Category Archives: Vinho avaliado

Luigi Bosca “Finca Los Nobles” Chardonnay 2010

Leôncio Arizu imigrou de Navarra, Espanha, ainda criança, e em 1901 realizou o primeiro plantio de vinhas européias da vinícola. Como isto iniciou-se uma das vinícolas de longa trajetória, em Mendoza, que permanece nas mãos da família fundadora. Hoje a vinícola conta com 650 hectares de vinhedos próprios em Luján de Cuyo. Suas exportações iniciaram-se em 1984 para Suíça e hoje os seus vinhos encontram-se no Brasil e em mais 20 países. No Brasil seus vinhos gozam de uma boa relação custo x benefício. Importador: Decanter

O Finca Los Nobles é um Chardonnay de estilo Borgonha muito superior aos Borgonhas Genéricos existentes no mercado

O Finca Los Nobles é um Chardonnay de estilo Borgonha muito superior aos Borgonhas Genéricos existentes no mercado

Degustação

Luigi Bosca “Finca Los Nobles” Chardonnay 2010 – álcool: 13,5% – regiões: Luján de Cuyo – Vistalba – Las Compuertas – Finca Los Nobles – amadurecimento: 12 meses em barricas de carvalho francês novas, 12 meses em garrafa – importador: Decanter – preço: R$ 122,53 -  palha brilhante de média intensidade, sem denunciar sua passagem por madeira. O olfato traz fruta tropical madura, geléia de laranja, damasco sobre amêndoas torradas. Na boca sua entrada revela um vinho de acidez delicada, fresco, cremoso e com um acento mineral difícil de notar nos brancos platinos. O estilo nada tem haver com Novo Mundo. Às cegas pode surpreender. Final longo, de grande persistência. Tudo indica que vai ganhar complexidade na garrafa. Avaliação: 89/100 pts.+

Irurtia “Km. 0 Río de La Plata ” Tannat-Syrah Reserva 2011

Os Estabelecimentos Irurtia nasceram com a chegada ao Uruguai do imigrante Vasco Don Lorenzo Irurtia nos primeiros anos do século passado. Sua paixão pelos bons vinhos e a dedicação ao trabalho no cultivo da videira dão seus frutos em 1913 com a primeira vindima. (a próxima vindima – 2014; a 2012 foi a de  número 100 e a 2013 foi espetacular). A partir de 1954, Dante Irurtia promove a instalação de vinhedos selecionados para a produção de vinhos de qualidade internacional. Hoje, os Estabelecimentos Irurtia conjugam os máximos avanços da tecnologia com a tradição artesanal.

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Degustação

Irurtia “Km 0″ Tannat-Syrah Reserva 2011 – álcool: 13,8% – região: Carmelo – importador: procura importador para o Brasil – o mosto é pré-fermentado à frio durante 48 horas  a 10 ºC. A fermentação alcoólica ocorre com leveduras selecionadas a 26 ºC por 14 dias. Fermentação maloláctica natural. Seis meses de afinamento na garrafa antes de sua liberação ao mercado. Análise organoléptica: vermelho-rubi com reflexo púrpura. Aberto nos aromas com notas de groselha, especiarias sobre um fundo vegetal. Na boca é um vinho de estrutura sólida, que combina a força da Tannat com a fruta da Syrah com invejável maestria. Os taninos são agradáveis, a acidez faz sua parte porque “pede comida” conferindo-lhe perfil gastronômico. Sem passagem por madeira, tem perfil moderno, fresco, balanceado, que permite ao degustador mais habilidoso identificar as duas uvas que integram este suculento e prazeroso vinho. Avaliação: 88/100 pts.

