Com a presença de Paulo Iasz de Morais, Márcia, Carlos Bettencourt, Roberto Vilela, Adriane Galisteu, Hortência, entre outros colunáveis, comemorou-se o 7° aniversário do badalado restaurante especializado em culinária portuguesa denominado “A Bela Sintra”, localizado nos Jardins, na rua de mesmo nome, n° 2325. “Houve coquetel de lançamento, para convidados, de sua terceira campanha publicitária, intitulada “Receitas Nobres. Clientes Idem”. A inspiração da campanha é elaborada em cima de quadros de época da família real portuguesa, mas com rosto dos frequentadores do restaurante (Cesar Giobbi)”.
Márcia de Paulo Morais ontem à noite no "A Bela Sintra"
Adriane Galisteu
Flávio Siqueira, Paulo Guerra e Jeriel
Roberto Vilela e Paulo Morais
Márcia Morais (Anfitriã) e Jeriel
Marco Antonio de Biaggi e Laura Wie
João Cury (Interfood) e Flávio Siqueira
Hortência e Márcio Moraes
Marco Antonio, o cabeleireiro das estrelas
Paulo Morais, Márcia, Núbia e Jeriel
Márcia Morais e convidadas
Márcia (Caesar Park), Núbia, Bibe e Cecília
Esporão Garrafeira 2003 - a safra foi ruim em quase toda Europa, mas o vinho não decepcionou, prova de que para os bons vinhos não há safras ruins..
De 14 de novembro a 4 de dezembro a ViniPortugal, associação interprofissional privada dedicada à promoção dos Vinhos Portugueses, realizará o Festival de Vinhos Portugueses em Restaurantes nas cidade do Rio de Janeiro e São Paulo. O objetivo do evento é essencialmente divulgar e incentivar as vendas de vinhos portugueses nos restaurantes, inclusive com treinando as equipes de garçons sobre os vinhos lusitanos. Para garantir um impecável treinamento da brigada, a organização do evento escalou José Santanita, eleito o melhor sommelier de Portugal e uma autoridade quando o assunto é vinho portugues, que vem ao Brasil especialmente para ajudar nessa tarefa.
A Importadora Vinho Sul, que não poderia ficar de fora desta ação, destacou para o evento o vinho Van Zellers 2010 Douro Branco e o Van Zellers 2008 Reserva Douro Tinto. Os restaurantes que aderiram ao evento criam menus especiais harmonizando seus pratos com os vinhos sugeridos. Todos os clientes que participarem do Festival concorrerão ao sorteio de uma viagem à Portugal, onde poderão degustar in loco a qualidade e caráter único dos vinhos lusitanos.
Em São Paulo o sólido time é composto pelo Carlota, Ville du Vin, Adega Santiago, Trindade, Quintal do Braz, Vento Haragano, Brasil a Gosto, Vinheria Percussi, Paris 6 e Emporio Santa Maria. No Rio de Janeiro participarão os renomados Oui Oui, Quadrifoglio, Terzetto Escola do Pão, Laguiole, Garcia & Rodrigues, Carlota, Bráz, Antiquarius e Porcão.
Sobre os vinhos e o produtor Van Zellers & Co.
Van Zellers 2010 Douro Branco (R$69,80, na importadora), elaborado com um blend das uvas Viosinho, Rabigato, Codega e Gouveio, cujas castas estão misturadas nas vinhas, sendo que as mesmas provêm de três parcelas das freguesias de Martim e Candêdo, concelho de Murça, tendo uma idade média de 30, 50 e 80 anos, respectivamente.
Van Zellers 2008 Reserva Douro Tinto(R$69,80, na importadora), um blend de Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz, Tinta Francisca, Sousão, Tinta Barroca e Rufete, procedentes de vinhas nos vales dos rio Torto e rio Pinhão, com idades entre os 6 e os 30 anos, sendo todas plantadas em talhões extremes. As uvas são esmagadas e pisadas em lagares durante 2 dias (50% do total), sendo depois fermentadas, com as castas todas misturadas, em cubas de aço inoxidável. Finalmente passa por estágio em barricas usadas de carvalho Francês durante cerca de 18 meses.
