Category Archives: Vinho degustado

Ventisquero Grey Cabernet Sauvignon 2005 – exemplo da longevidade dos vinhos chilenos

Ventisquero é uma vinícola nova, criada em 1998, mas que já obteve sucessos graças ao talentoso grupo de enólogos (Felipe Tosso e Alejandro Galaz por exemplo) e ao considerável investimento da Agrosuper, empresa proprietária (US$ 60 milhões até 2006). Boa parte dessa verba foi para a compra de vinhedos para uma produção autossuficiente, uma política arriscada mas que beneficiou os vinhos. Ainda são necessários melhoramentos neste crescimento inicial da Ventisquero. Os destaques são o Pangea, denso e com nuances e os tintos Vértice, feitos em Apalta por John Duval, ex-enólogo da Penfolds Grange em parceria com o enólogo chileno Felipe Tosso e o novo Cabernet Sauvignon Enclave. Os projetos de vinhedos em áreas antes não mapeadas e os esforços para reduzir as emissões de carbono também merecem elogios.  Fonte: O Grande Livro dos Vinhos – 1a. edição – 08/2012 – Publifolha.CIMG0093

No corte do Grey Cabernet Sauvignon 2005 existe uma pequena participação da Syrah (10%). Foi realizada a maceração pré-fermentativa a baixas temperaturas para extrair maior quantidade de cor e aroma. O mosto foi fermentado em tanques de aço inoxidável e cerca de 100% dele passou dezesseis meses em barricas de carvalho francês e mais um ano de afinamento na garrafa antes de sua liberação. Também não podemos olvidar de que a safra de 2005 foi excelente no Chile e que a colheita da Cabernet Sauvignon ocorreu em abril, isto é, no exato momento em que a uva apresentou qualidades organolépticas ideais tantos nos aromas como na maturação dos taninos.

Degustação

Ventisquero Grey Cabernet Sauvignon 2005 – álcool: 14,5% – região: Vale do Maipo – importador: Cantu – preço médio: R$ 85 (safra 2009) – vermelho-rubi intenso com reflexo granada. Ao nariz notas balsâmicas secundadas por eucalipto, mentol com toques de frutas negras maduras (ameixas e amoras). Na boca a sua entrada revelou um vinho poderoso, de álcool generoso (14,5% álcool), taninos suaves, aveludados, arredondados pelo longo estágio na garrafa. Um Cabernet Sauvignon denso, concentrado, longo e persistente. Termina com uma leve nota de chocolate e apresenta retrogosto duradouro. De fato um Cabernet Sauvignon de alto nível, que esbanja tipicidade e que apesar de seu oito anos, tem sólido potencial de evolução na garrafa (3/5 anos). Avaliação: 89/100 pts.+

Observação: em 30.01.2010, fizemos um post sobre este mesmo vinho, inclusive safra idêntica. Na época vaticinamos que o vinho tinha potencial de 3/5 anos na garrafa: http://blogdojeriel.com.br/2010/01/ventisquero-grey-2005-um-cabernet-sauvignon-de-estirpe/

Dancing Bull Zinfandel California 2010

Sobre E. & J. Gallo Winery

A Gallo Family Vineyards é a imagem atual de umas das marcas de vinho mais bem sucedidas da América do Norte. Os Gallo constituem uma das duas dinastias de proodutores da Califórnia (a outro é dos Mondavi, de Napa). Agora administrada por Gina e Matt Gallo, netos dos fundadores Ernest e Julio, a vinícola continua a produzir enormes quantidades de vinhos vendidos em todos os cantos. Os que merecem atenção são os de um único vinhedo e os da propriedade, em especial os Cabernet Sauvignon, sérios e substanciosos. Fonte: O Grande Livro dos Vinhos, Folha de São Paulo – edição 2012

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O contrarrótulo informa que: “At Dancing Bull, we are proud to offer award winning wines selected from the best vineyards throughout California. Our Zinfandel, is bright, zesty and bursting with flavors of black cherry and raspberry with just the right amount of spice. The perfect pairing for BBQ or spicy foods. Let us know what you think at www.dancingbullwines.com”.