A fruta copiosa do Carmelo Patti Cabernet Sauvignon 2004

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Fundada em 1998, a vinícola Carmelo Patti criou um dos primeiros empreendimentos vitivinícolas em Argentina denominados “de autor”. Este enólogo com mais de 40 anos de carreira, dá forma à idéia de fazer vinhos com o estilo artesanal que sempre o motivou. Depois de diferentes experiências sob o comando de departamentos enológicos de varias vinícolas em Mendoza, cria El Lagar. Em uma pequena e antiga “bodega” de Mayor Drummond, Luján de Cuyo, Mendoza, começa a elaborar partidas limitadas; as quais se diferenciaram desde o princípio por seu estilo elegante, balanceado e ao mesmo tempo com estrutura e alta complexidade. Sempre fazendo foco nos detalhes que precisam a elaboração de vinhos de qualidade, Carmelo Patti define sua filosofia enológica com volumes de vinho limitados, o que lhe permite ser  protagonista do começo ao fim. Com a mesma filosofia, ele decide ser amigo do tempo. Seja pelos largos períodos que descansam em barricas de carvalho (no mínimo doze meses em barrica de carvalho francês), ou pelo prolongado afinamento (quatro anos em média) nas garrafas em condições controladas de temperatura e umidade. Todo esse esmero e paciência faz com que seus vinhos cheguem aos consumidores no momento oportuno em que ele considera que devem ser oferecidos. Safra após safra, Carmelo Patti transmite com seus vinhos uma coerência de caráter de intensidade e delicadeza que lhe são proporcionadas devido à sanidade e qualidade de suas uvas. Carmelo Patti reforça sua idéia de transmitir simplicidade a seus vinhos, emulando-a de seu jeito de ser; sempre procurando oferecer uma experiência de satisfação que permaneça na lembrança do degustador. Prove um Carmelo Patti. Você não irá sem arrepender!
O carmelo Patti é um dos melhores exemplares de Cabernet Sauvignon produzidos na Argentina. Muitos países do chamado "Velho Mundo" não conseguem produzir um Cabernet Sauvignon de nítida tipicidade bordalesa como a deste vinho mendocino.

Neve Wines é o seu importador para o Brasil, sendo Carmelo Patti um dos melhores exemplares de Cabernet Sauvignon produzidos na Argentina. Muitos países do chamado “Velho Mundo” não conseguem produzir um Cabernet Sauvignon de nítida tipicidade bordalesa como a deste vinho mendocino. E, quando conseguem, os preços são sempre elevados.

Degustação

Carmelo Patti Cabernet Sauvignon 2004 – álcool: 14% –  região: Mayor Drummond/Luján de Cuyo/Mendoza - vermelho rubi intenso, brilhante, com alguma profundidade com levíssimo halo de evolução. Aberto, intenso e elegante nos aromas com uma destacada nota de frutas vermelhas maduras sobre especiarias. Paladar equilibrado, bordalês, com taninos aveludados e com o frescor se destacando sem denunciar o peso dos anos. Aqui, a fruta assume o papel de protagonista num dos melhores exemplares argentinos da casta. O tipo de vinho redondão, macio, aveludado e sobretudo salivante, de final longo, persistente, marcado pela fruta.  E pelo prazer! Avaliação: 91/100 pts.+

Pontuações:

Safra 2004 – 90/100  pts. – Robert Parker´s Wine Advocates
Safra 2004 – 92/100 pts. - Wine  & Spirits Magazine
Safra 2004 – 93/100 pts. – Guia Descorchados 2012 – Patricio Tapia
Safra 2004 – 8,5/10 pts. – The Cork Screw Review

Importador no Brasil: Av. Presidente Vargas Nº 02
Dionísio Cerqueira – SC – cep 89.950-000 – telefone: (49)
9802-8884 – e-mail: nevewines@hotmail.com

Künstler Estate Riesling Rheingau Trocken QbA 2009

“Nenhuma região vinícola da Alemanha é tão ricamente dotada de monumentos históricos como o Rheingau. Castelos e Mosteiros que remontam ao século XII pontuam a paisagem da área produtora de vinhos mais famosa do país.  Em suas adegas há garrafas empoeiradas de safras históricas que datam do século XIX. No entanto, por muitos anos esse senso de história e a aura aristocrática atrasaram o desenvolvimento da região.  Embora o Rheingau seja banhado pelas águas do Reno em apenas dois lados – o longo flanco sul e o curto lado oeste -, ela parecia uma ilha, cujos habitantes viviam em glorioso isolamento enquanto eram ultrapassados pelos viticultores no “humilde” Rheinhessen, na margem oposta do Reno.