Os antepassados de Cristiano Van Zeller, enólogo que detém o comado da Van Zellers & Co, fundaram a empresa em 1780, há sete gerações atrás, como negociantes de Vinho do Porto. De lá para cá a empresa já foi vendida no século XIX, readquirida pela família na década de 1930, várias outras vínicolas foram abertas por parentes, até que em 2006 Cristiano Van Zeller finalmente retomou a empresa e todas as suas marcas datadas do século XVIII.
Com conhecimento total no assunto e autonomia, Cristiano é um dos enólogos mais reputados da região do Douro, um dos embaixadores mundo afora dos vinhos desta zona. Ele fez jus ao legado dos Van Zellers e transformou a empresa em um gigante mundial na produção de vinhos portugueses, fazendo rótulos que levam mais personalidade, diversão e prazer à vida das pessoas.
A Quinta Vale D. Maria, o vinhedo da empresa, fica localizada no vale do Rio Torto. Essa propriedade é muito antiga e pertence à família da esposa de Cristiano, Joana, há mais de 200 anos. Os registros oficiais da Quinta datam de 1868, quando a mesma foi registrada no nome do trisavô da Joana, José António Teixeira de Carvalho Vaz e Sousa. A Quinta possui vinhas com uma grande variedade de castas que cobrem um espectro amplo com diversas variedades tradicionais do Douro: Tinta Amarela, Rufete, Tinta Barroca, Tinta Roriz, Touriga Francesa, Touriga Nacional, Sousão, e muitas outras variedades autóctones da região.
Na noite de 29.09, tivemos a oportunidade de participar de um “Wine Dinner” promovido pelo Chef Rafael de Cara e divulgado por Blue Comunicações, de Marilú Peretti (tel. 5594.0218), no Restaurante “Pasta D’Autori”, localizado na Rua Prof. Atílio Innocenti 743, Itaim Bibi, tel. 011 3044-0615.
A seguir a relação dos pratos servidos e respectivos vinhos sicilianos utilizados na harmonização, todos da importadora Mistral, com exceção da região do Prosecco:
Prosecco 13 Garbél Adriano Adami – recepção – US$ 46,50 – esse delicios0 Prosecco exibiu cor palha esverdeado brilhante. Aromas florais (rosas) sobre um fundo cítrico. Na boca se destaca por seu balanço e frescor. Estruturado, persistente, termina sem amargor. Seu único defeito é o preço elevado para um Prosecco. Avaliação: 88/100 pts.
Insalata de halloumi, fichi e pancetta com Sallier de La Tour Grillo 2009 - US$ 30,75 – palha claro com leve reflexo verdeal. Nariz de média complexidade. Notas florais e algum cítrico. Leve defumado. Na boca revelou sapidez e mineralidade. No fim-de-boca exibiu leve amargor. Harmonizou com a salada de rúcula com queijo e uma fatia de figo. Algo que lembra a tradicional harmonização de Sauvignon Blanc com queijo de cabra, como bem apontado por Cedric. Avaliação: 87/100 pts.
Tortelli di Zucca com Tasca d’Almerita “Le Rosé” 2009 – US$ 38,90 - sedutora cor salmão brilhante. Nariz com profusão de frutas vermelhas – cerejas, morangos e tutti-fruti. Na boca um degrau a mais. Vinho escorregadio, frutado e sobretudo fresco. Segundo Cedric, da Mistral, a uva com a qual é feita esse delicioso rosé, Nerello Mascalese, tem algumas semelhanças com a Pinot Noir. Sem amargor, este vinho brilhou na harmonização (seu sabor foi decisivo), eis que o ravioli com recheio de abóbora combinou com a doçura do vinho e consequentemente, tivemos um prolongamento do sabor do prato. Também cabe destacar que o ravioli veio acompanhado de uma farofa de amareto e manteiga de salvia que também auxiliaram na combinação. Enfim, o vinho que teoricamente menos interesse despertou dos comensais acabou arrancando elogio de todos, porque teve o melhor desempenho. Avaliação: 88/100 pts.
