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Projeto Imagem Campanha Gaúcha – Vinícola Campos de Cima

Saindo de Santana do Livramento (530 km de Porto Alegre) na manhã de 7 de março, os blogueiros e jornalistas de diversos Estados do Brasil (Recife, Fortaleza, Salvador, Espírito Santo e  São Paulo) conduzidos pelos jornalistas Orestes de Andrade Júnior e Martha Caus, se dirigiram até a cidade de Itaqui (638 km de Porto Alegre), numa viagem de cerca de 4 horas num micro-ônibus fretado pelo IBRAVIN. Lá chegando, o grupo foi efusivamente recebido pelos proprietários da Vinícola Corte de Cima,  José Ayub e Hortência Ravache Brandão Ayub; por sua filha Vanessa e pelo enólogo português Nuno Duarte. Essa vinícola conta com assessoria enológica do experiente Mario Geisse para elaboração de seus espumantes, que são apontados (corretamente) por alguns críticos como um dos melhores produzidos no Brasil atualmente. A vinícola também produz brancos e tintos.  Apenas a título de esclarecimento, a longínqua  Itaqui fica no Sudoeste do Estado do RS (divisa  com a Argentina) e se destaca no cultivo de arroz, na pecuária e na criação de ovinos. Agora, como veremos adiante, constatamos que  também se destaca na vinicultura.

O Espumante Campos de Cima Brut foi apontado como um dos três melhores espumantes do Brasil na Expovinis 2012 – 16º Salão Internacional do Vinho –, e também conquistou medalhas de ouro no V Concurso Internacional de Vinhos do Brasil e no VII Concurso do Espumante Brasileiro

O Espumante Campos de Cima Brut foi apontado como um dos três melhores espumantes do Brasil na Expovinis 2012 – 16º Salão Internacional do Vinho  e também obteve medalhas de ouro no V Concurso Internacional de Vinhos do Brasil e no VII Concurso do Espumante Brasileiro

Os vinhedos

Os vinhedos da Campos de Cima foram plantados de 2002 a 2004, tendo a primeira safra em 2006. As uvas são cultivadas nos 15 hectares de vinhedos da empresa, localizados em Maçambará, a cerca de 100 Km de Itaqui – Extremo Leste do RS, na fronteira com a Argentina. Ainda serão processadas na cantina de Itaqui as uvas Merlot, Tannat, Shiraz e Cabernet Sauvignon. Os espumantes continuarão sendo elaborados em parceria com a Vinícola Geisse, em Pinto Bandeira (RS), e as uvas Ruby Cabernet e Viognier serão vinificadas na Embrapa Uva e Vinho, em Bento Gonçalves (RS). “Estamos diante de uma das vinícolas mais modernas do Sul do Brasil e do maior empreendimento concretizado pela Campos de Cima”, comemora o diretor comercial da empresa, Pedro Candelária. “O novo prédio para a vinificação de nossa produção é um projeto ousado e necessário para a expansão de um negócio promissor. Atualmente, somos responsáveis pela elaboração de vinhos ímpares no país. Bebidas que expressam o alto nível de qualidade do mais novo terroir do Sul do Brasil”, observa Candelária.

Os espumantes Campos de Cima seguramente integram o rol dos melhores produzidos no Brasil.

Os espumantes Campos de Cima seguramente integram o rol dos melhores produzidos no Brasil.

A nova vinícola Campos de Cima

A construção da nova vinícola obteve o apoio do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE). A instituição concedeu um financiamento de R$ 595 mil para a execução da nova planta. O resultado, que poderá ser conferido em breve, é a contemplação de um sonho que se torna realidade: uma área construída de 1.161 metros quadrados, que contará com adega, área de recepção das uvas, área industrial, área de recepção de visitantes, uma loja para venda direta ao público e um escritório da empresa. “Será um espaço equipado para multiplicar nossa capacidade de produção e permitir a manutenção do alto nível de qualidade de nossos vinhos”, explica o executivo.

O projeto da nova vinícola foi idealizado e monitorado pela arquiteta Manuela Brandão Ayub Candelária, que é uma das proprietárias da Campos de Cima. Ela possui curso de Pós Graduação na Universidade Autónoma de Barcelona e de Master na Universidad de Barcelona, instituições com alto prestígio internacional. Para criar a estrutura da nova vinícola, Manuela se dedicou a captar os elementos mais relevantes da cultura gaúcha e da Região da Campanha e dar-lhes, ao mesmo tempo, um tratamento moderno e arrojado no novo prédio. “O uso de acabamentos locais e a implantação de um processo produtivo prático foram a tônica dessa obra”, descreve. Referência: portal da vinícola.

Aqui todfamília Brandão Ayub

Aqui parte da família Brandão Ayub

Espumante Campos de Cima Brut
Elaborado com uvas Chardonnay e Pinot Noir por meio do método tradicional (champenoise), o Campos de Cima Brut é um espumante fino, elegante e harmônico, tendo ao mesmo tempo alta tipicidade e forte personalidade. Nele predominam os aromas cítricos, mesclados ao néctar e tâmaras, com leve fundo de ervas de quintal (alecrim, sálvia). Em boca, se apresenta como um vinho agradável e persistente, características singulares e marcantes”. A descrição retro é de Jorge Lucki que o incluiu na sua lista dos melhores vinhos degustados em 2012.

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Pedro Candelária também destaca que a Campos de Cima elabora 10 mil garrafas de espumantes por ano e comercializa dois rótulos: o Campos de Cima Brut e o Campos de Cima Extra Brut, vinho que foi lançado na Expovinis 2012. “O sucesso do primeiro inspirou a criação do segundo, pois as uvas cultivadas na Campanha Gaúcha apresentam um grau diferenciado de maturidade, próprios para elaboração de espumantes de grande personalidade”, observa. “Utilizamos o melhor que a natureza nos oferece para apresentar ao mercado vinhos de alta qualidade a um preço acessível e, assim, agradar nossos consumidores em todos os sentidos”, registra o executivo.

Tannat Campos de Cima: até a sua apresentação é esmerada.

Tannat Campos de Cima: até a sua apresentação é esmerada.

A seguir a relação dos vinhos degustados:

Espumante Campos de Cima Brut – uvas: Chardonnay (60%) e Pinot Noir (40%)

Espumante Campos de Cima Extra Brut 2011 -

Campos de Cima Viognier 2011

Campos de Cima Tannat 2006

Campos de Cima Tannat 2008

Campos de Cima Tannat 2011

A seguir a descrição e avaliação dos vinhos degustados:

Hortência Ayub

Hortência Ayub: uma mulher de classe que entende de vinho.

Campos de Cima Viognier 2011 – álcool:  12% – com 5% de Chardonnay, este Viognier não estagiou em madeira. Análise organoléptica: palha claro brilhante. Aberto nos aromas,  com notas florais típicas da casta e de frutas tropicais de polpa branca. Na boca surpreende por sua potência aliada ao bom frescor resultando num  vinho de nítida feição gastronômica. Cresceu à mesa como acompanhamento da deliciosa e inesquecível Paella Campera preparada sob as bençãos de Hortência Ayub. Avaliação: 87/100 pts.

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Diversas interpretações da Tannat sob a perspectiva do tempo – Vertical das safras 2006, 2008  e 2011:

2006 – 14% álcool - elaborado nas dependências da Embrapa para a vinícola Campos de Cima, amadureceu em barricas de carvalho americano novas por 4 meses. Análise organoléptica:  exibiu cor rubi acastanhado. Aromas com notas de bala toffee, chocolate amargo sobre um fundo vegetal. Na boca leve sobra de álcool, taninos macios e um toque de frutas negras num final intenso e marcante, com a rusticidade característica da cepa. Avaliação: 85/100 pts.

2008 - Sem passagem por madeira, exibiu cor mais jovem do  que o vinho anterior. No nariz  frutas negras (figo e ameixa em calda) sobre toques animais (couro). Na boca taninos presentes de ótima qualidade contrabalançados por boa acidez consolidando o perfil de um Tannat tradicional, de sólida estrutura e que deve crescer à mesa. Avaliação: 87/100 pts.

2011 - Encontra-se em afinamento na adega da vinícola, mas sua produção é bem diferente da dos demais, eis que  amadureceu 14 meses em barrica de carvalho francês novo. Análise organoléptica: vermelho rubi profundo e intenso. Nos aromas notas de rapadura, melaço sobre mentol. Na boca a força de seus taninos aguerridos acaba por chamar atenção, eis que sinalizam um vinho que ainda não está pronto. No entanto, sua concentração e profundidade gustativa indicam que tem grande estrutura  e largueza no paladar. Um vinho surpreendente que necessita de tempo, no mínimo de 6 a 9 meses para ser lançado.

Deliciosa Paella Campera

Deliciosa Paella Campera

Espumante Campos de Cima Brut – uvas: Chardonnay (60%) e Pinot Noir (40%) –  Elaborado pelo método tradicional (champenoise), o Campos de Cima Brut exibiu na flûte perlage fina e abundante. Aromas de frutas secas, frutas tropicais maduras e discreta mineralidade sobre uma pontinha de mel. Na boca sua entrada revela um espumante solidamente estruturado mas com delicadeza, elegância  e finesse de sobra. Destaca-se por sua harmonia. Verdadeiramente delicioso, é do tipo de inunda o paladar ao provocar intensa salivação. Seu final é longo, marcado pelo acento cítrico e mineral. Na sua faixa de preço é um verdadeiro “Ex-Libris”.  Extremamente sofisticado para um borbulhante de menos de R$ 40, cheio de virtudes e qualidades, é impossível adquirir uma garrafa só. Para ser comprado de caixa!  Polivalente, ideal para abrir qualquer grande refeição ou para ser desfrutado sozinho mesmo. Avaliação: 90,5/100 pts.