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Dancing Bull Zinfandel California 2010 – álcool: 13,9% – região: Modesto/Califórnia – importador: www.wine.com.br - preço: R$ 80 (R$ 68,00 para sócios do www.clubwine.com.br) – produzido por uma das maiores vinícolas dos EUA - E. & J. Gallo Winery, o mosto amadureceu três em barrica de carvalho francês. Análise organoléptica: vermelho rubi de média intensidade com reflexo púrpura. Aromas de geléia de frutas vermelhas, groselha sobre uma discreta nota herbácea (no fundo da taça surgiu uma sugestão de compota). Na boca taninos macios, ligeira sobra de álcool e média/boa concentração de sabor com destaque para sua maciez e presença de fruta em compota. O final é intenso, marcado por notas adocicadas. Fácil de beber, é o tipo de vinho para  quem está a se iniciar no mundo do vinho. Deve harmonizar com pizzas de qualquer cobertura (exceto camarões, frutos do mar e aliche), hamburguer e massas em geral. Avaliação: 86/100 pts. 

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Elegância e longevidade, este é o Luis Cañas Rioja Reserva 2003

Rioja Alavesa é uma subzona que integra, junto com a Rioja Alta e a Rioja Baixa, a DOCa - Denominación de Origen Calificada Rioja. Ao Norte a Sierra Cantabria freia os ventos frios do Atlântico, mas deixa passar as chuvas na quantidade exata. Desde a base das montanhas, o terreno desce até o vale do Rio Ebro, com encostas suaves de orientação Sul bem aquecidas pelo sol,  cujo solo arenoso-calcáreo é ideal para retenção da umidade de que tanto as videiras necessitam.  Essa conjugação de fatores é perfeita para a variedade Tempranillo, utilizada pela maioria das vinícolas da região.  Esses caldos envelhecem muito bem nas tradicionais barricas de carvalho, quando adquirem aromas finos e os sabores frutados que os caracterizam.
Mapa da Rioja Alavesa

 

As Bodegas Luis Cañas são um exemplo de como a sucessão familiar pode dar muito certo. Juan Luís assumiu a vinícola em 1989, com a intenção de aumentar a empresa. Com uma nova vinícola em 1994 e a expansão posterior, atualmente o rótulo Cañas cobre não apenas vinhos jovens de boa relação preço-qualidade, mas também seleções especiais premiadas. O Hiru 3 Racimos é um vinho potente, que mostra a importância do carvalho francês e do carvalho americano suavizado pela fruta densa. O Amarén tem notas de cereja e morango, com traços ousados de baunilha e especiarias. Fonte: O Grande Livro dos Vinhos, Folha de São Paulo – edição 2012

O Luis Cañas Reserva 2003 obteve 88/100 pts. da Wine Advocate

O Luis Cañas Reserva 2003 obteve 88/100 pts. da Wine Advocate

Degustação

Luis Cañas Reserva 2003 – álcool: 14,5% – região: Rioja Alavessa –  uvas: Tempranillo (95%) e Graciano (5%) – preço: R$ 131,45 – importador: Decanter - vinho amadurecido 18 meses em barricas de carvalho francês e americano de segunda passagem. Análise organoléptica: Retinto com reflexo ligeiramente acastanhado, no olfato destacadas notas balsâmicas, baunilha, côco, violetas, frutas negras tudo entrelaçado harmonicamente com muita elegância. Boca estruturada que subscreve integralmente o olfato, com taninos robustos (mastigáveis) em profusão de excelente qualidade, integração de fruta e madeira, acidez que lhe confere inegável frescor e final persistente, marcado por notas aveludadas. Sua sólida estrutura suporta de cinco a dez anos de afinamento na garrafa. Avaliação: 91/100 pts.++

Loridos Rosé, um espumante único

Fundada em 1922, a Bacalhôa Vinhos de Portugal S.A., inicialmente sob a designação de João Pires & Filhos, fez um longo percurso até afirmar-se como um dos mais inovadores produtores de vinhos em Portugal. No final dos anos 1970, Antônio D’Avillez tornou-se o maior acionista e passou a conduzir a empresa de forma dinâmica, diversificando o portfólio de marcas para produzir vinhos de relação qualidade/preço atraente para os consumidores.

Espumante Loridos Rosé

Em 1998 a Família Berardo tornou-se a maior acionista e no ano 2000 adquiriu a Quinta e o Palácio da Bacalhôa. Logo em seguida associou-se ao grupo francês “Lafite Rothschild” na Quinta do Carmo.  Atualmente, a “Bacalhôa Vinhos de Portugal S.A.“, produz vinhos em três regiões diferentes, nomeadamente Setúbal, Alentejo e Estremadura e faz parte do “Grupo dos Sete” mais importantes produtores de vinhos de Portugal.