Petto d’anatra con salsa d’arancia e mele com Etna Rosso Santo Spírito – Tenuta delle Terre Nere 2008 – US$ 89,90 - vermelho rubi de média intensidade. Aromas terrosos, notas herbáceas e frutas negras. Na boca é potente, taninos vigorosos, um pouco ásperos, acidez plena, acento mineral, persistente, alcoólico e encorpado. Na harmonização não destoou mas também não combinou. O resultado foi “ninguém perde, ninguém ganha” . Ocorre que por ser um vinho estruturado, seus taninos robustos e seu álcool elevado acabou passando por cima do delicado molho de laranja e purê de maçã. Com o peito de pato alguns comensais disseram que o vinho “atropelou” a carne. Entendemos que isso não ocorreu, todavia, não houve um resultado positivo. Avaliação: 86/100 pts.+
Pere ao macaron com gelato com Tasca d’Almerita Capofaro Malvasia di Salina IGT 2008 – US$ 89,90 – garrafa 500 ml – amarelo com reflexo dourado brilhante. Nariz opulento e complexo com damasco seco, casca de laranja sobre um gostoso fundo floral com sustentação na taça. Na boca confirmou o nariz. De estrutura fina, delicada e de ótimo frescor, harmonizou com a pêra assada, sorvete de côco e com macarrão. Longo, persistente, sem arestas, recebeu muitos elogios dos comensais, o único “senão” foi seu preço. Avaliação: 90/100 pts.
Comandado pelo Chef Rafael de Cara, o Pasta D'Autori fica na Rua Prof. Atilio Inocenti 743, Itaim-Bibi, tel. 3044 - 0615
Vinhos da Sicília da Mistral Importadora
Este delicioso Prosecco foi servido nas boas vindas
.
Varietal produzido com a uva autóctone Grillo, foi bem com a salada de Rúcula. Já o Regaleali "Le Rosé" 2009: foi o verdadeiro coringa da harmonização. O mais elogiado, eis que sua doçura comedida aliada a sua mineralidade ajudaram na combinação com o Ravioli recheado com abóbora. Combinação ideal !
Tenuta de le Terre Nere 2008: seu álcool elevado e taninos pronunciados prejudicaram um pouco a harmonização. Segundo Cedric, da Mistral, o vinho está muito jovem e precisa de tempo para afinamento do conjunto. Mas seu preço não é para qualquer um: custa US$ 89,90. Foi o tipo de harmonização "ninguém ganha, ninguém perde" mas também é importante ressaltar que não houve oposição entre vinho e comida.
O Grillo foi bem com a salada de Rúcula
Delicioso "Peto d’anatra com salsa d’arancia e mele" preparado por Rafael de Cara
Pere ao macaron com gelato
Cedric explicou particularidades de cada vinho com clareza
Cedric, Rafael e Danny
Os comensais
Conclusão
O “Wine Dinner” promovido por Rafael de Cara em parceria com a Importadora Mistral realmente foi interessante. Houve harmonização dos vinhos com os pratos. Apenas um vinho, talvez aquele apontado como principal, por ser de vinhedo único, elaborado com uvas de um dos “Crus” que dá origem a alguns dos mais elegantes e finos vinhos do Etna (portal da Mistral), o Santo Spirito Tenuta delle Terre Nere – US$ 89,90 - não correspondeu às expectativas. Este ponto de vista coincide com a maioria dos comensais, que elegeram o Rosé Regaleali como “vinho da noite”. Nada impede que o TerreNere combine com outros pratos, mas na harmonização proposta o Tasca D’Almerita Rosé lhe suplantou, eis que realmente teve desempenho surpreendente à mesa, como se fosse um coringa. O Capofaro Malvasia di Salina também se destacou na harmonização da sobremesa, pêra ao macarrão com sorvete de côco.