O Espumante Campos de Cima Brut foi apontado como um dos três melhores espumantes do Brasil na Expovinis 2012 – 16º Salão Internacional do Vinho –, e também conquistou medalhas de ouro no V Concurso Internacional de Vinhos do Brasil e no VII Concurso do Espumante Brasileiro

Espumante Campos de Cima  Extra Brut - uvas: Chardonnay (60%) e Pinot Noir (40%) - Intenso na cor dourada com reflexo esverdeado. Perlage finíssima e abundante. Um verdadeiro caleidoscópio de aromas exalam da flûte com  toques de pão fresco, frutas de polpa branca como pêra e maçã verde secundadas por  frutas secas. Completa o conjunto um gostoso toque cítrico. Na boca tivemos a plena subscrição das sensações olfativas com excelente acidez contrabalanceada por elegante frescor resultando num espumante elegante, sofisticado  e prazeroso. O final é longo, profundo, marcado pela fruta fresca e pela sensação de “quero mais”. Avaliação: 90/100 pts.

Projeto Imagem Campanha Gaúcha – Cooperativa Nova Aliança – Vinhos Santa Colina

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Dando sequência às visitas realizadas na vinícolas da Campanha Gaúcha a convite do IBRAVIN  no período de 4 a 8 de março de 2013, sob a condução dos jornalistas Orestes de Andrade Júnior e Martha Caus, o grupo de blogueiros e jornalistas de diversos Estados do Brasil (Recife, Fortaleza, Salvador, Espírito Santo e  São Paulo) estiveram nas cidades de Rosário do Sul, Santana do Livramento, Don Pedrito e Itaqui, respectivamente no Sul (divisa com Uruguai) e Sudoeste do Estado do RS (divisa  com a Argentina), até a longínqua Itaqui. A seguir, impressões sobre os vinhos degustados na Cooperativa Nova Aliança que produz a linha  Santa Colina, apresentados pelo enólogo Flávio, na manhã de 07 de março de 2013, no município de Santana do Livramento:

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Espumante Aliança Charmat Bruto – álcool: 12,5% – uvas: Moscatel – Lote 01/2010 – R$ 18,00 – Palha brilhante. Aromas abertos com notas florais e frutas de polpa branca. Boca macia, com razoável equilíbrio entre acidez e açúcar resultando num espumante fácil de beber, com alguma fruta, de corpo leve e de caráter festivo, sem amargor. Avaliação: 85/100 pts.

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Espumante Santa Colina Moscatel – álcool: 7,5% – uvas: Moscato Giallo (50%), Gewürztraminer (30%) e Malvasia (20%) – Lote 001/2012 – preço: R$ 15,50 –   elaborado pelo método Asti, exibiu cor palha claro com reflexo esverdeado. Boa complexidade aromática com notas florais e de frutas tropicais como damasco e lichia sobre mel. Boca macia, fresca, corpo magro e final de média persistência, do tipo que limpa a boca. Sem amargor, flui bem no paladar e tem na relação preço-qualidade um de seus apelos. Avaliação: 85/100 pts.

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Espumante Santa Colina Brut Charmat – álcool: 12,5% – uva: Chardonnay – palha claro com reflexo esverdeado. Perlage persistente. Boa complexidade aromática com notas de maçã verde e leve toque de panificação, corpo médio, razoavelmente fresco e de boa acidez. Sem amargor, flui bem no paladar e tem boa persistência. Avaliação: 86/100 pts.

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Santa Colina Tannat Reserva 2007 – álcool: 14% - preço: R$ 41,50 -(esgotado) - vermelho rubi com halo granada. Aberto nos aromas com  ameixas sobre uma nota animal (couro). Na boca a sua entrada revela um vinho concentrado, de taninos devidamente amaciados pelo decurso de tempo na garrafa, acidez mediana e no final de boca os tradicionais apontamentos vegetais da Tannat. Está num ótimo momento de evolução para ser degustado.  Avaliação: 87/100 pts.

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Enólogo Flávio

Barricas de carvalho francês para amadurecimento dos vinhos

Barricas de carvalho francês para amadurecimento dos vinhos

 

 

Tannat Reserva 2007 - um vinho que está num bom momento para ser provado

Tannat Reserva 2007 – um vinho que está num bom momento para ser provado

 

 

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Vinhos corretos por preços acessíveis

Vinhos corretos por preços acessíveis

 

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Na foto abaixo paisagem típica da Campanha Gaúcha:

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Conclusão

A sede da cooperativa Nova Aliança fica em Caxias do Sul. Na Campanha são 450 hectares, distribuídos entre os municípios de Encruzilhada do Sul, Bagé, Dom Pedrito e Santana do Livramento, sendo 42 ha destinados à produção própria. A vinícola foi instalada em 1983 e atualmente pertence à Cooperativa Nova Aliança, que resultou da união de forças de cinco cooperativas, a saber: Aliança, Linha Jacinto, Santo Antônio, São Pedro e São Victor. Com 800 famílias integrando a cooperativa, a A Nova Aliança está se dedicando cada vez mais à produção de suco de uva. No ano passado a produção total foi de 250.000 litros de espumantes, 100.000 litros de vinhos brancos e 650.000 litros de vinhos tintos. Os principais mercados são a região Sul e Sudeste. São Paulo, por exemplo,  corresponde a 5% do faturamento. Por fim, esclarecemos que todos vinhos degustados por ocasião de nossa visita tiveram desempenho razoável, compatíveis com suas respectivas faixas de preços. Nenhum decepcionou.

Mini-circuito de degustação de vinhos da Campanha e de outras regiões em Santana do Livramento – RS

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Dando sequência às visitas realizadas às vinícolas da Campanha Gaúcha a convite do IBRAVIN  no período de 4 a 8 de março de 2013, sob a condução dos jornalistas Orestes de Andrade Júnior e Martha Caus, o grupo de blogueiros e jornalistas de diversos Estados do Brasil (Recife, Fortaleza, Salvador, Espírito Santo e  São Paulo) esteve na tarde de 6 de março de 2013 cidade de Santana do Livramento para participação no “Mini-circuito de degustação de vinhos da Campanha e de outras regiões do RS”.  A seguir nossas impressões sobre os vinhos degustados dos produtores Vinícolas Salton, Aracuri, Peterlongo e Dal Pizzol, apresentados pelos respectivos representante presentes no evento. Da região da Campanha foram degustados vinhos das vinícolas Cordilheira de Sant’ana, Dunamis e Rio Velho, já descritos e avaliados em posts anteriores.

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Vinícola Salton

Fundada em 1910, a premiada vinícola Salton sempre foi respeitada pela qualidade de seus vinhos não espumantes. Mas nos últimos anos ele fez notáveis progressos tornando-se a maior produtora independente de vinhos espumantes. Seus vinhos mais finos são o Talento, um corte Cabernet/Merlot/Tannat, o Desejo, 100% Merlot  e a série Salton Volpi, que também é muito boa. Vale a pena selecionar vinhos espumantes, incluindo o Volpi Brut (mescla de Chardonnay com Riesling Itálico), o Moscatel, o Prosecco e o Poética, um rosé espumante, além do Brut Évidence, feito com o método tradicional dos champagnes, com o uso de Chardonnay e Pinot Noir. Fonte: O Grande Livro dos Vinhos – Informações atualizadas de mais de 4.000 vinícolas em todo mundo. Publifolha – Edição 2012

Espumante Salton Evidence – uvas: Chardonnay (70%) e Pinot Noir (30%) - preço: R$ 50 - um ano de autólise, método champenoise. Análise organoléptica: Palha brilhante. Aberto nos aromas. Perlage fina e delicada. Boa presença na boca, macio, equilibrado e bastante fresco. Um dos primeiros espumantes “premium” do Brasil de qualidade consistente. Avaliação: 88/100 pts.

Salton Intenso Merlot 2009 – álcool: 13,5%preço: R$ 28 – vermelho rubi intenso. Frutado nos aromas, taninos macios, boa tipicidade. Vinho fácil de beber, redondo e prazeroso. Avaliação: 87/100 pts.

Salton Intenso Cabernet Sauvignon 2010 – álcool: 13% - preço: R$ 28 -  vermelho rubi intenso. Frutado nos aromas, taninos macios, menos típico do que o Merlot, mas também fácil de beber. Avaliação: 86/100 pts.

Salton Talento 2007 – álcool: 13% – uvas: Cabernet Sauvignon (60%), Merlot (30%) e Tannat (10%)  - preço: R$ 55 -  um dos mais consistentes vinhos nacionais mais uma vez não decepcionou. Análise organoléptica: vermelho rubi intenso, profundo. Frutado nos aromas, notas de chocolate, taninos macios, final longo, persistente. Vinho de guarda. Avaliação: 89/100 pts.+

Martha Caus e Orestes

Martha Caus e Orestes

Vinícola Aracuri

A vinícola tem a denominação de Aliprandini e Meyer Vinhos Finos Ltda – Aracuri Vinhos Finos e se localiza em Muitos Capões, Rio Grande do Sul, numa altitude de  960 msnm, fato que coloca seus produtos na categoria de vinhos de altitude. Nas condições de altitude, as uvas amadurecem mais lentamente e têm colheita fora da época das chuvas de verão, garantindo maior concentração de açúcares e, assim, maior teor alcoólico no vinho. O amadurecimento completo também propicia a maturação fenólica dos componentes da casca da uva o que resulta em mais cor e mais aromas. O predicado “mais cor” significa maior conteúdo de antocianinas e taninos, estes que são os protetores para o envelhecimento nobre do vinho. Os vinhos Aracuri, varietal premium Cabernet Sauvignon ou varietal Collector Cabernet Sauvignon são bons exemplares da qualidade dos vinhos de altitude. Fonte: http://todovinho.blogspot.com.br

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Serviço do vinho executado competentemente pela enóloga Paula Guerra Schenato, que deu explicações importantes sobre a localização da vinícola:

Collector 2009 (1)

Aracuri Sauvignon Blanc 2011preço: R$ 37 - Palha claro brilhante. Aberto nos aromas com notas vegetais sobre um delicado fundo mineral. No paladar a delicadeza se repete, com destaque para sua acidez vívida que provoca a sensação de boca limpa. Um dos grandes expoentes da casta no território nacional. Avaliação: 89/100 pts.

