Category Archives: Vinho degustado

Espumante Ortigão Brut

O Ortigão Brut tem sua espumatização pelo método clássico (fermentação em garrafa). O “remouage” manual e o “dégorgement á la volée”, uma operação manual que segue as tradições seculares dos monges de Champagne, asseguram a boa qualidade deste espumante da Bairrada, que normalmente tem ótimo custo em função da qualidade que apresenta.

O espumante Ortigão Brut é o segundo da direita para esquerda

Degustação
Espumante Ortigão Brut – álcool: 12,0% – uvas: Arinto (60%),  Baga (20%) e Bical (20%) – região: Bairrada – importador: Adega Alentejana -  preço: R$   –  exibiu cor palha claro com reflexo esverdeado. Aromas típicos com notas de leveduras, vegetal seco, suave e equilibrado. Na boca exibiu bolha fina na boca, elegante, termina persistente e muito atrativo. Avaliação: 87,5/100 pts.
 
 

Adèo Campo alla Sughera DOC Bolgheri 2004

Marcelo Copello esclarece o significado da expressão “Supertoscano”: ” foi criada no início dos anos 1980 pela imprensa inglesa e americana para se referir aos vinhos desta região que, apesar de serem na época, pela lei italiana, apenas “vino da tavola”, alcançavam alta qualidade e preço. Estes vinhos “fora da lei” inovaram e ousaram ao misturar uvas estrangeiras como a Cabernet Sauvignon com uvas locais, como a Sangiovese. O resultado foi excepcional, não só do ponto de vista enológico, mas também de marketing. No que diz respeito à modernização dos vinhos do velho mundo, a primeira região a se renovar em bloco (embora de maneira não organizada), criando um estilo próprio e um fenômeno de marketing, foi a Toscana.

O conceito de mesclar uvas internacionais com autoctona se espalhou por toda a Europa, com ótimos resultados, não apenas por motivos “marqueteiros”, mas também por questões de viticultura. Na Toscana, por exemplo, muitos produtores admitem que em alguns terrenos da região é bem mais fácil conseguir bons resultados com Cabernet Sauvignon, Merlot ou Syrah, por exemplo, do que com a rainha local, a Sangiovese.

A própria legislação italiana, vilã do início desta historia, vem se adaptando e absorvendo as mudanças nos vinhos. Em 1994 um decreto ministerial criou a DOC (Denominazione di Origine Controllata) Bolgheri, que permitia ao Sassicaia (um dos supertoscanos ícones) ser rotulado como “DOC”. Hoje algumas DOC muito tradicionais já permitem adição de um certo percentual de uvas “estrangeiras”. Muitos dos supertoscanos também recebem hoje a classificação de IGT-Toscana ou Indicazione Goegrafica Típica, mas flexível que uma DOC.

Hoje a única ressalva é quanto a banalização do termo “supertoscano” que, como não é objeto de nenhuma legislação, mas apenas um “apelido” aos grandes vinhos modernos da região, vem sendo usado indiscriminadamente.

O importante a ressaltar a respeito dos supertoscanos é que, apesar de muitos serem feitos com castas estrangeiras, são vinhos inconfundivelmente italianos. Enquanto muitos exemplares californianos, chilenos ou australianos, feitos com Cabernet Sauvignon e amadurecido em carvalho novo se confundem, sendo difícil distinguir sua origem, os “supertoscanos” têm um caráter claramente italiano”. – Marcello Copelo no portal “Mar de Vinho”. 