Rheingau

“Uma viagem à Califórnia em 1988 inspirou Gunter Künstler a aumentar o amadurecimento das suas uvas para criar um estilo único de Riesling seco, elegante, porém, potente, cheio de fruta e minerais. Seus vinhos, sobretudo os provenientes dos melhores vinhedos de Hochheim, o Domdechaney (amplo e terroso), Kirchenstück (elegante e sutil) e Hölle (notas de damasco, potência e frescor extraordinário, mesmo depois de 20 anos), não têm paralelo em qualquer lugar do Reno.  Os Spätburgunder também são potentes, com um firme núcleo tânico que significa que eles precisam de tempo na garrafa para brilhar”. Fonte: O Grande Livro dos Vinhos – Informações atualizadas de mais de 4.000 vinícolas em todo mundo. Publifolha – Edição 2012

Crédito da imagem: zerohora.clicrbs.com.br

Obteve 91/100 pts. da WS – Crédito da imagem: zerohora.clicrbs

Degustação

Künstler Estate Riesling Rheingau Trocken QbA 2009 – álcool: 12,5% – importador: Decanter – preço: R$ 101,60 - Palha claro quase translúcido. Nariz aberto e intenso, evidenciando frutas cítricas (grapefruit e lima-da-pérsia principalmente), maçã verde sobre um fundo mineral (pierre-à-fusil ou pedra de isqueiro). Na bocas a sua entrada revela um vinho denso, marcado pela elegância conferida por sua acidez fina e delicada. O fim de boca é seco, longo e sobretudo macio. Tipicidade paradgmática. Avaliação: 90/100 pts.+

Vinho do mês de maio: Quinta do Crasto “Etiqueta Negra” Reserva Vinhas Velhas Douro DOC 2009

O  contra-rótulo esclarece que “o Quinta do Crasto Douro Reserva Etiqueta Negra 2009 foi vinificado a partir de uma rigorosa seleção de uvas provenientes de vinhas com uma idade média de 70 anos. A sua grande complexidade e concentração resulta das baixas produções das vinhas velhas e do envelhecimento durante dezoito meses em barricas de carvalho francês e americano. Foi engarrafado, sem qualquer colagem ou filtração, estando sujeito, durante o seu envelhecimento, a formar um ligeiro sedimento”. Costumeiramente recebe notas altas da Wine Spectator e de Robert Parker e essa safra não é exceção porque recebeu 92/100 de RP em 31.12.2010 e 93/100 pts. da Wine Spectator em 28.02.2011. Já a safra 2005 ocupou a terceira colocação no Top 100/2008 da revista norte-americana Wine Spectator com 95/100 pts.

Crasto

Recebeu a seguinte avaliação de João Paulo Martins – Vinhos de Portugal 2012: “Muito bem no aroma, vigor, fruta madura, barrica bem integrada, todo ele com pujança, muito bem na boca, nota-se a barrica de excelente qualidade, as notas de sobrematuração estão muito bem disfarçadas, todo ele está com um corpo ginasticado. Muito bom no estilo, capaz de longa vinda em garrafa. 17/20 pts.

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Quinta do Crasto “Etiqueta Negra” Reserva Vinhas Velhas (25 a 30 castas diferentes) – Douro DOC 2009 – R$ 165,00 – importador: Wine.com – vermelho rubi intenso, profundo com halo violáceo nas bordas. Aromas complexos de boa intensidade e complexidade nas quais se destacam frutas negras, especiarias, zimbro, madeira sobre discretas notas florais. Na boca a sua entrada revela um vinho sedoso de taninos macios, de textura fina e que dão personalidade ao vinho. Fruta e madeira ainda em harmonia sem macular a imagem do conjunto. Aliás, este Reserva já está pronto e  integrado, eis que o álcool, taninos e acidez estão plenamente equilibrados. Um vinho que flui deliciosamente no paladar. No retrogosto uma leve nota de fruta vermelha. Avaliação: 92/100 pts.+