Enóloga Paula Guerra Schenato

Enóloga Paula Guerra Schenato

Aracuri Cabernet Sauvignon (60%) e Merlot (40%) 2009 – álcool: 13,4%preço estimado: R$ 32 - vinho amadurecido por noventa dias em barrica de carvalho americano segundo nos relatou a enóloga Paula. Análise organoléptica: vermelho rubi intenso brilhante. Aromas levemente herbáceos sobre uma nota mentolada. Taninos presentes de boa qualidade. Álcool provocando leve aquecimento no paladar sem incomodar. Final seco. Avaliação: 85/100 pts.

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Aracuri Collector Cabernet Sauvignon 2009 - álcool: 12,5% – preço: R$ 53 - elaborado com uvas cultivadas num micro-terroir, isto é, uma parcela que se destaca dentro de uma gleba, este vinho teve 50% do mosto  amadurecido durante 12 meses em barricas de carvalho americano e francês de primeiro uso segundo nos relatou a enóloga Paula Guerra. Análise organoléptica: vermelho rubi intenso, profundo, quase retinto. Aromas complexos com uma destacada nota de anis estrelado secundada por  baunilha, especiarias e mentol. Todas as sensações aromáticas foram confirmadas no paladar que exibiu algum refinamento e balanço. Taninos finos, acidez mediana e final de média-longa persistência. Deve evoluir na garrafa. Um vinho surpreendente que justificou sua boa fama. Avaliação: 89/100 pts.+

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Vinícola Peterlongo

Localizada na Serra Gaúcha, na cidade de Garibaldi, conhecida como a “Capital Nacional do Champagne”, suas instalações, incluindo a residência em forma de castelo e a cave subterrânea, atraem visitantes de todo o país e do exterior. Todos ávidos por conhecer e degustar o primeiro e único champagne do Brasil. Essa história começou em 1.913, quando Manoel Peterlongo inicia a elaboração  de espumantes no Brasil com a milenar técnica de Champagne. Cabe esclarecer que a vinícola tem o direito de usar o termo “champagne” em seus rótulos (Lei 78.835 declarada constitucional pelo STF) e que seus espumantes são de qualidade reconhecida internacionalmente. A seguir, a descrição e avaliação dos vinhos, gentilmente servidos por Michele Varnier, Gerente Comercial Nacional da Peterlongo:

Espumantes Peterlongo - ótima qualidade, destaque para seu Moscatel equilibrado na doçura e no frescor

Espumantes Peterlongo – ótima qualidade, destaque para seu Moscatel equilibrado na doçura e no frescor

Espumante Moscatel Presence – Método Asti  - variedades: Moscato Bianco e Moscato Giallo – autólise: 6 meses – preço: R$ 35 – na elaboração deste espumante são utilizadas leveduras selecionadas e controle da fermentação. Análise organoléptica: palha claro brilhante. Perlage que se destaca por conta das diminutas borbulhas flûte. Aromas inebriantes com notas típicas da variedade: damasco sobre favo de mel e uma ponta de nozes. Boca no mesmo diapasão com uma cremosidade digna de nota contrabalançada por seu intenso frescor e maciez aveludada. Tivesse mais persistência seria um verdadeiro “outstanding”. Altamente recomendado, principalmente por seu equilíbrio entre dulçor e acidez, que proporcionam um espumante de perfil festivo, refrescante, facílimo de beber, apropriado para sobremesas não muito doces. Avaliação: 89/100 pts.

Os vinhos Dal Pizzol também se destacaram na degustação

Os vinhos Dal Pizzol também se destacaram na degustação

“Champagne” Peterlongo Presence Brut  – variedades: Chardonnay (70%) e Riesling Itálico (30%) – álcool: 12,5% -  preço médio: R$ 35 - na elaboração deste espumante foi utilizado o método Charmat longo – o mosto permaneceu em autoclave durante oito meses. Análise organoléptica: palha claro na transição para o dourado. Perlage intensa com borbulhas pequenas. Aromas complexos com fruta madura e um toque de panificação. Boca correta, com boa presença proporcionada por seu frescor. O final revela alguma rusticidade que não incomoda. Será a presença da Riesling Itálico, cepa amiúde utilizada nos espumantes gaúchos?  Vale o preço. Avaliação: 86/100 pts.

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“Champagne” Elegance Peterlongo  Brut Champenoise -  variedades: Chardonnay (80%) e Pinot Noir (20%) – álcool: 12,5% – autólise: 36 meses – preço médio: R$ 70 – na elaboração deste espumante são utilizadas leveduras selecionadas. O método é o Charmat longo (180 dias). Análise organoléptica: palha claro brilhante. Perlage fino e delicado que se destaca na taça  por conta do tamanho reduzido das borbulhas. Aromas sérios com notas típicas de frutas tropicais maduras, pão torrado sobre uma toque levemente defumado. Boca rica, intensamente refrescante, marcada pelas notas de frutas maduras. Final persistente, limpo.  Avaliação: 88/100 pts.

Espumantes Peterlongo - ótima qualidade, destaque para seu Moscatel equilibrado na doçura e no frescor

Espumantes Peterlongo – ótima qualidade, destaque para seu Moscatel equilibrado na doçura e no frescor e autorização legal para utilização do termo “champagne” no Brasil

Vinícola Dal Pizzol

É uma vinícola-boutique em Faria Lemos, Bento Gonçalves, que elabora  aproximadamente 28 mil caixas de vinhos por ano, além de uma pequena produção de suco de uva. Entre as variedades de uvas usadas aqui estão Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc, Pinot Noir, Tannat, Ancellotta, Chardonnay, Sauvignon Blanc e Gewürztraminer, mas um dos destaques é a uva portuguesa Touriga Nacional, que dá um excelente vinho tinto. A ampla propriedade conta com um restaurante (que atende apenas com reserva), lagos encantadores, uma coleção de plantas exóticas e a enoteca Dal Pizzol, que abriga grande volume de safras antigas. Fonte: O Grande Livro dos Vinhos – Informações atualizadas de mais de 4.000 vinícolas em todo mundo. Publifolha – Edição 2012

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Aqui o serviço do vinho ficou por conta da simpática Sinara, que teceu considerações sobre os produtos, terroirs de origem, preços, etc:

Dal Pizzol Pinot Noir 2012 – álcool: 12,5% – preço: R$ 36 - vermelho rubi de média intensidade. Uma boa quantidade de frutas vermelhas dominam os aromas. No paladar taninos macios, corpo médio/magro, persistência média/curta, final sem amargor. Avaliação: 86/100 pts.

Do Lugar Cabernet Franc 2011 – álcool: 13% – preço: R$ 23 – vermelho rubi intenso. Aromas típicos com frutas vermelhas e negras, leve mentol. Boca franca, macia, com média expansão no paladar. Acidez média. Corpo bom. Final com alguma persistência. Além da tipicidade, sua relação preço-qualidade é atraente. para o consumidor. Avaliação: 87/100 pts.

Dal Pizzol Merlot 2009 – álcool: 13% - cor idêntica à do vinho anterior. Frutas vermelhas predominam o perfil aromático. No paladar, taninos macios, discreta sobra de álcool, taninos macios, alguma suculência e final persistente, sedoso. Avaliação: 87/100 pts.

Dal Pizzol Ancellotta 2009 – álcool: 13% -  elaborado com uvas de duas procedências distintas: Bagé, na Campanha Gaúcha e Encruzilhada do Sul, na Serra do Sudeste. O resultado é um vinho de cor violácea intensa, aromas frutados com predomínio de groselha sobre um fundo terroso. No paladar taninos rústicos bem ao estilo da casta, boa acidez, adequada concentração de sabor e fim de boca seco. Avaliação: 86/100 pts.

O relevo da região da Campanha Gaúcha se caracteriza por extensas planícies com suaves ondulações num solo em que há existência de um lençol freático com profundidade de 1.800 metros

O relevo da Campanha Gaúcha se caracteriza por pequenas planícies e colinas,  suaves ondulações num solo em que há existência de lençol freático com profundidade de 1.800 metros. Os dias são longos e as noites frescas, solo composto de granito e calcário, clima temperado e sub-úmido, apropriado para o cultivo de vitis vinifera.

Projeto Imagem Campanha Gaúcha – Guatambu Estância do Vinho

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Em continuação às visitas realizadas nas vinícolas da Campanha Gaúcha a convite do IBRAVIN  no período de 4 a 8 de março de 2013, sob a condução dos jornalistas Orestes de Andrade Júnior e Martha Caus, o grupo de blogueiros e jornalistas de diversos Estados do Brasil (Recife, Fortaleza, Salvador, Espírito Santo e  São Paulo), esteve na tarde do dia 6 de março na nova sede da vinícola Guatambu Estância do Vinho (município de Dom Pedrito, BR 293, km 264 tel. 53 32433253 e 3503 1227), onde foram recebidos pelo proprietário Valter José Pötter e família.

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A Diretora Gabriela Pötter e sua mãe, Nara Maria Pötter na entrada da vinícola que será inaugurada no fim do mês de maio de 2013

Sobre a Estância Guatambu

Situada em Dom Pedrito, no coração do pampa gaúcho, a Estância Guatambu é uma empresa familiar dedicada a gerar produtos primários e agroindustriais, na qual o empresário Valter Pötter envolveu a família nas diferentes etapas do processo produtivo,  contando com a ajuda de várias mulheres: a esposa Nara Maria e as filhas Isadora, que é advogada, Mariana, psicóloga, e Raquel e Gabriela, ambas engenheiras agrônomas.