 

Adèo Bolgheri Rosso 2004 – região: Campo Alla Sughera, Toscana-Itália álcool: 13,5% – uvas: Cabernet Sauvignon (60%) e Merlot (40%) – importador: Enoteca Fasano – preço: R$ 213 - Vermelho rubi escuro com reflexos violáceos. Aroma intensos e complexos, com fruta bem definida e copiosa, amora, ameixa, especiarias, baunilha, tostados e as típicas notas vegetais da casta majoritária a Cabernet Sauvignon. No paladar é um vinho potente, macio, refinado, taninos muito finos,  acidez salivante e final persistente, longo e profundo. Avaliação: 90/100 pts.++

Santa Helena Selección del Directório Sauvignon Blanc (Leyda) x Sauvignon Blanc (Colchágua)

O título dado a este post é uma demonstração do avanço chileno na busca pelo terroir ideal para suas cepas. Escolhemos o Santa Helena Selección del Directório Sauvignon Blanc de duas regiões costeiras: Leyda e do litoral de Colchágua. A leitura dos contrarrótulos é elucidativa. No de Leyda está escrito que “ Proveniente de viñedos plantados en los valles costeros de Leyda, ubicados a 12 km del Océano Pacífico, posée una fantástica expresión, con fruta cítrica, aromas a durazno y gran frescura. Su buen volumen, gran equilibrio y agradable persistencia lo convierten en un compañero ideal para carnes blancas, pescados y mariscos. Se sugere servir frío (10 graus celsius)”. Colchágua “ Proveniente de viñedos costeros  de nuestro Valle de Colchágua, ubicados a 10 km del Oceáno Pacífico…”o restante do conteúdo é idêntico ao de Leyda.

 

       

 

 

Degustação

Santa Helena Selección del Directório Sauvignon Blanc Leyda 2007 – álcool: 13,5%

Santa Helena Selección del Directório Sauvignon Blanc Colchágua (viñedos costeros) 2009 – álcool: 13,5% – palha com reflexo tendendo ao dourado. Aromas complexos com flor de maracujá, algum vegetal sobre notas levemente defumadas. Na boca é um vinho concentrado que confirma as sensações olfativas. Profundo, mineral, limpo, sem amargor ou sinais de declínio. Termina fresco, frutado e macio. Avaliação: 88/100 pts.

Espumante Aurora Chardonnay – método charmat

No dia 14 de fevereiro de 1931, dezesseis famílias de produtores de uvas do município de Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha, reuniram-se para lançar a pedra fundamental do que viria a se transformar no maior empreendimento do gênero do Brasil: a Cooperativa Vinícola Aurora. Eram anos difíceis, de baixo consumo e alta produção, com vários pequenos produtores sem recursos para negociar com os atravessadores, que lhes impunham suas condições, sempre desfavoráveis aos produtores. Unir forças foi a saída para essa situação e a formação dessa cooperativa representou um marco definitivo na história do vinho brasileiro.

Um ano após a fundação, a Aurora já colhida uma safra coletiva de 317 mil quilos de uvas, fixando a base de um empreendimento destinado não só a ser o maior, mas também um dos mais qualificados tecnologicamente do país.

Instalada no coração de Bento Gonçalves (RS), a Aurora conta com a produção das 1.100 famílias associadas, com suas propriedades em distritos e municípios da região, que cultivam as variedades viníferas e americanas, responsáveis pela produção média anual de 55 milhões de quilos de uvas e pela elaboração de 42 milhões de litros de vinhos, espumantes e sucos de uva. Toda a produção dos agricultores é feita sob orientação direta dos técnicos da Aurora que, diariamente, estão em contato com o produtor, fornecendo toda a assistência necessária.

 

 

 

 

 

 

Degustação

Espumante Aurora Chardonnay – método charmat (longo) - álcool: 12% – região: Serra Gaúcha - preço: R$ 30 - palha claro  boa intensidade de aromas no nariz, perlage fino, constante e  persistente, com boa concentração de fruta e vivacidade. Seu final de boca é elegante, limpo agradável e sem amargor. Pode acompanhar vários pratos com peixes e frutos do mar, inclusive os in natura (como tartar, sashimi e ostras),  pratos de carne suína, aves de carne branca e vários queijos. Avaliação: 86,5/100 pts.

 

A vivacidade do José de Souza Mayor 1994

 
Sobre a José Maria da Fonseca

A JMF tem mais de 175 anos e  longa tradição na produção de vinhos. Da sua produção total, 80% é exportado para os seguintes países: Brasil (principal), Suécia, Escandinavia, EUA, Canadá, Holanda, Itália, França e Espanha e até o mercado árabe, que exige vinho sem álcool, está contemplado com 200.000 garrafas anuais.