O jantar primou pela organização, o serviço do vinho também foi tranquilo e o principal: a qualidade dos pratos preparados por Rafael de Cara de fato justificaram sua fama. Enfim, vale à pena participar. O Pasta D’Autori fica na Rua Prof. Atílio Innocenti n° 743, Itaim Bibi, tel. 011 3044-0615.
Na noite de ontem tivemos a oportunidade de participar de um “Wine Dinner” promovido pelo Chef Rafael de Cara e divulgado por Blue Comunicações, de Marilú Peretti (tel. 5594.0218), no Restaurante “Pasta D’Autori” localizado na Rua Prof. Atílio Innocenti 743, Itaim Bibi, tel. 011 3044-0615.
A seguir a relação dos pratos servidos e respectivos vinhos sicilianos utilizados na harmonização, todos da importadora Mistral, com exceção do Prosecco, que é de outra região produtora italiana:
Insalata de halloumi, fichi e pancetta com Sallier de La Tour Grillo 2009 - US$ 30,75
Tortelli di Zucca com Tasca d’Almerita “Le Rosé” 2009 – US$ 38,90
Peto d’anatra com salsa d’arancia e mele com Etna Rosso Santo Spírito – Tenuta delle Terre Nere 2008 – US$ 89,90
Pere ao macaron com gelato com Tasca d’Almerita Capofaro Malvasia di Salina IGT 2008 – US$ 89,90
Pata D'Autori - Rua Prof. Atílio Innocenti, 743 – Itaim Bibi - São Paulo
Participantes do Wine Dinner realizado na noite de 29.09.2011
Cedric, Rafael e Danny Obregon
Vinhos Sicilanos da Importadora Mistral
O “Wine Dinner” contou com organização impecável. O experiente Cedric Grelin, que dá cursos e treinamentos na importadora Mistral conduziu e proferiu palestra que primou pela clareza, eis que discorreu com tranquilidade sobre cada vinho degustado e teceu comentários sobre as respectivas harmonizações, no que foi auxiliado pelo Chef Rafael Cara. Houve um vinho que teve comportamento acima esperado nesse “Wine Dinner”,todavia, matéria completa será elaborada e publicada nos próximos dias. Aguardem!
Visitamos o Speranza Moema – Av. Sabiá, 786 – Fones: (11) 5051-1229 / 5051-7615 – Site:www.pizzaria.com.br – E-mail:atendimento@pizzaria.com.br e ficamos atônitos com a quantidade de adegas climatizadas existentes. Contamos seis unidades, tematicamente divididas. A carta de vinhos também é um capítulo à parte: vinhos da Itália, França, Portugal, Espanha, Chile, Brasil, Uruguai, Argentina, Austrália, África do Sul e até Grécia, todos com preços bem próximos aos praticados por seu importador. O vinho da casa – Speranza 50 anos 2005 – não pode ser esquecido: trata-se de um blend de Cabernet Sauvignon, Merlot e Tannat, produzido pela vinícola Salton, lançado em 2008. Apesar de ser produzido com as mesmas uvas que compõem o SaltonTalento, não é o mesmo vinho. O Speranza 50 anos 2005 tem perfil leve e tem a fruta como protagonista. A madeira só aparece nos aromas, que também impressiona pela quantidade de fruta e notas defumadas com um levíssimo toque terroso bem característico dos tintos da Serra Gaúcha. A quantidade de fruta que está presente nos aromas faz supor que tenha uma grande parte de Merlot. Sua acidez gastronômica foge do perfil de alguns tintos nacionais, tanto é que às cegas tem plenas condições de derrotar vinhos na faixa dos R$ 80. Aliás, seu preço realmente é outro destaque: custa R$ 39, menos do que algumas pizzas da casa. O Speranza 50 anos 2005 é um vinho versátil, que está no auge da evolução e que acompanha bem massas e até algumas carnes da Cantina. É uma ótima pedida para quem não deseja gastar muito e que espera um nível mínimo de qualidade. Também pode ser degustado no Speranza Bixiga, R. 13 de Maio, 1004 – Fones: (11) 3288-8502 / 3288-3512. A seguir algumas fotografias do Restaurante:
Garçon Ramos, que está na Speranza há mais de 20 anos. O Ramos mostra na mão direita o fusili com molho ao sugo da Speranza – o molho ao sugo da Famiglia Tarallo atravessa 3 gerações e sua receita é mantida em sigilo absoluto. O fusili é uma massa fresca produzida ali mesmo na cantina. O outro prato, na mão esquerda, é a braciola ao sugo.