Com aptidão de solo e clima privilegiados, a estância produz uma grande diversidade de produtos. Destaca-se pela utilização de tecnologia de ponta, tanto na agricultura quanto na pecuária, sendo suas atividades centradas na integração de ambas. A pecuária de corte é desenvolvida com bovinos Polled Hereford e Braford, em ciclo completo, e ovinos Texel. Os produtos desta atividade são touros reprodutores superiores e carne de alta qualidade proveniente de animais precoces abatidos dos 14 aos 24 meses de idade, além dos cordeiros pampeanos.

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Na agricultura, destaca-se a produção de arroz irrigado, milho irrigado com pivô central, soja, sorgo, sementes forrageiras e uvas viníferas. Em 2009 a Guatambu intensificou suas atividades na vitivinicultura, iniciada em 2003, estreando na produção de vinhos finos com o lançamento do vinho Rastros do Pampa Cabernet Sauvignon, com 6 mil garrafas  produzidas com uvas próprias de um de 7,5 hectares e, esse ano, inaugurará a primeira vinícola enoturística na Região da Campanha Gaúcha.

Logo na entrada,e cima se pode visualizar toda a adega

Algumas informações do terroir local 

Gabriela Pötter, Diretora Técnica da vinícola,  salientou que alguns dos municípios que compõem a Campanha Gaúcha como Santana do Livramento, Bagé e Dom Pedrito estão na latitude 31°, a mesma da Argentina, África do Sul, Austrália e Chile. O solo é arenoso com pedra, altíssima insolação, 15°C de amplitude térmica, chegando a temperatura à noite até 13ºC. Realiza-se a irrigação por gotejamento favorecida por solos bem drenados, com rochas originais de 2,5 milhões de anos de idade. A Guatambu possui 20 hectares de vinhedos nos quais cultiva as  variedades: Cabernet Sauvignon, Merlot, Tempranillo e Tannat. A equie de enólogos está constituída por Ariel Leonardo Pereira e Alejandro Cardoso. A seguir a relação dos vinhos degustados:

Rastros do Pampa Cabernet Sauvignon

Guatambu Estância do Vinho Sauvignon Blanc

Guatambu Estância do Vinho Gewürztraminer (amostra de cuba de aço inoxidável)

Espumante Guatambu Extra Brut Chardonnay

Espumante Luar do Pampa Gewürztraminer Champenoise

No centro, Walter Peterle, da Guatambu

No centro, Valter Pötter, da Guatambu

Espumante Guatambu Extra Brut Chardonnay – Palha Claro. Perlage diminuto.  Aromas abertos com notas de bolacha, fermento sobre leve fruta tropical.  Final limpo, persistente, marcante. Avaliação: 88/100 pts.

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Espumante Guatambu Nature – preço: R$ 52,40 na origem – método champenoise, autólise 12 meses. Na flûte exibiu cor palha Claro. Perlage com borbulhas de tamanho pequeno. Nos aromas notas de ameixa branca, pêra sobre leveduras. Na boca é um espumante cremoso, volumoso, denso e de ótimo frescor. Seu final é de média intensidade e remete o degustador às sensações olfativas iniciais. Avaliação: 89/100 pts.

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Guatambu Luar do Pampa Gewürztraminer 2011 – álcool: 12,7% – amarelo com reflexo dourado. Aromas pouco intensos mas típicos da casta com pétalas de rosa, nêspera (ameixa branca) e lichia. Na boca a sua entrada revela um vinho fresco, de boa densidade, macio com boa persistência e toques de mel no retrogosto. Avaliação: 87,5/100 pts. 

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Guatambu Rastros do Pampa Cabernet Sauvignon 2011 – álcool: 13%  – variedades: Tannat (3%) e o restante Cabernet Sauvignon – vermelho rubi intenso com reflexo púrpura. Aromas que remetem diretamente aos descritores típicos da casta no Novo Mundo com sugestões herbáceas e condimentadas. Boca com taninos sedosos, discreta sobra de álcool, alguma fruta negra para confirmar sua boa tipicidade. Final intenso, marcante, cheio de personalidade. Avaliação: 88/100 pts.

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Vinícola Guatambu implementa o PAS para reforçar a qualidade de seus produtos

Sobre o PAS

O PAS é um projeto desenvolvido pelo Sistema S (Senac, Sesc, Senai, Sesi, Sebrae, Senar e Senat) e tem o objetivo de reduzir os riscos de contaminação de alimentos para os consumidores, reduzir os custos, aumentar a segurança e a qualidade dos alimentos produzidos pelas empresas ampliando sua competitividade e orientar empresariado sobre a responsabilidade do seu negócio. Para alcançar essa meta, o programa oferece capacitação e consultoria para as empresas urbanas e rurais, que identificam os perigos à segurança do alimento desde a obtenção da matéria-prima até o consumo, estabelecendo medidas de controle e monitoramento para obtenção de um alimento de qualidade. “A novidade para a vitivinicultura é o lançamento da metodologia PAS aplicada especificamente para a setor”, explica a consultora do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) que acompanha o programa, Janine Basso Lisboa.

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A Guatambu Estância do Vinho, de Dom Pedrito, utiliza o PAS (Programa de Alimentos Seguros) na produção de suas uvas e vinhos para proporcionar ao consumidor o acesso a um alimento sadio, que tenha sido produzido, processado e comercializado de forma segura e com qualidade. A Guatambu participou da etapa piloto de implementação do projeto em vinícolas brasileiras, e será auditada até final de março. A etapa das Boas Práticas Agrícolas (BPAs) realizou-se em agosto do ano passado e atualmente está sendo concluída a implantação das Boas Práticas de Elaboração (BPE) e do sistema de Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC). Desenvolvido e mantido pelas entidades integrantes do Sistema S (Senai, Sebrae, Sesi, Sesc e Senac), o programa visa promover a saúde pública, a qualidade de vida e a competitividade empresarial por meio da certificação de produtores rurais e de empresas de todo o país que atuam na cadeia produtiva de alimentos.

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O PAS atua na gestão do controle dos riscos e perigos que envolvem a produção e comercialização alimentícia. O programa atua de forma preventiva com base no monitoramento de todas as etapas onde há manipulação de alimentos, através de registros que comprovam a segurança dos produtos. Entretanto, os resultados obtidos extrapolam sua finalidade inicial. “Outros fatores positivos surgiram com o PAS, entre eles a credibilidade do programa no mercado. Como os procedimentos são padronizados, o programa ajuda no controle da higiene e na manipulação dos alimentos, aumenta a segurança dos clientes quanto à qualidade dos produtos, reduz os riscos de contaminação no processamento além de proporcionar a melhoria de processos”, enumera Hulda Oliveira Giesbrecht, responsável pela área tecnológica do PAS e representante do programa no Sebrae.

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O processo de implantação do PAS inicia pela conscientização dos diretores e colaboradores da vinícola, com uma série de treinamentos para mostrar a importância dos Procedimentos Operacionais Padronizados, Registros e Instruções de Trabalho. A mudança começa desde o uso de uniforme e EPI (Equipamento de proteção individual) até questões mais complexas.

“O PAS chegou no momento certo: na hora em que projetávamos não só o prédio da vinícola, mas também o nosso crescimento estrutural. Ele facilita o trabalho e proporciona segurança para o consumidor e também aos funcionários, além de ser um caminho para implementarmos as ISOs”, avalia a engenheira agrônoma e enóloga e uma das proprietárias da vinícola, Gabriela Pötter, responsável pela implantação do projeto na empresa.

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Conclusão

A Guatambu está no caminho certo. Seus vinhos falam por si. Cheios de tipicidade, balanceados, frescos e o principal: sua qualidade expressa com fidelidade o promissor terroir local. E, como não poderia deixar de ser, novamente os espumantes se destacaram comprovando que além das tintas Cabernet Sauvignon e Tannat, brancas como Gewürztraminer e Chardonnay são aptas para a produção desse tipo de vinho (pudemos provar uma amostra do espumante de Gewürztraminer que se revelou interessante). Agora, boa notícia mesmo será o enoturismo, que começará no fim de maio, às portas do inverno que como sabemos costuma ser rigoroso na região, uma ótima oportunidade para beber os tintos da Guatambu que são bem feitos, principalmente o Rastros do Pampa Cabernet Sauvignon, grande destaque da vinícola. Guatambu Estância do Vinho: muita gente está acreditando nesta idéia alicerçada em bases mais do que sólidas, de um grupo empresarial de nítida índole familiar que sempre se destacou naquilo que fez e que continua a fazer e a vinícola parece estar plenamente inserida neste caminho: Guatambu, muita gente já conhece; muito mais gente vai ouvir falar nestes vinhos – http://estanciaguatambu.com.br.

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Projeto Imagem Campanha Gaúcha – Vinícolas Camponagara e Dom Pedrito

Dando sequência às visitas realizadas às vinícolas da Campanha Gaúcha a convite do IBRAVIN  no período de 4 a 8 de março de 2013, sob a condução dos jornalistas Orestes de Andrade Júnior e Martha Caus, o grupo de blogueiros e jornalistas de diversos Estados do Brasil (Recife, Fortaleza, Salvador, Espírito Santo e  São Paulo) esteve na histórica cidade de  Dom Pedrito. A seguir nossas impressões sobre os vinhos degustados no Restaurante “Cumbuca”, das vinícolas Camponagara,  Rigo Vinhedos e Olivais e Guatambu Estância do Vinho, apresentados por Roberto Vianna, Ingrid Goularte Pfeifer e Gabriela Hermann Pötter, respectivamente Gerente Comercial, Gerente e Diretora Técnica de cada uma dessas vinícolas.