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Loridos Rosé harmoniza com pizza de qualquer cobertura

Espumante  Loridos Merlot/Castelão 2008 – importado por Portuscale – 12% álcool – R$ 68,25 – linda cor  salmão brilhante límpida, brilhante. Nariz medianamente intenso com notas de frutas vermelhas (morangos) sobre um fundo levemente defumado com boa sustentação na taça. Boca macia, corpo médio, nítido caráter festivo, com destaque para seu frescor e cremosidade. De média/longa persistência, termina suave e sem amargor. Harmonizou bem com a Pizza “Castelões” do Ráscal Shopping Villa Lobos. É o tipo de espumante que harmoniza com pizzas de qualquer cobertura. Avaliação: 88/100 pts.

Fácil de beber: Finca La Linda Chardonnay Unoaked 2012

Imigrante de Navarra, Espanha, ainda criança, Leôncio Arizu em 1901 realizou o primeiro plantio de vinhas europeias da vinícola. Como isto iniciou-se uma das vinícolas de longa trajetória, em Mendoza, que permanece nas mãos da família fundadora. Hoje a vinícola conta com 650 hectares de vinhedos próprios em Luján de Cuyo. Suas exportações iniciaram-se em 1984 para Suíça e hoje os seus vinhos encontram-se no Brasil e em mais 20 países. No Brasil seus vinhos gozam de uma boa relação preço-qualidade. Importador: Decanter

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Degustação

Finca La Linda Chardonnay Unoaked 2012 – álcool: 14% – região: Mendoza/Luján de Cuyo – importador: Decanter - preço médio: R$ 40 - Amarelo palha brilhante. Aromas típicos com notas de frutas de polpa branca (pêra e maçã verde) sobre uma toque de mel. Na boca, sua entrada é suave, marcada pelas notas frutadas e pelo frescor aportado pela boa acidez. Macio, flui bem no paladar, evolui de forma limpa e vivaz, sem interferência da madeira. O final de boca é suave, sem nenhum amargor nem arestas. Avaliação: 88/100 pts.+

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Hospitalet de Gazin 2007, um excelente “deuxième vin” do Châteu Gazin – Pomerol

O Château Gazin, era uma aldeia no século XVIII, está provavelmente situado no local do “Hospital de Pomeyrols”, construído pelos Cavaleiros para receber os peregrinos no caminho de Santiago de Compostela. O nome do segundo vinho do vinhedo, “Hospitalet de Gazin”, foi diretamente inspirado nisso. O vinhedo de Pomerol desenvolveu-se, desde o século XII à Revolução, sob a égide dos Cavaleiros de São João de Jerusalém, de Rodes e de Malta. O Château Gazin possui 26 hectares contiguos ao l’Evangile e Petrus, portanto, é um dos crus de mais prestígio do Pomerol.

O vinhedo tem 90% de Merlot, 7% de Cabernet Sauvignon e 3 % de Cabernet Franc. No final, o vinho tem potência e o delicioso frescor da menta, criando a marca elegante e clássica do Pomerol, que o proprietário Nicolas de Baillencourt procura. O prédio do Château impressiona e apresenta uma vinícola equipada com pequenos tanques de concreto. Fonte: O Grande Livro dos Vinhos, edição 2012

O segundo vinho do Château Gazin, L’Hospitalet de Gazin, foi degustado recentemente. Trazido pelo Confrade Flávio, custou singelos US$ 30 em N. Y. !!!!

Degustação

Hospitalet de Gazin 2007 – álcool: 13,5% – região: Pomerol – uvas: Merlot, Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc – preço: US$ 30 (N. Y. – cerca de R$ 250 na Mistral – São Paulo) – Vermelho rubi intenso, profundo sem halo de evolução. No olfato um vasto leque aromático de frutos vermelhos e pretos harmonizados com notas de chocolate, alcaçuz, amêndoas, tabaco e baunilha, sobre uma gostosa nota de menta que lhe aporta frescor. No paladar taninos acetinados com a confirmação das frutas vermelhas e pretas, madeira e álcool integrados, tudo no lugar certo neste vinho que simplesmente acaricia o paladar de tão sutil e aveludado que é. Jovem, deve ganhar complexidade na garrafa. Persistente, seu delicioso retrogosto é marcado pela fruta. Avaliação: 90/100 pts.+

Calyptra Pinot Noir Premium 2010, um Pinot gostoso que vem do Vale de Cachapoal

“Calyptra é a vinícola que o famoso cirurgião  plástico José Zarhi construiu e plantou na zona de Cojá, no Alto Cachapoal, a 900 metros de altitude, hoje está produzindo alguns dos melhores vinhos do Chile. Por trás dos vinhos, há um enólogo que se empenha em um projeto sem temores, chama-se François Massoc. O catálogo é generoso  em riscos e isso é importante”Descorchados 2011