Oopções quentes fazem parte do buffet – aqui uma torta de frango.
Débora Ribeiro (ECO de informação), Celso Cassas (Speranza), Jeriel e Mônica Tarallo (Speranza)
Débora Ribeiro (ECO de informação), Jeriel e Paola Tarallo (Speranza)
Queijos variados fazem parte do amplo buffet de frios, antepastos e saladas, sempre no horário do almoço – ao fundo, os vinhos sempre presentes em todos os cantos da Speranza!
Salão principal da Speranza de Moema
Antepastos clássicos no buffett (abobrinhas, berinjelas, pimentões, fundos de alcachofra, azeitonas…)
Na foto abaixo: geléias gourmet de marca própria Speranza: limão siciliano com grappa, de figo com cachaça, de pimenta e de tangerina.
Detalhe do Gatteau de Patate (uma torta de batatas napolitana, receita versátil que a chef Monica Tarallo colocou ao lado de salada verde no último São Paulo Restaurant Week mas que pode ser servida como acompanhamento de prato quente)
Mais opções de pratos frios no buffett e generosas fatias de presunto Parma.
Na noite de ontem tivemos a oportunidade de jantar no Ráscal da Alameda Santos 870, tel 011 3141 0692. Lá, fomos recebidos pelo Sommelier Mauro Torquato, um dos mais competentes dessa importante rede de restaurantes paulistas. A seguir algumas imagens:
Sommelier Mauro Torquato: simpatia e bom atendimento
Jeriel e Joseba
Cinco Tierras Reserva Merlot 2005: esgotado na MS Import que já recebeu a safra 2007. Um Merlot potente e redondo, que ainda vai evoluir na garrafa nos próximos dois anos. Ou mais!
Paramo de Corcos Ribera del Duero 2008 - já chegou na Hannover. Vinho redondo, macio que tem a fruta como protagonista. Cresceu à mesa, quando foi bastante elogiado!
Ontem tivemos a oportunidade de conhecer mais um restaurante paulistano: o Poivre Restaurant, estabelecido na Rua Santa Justina n° 48-A, Vila Olímpia, SP, e-mail poivrerestaurant@hotmail.com. O Poivre é representante da cozinha de bistrô, é uma casa nova, mas que tem longa história – por três décadas, chamou-se Pimentel e foi comandada por Antonio Pimentel, que passou por casas como Ca’d'Oro, La Cocagne e Le Coq Hardy. O ambiente é menor e mais intimista, mas o menu tem poucas diferenças em relação à velha casa – além dos clássicos, como filé au poivre, há novidades como abadejo com molho de tangerina. Fonte: Guia Folha. Gostamos do atendimento e principalmente da qualidade dos pratos. A seguir algumas imagens:
O Poivre está bem localizado, numa travessa da Avenida Santo Amaro: Rua Santa Justina
Apresentação feita para a simpática brigada do Restaurante Charlô (Rua Barão de Capanema n° 440, Cerqueira César, e-mail bistro@charlo.com.br
Vinhos degustados:
Viu Manent Gran Reserva Cabernet Sauvignon 2008
Ruca Malén Petit Verdot 2007
Viu Manent Single Vineyard San Carlos Malbec 2007
Rio Bom DOC Douro Reserva 2005
Rio Bom DOC Douro Touriga Franca 2003
A Viu Manent foi fundada em 1935 por imigrantes catalães. Seu tamanho atual é médio-pequeno, mas figura entre as 10 mais importantes vinícolas chilenas. Possui 250 ha de vinhedos e os três principais são próprios: San Carlos, La Capilla e El Olivar. De Casablanca vem as uvas Chardonnay, Sauvignon Blanc e Pinot Noir. A vinícola produz 24 rótulos diferentes, 250.000 garrafas anuais e está presente em 30 mercados, dentre os quais se destacam EUA, Inglaterra, Alemanha, Holanda, Dinamarca, Coréia do Sul, Japão e China.