Roberto Vianna, Gerente Comercial da Vinícola Camponagara

Roberto Vianna, Gerente Comercial da Vinícola Camponagara, que é a produtora de uvas mais antiga da região

Foram degustados os seguintes vinhos da Camponagara:

Rota 293 Chardonnay 2012 – álcool: 13.5% -  preço: R$ 42 – a Rota 293 é uma estrada que cruza o Estado do RS e faz a rota de ligação com a fronteira. Seus doze hectares de vinhedos são próprios, datam de 1990. Desse total, apenas 10% são utilizados e o restante fornece uvas para outros produtores. São vinhedos orgânicos não certificados. A produção total anual atinge 20.000 garrafas – Roberto explicou que o clima local se caracteriza pela ausência de chuvas, mesmo no verão que não é tão quente porque na região existe grande amplitude térmica. As noites são amenas e o calor do dia faz a videira buscar nutrientes no solo bem drenado. O relevo é marcado por planícies, sem pragas ou doenças fungicas. A enóloga da vinícola é a experiente  Aline Fogaça, Master of Wine nos EUA.  Análise organoléptica: palha claro com reflexo esverdeado. Aromas francos e diretos  com notas de frutas de polpa branca como melão e pêra (sem madeira). Na boca é vivaz e se destaca por exibir fruta fresca (abacaxi), bom frescor e final sem amargor, marcado pelas notas frutadas. Avaliação: 87/100 pts.

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Rota 293 Merlot 2012 – álcool: 13.5% – preço: R$ 42 – também não passa por madeira. Vermelho rubi de média intensidade, aromas marcados pelas frutas vermelhas, corpo um pouco magro,  taninos macios e média acidez. Final frutado, sem amargor ou qualquer rusticidade. Avaliação: 85/100 pts.

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Rota 293 Cabernet Sauvignon 2012 – álcool: 13.5% – preço: R$ 42 – vinte e cinco por cento do mosto foi amadurecido por três meses em aduelas francesas. Na taça exibiu cor vermelho rubi de intenso, aromas marcados pelas especiarias como cravo e noz moscada. Taninos macios com leve dulçor que não incomoda, ao contrário, combina com sua boa fluidez e desenvoltura no paladar. Rico, intenso, termina deixando uma sensação fresca na boca. Um vinho prazeroso, de final frutado, sem amargor. Avaliação: 88/100 pts.

Gabriela, Diretora Técnica  da Guatambu

Gabriela, Diretora Técnica da Guatambu

Rota 293 Tannat 2012 – álcool: 13.5% – preço: R$ 65 – vermelho intenso quase retinto. Aromas abertos  com notas de framboesa, cereja sobre uma pontinha de couro. Na boca taninos rústicos bem ao estilo da Tannat, porém, sem agredir, boa acidez e confirmação da fruta sinalizada no nariz.  Um vinho prazeroso, prova de que a Tannat está no ambiente ideal. Final frutado, sem amargor. Roberto Vianna salientou que o Cabernet Sauvignon e este  vinho não passam diretamente por barrica, mas sim por aduelas de carvalho francês, fato raro de acontecer entre produtores, porque a maioria iguala a passagem do mosto por esses pedaços de madeira como se fosse uma passagem por barrica. O resultado é um vinho honesto, de boa qualidade. Avaliação: 88,5/100 pts.

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Guatambu Estância do Vinho

Gabriela Pötter salientou que alguns dos municípios que compõem a Campanha Gaúcha como Santana do Livramento, Bagé e Dom Pedrito estão na latitude 31°, a mesma da Argentina, África do Sul, Austrália e Chile. O solo é arenoso com pedra, altíssima insolação, 15°C de amplitude térmica, chegando a temperatura à noite até 13ºC. Realiza-se a irrigação por gotejamento favorecida por solos bem drenados, com rochas originais de 2,5 milhões de anos de idade. A Guatambu em seus 20 hectares de vinhedos cultiva as seguintes variedades: Cabernet Sauvignon, Merlot, Tempranillo e Tannat. Tem por consultor o enólogo Alejandro Cardoso. A seguir a relação dos vinhos degustados:

Rastros do Pampa

Ecos do Pampa

Guatambu Estância do Vinho Sauvignon Blanc

Guatambu Estância do Vinho Gewürztraminer

Espumante Luar do Pampa Gewürztraminer Champenoise

Espumante Guatambu Extra Brut Chardonnay – Palha Claro. Perlage diminuto.  Aromas abertos com notas de bolacha, fermento sobre leve fruta tropical. Longo, persistente, sem arestas. Avaliação: 88/100 pts.

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Espumante Guatambu Nature – preço: R$ 52,40 na origem – método champenoise, autólise 12 meses. Na flûte exibiu cor palha Claro. Perlage com borbulhas de tamanho pequeno. Nos aromas notas de ameixa branca, pêra sobre leveduras. Na boca é um espumante cremoso, volumoso, denso e de ótimo frescor. Seu final é persistente,  intenso e remete o degustador às sensações olfativas iniciais. Avaliação: 89/100 pts.

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Guatambu Luar do Pampa Gewürztraminer 2011 – álcool: 12,7% – amarelo com reflexo dourado. Aromas pouco intensos mas típicos da casta com pétalas de rosa, nêspera (ameixa branca) e lichia. Na boca a sua entrada revela um vinho de boa densidade, macia com boa persistência e toques de mel no retrogosto. Avaliação: 87/100 pts.

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Guatambu Rastros do Pampa Cabernet Sauvignon 2011 – álcool: 13%  – variedades: Tannat (3%) e o restante Cabernet Sauvignon -  vermelho rubi intenso com reflexo púrpura. Aromas que remetem diretamente aos descritores típicos da casta no Novo Mundo com sugestões herbáceas e condimentadas. Boca com taninos sedosos, discreta sobra de álcool, alguma fruta negra para confirmar sua boa tipicidade. Final intenso, marcante, cheio de personalidade. Avaliação: 88/100 pts. 

Ingrid Goularte Pfeifer, da distribuidora de vinhos Don Pedrito: dinamismo e clareza na exposição dos vinhos.

Ingrid Goularte Pfeifer, Gerente da distribuidora de vinhos Dom Pedrito: dinamismo e clareza na exposição/degustação dos vinhos.

Rigo Vinhedos e Olivais - Vinícola Dom Pedrito

Na exposição realizada por Ingrid Goularte Pfeifer, foi salientado que Dom Pedrito foi fundada pela imigrante espanhol Pedro Ansuateguy no ano de 1.872. A vinícola foi criada em 2002,  a primeira a lançar um vinho fino comercial em Dom Pedrito. Ingrid explicou que o município recebe a denominação de Capital da Paz porque nele se firmou a paz entre Republicanos do Piratini e os defensores do Império, marcando o fim da Revolução Farroupilha (1835 – 1845), consolidando, destarte, a paz no RS existindo no município um “Obelisco da Paz”.

Espumante "Capital da Paz" - o rótulo não empolga tanto como a qualidade deste borbulhante da Campanha Gaúcha

Espumante “Capital da Paz” – o rótulo não empolga tanto como a qualidade deste borbulhante da Campanha Gaúcha

Vinhos degustados:

Espumante Charmat “Capital da Paz” Brut – álcool: 12,5%  – variedade: Chardonnay – Com 15 gramas de açúcar por litro, primeira safra deste espumante. Análise  organoléptica: palha claro brilhante. Bom perlage.  Aromas de frutas brancas maduras. Boca alegre, vívida, acidez um pouco cortante e final limpo, sem amargor. Avaliação: 86/100 pts.

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Dom Pedrito Sauvignon Blanc 2011 – álcool: 13% – Palha claro com reflexo esverdeado. Aberto nos aromas com notas vegetais sobre uma pontinha de flor de maracujá. Na boca exibiu bom frescor, maciez e persistência média-curta, porém, sem nenhum amargor. Conjunto harmônico e de boa tipicidade. Avaliação: 86/100 pts.

Don Pedrito - um branco correto que merece um rótulo melhor

Dom Pedrito – um branco correto que merece um rótulo melhor

Dom Pedrito Pinotage-Tannat em partes iguais  2011 – álcool: 12,5% – Ingrid Pfeifer esclareceu que este vinho não sofre nenhum tipo de adulteração na sua elaboração, como por exemplo acréscimo de açúcar ou até álcool para “mascarar defeitos”. Este é mais um daqueles vinhos que provoca empolgação a este humilde escritor porque o classificamos  como vinho “autêntico”, ou seja, aquele vinho que não quer ser nada mais do que um bom vinho que expresse o terroir local sem firulas ou leguleios….segue sua análise organoléptica: vermelho rubi intenso com reflexo púrpura. Aberto nos aromas que remetem diretamente à Pinotage, casta de surpreendente desempenho na Campanha Gaúcha. Notas empireumáticas sobre toques herbáceos. Na boca a Tannat se exibe de maneira bem clara, com corpo e adstringência típicos dessa variedade. O resultado é um vinho austero, equilibrado, potente e de muita “pegada”. O tipo de vinho que numa degustação às cegas pode surpreender. A exemplo dos demais vinhos da Dom Pedrito, merecia um rótulo melhor, porque o produto é de boa qualidade mas o rótulo não o faz parecer bom. Custa na faixa de R$ 20 e vale o preço. Avaliação: 87/100 pts.+

Don Pedrito, corte de Tannat e Pinotage, revelou que a Pinotage, cepa Sul-Africana que parece "gostar" do terroir do promissor terroir da Campanha Gaúcha

Dom Pedrito, corte de Pinotage e Tannat , revelou que a Pinotage, cepa Sul-Africana que parece ter se adaptado bem ao promissor  terroir da Campanha Gaúcha

 

Balanço da degustação de três vinícolas da Campanha Gaúcha: nenhum vinho decepcionou !

Balanço da degustação de três vinícolas da Campanha Gaúcha: nenhum vinho decepcionou !