 

A casta Grand Noir

Casta  de bagos pequenos,  criada por Henri Bouschet, desacreditada na França, encontrou na Península de Setúbal um ótimo terroir para desenvolver-se. Sua acidez ajuda a dar equilíbrio e reduzir o grau alcoólico, eis que possui grande quantidade de ácidos primários. Resultado do cruzamento das castas Petit Bouschet e Aramon, é uma casta tintureira. Eduardo Paes, da Inovini, ressaltou que a Aramon, foi a casta mais plantada na França no século XIX até a primeira metade do século XX. A Petit Bouschet, de seu turno, resulta do cruzamento Aramon e Teinturier du Cher. Já a conhecida Alicante Bouschet nasce do cruzamento da Petit Bouschet com a Grenache.

 
 

O José de Souza Mayor é reconhecida-mente um vinho longevo. O deste post ainda estava palatável, mas seu auge já deve ter ocorrido há

Degustação

José de Souza Mayor 1994 – região: Alentejo – uvas: Trincadeira, Aragonês  e Grand Noir – álcool: 13% – importador: Mistral (atualmente importador Inovini) – granada brilhante com sedimentos em suspensão. Aromas abertos com tabaco, leve terroso sobre notas defumadas. Na boca se mostrou um vinho de taninos delicados, algum frescor, leve vinagrinho com notas achocolatadas. Acidez presente, final limpo e persistente com a ratificação das notas olfativas. Avaliação: 88/100 pts.

Pira Luigi Dolcetto D’Alba 2010

Pira Luigi é uma vinícola estabelecida no Piemonte,  em Serralunga D’Alba,  de propriedade da  Família Pira. A propriedade foi criada no início dos anos cinqüenta e no início apenas produzia uvas para vender para outras vinícolas. Numa segunda fase  começou a produzir vinho  vendido a granel para negociantes locais, entre os quais, uma pequena quantidade de Barolo “base” começou a ser engarrafada. Anos depois passou a produzir dois Barolos de vinhedo único (sim, os italianos também tem tradição na produção de vinhos elaborados com uvas de um único vinhedo),  a partir dos premiados “crus”  “Margheria” e “Marenca”. O Barolo Vigna Rionda foi lançado pela primeira vez ostentando no rótulo a  safra 1997. Os vinhos refletem o grande terroir de  Serralunga, mas também a extrema dedicação e paixão da família Pira nas vinhas e na adega.

Algumas informações

Ano de fundação: 1950

Produção anual total / garrafas: 45.000

Extensão total dos vinhedos: 11,00 ha

Variedades plantadas e extensão (em hectares):

Barbera – 2,00

Dolcetto – 2,50

Nebbiolo – 6,50

Sistema de espaldeira, método Guyot. Existência de grama entre os vinhedos colheita verde. Época de colheita: primeira semana de setembro (Dolcetto), meados de outubro (Nebbiolo).

Engenheiro agrônomo e enólogo: Gianpaolo Pira 

Tipo de viticultura: integrada / sustentável.

Extensão dos vinhedos (Dolcetto): 2,20 ha
Ano de plantação: 1980
Tipo de solo: calcário-argiloso
Exposição: Norte

Vinificação e amadurecimento: vinificação em fermentadores rotativos com controle de temperatura durante 6-7 dias. Maturação em tanques de aço durante 8-9 meses. Sem passagem por madeira.