Altitude média dos vinhedos Viu Manent: 150/200 metros.
O Chile possui 120.000 ha de vinhedos; Mendoza 180.000 ha
Vinhos de personalidade, focados na gastronomia e também há um portfólio de Alta Gama.
Viu Manent Single Vineyard San Carlos Malbec 2007
Vinhedo: as uvas deste vinho são originárias das glebas 5 e 6 de San Carlos do Cunaco, lno coração do Vale de Colchágua. As vinhas têm 80 anos de idade e a uma densidade de 4,464 per hectare.
O vinho é amadurecido por 16 meses em barrica francesa (92%) e americana (8%).
Viu Manent Gran Reserva Cabernet Sauvignon 2008 – amadurecido em barrica francesa de primeiro (60%) e segundo uso (40%), é um vinho que apresentou aromas de especiarias, chocolate e mentol com boa sustentação. Na boca é um vinho macio, redondo, aveludado, persistente, de bom balanço entre fruta e madeira. Verdadeiro “best buy”, tem qualidade superior ao de alguns Cabernets chilenos de alta gama. Um vinho sem arestas que evolui muito bem na garrafa. Elaborado com carvalho francês (Segun Moreau e Taransaud), 60% novos e 40% de segundo uso, um vinho macio, redondo, aveludado, que tem cor, extração e intensidade.
Viu Manent Single Vineyard San Carlos Estate Malbec 2007 - vermelho rubi profundo com reflexo violáceo sem halo de evolução. Nariz elegante com notas de especiarias (cravo e nóz-moscada), frutas negras sobre um fundo madeirado (cedro). Na boca repete o nariz, mas a qualidade de seus taninos finos e maduros se destacam. É um vinho forte, como normalmente são os malbecs chilenos, mas tem finesse. Concentrado e com boa fruta, termina profundo e no retrogosto deixa uma nota mentolada. Ainda vai evoluir na garrafa.
O crescente portfólio da Hannover tem Malbec chileno, Petit verdot argentino, Touriga Franca português...
Ruca Malén Petit Verdot 2008 – origem: Argentina – região: Agrelo/ Luján de Cuyo/Mendoza – álcool: 13,7% – uva: Petit Verdot (100%) – preço: R$ 58,00 – Rubi violáceo intenso, profundo com reflexo púrpura. Olfato tomado por uma forte nota de alcaçuz que depois cede espaço para café torrado e especiarias, leve floral e fruta madura, tudo de forma definida e integrada. Boca forte, rica, volumosa, intensa com taninos presentes de ótima textura. É um vinho de personalidade que tem “nervo”. Equilíbrio no álcool, acidez e madeira, que por sinal está bem colocada (doze meses em barris de carvalho de 1º, 2º e 3º uso, 85% franceses e 15% americanos) e permite a expressão da fruta madura (ameixa/framboesa). De produção pequena, mostrou tipicidade da casta no Novo Mundo e no concurso “Argentina Wine Awards 2010”, um exemplar desta safra obteve medalha de ouro e a distinção “Trophy”, ou seja, na análise de dois grupos de julgadores, passou no último dia por uma reavaliação de todos os jurados em conjunto, para se estabelecer o melhor em cada categoria, cabendo aí essa distinção. Degustado pela quarta vez desde março de 2010, demonstrou boa evolução na garrafa, eis que seus taninos continuam suaves e ganharam mais finesse. À conferir.