Sobre o Vale de Cachapoal

O Vale de Cachapoal, é um dos melhores terroirs  para vinicultura do Chile, localizado a apenas 80 quilômetros ao Sul da cidade de Santiago. Ocupa a parte sententrional do vale de Rapel, enquanto o vizinho meridional é Colchágua. Embora por muito tempo se tenha falado só de Rapel, pouco a pouco ambos foram se desligando dessa vizinhança a ponto de já muitos poucos rótulos falarem em um Rapel genérico. Existe lógica por trás dessa divisão, porque as diferenças são importantes, tanto em clima quanto em topografia. Boa parte dos produtores mais importantes de Cachapoal tem seus vinhedos aos pés dos Andes, local chamado de Alto Cachapoal. Nessa região a Cabernet Sauvignon brilha com seu frescor e elegância, mas, também, aproveitando a influência fria da cordilheira e dos pedregosos solos aluviais de média fertilidade, conseguiram-se interessantes resultados com a Viognier em brancos  e  Cabernet Franc em tintos. O poente, nos arredores de Peumo, as temperaturas aumentaram, especialmente nos setores protegidos da influência marítima, como em Las Cabras.  As brisas frescas da costa que deslizam pela bacia do rio Cachapoal banham os vinhedos de frescor e, ao mesmo tempo, moderam as altas temperaturas do setor. Isso explica, por exemplo, que os tintos tenham essas notas de ervas e frutas vermelhas maduras proporcionadas pelas brisas frescas. Fonte – Guia Descorchados.

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Degustação

Calyptra Pinot Noir Premium 2010 – álcool: 14,5% – região:  Coya/Alto Cachapoal –  importador: www.wine.com.br – preço: R$ 70 – (R$ 59,50 associados Club Wine) - vermelho rubi de média intensidade com halo púrpura. Aberto nos aromas com uma profusão de frutas vermelhas e negras como groselha, cereja e framboesa. Na boca sua entrada revela um vinho macio, de taninos jovens que não incomodam. Tem boa acidez e o álcool provoca leve aquecimento no palato sem desequilibrar o conjunto. A madeira está judiciosamente utilizada (22 meses de amadurecimento em barricas borgonhesas). Termina fresco, redondo, sem arestas. Um bom Pinot de tipicidade marcadamente chilena, bem distante do modelo borgonhês. Avaliação: 88/100 pts.

Quinta do Crasto Reserva Vinhas Velhas 2006

O conceito de “vinhas velhas” no Douro significa que dezenas de castas foram plantadas misturadas e não apenas as mais famosas como a Touriga Nacional e a Tinta Roriz. O próprio contra-rótulo esclarece que “o Quinta do Crasto Douro Reserva 2006  foi vinificado a partir de uma rigorosa seleção de uvas provenientes de vinhas com uma idade média de 70 anos. A sua grande complexidade e concentração resulta das baixas produções das vinhas velhas e do envelhecimento durante dezoito meses em barricas de carvalho francês e americano. Foi engarrafado, sem qualquer colagem ou filtração, estando sujeito, durante o seu envelhecimento, a formar um ligeiro sedimento”. Costumeiramente recebe notas altas da Wine Spectator  e de  Robert Parker e essa safra não é exceção porque recebeu  91/100 pts. de RP em 31.12.2008 e 92/100 pts. da Wine Spectator em 31.05.2009. A Wine Enthusiast lhe deu 93/100 pts. em 15.12.2009.  Já a safra 2005 ocupou a terceira colocação no Top 100/2008 da revista norte-americana Wine Spectator com 95/100 pts.

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Recebeu a seguinte avaliação de João Paulo Martins – Vinhos de Portugal 2012: ”Aroma quente, notas doces, ligeira compota, madeira bem integrada, muito macio e elegante na boca, um pouco mais gordo mas, cremos, a maioria dos consumidores  gosta, taninos muito sedosos, tudo muito bem equilibrado. Toque final macio, gordo, mas muito atraente. 16/20