Análise organoléptica (Enólogo): “rubi intenso vermelho com reflexo violeta. Aromas: frutado, floral, trufas. No paladar um vinho bem equilibrado e persistente, longo e complexo. Vai bem com pratos à base de massas com molho de carne, pratos de carne branca. Temperatura de serviço: 18 ° C”
Produção garrafas / ano: 15.000

Pira Luigi Dolcetto - vinho fácil, de boa tipicidade

Degustação

Pira Luigi Dolcetto D’Alba 2010 – álcool: 14% – uva: Dolcetto – região: Serralunga D’Alba – importador: MS Import – preço: R$ 59 – Púrpura intenso com reflexo arroxeado. Aromas com enfase nas frutas negras, especiarias e algum floral, leve adocicado. Na boca é um vinho fresco, de taninos vivos, ótima acidez e razoável concentração de fruta. Intenso, mineral, de média persistência apresentou bom comportamento à mesa, notadamente com pizza. Apresenta uma adstringência inicial que logo cede espaço para uma particular doçura final. Mais algum tempo na garrafa concorrerá para o afinamento do conjunto, que no momento já agrada. Um Dolcetto surpreendente. Avaliação: 87/100 pts.

 

Novos vinhos da Azienda Agricola Pira Luigi com exclusividade na MS Import

O delicioso Estreia Vinho Verde 2010

Mais uma vez pudemos comprovar a consistência de um dos melhores vinhos verdes de Portugal, o Estreia DOC 2010, aromático, vivaz e refrescante, de aromas clássicos e caráter moderno. Frutado, fresco e intenso, ótima companhia como aperitivo ou acompanhando saladas e pratos de frutos do mar, peixes, entre outros. Sua temperatura de serviço está entre 8 e 10 graus Celsius.  Não tem e está à procura de importador. Eventuais interessados poderão fazer contato através deste blog. Melhor do que este vinho somente seu preço: o Estreia é detentor de extraordinária relação preço-qualidade. O Vinho Verde mudou sem perder suas características e o Estreia é a maior prova disso.  Sua presença é praticamente obrigatória no portfólio de qualquer importador! 

Estreia Vinho Verde: todos que provam gostam!!

Duelo Novo x Velho Mundo

O palco desse duelo foi um tradicional restaurante de São Paulo. De um lado o pontuadíssimo Cobus 2008 “Corte a Nico”, corte de Cabernet Sauvignon (82%) e Malbec (18%) que arrancou nada menos do que 98/100 pts. da Wine Advocate (Robert Parker), sem dúvida, um dos grandes vinhos da Argentina, a “bola da vez no Novo Mundo”. Do outro lado, como desafiado o quase desconhecido Wences 2004, um vinho espanhol da emergente região de Toro, elaborado com Tinta de Toro (80%) e o restante de castas nativas. O primeiro custa R$ 890, um preço elevado para um vinho do Novo Mundo, muito provavelmente decorrente das elevadas pontuações que recebe safra após safra, o que demonstra consistência do produtor. Já o vinho ibérico, custa cerca de R$ 249, sem nenhuma pontuação expressiva, mas com nada desprezíveis 86/100 pts. do Guia Peñin 2009, uma medalha de prata no concurso “citadelles du vin” e outra (de prata também) no concurso internacional de “Zarcillo”.

 

 
 
 
 
Ambos foram servidos às cegas. O primeiro vinho apresentou cor vermelho rubi violáceo profundo, intenso com halo granada em formação. Aberto nos aromas com notas balsâmicas, algum terroso sobre frutas em compota. Na boca taninos polidos, elegantes e ainda presentes. Fluído, expansivo e com todos elementos em sintonia, inclusive o álcool na casa dos 14,5%. Persistente e salivante ao marcante final.  O segundo vinho já causou impacto na taça com sua cor retinta com reflexo púrpura. Aromas menos complexos do que o vinho anterior, contudo, com excepcional evolução na taça com baunilha, frutas negras sobre um fundo mentolado, quase que denunciando uma das principais características da casta majoritária no seu corte, a Cabernet Sauvignon. Na boca um vinho denso, concentrado, um pouco pesado, com menos acidez do que o primeiro vinho e muita fruta encoberta pela madeira. De longa persistência, quase que interminável,  um verdadeiro “infanticídio viníco” prová-lo agora.
 