Dois durienses de peso: Rio Bom Touriga Franca 2003 e Rio Bom Reserva 2005. Ambos na Hannover, com preço menor do que no importador anterior.
Degustação vinhos do Douro da Quinta do Mourão
Mário Joaquim da Rocha Braga Herdeiros é um projeto familiar que teve origem com a concretização de um sonho de Mário Braga, na década de 70, quando adquiriu a Quinta do Mourão para se dedicar à produção de Vinho do Porto. No final dos anos 90, com o falecimento de Mário Braga, a Quinta do Mourão e outras quatro quintas cincundantes passaram a ser geridas pelos seus herdeiros. Desde então foram introduzidas profundas alterações no projeto inicial, as quais incidiram fundamentalmente na reestruturação da área agrícola e na modernização dos processos de produção de vinho.
A Empresa
Nascida em 1999, a organização Mário Braga, Herdeiros tem vindo a dar continuidade, a um projecto que tem como base um conjunto de propriedades centradas em torno da Quinta do Mourão. Estas propriedades referenciadas desde o século XVIII, no mapa pombalino de demarcação da região do Douro, integram-se na herança vinícola duriense aliando tradição e modernidade.
Rio Bom Touriga Franca 2003: amadurecido durante 26 meses em barrica francesa de primeiro uso
Degustação Rio Bom DOC Douro Reserva 2005 – álcool: 13,75% – uvas: Tinta Roriz, Touriga Nacional e Tinta Franca – preço: R$ 163,15 - amadurecido em barricas novas de carvalho francês durante 16 meses – quase retinto na cor, aromas complexos de fruta madura sobre um fundo madeirado. Encorpado, taninos volumosos, com final aveludado marcado por taninos finos, acidez gastronômica e média persistência aromática.Sem arestas, vinho bem elaborado, uma das grandes expressões do Douro. Avaliação: 89,5/100 pts.+
Rio Bom Reserva 2005: agora na Hannover, compreço reduzido. Antes, no importador anterior, custava R$ 190, atualmente, está por R$ 163,15. Um vinhão duriense que vale o preço!
Rio Bom DOC Douro Touriga Franca 2003 – álcool: 14,1% – região: Douro -preço: R$ 251,20 - amadurecido em barricas novas de carvalho francês durante 26 meses – quase retinto na cor com halo granada em formação, apresentou aromas de baunilha e um gostoso tostado envolvido por frutas vermelhas com ótima sustentação. Na boca é um vinho denso, aveludado, crocante, complexo, marcante, persistente com final marcado pela doçura de seus taninos. Um vinho de características particulares e muita personalidade que vale à pena ter ao menos uma garrafa na adega. Avaliação: 92/100 pts.+
Brigada: atenção na degustação e questões pertinentes. Não é à toa que o Charlô é um dos mais comentados restaurantes dos Jardins.
No último domingo pudemos retornar na Cantina Gigio do Brás, sita à Rua do Gasômetro 254, tels. 011 3228 2045 e 3326 5640. Fundada em 1967 na Rua Cardoso de Almeida, mas em 16 de junho de 1971 mudou para o atual endereço. Chama-se Gigio porque Luigi Salvel, seu criador, tinha esse apelido que é bastante comum na Itália. Na década de 80, com nova administração, manteve suas principais características e alguns anos depois abriu uma filial em Pinheiros, na rua de mesmo nome, n° 355, telefones 3064 6823 e 30818419. Pedimos dois pratos para três pessoas: Lasanha verde e frango Capão. O vinho escolhido foi um Barbera que harmonizou perfeitamente com o prato. O serviço, sempre atento, gentil e atencioso foi do garçom Araújo, que segue nas fotos abaixo.