Conclusão

Mais uma série de degustações na histórica cidade de Dom Pedrito, no restaurante “Cumbuca”, localizado no centro da Cidade, sito à Rua Barão de Upacaray 1005, tel. 53 3243 1846, que se mostrou apropriado para receber o grupo de blogueiros e jornalistas de diversas partes do Brasil.  A degustação inicialmente foi conduzida por  Roberto Vianna, da vinícola Camponagara que exibiu vinhos de perfil moderno sem perder de vista as particularidades do terroir local.  Todos seus vinhos apresentaram relação preço-qualidade compatível, com destaque para os tintos de Merlot, Cabernet Sauvigon e Tannat, nesta ordem. O portfolio é completo e seu Chardonnay também agradou. Logo em seguida, a Enóloga Gabriela Pötter apresentou os vinhos Guatambu, que tem um portfólio extenso com espumantes de ótima qualidade, brancos e tintos que não decepcionariam o mais reticente dos críticos. Para essa vinícola dedicaremos um post exclusivo, eis que nos foi dada a oportunidade de conhecê-la. Finalmente, sob a batuta da dinâmica Gerente Ingrid Pfeifer, pudemos degustar os vinhos “Dom Pedrito”, pioneira no lançamento de um vinho fino na região. Aqui também nenhum caldo decepcionou. Ao contrário, seu Dom Pedrito  tinto corte de Pinotage-Tannat agradou-nos sobremaneira, a não ser por um detalhe: o rótulo não valoriza o produto. O mesmo raciocínio vale para o espumante “Capital da Paz”. Um borbulhante correto, fresco, fácil de beber que mereceria, salvo melhor juízo, uma apresentação mais moderna, sem perder de vista as tradições locais. Outro aspecto a ser ressaltado é que esses vinhos valem o que custam. Enfim, todas as vinícolas comprovaram que a região realmente têm o que mostrar para o RS e o Brasil. As três vinícolas são promissoras e estão no caminho certo.

Projeto Imagem Campanha Gaúcha – Vinhos Rio Velho e Dunamis

Dando sequência às visitas realizadas na vinícolas da Campanha Gaúcha a convite do IBRAVIN  no período de 4 a 8 de março de 2013, sob a condução dos jornalistas Orestes de Andrade Júnior e Martha Caus, o grupo de blogueiros e jornalistas de diversos Estados do Brasil (Recife, Fortaleza, Salvador, Espírito Santo e  São Paulo) estiveram nas cidades de Rosário do Sul, Santana do Livramento, Don Pedrito e Itaqui, respectivamente no Sul (divisa com Uruguai) e Sudoeste do Estado do RS (divisa  com a Argentina), até a longínqua Itaqui. A seguir, impressões sobre os vinhos degustados no Clube Campestre de Santana do Livramento: Dunamis e Rio Velho, apresentados por Mário Pereira da Costa Jr. e Paulo Roberto Ribeiro Menezes, respectivamente Gerente Comercial – RS e Sócio Gerente de cada uma dessas  vinícolas:

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Sobre a Vinícola Rio Velho

Situada na região da Campanha entre os paralelos 30,5 e 31, com microclima apropriado para a produção de uvas viníferas nas margens da Rodovia RS 640, no segundo distrito de Rosário do Sul, a Cantina Rural de Vinhos Finos, iniciou suas atividades no ano de 2002, com a implantação dos parreirais, inicialmente com a variedade Cabernet Sauvignon e logo no ano seguinte foram plantadas as variedades Tannat, Merlot, Arinarnoa, Savelard, Early Muscat e Chardonnay, destinadas à elaboração de vinhos finos. A cantina foi construída em 2005, com capacidade de armazenamento de 35.000 litros-ano equivalentes 45.000 garrafas-ano. Atualmente são produzidos os seguintes vinhos: Seleção – Tannat – Merlot e Cabernet Sauvignon

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 Vinhos degustados:

Rio Velho Merlot 2012 – a Merlot na Campanha Gaúcha até agora não exibiu o mesmo desempenho da Serra e este vinho não é exceção. Sua cor é vermelha rubi de média intensidade. Nos aromas tem expressão de fruta vermelha, mas no paladar se ressente de potência, corpo e extrato. Mas nem por isso pode ser qualificado como imbebível. É um vinho que vale o preço – R$ 14 – simples, macio, cujo final poderia ser mais persistente. Quem sabe a adição de um pouquinho de Tannat não lhe confira a estrutura e persistência faltantes? Seu final é limpo, sem amargor. Avaliação: 85/100 pts. 

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Rio Velho Tannat 2012 – um vinho que reflete o local no qual foi produzido e que não tem a pretensão de ser grande e que por isso mesmo consegue atingir seu objetivo de ser um vinho barato cuja qualidade vai muita além da esperada. Na taça se revelou um vinho típico, de cor escura, quase negra. Pouco expressivo nos aromas, eis que a Tannat para mostrar alguma exuberância aromática necessita da passagem de carvalho, não decepcionou nem um pouquinho na boca. Aliás,  alguns degraus a mais. Alcoólico, tânico, mas de textura surpreendente, estruturado, intenso, frutado, macio este Rio Velho é,  sobretudo, um vinho honesto, muito fácil de ser bebido, que cresce à mesa, notadamente com carnes fortes, rugosas e bastante gordurosas. Agora vem o melhor: o Rio Velho é um vinho direto, franco, que também pode ser bebido sem comida e que custa apenas R$ 18 na origem.  Torcemos para que este vinho simples, despretensioso e sem nenhuma sofisticação (merecia um rótulo melhor) chegue a grandes cidades com SP e Rio, eis que temos certeza de que na sua faixa de preço irá surpreender. À conferir. Avaliação: 88/100 pts.+

O Dunamis Cabernet Franc agradou por sua correta tipicidade

O Dunamis Cabernet Franc agradou por sua correta tipicidade

Sobre a Dunamis

O enólogo-chefe desta pequena vinícola chama-se César Azevedo que é auxiliado por Vinicius Cercato e Thiago Salvatore Peterle. José Antônio Peterle é o Diretor-Geral da vinícola, que integra o projeto Wines of Brasil, com vinhedos em Dom Pedrito, na Campanha Gaúcha, e em Cotiporã, na Serra Gaúcha. Descomplicdos, seus vinhos são reunidos em coleções que facilitam a escolha:

 

  • Elementos Cor, Ser e Tom – um tinto, um branco e um rosé.
  • Elementos Ar – espumantes Brut e Moscatel
  • Dança Comigo – varietais Pinot Grigio, Merlot, Cabernet Franc e o único Merlot Branco do Brasil.

Vinhos Dunamis degustados:

Espumante Dunamis AR Brut Charmat

Espumante Dunamis AR Moscatel

Dunamis Cabernet Franc 2011 – vermelho rubi intenso com alguma profundidade. Aromas típicos da casta com boa participação de frutas vermelhas e negras sobre um fundo balsâmico. Na boca taninos polidos, firmes, álcool integrado, com sabor crocante que lembra nuances achocolatadas. Enfim, um vinho com tudo no sítio certo, forte na tipicidade  e de perfil moderno. Avaliação: 88/100 pts.

Merlot Branco 2012 – palha claro quase translúcido. Aromas florais e de frutas de polpa branca. Na boca é um vinho razoavelmente estruturado, de médio frescor, com sabor que não remete à casta, mas que agrada por sua originalidade. Sem amargor, é um vinho leve, descomplicado que vai bem com qualquer acompanhamento. Avaliação: 86/100 pts.

Projeto Imagem Campanha Gaúcha – Vinícola Almadén

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Ainda na região de Santana do Livramento,   o grupo de blogueiros e jornalistas visitou a famosa vinícola Almadén, que desde 30.11.2010 pertence ao grupo Miolo. O grupo foi recebido nos vinhedos em pleno momento da colheita mecanizada, pelo Diretor de Produção Afrânio Moraes e pelo Engenheiro Agrônomo Fabrício, que salientou que a vinícola possui 600 ha, com vinhedos de Chenin-Blanc de mais de 25 anos, cepas antigas de Cabernet Sauvignon, colhidas sempre no período de 20 – 25 de março de cada ano, sendo que em 2013 a climatologia aconselhou o antecipação da colheita por conta da maturação perfeita dos cachos, quase sobremaduros. Outras cepas também são cultivadas tais como Sémillon, Pinotage, Merlot, etc.

Uvas Cabernet Sauvignon recém-colhidas por colheitadeira

Uvas Cabernet Sauvignon recém-colhidas por colheitadeira mecânica

Como mencionado no parágrafo anterior, na vinícola Almadén a mecanização nos vinhedos é total e cerca de 22 variedades viníferas são cultivadas com êxito para a produção anual de 9 milhões de litros de vinho. Gabriela Zenatto Jornada, enóloga e relações públicas da vinícola salientou que são produzidos vinhos espumantes, linha sunny day, básicos secos, básicos suaves (com adição de açúçar) e o melhor vinho da vinícola, o Tannat Vinhas Velhas, elaborado pelo experiente enólogo Leonel Caliari, que tem “apenas” vinte e sete anos de vinícola.

Sacos de açúcar nas dependências da vinícola Almadén: a legislação brasileira de regência admite a chaptalização em pequenas quantidades. O resultado são vinhos eufemisticamente chamados de "suaves", ao gosto do público cada vez menor que gosta de vinhos adocidados.

Sacos de açúcar nas dependências da vinícola Almadén: a legislação brasileira de regência admite a chaptalização em pequenas quantidades. O resultado são vinhos eufemisticamente chamados de “suaves”, ao gosto de um público cada vez menor que aprecia vinhos adocidados.

Sem dúvida, a grande estrela da vinícola é o seu vinho tinto “Tannat Vinhas Velhas”, atualmente na safra 2012, por R$ 59 na praça de Santana do Livramento – RS. Apenas 6.000 garrafas foram produzidas nessa safra, mas o vinho, como se verá adiante, realmente é um dos grandes expoentes da casta em solo brasileiro.