Conclusão
Fugindo à regra deste blog esses dois vinhos não serão pontuados. Explico.  Se o fizesse, certamente que o vinho “desafiado” receberia uma pontuação maior. Todavia, entendemos que a comparação de um vinho elaborado majoritariamente com Cabernet Sauvignon com outro de Tinta de Toro   não é pertinente. Além disso as safras também são diferentes, o que corrobora essa assertiva. Mas sem perder tempo com outras considerações, vamos direto à conclusão. Não é porque o Cobos custa R$ 890 e já tenha recebido a astronômica pontuação de 98/100 pts. da WA de Robert Parker  que isso lhe dá a credencial de ser imbatível. Ledo engano. Essa degustação, que na realidade foi apenas uma brincadeira entre dois amigos trouxe um ensinamento para quem gosta de vinho: não devemos beber rótulos, premiações e nem pontuações. Não devemos acreditar piamente em tudo o que lemos. As pontuações são úteis para orientação do consumidor (até as pedras sabem que este escritor as defende, porque foi assim que aprendemos a analisar vinhos e porque as pontuações servem de norte para os interessados), mas nem sempre devemos nos apegarmos ferrenhamente a elas, eis que no mundo do vinho a verdade que deve imperar é a “verdade da taça”. Ou seja, o bom senso é imprescindível. O que deveria ser nem sempre é: não é porque recebeu 98/100 pts. da WA de RP que o vinho é melhor do que outro que nem pontuado foi….e ponto final!

Vermentino DOC Colli di Luni 2010 “Terenzuola” 2010

Para Joanna Simon, a  Vermentino “é uma uva aromática que faz brancos vívidos na Sardenha, Ligúria, Córsega e Languedo-Rousillon, provavelmente  a mesma que a uva Rolle da Provença (França).” Já Hugh Johnson, com o laconismo exigido pelo seu guia de bolso, assim a define: ”italiana, jovial, com textura satisfatória e potencial de envelhecimento.”

 
Os vinhos brancos de Colli di Luni, na Toscana,  são recomendados para harmonização com sopas e massas com molho pesto. O resultado é agradável ao paladar. O Vermentino, é adequado para aperitivos e pratos principais de peixe e marisco e os tintos para combinar com a cozinha Toscana, em geral, especialmente carnes, queijos e carnes brancas. 
 
 
 
Sobre o produtor: Terenzuola di Ivan Giulani
Em 1993, Ivan Giuliani decidiu deixar seus estudos universitários em economia e se dedicar em tempo integral para viticultura e vinificação. Sua propriedade se estende por 15 hectares, 14,8 dos quais  plantados com vinhas. Ivan é o único produtor que elabora vinhos das uvas autóctones Merla e Tintoretto, duas varietais tintas cultivadas na área desde o século XIX. Tipo de viticultura: a prática orgânica (não certificada). Ivan firmou recentemente  parceria com o Dr. Evasio Pasini, um famoso cardiologista, e agora também vai gerir uma propriedade em Cinque Terre (Ligúria), nas zonas históricas para a viticultura Montenero, Corniolo e Volastra.
 
Vinhas plantadas:
Sangiovese – 0.30
Merlot – 0.70
Vermentino – 9.00
Merla – 2.00
Tintoretto – 2.00
Sauvignon Blanc – 0.80
Vermentino Nero – 1.00

 

Degustação

Vermentino DOC Colli di Luni “Terenzuola”  2010 – álcool: 12% – uvas: Vermentino (90%) e outras uvas autóctones - região: Fosdinovo/Massa/Toscana – importador: MS Import – preço: R$ 72  – palha claro com reflexo esverdeado. Muito aromático com notas florais sobre um fundo mineral. No paladar é um vinho macio, equilibrado, fresco, com sugestões cítricas e confirmação da mineralidade quase salina  sinalizada no nariz. Sua boa acidez o habilita para a mesa e o seu final é limpo, intenso  e persistente. Um vinho fino e de personalidade. Avaliação: 88/100 pts.