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Degustação

Quinta do Crasto Reserva Douro 2006, 14,5% de álcool, Vinhas Velhas (25 a 30 castas diferentes), R$ 194,00 – importador: Qualimpor - vermelho rubi intenso, profundo com ligeiro halo granada em formação nas bordas. Aromas complexos de boa intensidade e complexidade nas quais se destacam notas florais (violetas), frutas negras, especiarias, madeira sobre discreto herbáceo. Na boca a sua entrada revela um vinho de taninos aguerridos, texturados que dão personalidade ao vinho. Fruta e madeira ainda ainda se entrosando sem macular a imagem do conjunto. Aliás, este Reserva já está quase pronto e mais algum tempo na garrafa concorrerá para sua completa integração, eis que o álcool, taninos e acidez estão razoavelmente equilibrados. No retrogosto uma leve nota tostada. Avaliação: 89/100 pts.+

Rosso di Montalcino Caparzo “La Caduta” 2006, um Rosso imponente

O La Caduta 2006 é um Rosso di Montalcino interessante.  Não é um Brunello embora seja  um vinho raro – um Rosso di Montalcino Riserva. (a bem da verdade essa palavra não aparece no rótulo). Rosso é muitas vezes o mais simples vinho de uma vinícola da região de Montalcino, produzido a partir de uvas que não são utilizadas no Brunello: ou as vinhas estão em uma posição inferior, ou são muito jovens, ou a qualidade não está no nível esperado ou simplesmente a safra não permite a produção de um Brunello. Mas este vinho vem de uma única vinha chamada La Caduta. (Crus individuais são geralmente usados para fazer Brunello, mas aqui temos  uma exceção).  O vinho é amdurecido como um Rosso, com 12 meses em madeira, embora, em vez de grandes botti de 6.000 litros (barricas de carvalho eslavo), aqui utilizaram-se  barris de tamanho médio de 2.000 litros.

A Tenuta Caparzo é um produtor que está na linha de frente na liga de Brunello. Os das safras 1993, 1994, 1995 e 1996 são muito consistentes. E o seu cru, o festejado La Casa, está certamente entre os melhores. A enorme concentração de taninos só permitem que seja aberto depois de ao menos uma década.

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Rosso di Montalcino Caparazo La Caduta DOC 2006 – álcool: 14% – Região: Montalcino/Piemonte – Importador: Madalosso Martins Imp. Exp. Ltda. - Vermelho-rubi intenso.  No nariz apresenta buquê doce, convidativo que é um aspecto a ser ressaltado. Notas de chocolate branco secundadas por pinceladas balsâmicas completam o perfil deste vinho “outstanding”. Normalmente o Rosso di Montalcino  não mostra perfil “gordo” e aqui temos a exceção:  complexas notas doces sobre um fundo de fruta em compota e de alcaçuz. Na boca exibe grande profundidade e concentração e a diferença de estrutura com um Brunello não é tão evidente. Não há qualquer sinal de traços excessivamente vegetais, embora a acidez seja madura e integrada. Mas, se não chega a ter realmente o estilo de um Brunello,  apresenta as melhores características da Sangiovese Grosso bem vinificada: perfume intenso, fruta doce, frescor,  textura forte, acidez salivante e classe, muita classe. De ótima tipicidade, uma boa promessa para os próximos anos que vale à pena ser conhecida. Avaliação: 90/100 pts.+

Luigi Bosca Cabernet Sauvignon Reserva 1999, um vinho que resistiu ao tempo

Leôncio Arizu imigrou de Navarra, Espanha, ainda criança, e em 1901 realizou o primeiro plantio de vinhas européias da vinícola. Como isto iniciou-se uma das vinícolas de longa trajetória, em Mendoza, que permanece nas mãos da família fundadora. Hoje a vinícola conta com 650 hectares de vinhedos próprios em Luján de Cuyo. Suas exportações iniciaram-se em 1984 para Suíça e hoje os seus vinhos encontram-se no Brasil e em mais 20 países. No Brasil seus vinhos gozam de uma boa relação custo x benefício. Importador: Decanter

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Degustação

Luigi Bosca Cabernet Sauvignon Reserva 1999 – regiões:  Maipú – álcool: 13% – importador: Decanter –  vinho amadurecido em barricas de carvalho francês novas  e mais dez meses de afinamento na garrafa, exibiu cor vermelho na transição para granada com nítido halo de evolução. Aberto nos aromas com notas empireumáticas, toques animais (couro) sobre leve balsâmico. No paladar os taninos estão maduros e são aveludados. O álcool e acidez estão integrados. Toques de frutas secas envoltas em  notas de chocolate dominaram o conjunto. O final não é muito persistente, mas a delicadeza de um vinho envelhecido é a maior característica deste longevo Cabernet Sauvignon que justificou a fama do produtor de elaborar caldos típicos que envelhecem bem na garrafa. Avaliação: 89/100 pts.