As barricas francesas utilizadas no amadurecimento do "Tannat Vinhas Velhas" estão numa área do armazem entre os tonéis de aço inoxidável, quase que de improviso

As barricas francesas utilizadas no amadurecimento do “Tannat Vinhas Velhas” estão numa área do armazem entre os tonéis de aço inoxidável, quase que de improviso

No almoço oferecido aos visitantes puderam ser degustados alguns vinhos produzidos pela Almadén (relação abaixo), mas seria desejável que todos  pudessem ter sido degustados numa degustação técnica, o que de fato não ocorreu, infelizmente. Fica registrada a nossa recomendação.

Espumante Almadén Demi-Sec

Espumante Almadén Brut

Almadén Tannat

Almadén Pinotage

Almadén Vinhas Velhas 2012

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Degustação

Espumante Almadén Brut – álcool: 12% – variedades: Chardonnay, Chenin Blanc e Sémillon – preço médio em SP: R$ 15garrafa de 660 ml -  elaborado pelo método de fermentação natural Charmat. Apresenta perlage fino e persistente. Predominam os aromas de frutas cítricas como abacaxi e flores brancas. É um espumante leve, de perfil jovem, corpo magro e refrescante devido sua acidez razoavelmente equilibrada, ideal para acompanhar antepastos e saladas. Avaliação: 84/100 pts.

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Espumante Almadén Meio Doce – álcool: 12% – variedades: Chardonnay, Chenin Blanc e Sémillon – preço médio em SP: R$ 15garrafa de 660 ml – elaborado pelo método de fermentação natural Charmat. Perlage fino e persistente. Predominam os aromas adocicados sobre notas florais. É um espumante jovem, bastante doce que poderia ter mais balanço, fruta e o sempre desejado frescor. Avaliação: 79/100 pts.

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Almadén Tannat 2012 – álcool: 12% – preço médio em São Paulo: R$ 14 – vermelho rubi intenso. Unidimensional nos aromas apresentando apenas um toque herbáceo. No paladar sua falta de potência e corpo prejudicaram sua tipicidade. Curto, termina macio, sem amargor. Avaliação: 79/100 pts.

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                                    Comigo um cacho de Cabernet Sauvignon

Almadén Pinotage 2012 – álcool: 12% – preço médio em São Paulo: R$ 14 – vermelho rubi intenso com reflexo púrpura. Aberto nos  aromas com as tradicionais notas picantes e condimentadas da casta. No paladar, taninos macios e corpo magro, persistência curta, final com fruta negra a confirmar sua bem-vinda tipicidade. Apesar de ninguém levá-la a sério, a Pinotage parece “gostar” do terroir local. Avaliação: 83/100 pts.

Tannat Vinhas Velhas 2012 - o grande vinho da Campanha Gaúcha. A produção pequena o tonra difícil de ser encontrado.

Tannat Vinhas Velhas 2012 – o grande vinho da Campanha Gaúcha. A produção pequena o torna difícil de ser encontrado.

Tannat Vinhas Velhas 2012 – álcool: 14% – preço: R$ 59 – uvas de vinhedos com mais de trinta e cinco anos após vinificadas são amadurecidas em barricas novas de carvalho francês por no máximo dez meses, resultando num vinho vermelho rubi intenso, profundo com halo púrpura. Rico nos aromas com notas de framboesa, caramelo sobre baunilha oriunda da barrica. Boca no mesmo diapasão, taninos volumosos e de fina textura com boa presença de fruta e acidez a provocar intensa salivação. Álcool integrado assim como a madeira que não incomodou nem um pouco. Longo, intenso com final aveludado. Sem dúvida, um dos melhores vinhos nacionais da atualidade, por preço razoável. Avaliação: 90/100 pts.+

Nos 600 ha próprios da Almadén, até a casta Sémillon é plantada.

Nos 600 ha próprios da Almadén, até a casta Sémillon é plantada.

Conclusão

Marca consolidada no mercado brasileiro de vinhos, a Almadén após ser adquirida pela vinícola Miolo em novembro de 2010 voltou a receber investimentos e isso já pôde ser notado na melhoria da qualidade de seus espumantes, mormente o Brut. A linha de vinhos de consumo popular também foi ampliada, mas de dois vinhos degustados gostamos apenas de um; o mesmo vale para os espumantes. Na realidade, essa vinícola tem grande potencial para produzir vinhos finos de qualidade. Um bom exemplo é o seu Tannat Vinhas Velhas, certamente um dos melhores vinhos produzidos no Brasil na atualidade. É um Tannat cheio de tipicidade que comprova que o terroir da Campanha é perfeito para essa instigante variedade. A nossa torcida é para que, na senda do Vinhas Velhas, surjam outros vinhos, quiçá um espumante da mesma categoria. Equipe enológica a Almadén possui. Vinhedos também. Mercado idem. Só falta fazer o vinho. Fica registrada aqui a nossa humilde sugestão.

Projeto Imagem – Vinícola Cordilheira de Sant’ana

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A vinícola Cordilheira de Sant’ana foi visitada na terça-feira, dia 5 de março, sendo o grupo recebido por Liane Cordeiro. A Cordilheira de Sant’ana está estabelecida bem próxima da divisa com o Uruguai (10 km), na Vila Palomas, subdistrito Palomas,  município de Santana do Livramento,  numa região importante para a vitivinicultura, que vem crescendo a galope de cavalo crioulo, eis que a Campanha Gaúcha se caracteriza por imensas planícies de clima mais continental do que tropical, as uvas tintas encontram solo e temperatura favoráveis, fazendo dessa subregião uma das mais interessantes do país para a produção em larga escala e, possivelmente, mecanizada (Guia Adega Vinhos do Brasil). A vinícola possui apenas sete empregados, trinta barricas de carvalho americano e francês,  capacidade para armazenar 200.000 litros, vinifica para outras pequenos produtores e aceita visitantes a qualquer hora do dia. Pertence ao casal Gladistão Omizzolo e Rosana Wagner, ambos profissionais com larga experiência no setor e conhecidos por produzirem vinhos longevos que se destacam por sua tipicidade, como será visto em seguida:

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Cordilheira de Sant’ana Gewürztraminer -  safra: 2012 – álcool: 12% – região: Santana do Livramento – preço: R$ 55,00 – coloração amarelo-palha claro esverdeado, sem turbidez denotando juventude. Nariz de notável tipicidade da casta, com notas de flores brancas, lichias, pétalas de rosa e mel. Boa intensidade aromática. Na boca, apresenta boa acidez, destacado frescor, notas cítricas, corpo médio e um levíssimo amargor no retrogosto que não incomoda. Apresentou boa persistência gustativa e subscreve integralmente as sensações olfativas, o seu grande destaque é a sua tipicidade que praticamente faz dele uma referência no Brasil, habilitando-o a enfrentar os raros exemplares produzidos a partir desta casta na América do Sul. Avaliação: 88/100 pts.

Cerro Palomas

Cerro Palomas

Cordilheira de Sant’ana Chardonnay 2010 – álcool: 13,5% – região: Santana do Livramento – preço: R$ 46,50 – Cor amarelo na transição para o dourado. Nariz típico dos Chardonnays barricados  com predomínio de notas abaunilhadas e amanteigadas sem encobrir, no entanto,  a fruta. Boa persistência olfativa. Na boca, as notas de baunilha também estão nítidas mas dão espaço para fruta tropical madura como abacaxi, pêssego e carambola, com o frescor dando vida e prazer ao vinho que é untuoso, elegante e profundo.  Retrogosto longo, suave, amanteigado. Avaliação: 89/100 pts.+

A vinicola possui instalações modernas e até vinifica para outros pequenos produtores.

A vinicola possui instalações modernas e até vinifica para outros pequenos produtores, como por exemplo, Dunamis.

Cordilheira de Sant’ana Merlot 2008 – álcool: 13% – região: Santana do Livramento – preço: R$ 55,00 - vermelho-rubi violáceo de média concentração. Nariz fechado. Apresenta notas herbáceas e discretamente frutadas, com um leve toque de ameixas. Vinho tânico, de corpo médio e  acidez média, com alguma  fruta e um fim de boca macio, mas pouco persistente. Avaliação: 86/100 pts.

A Gerente Comercial da vinícola

A Gerente Comercial da vinícola Liane Cordeiro

Cordilheira de Sant’ana Cabernet Sauvignon 2004 – álcool: 13,2% – região: Santana do Livramento – preço: R$ 55,00 –  rubi violáceo com halo granada. Nariz complexo com notas animais sobre um fundo herbáceo com ampla sustentação na taça. Na boca é um vinho limpo, harmonioso e de boa densidade, de taninos polidos e arredondados pela longa permanência na garrafa, com algumas notas de café e tabaco, final médio/longo e agradável. Apresentou boa persistência gustativa e tipicidade da casta, bem adaptada à região. Avaliação: 89/100 pts.

A qualidade dos vinhos continua boa; alguns como o Chardonna estão bem melhores!

A qualidade dos vinhos continua boa; alguns como o Chardonna estão bem melhores!

Cordilheira de Sant’ana Cabernet Sauvignon 2005 – sem rótulo: 13,2% – região: Santana do Livramento – preço: não divulgado -  rubi violáceo mais intenso e menos evoluído do que o anterior, mas com reflexo granada. Nariz igualmente complexo com notas de frutas negras, tabaco e sugestões herbáceas típicas da casta no Novo Mundo. Na boca é um vinho limpo, harmonioso e de boa densidade, de corpo médio, madeira na medida sem incomodar, frutado, taninos presentes de boa qualidade, final médio/longo e agradável. Também apresentou boa persistência gustativa, final marcado pela fruta, potencial de guarda e tipicidade da casta. Avaliação: 89/100 pts.+

O Chardonnay pode ser apontado com um dos melhores do Brasil

O Chardonnay pode ser apontado com um dos melhores do Brasil

Cordilheira de Sant’ana Cabernet Sauvignon 2004 – álcool: 13,2% – região: Santana do Livramento – preço: R$ 55,00 -  rubi violáceo mais intenso do que o anterior. Nariz complexo com notas herbáceas típicas da casta, cássis, amoras e groselha. Na boca é um vinho limpo, harmonioso e de boa densidade, de corpo médio, madeira na medida sem incomodar, notas de café e tabaco, taninos presentes mas de boa qualidade, final médio/longo e agradável. Apresenta boa persistência gustativa, potencial de guarda e tipicidade da casta. Avaliação: 89/100 pts.