 

Vermentino DOC Colli di Luni é na MS Import - www.msimport.com

 

Segunda degustação de vinhos Irurtia – Cabernet Sauvignon e Tannat

No dia 31 de janeiro realizamos mais uma degustação dos vinhos uruguaios Irurtia, com a presença de Clóvis Pavan e de Marcos Simonsen, da MS Import. Desta vez foram degustados dois vinhos:

Irurtia Cosecha Particular Cabernet Sauvignon 2008  

Irurtia Posada Del Virrey Tannat 2008 

Sobre as Bodegas Irurtia

Os Estabelecimentos Irurtia  nasceram com a chegada ao Uruguai do imigrante Vasco Don Lorenzo Irurtia nos primeiros anos do século passado. Sua paixão pelos bons vinhos e a dedicação ao trabalho no cultivo da videira dão seus frutos em 1913 com a primeira vindima.  (a próxima vindima – 2012 – será a número 100). A partir de 1954, Dante Irurtia  promove a instalação de vinhedos selecionados para a produção de vinhos de qualidade internacional. Hoje, os Estabelecimentos Irurtia conjugam os máximos avanços da tecnologia com a tradição artesanal.

 

Vinhs Irurtia, da região de Carmelo (Colonia), Uruguai

Contrarrótulo

“Color rojo rubi intenso, aromas a ciruela, especias, arándanos, frambuesas, su sabor es agradable, redondo, complejo, de muy buena estructura, con un final pronunciado e armónico. Platos: quesos, carnes rojas, pastas y comidas con buen aderezo. Temperatura de degustación 18 graus.” 

  

Degustação

Irurtia Cosecha Particular Cabernet Sauvignon 2008 – álcool: 13% – região: Carmelo/Colonia -  Vermelho rubi de média intensidade. Aromas de frutas vermelhas  formando um perfil unidimensional. Na boca taninos leves, acidez mediana e alguma concentração de sabor com a fruta assumindo o papel principal, porque a madeira não incomoda. De média persistência, termina um pouco curto e sem amargor. Um Cabernet Sauvignon de perfil leve, sem a presença dos taninos marcantes que caracterizam essa cepa. Preço: US$ 3,93  

 

 

Contrarrótulo do Irurtia Posada Del Virrey Tannat 2008

“El Tannat con su color rubi profundo de gran intensidad, desarolla sus aromas frutales y se muestra en la boca con gran caráter, untuoso, en un excelente final que habla de elegancia y personalidad. Acompaña pastas, carnes rojas y todo tipo de comidas con buen aderezo.”

 

Degustação

Posada Del Virrey Tannat 2008 – álcool: 13% – região: Carmelo/Colonia  -  um pouco mais intenso do que o anterior na cor, que já tem alguma profundidade. Aromas frutados com framboesa, alcatrão sobre um fundo tostado. Na boca é um Tannat bem diferente daqueles que estamos acostumados, eis que seus taninos são leves e proporcionam maciez ao conjunto. Não tem a “pegada” normalmente exibida pelos Tannats uruguaios, característica essa que agrada a muitos mas que também afasta outros dos vinhos elaborados com essa cepa. A acidez também é boa assim como a concentração de sabor, sustentada pela fruta copiosa e pela madeira integrada. Média persistência e final limpo, sem adstringência -  preço: US$ 6,90 

 

 

Nesta segunda degustação os vinhos Irurtia confirmaram a fama porque se mostraram equilibrados, sem excessos de madeira, álcool ou mesmo de extração.  Os dois tintos, produzidos com uvas da safra 2008, se destacaram no frescor e na qualidade. O primeiro mostrou que a Cabernet Sauvignon, permite a elaboração no Uruguai, de vinhos leves, sem taninos exagerados  e sem as cansativas notas herbáceas  que essa uva apresenta em alguns exemplares do Novo Mundo. O Posada del Rey Tannat cresceu à mesa, como acompanhamento de um entrecote e harmonizou razoavelmente por conta de sua boa estrutura. Enfim, um vinho de taninos finos, maduros e muito fácil de beber.