Araújo com uma bandeja de "Frango Capão" - uma das especialidades da casa.
Nubia. Araújo com uma porção da deliciosa lazanha verde da Cantina Gigio
Ontem, por volta das 13:30 horas o salão da Cantina Gigio já estava lotado.
Uma boa indicação para harmonização é de vinho elaborado com a uva piemontesa Barbera.
Os conceituados ChefsMônica Rangel, Ivo Faria, Leornardo Maciel e Vitor Sobral realizarão a 3ª edição do Festival Gastronômico da 1900 Pizzeria neste mês de julho. Os Chefs apresentarão uma seqüência com massas de pizzas, ressaltando ingredientes de predileção de suas cozinhas. Com criatividade os artistas da gastronomia mostrarão que a cozinha de excelência está presente também em uma simples e apreciada pizza. No dia 17 de julho a apresentação foi de Leonardo Maciel na recém-inaugurada 1900 Morumbi, que fica na rua Dr. Fonseca Brasil, n° 282. Leonardo representa a parceira do evento, a Sadia, e mostra interessantes possibilidades de criações com produtos da marca. Para entrada o Chef preparou uma “Caponata à Peperoni” (acompanhado de mini tub Philadelphia e tirinhas de massa de pizza), a“pizza de pupunha assado, com erva doce, cream cheese e copa” e “Tartelete de ganache com crosta de banana da terra e sorvete de creme. Na noite do último domingo tivemos a oportunidade de provar, por convite de Reila Criscia, a pizza supramencionada, que está pra lá de apetecível. O seu gostoso sabor permite harmonização com brancos e tintos sem muita dificuldade, eis que tivemos a oportunidade de compatibilizá-la com três vinhos, a saber: Cefiro Merlot Maipo 2009 (presente na carta da 1900), Secreto Sauvignon Blanc Vale de Casablanca 2008 e Rèmole Toscana 2009 (ambos levados por quem escreve).
A Harmonização Vinho e Pizza.
A pizza de pupunha assado, com erva doce, cream cheese e copa harmonizou muito bem com o Sauvignon Blanc chileno e com o exemplar italiano, que leva Sangiovese (85%) e uma pitada de Cabernet Sauvignon (15%). O terceiro vinho também apresentou resultado satisfatório, mas inferior aos dois primeiros. No caso dos dois primeiros vinhos teve aplicação a regra “vinho simples, despojado, valorizam-se ou valorizam os pratos” (Sérgio Paula Santos). No caso, a pizza beneficiou o vinho, eis que a pupunha assada tinha textura cremosa que não brigou com a acidez vegetal do Sauvignon Blanc. Com os tintos ocorreu a mesma coisa, mas em graus diferentes. Enquanto o Rèmole apresentou bom entrosamento com a pupunha, a copa que cobria a pizza não metalizou o sabor, simplesmente porque o vinho italiano apresentou taninos delicados e macios; já no caso do Merlot chileno, a harmonização também foi bem porque ao menos em tese os taninos dessa uva sempre são amáveis, mas por serem muito jovens e com alguma força brigaram um pouco com o embutido. Resultado: o vinho italiano Frescobaldi Remole 2009 foi ideal para a compatibilização, seguido muito de perto pelo Secreto Sauvignon Blanc 2008. O terceiro vinho não harmonizou mas também não brigou com a pizza.
96-100 pts. Espetacular
90-95 pts. Excelente
85-89 pts. Muito Bom
80-84 pts. Bom
75-79 pts. Regular
50-74 pts. Fraco
símbolo + após a nota = vinho que tem condições de envelhecer bem nos próximos 0-5 anos
símbolo ++ após a nota = vinho que tem condições de envelhecer bem nos próximos 5-10 anos ou mais