Indómita Chardonnay Gran Reserva 2011 – um dos destaques da Barrinhas na Expovinis 2013

“O objetivo dessa vinícola é o crescimento. Em 2006, passou ao controle do grupo Bethia (mesmo dono da rede de lojas Falabella). Hoje já é uma das maiores vinícolas do país, graças à relação preço-qualidade de sua linha de vinhos. O vinho mais caro, Zardoz, um potente Cabernet Sauvignon amadurecido 24 meses em barrica de carvalho sai por US$ 32. A Indómita é a única vinícola em todo o Vale de Casablanca situada em uma elevação; assim, você nem precisa prestar atenção a placas para chegar lá: já é possível avistá-la da estrada. O primeiro presente ao visitante é uma estupenda vista panorâmica. O tour é rápido e o Sauvignon Blanc pode ser degustado ainda no tanque. O restaurante da vinícola é excepcional: comandado pelo Chef Oscar Tapia, está entre os melhores do país e oferece cozinha tradicional chilena com um toque contemporâneo. Não perca a oportunidade de provamar algumas maravilhas do cardápio”. Fonte - Guia de Vinho Chile – Flávio Faria.

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Degustação

Indomita Chardonnay Gran Reserva 2011 – álcool: 13% – importador:  Barrinhas -  região: Vale de Casablanca – preço médio: R$ 55 – Palha claro brilhante. No olfato apresentou aromas complexos e delicados com sugestões de frutas tropicais maduras como abacaxi, marmelo e maçã verde sobre toques amanteigados. Na boca a sua entrada revela um vinho untuoso, de bom volume, acidez refrescante,  com a fruta se destacando sobre um fundo mineral. A madeira está integrada. Persistente, termina frutado, macio, quase cremoso. Além da tipicidade, a relação preço-qualidade é um dos destaques deste gostoso Chardonnay chileno. Avaliação: 89,5/100 pts.

Grandes Quintas Reserva 2009 – Um Duriense que vale à pena

A Casa de Arrochella é uma vinícola  estabelecida na região do Douro Superior em Portugal, criada por iniciativa do empresário português Bernardo de Arrochela Alegria (mantenedor de uma ligação secular com o Douro, por ser descendente e sucessor de Nicolau de Arrochela Moraes Castro Pimentel, 1° Conde de Arrochela) produtor de vinhos e também de azeites. Já a importadora Adega VilaFlor tornou-se realidade no ano de 2012, sediada em São Paulo, com toda estrutura comercial criada pelo próprio produtor para possibilitar aos consumidores que seus produtos sejam detentores de relação preço-qualidade inigualável no mercado brasileiro.

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Grandes Quintas Reserva Tinto 2009 Doc Douro – uvas: Vinhas Velhas de Touriga Franca, Touriga Nacional, Tinta Roriz e Tinta Barroca – álcool: 14% – preço: R$ 79,88 – Contato no Brasil (São Paulo): Antonio Rodrigues Filho, Gestor de Negócios, celular 55 11 9999 9465 – email: adorf@adegavilaflor.com. vinho - análise organoléptica: vermelho rubi intenso, profundo com reflexo violáceo.  Aberto nos aromas com a madeira em primeiro lugar secundada por notas de frutas negras (figo, ameixa e amora) sobre uma ponta de especiarias. No paladar taninos aguerridos de boa qualidade, alguma expansão, álcool integrado e a madeira novamente sobressaindo. Longo, persistente, no retrogosto deixou uma nota mentolada. Avaliação: 89/100 pts.+

Mais um vinho de destaque do Movi: Trabun Syrah Cachapoal Valley 2009

 

Sobre o Movi

Criado em 2009 com o foco principal de promover produtos de origem local, preservando a qualidade e a identidade da região na qual foram produzidos, “O MOVI nasceu como parte de um interesse comum entre produtores dos vinhos em ‘escala humana’, que se juntaram para divulgar seus projetos, pensando em diversas formas de motivação, além da comercial”, diz Felipe Garcia, membro da organização. “É uma forma também de trazer novas alternativas ao segmento”, comenta.