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Cordilheira de Sant’ana Tannat 2005 – álcool: 13,7% – uvas: 85% Tannat, 10% Cabernet Sauvignon e 5% Merlot – região: Santana do Livramento – preço: R$ 62,90 – vermelho-rubi profundo, límpido e brilhante com reflexos violáceos nas bordas. Nariz intenso e delicado, de boa tipicidade, complexidade e persistência olfativa, apresentando notas vegetais, balsâmicas  e frutadas – amoras, framboesas e ameixas sobre gostosas lembranças de bala toffee. Na boca, exibe taninos musculosos (próprios da variedade e de ótima qualidade), acidez presente, madeira bem casada com a fruta, equilíbrio do tripé álcool, acidez e taninos, formando um conjunto harmônico que exibe, sobretudo, as características da varietal. O retrogosto é médio/longo, com refrescantes notas mentoladas e sem amargor. Vinho longevo, cujos taninos  estão em evolução. A sua estrutura pede uma boa parrillada como acompanhamento. Segundo Liane Cordeiro, este vinho envelhece por dezoito meses em barricas de carvalho americano sendo um dos principais da vinícola. Como já salientado, os vinhedos ficam na região da Campanha Gaúcha (RS), há apenas dez quilômetros de distância do Uruguai, país que adotou, com sucesso, a uva Tannat e este exemplar nacional não fica devendo nada em qualidade aos vinhos daquele país, da Serra Gaúcha e das demais regiões vinícolas brasileiras. Já está pronto para ser bebido, todavia, tudo indica que poderá evoluir bem nos próximos anos porque tem estrutura para isso. Avaliação: 89/100 pts.+

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Conclusão

Da primeira vez que esses vinhos foram degustados na distante noite de 15 de maio de 2007 na sede da SBAV-SP é forçoso reconhecer que estão diferentes. E não cometerei nenhuma injustiça se afirmar que estão melhores, bem melhores. Além de longevos, são vinhos que conservam aquilo que mais buscamos: a fruta, fresca, macia e suculenta. Expressam com fidelidade o terroir local com alguma elegância, rusticidade e principalmente caráter varietal. Não são fáceis de encontrar e também não custam menos, mas tampouco decepcionam. São bem feitos. O Gewürztraminer continua sendo um dos melhores produzidos no Brasil, o Chardonnay deu um incrível salto qualitativo desde sua primeira edição. No setor dos tintos,  as duas safras provadas do Cabernet Sauvignon e a única do Tannat também corresponderam às expectativas (vide avaliações acima).

Projeto Imagem – Ibravin: vinhos da vinícola Routhier e Darricarrère

O IBRAVIN convidou blogueiros e jornalistas para conhecerem as principais vinícolas da região da Campanha Gaúcha no período de 4 a 8 de março de 2013. Os jornalistas Orestes de Andrade Júnior e Martha Caus lideraram o grupo que visitou vinícolas nos municípios de Rosário do Sul, Santana do Livramento, Don Pedrito e Itaqui, respectivamente no Sul (divisa com Uruguai) e Sudoeste do Estado do RS (divisa  com a Argentina), até a longínqua Itaqui.

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A primeira degustação ocorreu na noite de 4 de março, no município de Rosário do Sul e foi conduzida pelo enólogo Anthony C. Darricarrère, da vinícola Routhier & Darricarrére. Essa pequena vinícola foi fundada em 2002 e os seus vinhedos são próprios assim como a vinificação. Sua produção anual não ultrapassa 20.000 garrafas e  faz parte do grupo Citrusul Importação e Exportação de Frutas Ltda. O foco são os tintos, mas na apresentação também pôde ser degustado um espumante e um Chardonnay barricado. A seguir nossas impressões sobre os vinhos:

O jovem enólogo Anthony C. Darricarrère

O jovem enólogo Anthony C. Darricarrère

Espumante Ancestral Champenoise Extra Brut 2013 – preço sugerido ao consumidor – R$ 69 – na realidade trata-se de um brut nature feito exclusivamente de Chardonnay cujo teor de açúcar é da ordem de 25 g/l, cuja fermentação é interrompida para terminar na garrafa com a adição de leveduras naturais. O teor de álcool está entre 12 e 12,5% e o espumante ficará por mais seis meses em autólise. Por ora, o resultado é um borbulhante de cor amarelo-limão  esbranquiçada. Aberto nos aromas com maçã verde sobre uma discreta nota cítrica. Na boca é macio, tem frescor, vivacidade e confirma os apontamentos cítricos sinalizados no nariz. De persistência curta, seu final é frutado, sem amargor. Não será pontuado porque não está pronto, mas confirmado o preço, se afigura elevado.

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Província de São Pedro Chardonnay 2011 – álcool: 12,5% – com apenas 2.000 garrafas produzidas, este Chardonnay de vinhedos de idade que varia de 7 a 10 anos, cujas videiras estão cultivadas sob solo arenoso com lençol freático profundo, exibiu cor amarelo com reflexo dourado denotando evolução. Na realidade, 50% do mosto amadureceu por seis meses em barrica de carvalho de procedência não divulgada. Os aromas estão impregnados pela madeira que acaba por subjugar a fruta. No paladar, o vinho ressente-se principalmente de  acidez para lhe conferir frescor. Tem um toque oxidativo que ao invés de lhe dar alguma complexidade torna o conjunto um pouco cansativo, principalmente pela ausência de notas frutadas. O final é  macio, sem amargor ou álcool em excesso. Utiliza leveduras selvagens. Avaliação: 82/100 pts.

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Red Cabernet Sauvignon-Merlot – Lote 003/2012 blend das safras 2009-2010 – 12,5% álcool preço: R$ 35 - o mosto amadureceu 25% em carvalho novo, 50% em madeira usada e 25% não estagiou em barrica – o resultado é um vinho de cor vermelha com reflexos acastanhados. Pouco intenso nos aromas porém com alguma complexidade com notas de frutas vermelhas sobre especiarias. Na boca é um vinho que cumpre o que promete: macio, de taninos de boa textura, alguma acidez e  com destaque para seu frescor. O final é limpo, redondo, sem amargor, sem madeira incomodando. O rótulo é interessante, descomplicado, com menção à página na qual a vinícola possui numa das redes sociais. Sinal dos tempos! Avaliação: 85/100 pts.

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Província de São Pedro Cabernet Sauvignon 2011 – álcool: 13% – preço: R$ 69 – vermelho rubi com reflexo acastanhado brilhante. Aberto nos aromas com notas de groselha, ameixas sobre uma discreta sugestão tostada. No paladar confirmou a complexidade olfativa ao apresentar taninos de boa qualidade, acidez na medida certa, álcool integrado, madeira presente sem ocultar a fruta e boa concentração de sabor, num final longo com  retrogosto marcado por notas de mentol para confirmar a tipicidade da casta no promissor Pampa Gaúcho. Avaliação: 87/100 pts.+

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Conclusão

Ao menos na produção de vinhos tinto a vinícola Routhier & Darricarrére está no caminho certo. Quanto ao espumante a amostra servida agradou e tudo indica que teremos mais um bom espumante nacional à disposição dos consumidores. Só não gostamos do preço que esperamos que não se confirme. Quanto ao Chardonnay, ainda há um longo caminho a ser percorrido. Há na região da Campanha outros bons vinhos dessa casta que podem servir de exemplo. Outro destaque é a moderna apresentação focada no público jovem. Num deles há uma mensagem bem humorada: “se beber vá de carona“. Em dias de lei seca, nada mais oportuno. Os caldos da categoria superior “Província de São Pedro” também mencionam a página da vinícola numa das  principais redes sociais. Por fim, esclarecemos que a  prova se deu na cidade de Rosário do Sul e já servindo como amostra da evolução dos vinhos da região.

No próximo post já teremos chegado em Santana do Livramento, fronteira com o Uruguai.

Nova série a partir de amanhã: Projeto Imagem – Campanha Gaúcha – RS

O IBRAVIN convidou blogueiros e jornalistas para conhecerem as principais vinícolas da região da Campanha Gaúcha no período de 4 a 8 de março de 2013. Os jornalistas Orestes de Andrade Júnior e Martha Caus lideraram o grupo que visitou vinícolas nas principais cidades da região: Rosário do Sul, Santana do Livramento, Don Pedrito e Itaqui, respectivamente no Sul (divisa com Uruguai) e Sudoeste do Estado do RS (divisa  com a Argentina), até a longínqua Itaqui. A seguir a lista dos convidados:

Fabiana Gonçalves – Blog Escrivinhos

Izakeline de Paiva Ribeiro – Portal Sabores

Regina Bochicchio – Jornal A Tarde/Revista Muito

Renato Frascino – Especialista em Bebidas – Revista Iate Chef

Silvestre Tavares Gonçalves – Blog Vivendo a Vida – Jornal a Gazeta.

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A seguir a relação das vinícolas visitadas:

Vinícola Routhier e Darricarrère

Vinícola Cordilheira de Sant’Anna

Vinícola Almadén

Vinícolas Dunamis e Rio Velho

Vinícolas Camponagara, Rigo Vinhedos e Guatambu Estância do Vinho

Cooperativa Nova Aliança

Vinícola Campos de Cima

À partir de amanhã publicaremos artigos dos vinhos provados de cada vinícola visitada. Fique atento!