bife ancho kobe 4″, grau máximo de marmoreio da carne – gordura entremeada que lhe confere sabor e maciez  únicos. Para escoltar essas carnes, o vinho escolhido foi o argentino Trumpeter Malbec 2010 (375 ml). Aliás, a carta do novo Dinho’s é adequada à proposta do restaurante, eis que contempla vinhos dos principais países produtores. Foi concebida para possibilitar harmonização dos  vinhos com os diversos cortes de carnes existentes no restaurante.

Cuidado no menores detalhes: o limão vem revestido de uma proteção para não espirrar na roupa do comensal

 

 

O Francisco na churrasqueira é uma garantia de que as carnes chegarão no ponto solicitado!

 

 

 

 

 

 

Renato Frascino (jornalista), Samuca e Wanderley

Conclusão

Vale à pena visitar o novo Dinho’s Steak House. Além do atendimento, o que pode ser destacado é o sabor das carnes acima da média, inclusive dos restaurantes especializados, seja de acento brasileiro, argentino ou internacional, por exemplo. Na ala das bebidas, a caipirinha e o chopp também não vão decepcionar os apreciadores dessas bebidas. Por fim, o restaurante assumiu sua verdadeira identidade, qual seja, a de constituir-se numa  filial da cinqüentenária casa existente na Alameda Santos. E, com a mesma qualidade, mesmas carnes,  vinhos selecionados e mesmo atendimento.

Almoço harmonizado com vinhos da importadora Tahaa – Barbacoa Shopping Morumbi

Na  última quinta-feira  (13.09),  Sérgio Pina (especialista em vinhos chilenos), Hennedy Vidal (Gerente Geral Tahaa Vinhos), Juliana (Marketing Tahaa Vinhos), reuniram-se na  Barbacoa – Shopping Morumbi,  churrascaria cujo  serviço do vinho  supervisionado pelo Sommelier Wesley Augusto, para degustação de dois vinhos, a saber: Prosecco Ca’ Venanzio e o tinto espanhol (Rioja) Ontañon Crianza 2007.

Sobre a Tahaa Vinhos 

Um dos principais objetivos da Tahaa é não ser apenas uma importadora que possua mais uma loja virtual de vinhos. A Tahaa quer  ser a melhor loja de vinhos da Internet. Para tanto, é necessário que os clientes a reconheçam como tal, e isso só é possível se forem proporcionados benefícios efetivamente claros para eles.  O primeiro benefício é facilmente percebido assim que o cliente  entra em nosso site. A Tahaa sempre disponibiliza uma seção “promoções”, na qual podem ser adquiridos vinhos de ótima qualidade com um desconto real, que o cliente percebe no bolso. Dentro do compromisso de construir uma relação de confiança total com seus clientes, a Tahaa afirma que os vinhos da seção “promoções” não são produtos dos quais há excesso de estoque ou que estão com baixa saída; são vinhos selecionados normalmente do catálogo da importadora, os quais serão  levados a mais clientes, ou simplesmente, para agradar os clientes com um desconto vantajoso. 

Além de realizar promoções constantemente, a Tahaa oferece vantagens de outros dois modos bem definidos: na experiência de compra realizada no site e recompensando os clientes mais fiéis, como forma de reconhecimento por estarem sempre conosco. Tudo muito simples, sem complicação, com vantagens facilmente notadas.  Duas são as opções:

Escolha Melhor: é o conceito de compra inteligente existente no portal. Diferentemente do que acontece nos sites de outras empresas, na Tahaa é possível aprender durante o processo de compra, proporcionando ao cliente a comparação de produtos com muito mais facilidade e decidir o que é melhor para com maior convicção. O resultado é que o cliente escolhe facilmente o que vai comprar, o que é fundamental quando se fala em vinhos.

 

Tahaa Plus: é o programa de fidelidade da Tahaa. Está sendo preparado  um programa no qual o cliente que compra sempre na Tahaa Vinhos, terá vantagens efetivas, sem complicações, e de modo bem transparente. Em breve!

 

 

Degustação

Prosecco Ca’Venanzio DOC Treviso – álcool: 11% - palha claro brilhante com reflexo esverdeado. Aromas agradáveis de frutas de polpa branca com boa sustentação. Na boca a entrada revela um espumante fresco, de paladar agradável, limpo, harmônico, mineral e sem o amargor (indesejável) tão comum nesse tipo de bebida. Muito bom como aperitivo, termina macio, sem arestas. Avaliação: 87/100 pts. 

“Uma visita à bodega Ontañon em Logroño se destina a conquistar o turista: o lugar apresenta um museu de arte moderna, “flamenco às quintas” e muito mais. Esse entretenimento desvia a atenção dos vinhos, que são sempre bons, principalmente o Tempranillo, equilibrado, redondo e carnudo, com notas de carvalho jovem e tostado.O vinho mais ambicioso é o Colección Mitologia: mas o melhor, atualmente, é o Reserva”. Fonte: O Grande Livro dos Vinhos – Publifolha, 1a. edição – 2012

Ontañon Crianza 2007 DOCa Rioja – álcool: 13% – uvas: Tempranillo e  Garnacha - vermelho rubi brilhante com halo granada em formação. Nariz complexo com frutas negras, especiarias, toques balsâmicos, trufas e uma ponta de couro sobre notas carameladas. Na boca é um vinho de taninos macios com alguma suculência, álcool, acidez, fruta e madeira em harmonia a formar um conjunto sólido, equilibrado. Gastronômico,  é persistente e termina sem arestas. Avaliação: 88/100 pts.