Trabun: (trabvn). Lugar de encontro na língua mapudungun. Sergio Avendaño Rojas – Winemaker: “A localização aos pés da cordilheira, os solos aluviais, a baixa fertilidade e os ventos, no fim da tarde geram as condições microclimáticas especiais para criar…Trabun. Como resultado temos um vinho com personalidade própria, de grande expressão frutal, boa estrutura e equilíbrio.”

Trabun, um Syrah ujo forte é a tipicidade

Trabun, um Syrah cujo forte é a tipicidade. Apenas 20% do mosto amadurece em barrica de carvalho francês durante seis meses

Degustação

Trabun Syrah Cachapoal Valley 2009 – região: Vale de Cachapoal/Requinoaálcool: 14% – preço: R$ 100importador: La Charbonnade – intenso e profundo na cor, forte nos aromas com frutas vermelhas e negras (cereja, groselha e ameixa) sobre notas “cárnicas” confirmando a tipicidade da casta. Na boca é um vinho rico, fresco, de acidez delicada, redondo, de taninos macios e final longo, tostado, persistente, limpo sem arestas. Vai evoluir na garrafa.  Avaliação: 90/100 pts.+

Château Fleur de Grézette 2009, a expressão da Malbec na sua terra natal

Alain Dominique Perrin é uma figura emblemática na França, responsável pelo renascimento e desenvolvimento da poderosa Cartier. Desde 2003 dirige o segundo conglomerado mais poderoso de marcas de luxo do mundo, o Richemont. Apaixonado por arte contemporânea, navegação à vela e vinho, comprou em 1980 um castelo do Século XV em Cahors e dedicou 10 anos ao restauro das edificações, dos jardins e dos seus vinhedos, onde em1503 já colhiam Malbec. Parker definiu o Château Lagrézette como a quintessência de Cahors e o guia Les Meilleurs Vins de France 2010 da RVF, como le chef de file, ou líder da denominação. Fonte: catálogo da Decanter

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Château Fleur de Grézette 2009 – álcool: 13% – uvas: Malbec e Merlot – região: Cahors – importador: Decanter – preço: R$ 63,25 – vermelho rubi intenso com alguma profundidade. Pouco expressivo nos aromas com leves toques florais. Melhor na boca. Taninos macios, boa concentração de sabor com a fruta madura presente. A acidez é muito boa, o álcool está integrado e o final de boca é limpo, medianamente persistente. Avaliação: 88/100 pts.

Angheben Pinot Noir 2010 apresentou boa tipicidade

Angheben é o nome de uma tribo celta do século XI, da fronteira austro-italiana, mas que na última década se tornou sinônimo de alguns dos melhores vinhos do Brasil. O motivo disso é a vinícola de mesmo nome fundada em 1999 pelo famoso professor e enólogo Idalêncio Francisco Angheben. O professor, muito viajado e seu filho Eduardo fazem vinhos com uvas de vinhedos de Encruzilhada do Sul, que ficam em terras rochosas e arenosas. O conjunto de vinhos é consistente, apresentando um respeitável espumante e um Touriga Nacional com excelente personalidade varietal. Fonte: O Grande Livro dos Vinhos – Informações atualizadas de mais de 4.000 vinícolas em todo mundo. Publifolha – Edição 2012

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Degustação

Angheben Pinot Noir 2010 – álcool: 12,7% – distribuído em São Paulo por Vinci Vinhos  – preço: R$ 40 – vermelho rubi brilhante de média intensidade com halo granada  em formação. Aberto nos aromas com notas de especiarias sobre um fundo levemente herbáceo. Na boca exibiu taninos macios, álcool integrado, boa fruta e acidez gastronômica de acordo com os cânones dessa difícil casta. Termina com ligeira rusticidade não o suficiente para macular o conjunto. Fresco, sem madeira, é um dos melhores pinots brasileiros, num nível de qualidade superior aos madeirados congêneres chilenos e alcoólicos exemplares platinos. Além da tipicidade, tem na sua relação preço-qualidade outra virtude. Às cegas deve surpreender. Avaliação: 87,5/100 pts.

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